Choque de realidade
A Euro NCAP – entidade europeia de segurança automotiva independente – já atirou na parede uma série de modelos novinhos. A bateria de testes incluiu diversos carros recém-lançados na Europa, alguns inclusive já com passaporte carimbado para o Brasil. Hatches como o Golf de sétima geração, Ford Fiesta – igual ao que será fabricado na Bahia – e o Mercedes-benz Classe A conseguiram nota máxima nas avaliações – cinco estrelas. A nova geração do jipão Land Rover Range Rover Vogue – nas ruas brasileiras no início do ano que vem – também foi bem-sucedida. No entanto, a minivan Dacia Lodgy, que está em estudos para ser vendida aqui com emblemas Renault, conseguiu apenas três estrelas nos testes de impacto frontal. O modelo sofreu deformação acima do aceitável no pilar do parabrisas e o teto “enrugou” até a altura da coluna central. Além disso, partes do painel foram projetadas contra os ocupantes. Outros carros, como o novo Hyundai SantaFe, Opel Mokka – que chegará ao Brasil ano que vem como Chevrolet Tracker – e Fiat 500L também conseguiram nota máxima.
Caminho do meio
A Porsche aproveitou o Salão de Los Angeles para mostrar a segunda geração do Cayman. O esportivo de motor central-traseiro foi inteiramente renovado e está mais largo, baixo e com maior entre-eixos. A marca também trabalhou para deixar o carro mais leve – a dieta resultou em 30 kg a menos. Segundo a Porsche, isso ajuda a tornar o novo Cayman 6% mais econômico que a geração anterior. O consumo médio divulgado foi de 12,9 km/l. O modelo será o oferecido em duas versões, a básica e a S. As duas têm motores de seis cilindros boxer aspirados. A básica traz um 2.7 litros de 275 cv, capaz de levar o carro de zero a 100 km/h em 5,4 segundos e à velocidade máxima de 266 km/h. Já na S é um 3.4 litros de 325 cv que faz a aceleração baixar para 4,7 segundos e a máxima chegar a 283 km/h. Os dois modelos são equipados com câmbio de seis marchas, que pode ser manual ou automatizado de dupla embreagem.
Bravura amenizada
A Toyota mostrou a nova geração do RAV4 durante o Salão de Los Angeles, que termina hoje. As linhas do utilitário ficaram mais trabalhadas e o estilo ganhou uma certa urbanidade. O estepe, por exemplo, saiu da tampa traseira e foi para o fundo do porta-malas e não há mais motores V6 para o mercado norte-americano. O perfil é bem mais familiar e ele lembra modelos como o Honda CR-V – que se define como crossover. Sob o capô, um quatro cilindros de 2.5 litros e 176 cv acoplado a um novo câmbio automático de seis marchas. Ao menos, ele mantém a tração integral, mas que envia força na maior parte do tempo às rodas dianteiras. O motorista até pode travar a distribuição em 50% para cada eixo, mas o ambiente indicado para o modelo definitivamente é a cidade. O modo de condução Sport também joga com a tração e reparte a força para melhorar o comportamento dinâmico do modelo.
Reação inglesa
A Jaguar entrou de vez na “briga” do sedã mais potente do mundo com as alemãs Audi, Mercedes-Benz e BMW. Agora, a marca britânica lançou o novo XFR-S no Salão de Los Angeles. O modelo traz o mesmo motor V8 de 5.0 litros do XFR, mas com mudanças que fazem a potência saltar dos 510 cv para 550 cv. O torque sai de 63,7 kgfm para 69,4 kgfm. O câmbio segue o automático de oito marchas. A ideia é competir de igual para igual com os Audi RS6, BMW M5 e Mercedes-Benz E63 AMG. O visual também é ligeiramente mais “bombado” que o do XFR. As entradas de ar foram aumentadas e foi instalado um aerofólio na traseira. As rodas também são maiores, de 20 polegadas, e com desenho exclusivo para a versão mais furiosa. Suspensões mais rígidas, diferencial traseiro com escorregamento limitado e controles eletrônicos mais permissivos também foram adicionados para dar ao XFR-S um comportamento ainda mais arisco. Por dentro, no entanto, a atmosfera será de luxo, com bancos em couro de primeira linha e sistema de som com 18 alto-falantes.







