Presentão de grego
Algumas coisas são difíceis de entender no Brasil. Enquanto a presidente Dilma Rousseff brada contra a inflação afirmando que não poupará esforços para combatê-la, a Agência Nacional de Energia (Aneel) autoriza aumentos na conta de luz acima do que as próprias empresas solicitaram. A Cemig, por exemplo, pediu 8,8% e foi autorizada a aumentar 9,02% para consumidores industriais. No Mato Grosso do Sul, os contribuintes vão pagar até 18,57% a mais, enquanto a companhia daquele Estado reivindicou 17,56% à Aneel.
Tudo bem que a Aneel é uma agência reguladora independente. O sistema tem funcionado bem no Brasil. Mas não deixa de ser estranho que a Aneel autorize reajustes acima do que as próprias operadoras de energia pediram. Principalmente em um momento em que a presidente pede a todos os brasileiros para ajudarem a combater a inflação. É verdade que em alguns casos a agência autorizou reajustes abaixo do solicitado. Mas, em todos os casos, os índices aprovados ficaram acima da inflação do período. Péssimo exemplo (FRENTE E VERSO – Cezar Honório – No Correio de Uberlândia).
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