A misteriosa Pinot noir
Hoje meu tema é todo dedicado ao meu marido, que é um grande apreciador desta variedade que é sinônimo de elegância. Entender os vinhos produzidos com a Pinot Noir não é muito fácil, porque é uma das uvas mais complexas do mundo do vinho. O manuseio dela nas vinhas exige muito trabalho e provar os vinhos com ela elaborados exige uma compreensão diferente da que temos normalmente em relação aos outros vinhos.
Na produção de tintos ela dificilmente entra no blend com outras uvas, tendo sua fama voltada aos varietais. Os tintos à base de Pinot Noir são, de maneira geral, sensuais, pálidos, com perfume e notas adocicadas e muita das vezes nos remete à reflexão. Costumamos dizer que é a “uva branca dentre as tintas”, e mais a mais feminina de todas elas. E acho que por todos estes motivos esta variedade foi protagonista de um filme que vale a pena assistir: “Sideways – Entre Umas e Outras” (2004).
A uva Pinot Noir é o contraponto da grande e conhecida Cabernet Sauvignon que, francesa como ela, conquistou o mundo inteiro. Enquanto a Cabernet Sauvignon produz vinhos encorpados, profundos e com muita intensidade, a Pinot Noir sempre traz exemplares com mais aromas, elegância e delicadeza que não conseguem ser alcançadas por nenhuma outra uva. Uma das maiores diferenças entre as duas é o desenvolvimento das vinhas.
A Pinot Noir necessita de frio e tem maturação mais rápida, além de ser mais suscetível a pragas. Já a CS consegue se desenvolver em climas quentes e é uma das que amadurece mais tardiamente. Por essas condições é que não temos muitas regiões no mundo em que a Pinot Noir se destaque, pois em climas quentes ela perde suas características e se transforma em um vinho com características muito diferentes do ideal.
Recomendo sempre os vinhos Pinot Noir a quem quer um vinho mais delicado, mas ao mesmo tempo gastronômico e complexo, que possa ser bebido em temperatura mais baixa em nossa região. A Pinot Noir é uma opção de tintos que acompanha muito bem as carnes brancas e é um vinho que, para gostar é preciso decifrá-lo, estar aberto a novas experiências. Quem prefere exclusivamente vinhos muito robustos, como os Cabernet Sauvignon ou Malbec, certamente terá alguma dificuldade em apreciar um Pinot, mas quem aprende não se separada dela. A receita ao lado é uma boa opção para harmonizar com esta variedade tão envolvente e encantadora.
Tim Tim!!!
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Daniel Perches disse:17/05/11 13:38
Ótima matéria, Erika. Eu não me separo mais da Pinot Noir!
Abs
Daniel
Comentários (2)