Subiu mais a conta da luz
O preço da luz em Minas Gerais está mais alto desde ontem. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão federal que regula o setor de energia, definiu, em reunião pública, durante o ciclo da 3º Revisão Tarifária da Empresa, o índice médio de 2,99% para o reajuste das tarifas de energia elétrica da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Para o consumidor residencial, a alta, percebida integralmente nas contas a partir de maio e irá vigorar até abril do ano que vem, será de 4,99%, em média. A Cemig atende a 7 milhões de unidades consumidoras em 805 municípios de Minas.
A Aneel aprovou também o reajuste das tarifas de energia de empresas que atendem aos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. As revisões tarifárias estão previstas nos contratos de concessão das empresas de distribuição de energia elétrica. No caso da Cemig Distribuição, o processo ocorre a cada cinco anos, sendo que os anteriores ocorreram em 2003 e 2008. Nos anos entre revisões (2014 a 2017, por exemplo), são feitos reajustes tarifários anuais.
Em Minas, o reajuste médio da conta de luz para os consumidores de baixa tensão (residências e pequenos estabelecimentos comerciais) foi de 6,98%. Para o residencial de baixa renda, foi de 6,30%, e para o residencial pleno (que são os demais), de 4,87%, chegando à média ponderada de 4,99%. Já para os consumidores de média e alta tensão, como indústrias e setor de serviços, houve redução. Neste caso, o índice foi de 4,83%, o que puxou para baixo o percentual médio do aumento da conta de luz, que ficou em 2,99%.
Os processos de revisão das tarifas nos quatro estados já incorporam os efeitos da decisão tomada pelo governo brasileiro de atenuar o alto custo das termelétricas acionadas em função do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas que geram energia a um custo menor.
O aumento da conta de luz em vigor desde ontem foi autorizado cerca de dois meses e meio depois da redução da tarifa de energia registrada nacionalmente. No dia 24 de janeiro começou a valer a diminuição de 18% para as residências e de até 32% para indústrias, agricultura, comércio e serviços. (Leia mais no jornal Correio de UIberlândia).