Vinho no Restaurante
Em nossa região está crescendo o hábito de beber vinho em restaurantes. Antes, o universo era dominado pela cerveja e pelo chopp, mas cada vez mais as garrafas de vinhos têm ocupado seu espaço. Isso se deve à mudança de hábito do consumidor, mas também à abertura da mente dos donos de restaurantes, que perceberam a importância desse filão. O preço às vezes não ajuda, mas essa é outra história.
Hoje quero falar sobre alguns detalhes de comportamento quando pedimos um vinho no restaurante, afinal nosso comportamento não pode ser o mesmo que temos em casa, onde a liberdade é total.
A primeira tarefa é escolher o vinho adequado. Como faz muito calor na maior parte do ano, os espumantes e brancos para iniciar o almoço ou jantar são boas pedidas. Para acompanhar os pratos principais, se forem à base de massas ou carnes vermelhas, um tinto pode ser a melhor escolha. Um Chianti, vinho tinto da Toscana (Itália) é um “vai com tudo”, assim como a maioria dos vinhos tintos de Portugal (Alentejo, Dão e Douro, especialmente).
Quando o garçom chegar à mesa, verifique pelo rótulo se trouxe o vinho que pediu, da safra escolhida. Sendo o vinho certo, verifique a temperatura. No calor do cerrado, jamais beba vinho à “temperatura ambiente”. Essa ideia se aplica apenas à Europa, onde o “ambiente” é uma cave subterrânea com temperatura constante na casa dos 14 graus ou um restaurante em regiões onde o inverno realmente existe.
Para nós os espumantes devem vir no balde com gelo e água, os brancos no balde com gelo e os tintos resfriados. Nos dias muito quentes, se o restaurante não tiver ar condicionado, peça ao garçom para levar a garrafa de vinho tinto de volta à adega e deixá-la na temperatura correta. Se não quiser fazer isso, peça um balde com um pouco de gelo e coloque a garrafa sobre as pedras, mas sem mergulhá-la demais para não gelar o vinho tinto.
A rolha deve estar em bom estado, sem sinais de mofo, o que certamente transmitirá um “gosto de papelão” ao vinho. Ao servir o vinho para a primeira prova, verifique tudo isso, da temperatura ao gosto, sem se esquecer da cor, pois o vinho deve estar límpido, com alguma transparência, jamais turvo.
Detalhe importante: não devolva o vinho no restaurante porque não gostou dele, porque não se adequou ao seu paladar. Já presenciei isso e é prova de deselegância e um certo esnobismo de quem o faz. Como disse na coluna passada, vamos evitar as “enochatices”.
Tim-tim!
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Carlos Silva disse:15/01/12 1:45
Erika, gosto muito de ler suas colunas, onde voce explica como apreciar o vinho, com muita simplicidade. na ultima coluna qe li, vinho no restaurante, ficou-me uma duvida:o garcom deve dar a rolha que nao e de cortica para ser cheirada, tambem ? acho que nao, pois o cheiro de mofo so existe se a cortica estiver atacada por fungos.
Pode esclarecer?
Obrigado, Carlos Alberto, do Rio de Janeiro. -
Airton Rosa disse:16/01/12 9:16
Moro em Feira de Santana (BA) e a maior resistência que há em cidades de clima quente é a idéia de que vinho é bebida para tempo frio. Uvas como a Lambrusco tendem a nos ajudar na quebra deste preconceito. Conheça o http://vinodiario.blogspot.com/ Saúde!
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daniel stupp disse:31/01/12 18:21
Erika, morro em Florianópolis, esta epoca, faz bastante calor
porem nao troco meu vinho tinto por um branco.
Gostaria de saber qual a uva propicia para esta epoca tratando de vinho tinto, seriam os menos alcoolicos ou vinhos jovens.
Grato pela sua atençao.
Daniel
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