AutoTotal

Novidades do mercado

AutoTotal Fique por dentro das novidades do mundo automotor

9 de dezembro de 2012 9:32

Choque de realidade

A Euro NCAP – entidade europeia de segurança automotiva independente – já atirou na parede uma série de modelos novinhos. A bateria de testes incluiu diversos carros recém-lançados na Europa, alguns inclusive já com passaporte carimbado para o Brasil. Hatches como o Golf de sétima geração, Ford Fiesta – igual ao que será fabricado na Bahia – e o Mercedes-benz Classe A conseguiram nota máxima nas avaliações – cinco estrelas. A nova geração do jipão Land Rover Range Rover Vogue – nas ruas brasileiras no início do ano que vem – também foi bem-sucedida. No entanto, a minivan Dacia Lodgy, que está em estudos para ser vendida aqui com emblemas Renault, conseguiu apenas três estrelas nos testes de impacto frontal. O modelo sofreu deformação acima do aceitável no pilar do parabrisas e o teto “enrugou” até a altura da coluna central. Além disso, partes do painel foram projetadas contra os ocupantes. Outros carros, como o novo Hyundai SantaFe, Opel Mokka – que chegará ao Brasil ano que vem como Chevrolet Tracker – e Fiat 500L também conseguiram nota máxima.

Caminho do meio

A Porsche aproveitou o Salão de Los Angeles para mostrar a segunda geração do Cayman. O esportivo de motor central-traseiro foi inteiramente renovado e está mais largo, baixo e com maior entre-eixos. A marca também trabalhou para deixar o carro mais leve – a dieta resultou em 30 kg a menos. Segundo a Porsche, isso ajuda a tornar o novo Cayman 6% mais econômico que a geração anterior. O consumo médio divulgado foi de 12,9 km/l. O modelo será o oferecido em duas versões, a básica e a S. As duas têm motores de seis cilindros boxer aspirados. A básica traz um 2.7 litros de 275 cv, capaz de levar o carro de zero a 100 km/h em 5,4 segundos e à velocidade máxima de 266 km/h. Já na S é um 3.4 litros de 325 cv que faz a aceleração baixar para 4,7 segundos e a máxima chegar a 283 km/h. Os dois modelos são equipados com câmbio de seis marchas, que pode ser manual ou automatizado de dupla embreagem.

Bravura amenizada

A Toyota mostrou a nova geração do RAV4 durante o Salão de Los Angeles, que termina hoje. As linhas do utilitário ficaram mais trabalhadas e o estilo ganhou uma certa urbanidade. O estepe, por exemplo, saiu da tampa traseira e foi para o fundo do porta-malas e não há mais motores V6 para o mercado norte-americano. O perfil é bem mais familiar e ele lembra modelos como o Honda CR-V – que se define como crossover. Sob o capô, um quatro cilindros de 2.5 litros e 176 cv acoplado a um novo câmbio automático de seis marchas. Ao menos, ele mantém a tração integral, mas que envia força na maior parte do tempo às rodas dianteiras. O motorista até pode travar a distribuição em 50% para cada eixo, mas o ambiente indicado para o modelo definitivamente é a cidade. O modo de condução Sport também joga com a tração e reparte a força para melhorar o comportamento dinâmico do modelo.

Reação inglesa

A Jaguar entrou de vez na “briga” do sedã mais potente do mundo com as alemãs Audi, Mercedes-Benz e BMW. Agora, a marca britânica lançou o novo XFR-S no Salão de Los Angeles. O modelo traz o mesmo motor V8 de 5.0 litros do XFR, mas com mudanças que fazem a potência saltar dos 510 cv para 550 cv. O torque sai de 63,7 kgfm para 69,4 kgfm. O câmbio segue o automático de oito marchas. A ideia é competir de igual para igual com os Audi RS6, BMW M5 e Mercedes-Benz E63 AMG. O visual também é ligeiramente mais “bombado” que o do XFR. As entradas de ar foram aumentadas e foi instalado um aerofólio na traseira. As rodas também são maiores, de 20 polegadas, e com desenho exclusivo para a versão mais furiosa. Suspensões mais rígidas, diferencial traseiro com escorregamento limitado e controles eletrônicos mais permissivos também foram adicionados para dar ao XFR-S um comportamento ainda mais arisco. Por dentro, no entanto, a atmosfera será de luxo, com bancos em couro de primeira linha e sistema de som com 18 alto-falantes.

14 de outubro de 2012 0:41

Tem, mas acabou

Demorou, mas as consequências da mudança do acordo comercial entre Brasil e México começam a aparecer no setor automotivo. Desde março, quando foram instituídas cotas de importação para cada marca, ninguém havia estourado o limite. Agora a Nissan começa a sofrer com a medida. A marca japonesa completou a sua cota anual no mês passado. Assim, sem poder importar mais unidades, March e Versa viraram raridade nas revendas da Nissan. Tanto que ambos registraram apenas 200 emplacamentos em todo o mês de setembro. A maioria das concessionárias avisa que só haverá novas remessas em novembro e que a lista de espera já é grande. O que resta para a fabricante é esperar o ano que vem, para fazer uma nova cota. O problema só será sanado em 2014, quando os dois modelos – os mais bem vendidos da linha – começam a ser feitos no Estado do Rio de Janeiro. A Fiat atravessou problemas semelhantes, mas soube contorná-los de forma mais eficiente. Os seus dois modelos importados do México estavam se aproximando do limite. A saída foi limitar as vendas mensais a 500 unidades do Freemont e 1.500 do Cinquecento, independentemente da demanda brasileira.

Ficou para depois

Com a crise afetando a procura de carros de luxo, a Mercedes começa a apostar em modelos menores para continuar vendendo bem. A própria marca confirmou a apresentação do novo sedã para o Salão de Detroit, em janeiro próximo. Ele será a versão de produção do Concept Style Coupé, uma espécia de CLS em miniatura. Na prática, ele é quase um Classe A sedã – daí até a expectativa de que seja chamado de CLA –, com design esportivo, principalmente por causa do caimento do teto. A Mercedes também confirmou que a tal plataforma vai dar origem a cinco outros carros. Além de Classe A, Classe B e CLA, está confirmado um SUV no porte de BMW X1, mas que só deve aparecer em 2014. O quinto ainda não foi revelado. A montadora também confirmou que estuda a possibilidade de fabricar tanto o CLA quanto o futuro utilitário na fábrica que já tem Juiz de Fora, Minas Gerais, onde já foi feito o antigo Classe A. O problema é que a Mercedes investiu pesado na unidade fabril mineira para adaptá-la à produção de caminhões. Seria preciso, portanto, criar uma nova linha de montagem. O que demanda ainda maior investimento.

Salvou geral

A Fiat não deu bobeira. Aproveitou que não tinha grandes novidades para apresentar no Salão de São Paulo e que a importadora oficial Via Itália havia “dispensado” o evento e confirmou que vai mostrar carros da Ferrari e Maserati em seu estande. A ideia é dar um charme extra ao espaço da Fiat no Anhembi, já que a principal novidade da marca preparada para o Salão é a versão conversível do Cinquecento. No estande, estará a Ferrari 458 Spider, modelo que já recebeu até título de conversível do ano na Europa. Muito graças ao seu acerto dinâmico, considerado muito semelhante ao cupê. O motor é o mesmo: um V8 de 4.5 litros que gera 570 cv e 55 kgfm de torque que roda até 9 mil giros. O modelo escolhido da Maserati será o GranCabrio Sport, variante mais “nervosa” do conversível da marca do tridente.

Veio rápido

A Porsche quer se aproveitar do fato de ser uma das únicas marcas de esportivos que estará representada oficialmente no Salão de São Paulo. Para isso, não poupou esforços e confirmou a presença dos novos 911 Carrera 4 e 911 Carrera 4S no evento paulistano. Vale lembrar que a nova variante do cupê foi apresentada mundialmente no começo do mês, no Salão de Paris. A diferença para os 911 “comuns” está na forma como a potência é despejada. Nos novos modelos, a tração é integral contra a traseira nos mais baratos. Os motores continuam iguais. Um 3.4 de 350 cv o Carrera 4 e um 3.8 de 400 cv no 4S, ambos com a arquitetura boxer. A transmissão é manual de sete marchas, mas existe a opção do automatizado de dupla embreagem. Além deles, o estande da Porsche no Salão vai contar com a presença da nova geração do Boxster – também na variante S – e das versões GTS do Cayenne e Panamera. Ambos acertados para uma condução ainda mais esportiva.

9 de setembro de 2012 5:18

Bola dentro

A Chevrolet acertou a mão com o lançamento da Spin. A nova minivan fechou o mês de agosto com expressivas 4.503 unidades vendidas. Além disso, os estoques de Meriva e Zafira ainda conseguiram segurar a mesma média de vendas – com 1.500 e 550 carros emplacados, respectivamente, no mesmo mês. Com isso, a marca da gravata assegura a liderança no mercado de minivans no Brasil, com três modelos registrando bons números e o novo carro vendendo mais do que seus antecessores somados. A Spin foi lançada em junho, com versões de cinco e sete lugares para substituir os dois modelos antigos, tirados de linha pela fabricante. Ela é equipada com o motor 1.8 litro, que passou por melhorias para entregar mais força em baixa rotação. São 108 cv a 5.400 rpm e 17,1 kgfm de torque a 3.200 rotações. O preço começa nos R$ 44.590 para a versão LT com câmbio manual e cinco lugares e segue até os R$ 54.690 da LTZ automática, de sete lugares.

Números absolutos

A Ford conseguiu dois feitos notáveis no fechamento do mês de agosto. A fabricante norte-americana produziu seu carro de número 350 milhões aos 109 anos de existência – foi um Focus de terceira geração. Justamente o modelo que se tornou o carro mais vendido do mundo no primeiro semestre de 2012. Foram 489.616 unidades nos seis primeiros meses do ano, à frente do até então líder Toyota Corolla, que ficou com 462.187 carros vendidos. A marca foi conseguida em grande parte pelo ritmo de produção acelerado da fábrica da Ford na Tailândia, inaugurada em maio. De lá saem o Focus e a nova Ranger, além de quatro outros modelos. A terceira fase do Focus é esperada para o Brasil apenas em 2013.

Céu à vista

A Citroën adiantou mais detalhes do novo DS3 Cabrio, previsto para aparecer apenas no Salão de Paris, que abre as portas no fim de setembro. O modelo terá um teto de lona retrátil, que se esconde na tampa do porta-malas, com o vidro traseiro. O arranjo é semelhante ao usado no clássico Citroën 2CV. Os arcos laterais se mantêm fixos. Para o tecido, a marca disponibiliza três padronagens, preta, azul ou estampado. Por enquanto, nenhum detalhe mecânico foi divulgado, mas certamente o conversível usará os mesmos motores da linha DS3 fechada.

Reforço de peso

Veículos elétricos ainda estão muito longe da realidade brasileira, mas, aos poucos, alguns passos para o outro lado começam a ser dados. A BMW confirmou que vai vender os modelos da sua submarca – que nomeia seus carros com a letra i minúscula –, de elétricos no Brasil a partir de 2014. O primeiro a vir será a versão de produção do conceito i3, um hatch “altinho”. Ainda não há confirmação se o esportivo i8 ou qualquer outro carro da BMW i virá ao país. O que é certo é que a liderança à frente deste projeto da marca Bávara é de Carlos Côrtes, atualmente gerente de vendas e marketing da divisão de elétricos no Brasil. Ele trabalha no Grupo BMW desde 2008. A expectativa é que, enquanto os carros não chegam, a fabricante investirá na infraestrutura necessária para a implantação da tecnologia por aqui.