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Apontamentos da Matuziro






Lorena Matuziro


Literatura, arte, línguas e etimologia. Venha encontrar muitas novidades e discutir estes temas, além de sugerir e receber sugestões de livros, ler resenhas, artigos, como também acompanhar notícias e curiosidades sobre a língua. Pegue um bloco de notas e façamos muitos apontamentos!








31-03-2008


Meu primeiro livro



Você ainda se lembra de qual foi o seu primeiro livro? Jamais vou me esquecer do meu. O contato com as páginas de “Lúcia já-vou-indo” me trouxe, há 15 anos, um mundo totalmente desconhecido. Apesar de nem saber ler aos cinco anos de idade, aquele tanto de letrinhas com gravuras coloridas e animadas me fizeram apaixonar imensamente pelo universo da leitura. Resultado? Quando ingressei à pré-escola, um ano depois, em 1994, fui uma das primeiras da turma a aprender a ler. Motivada por quem? Por “Lúcia já-vou-indo”. Guardo com grande estima o livrinho que não deve ter mais que 20 páginas e conta a estória de uma lesma que nunca consegue ser pontual. E você? Qual foi o seu primeiro livro? Relembre aqui a sua experiência!




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Lygia Calil
01-04-2008
O primeiro eu não me lembro, mas provavelmente era um da coleção Vaga-Lume, que me acompanhou por toda a infância. Um livro bem marcante desta coleção foi "Meninos sem Pátria", do Luiz Puntel, que eu tive a oportunidade de conhecer. Tenho até hoje alguns livros dele, com dedicatória e tudo. Tenho mais algumas preciosidades, como "O Menino Maluquinho" e "Uma professora bem Maluquinha" autografadas. Um luxo, não? Matu, parabéns pelo blog e pelo conteúdo.




sílvia
01-04-2008
O primeiro livro que li foi "Elê o quê?" e contava a história de um garotinho que se chamava Eleutério e muitas vezes se envergonhava disso. Até descobrir que todas as pessoas possuem diferenças e ele era especial por ter um nome assim. Depois desse livro vieram muitos outros e tenho orgulho de dizer q tive uma infância cercada por leituras apaixonantes.




Priscilla Mundim
01-04-2008
Matuziro, parabéns pela iniciativa do Blog. Admiro a sua dedicação e seu interesse pelo mundo das línguas. Sucesso.




Marta N. O. Riuto
01-04-2008
LORENA, quero deixar registrado a minha visita e parabenizá-la pelo blog.Não posso deixar de dizer que fico feliz por voce ser como é e desejar todo o sucesso em sua carreira.Beijos!!




Lorena Matuziro
01-04-2008
Obrigada pelos comentários, pessoal! Obrigada por todo carinho!










28-03-2008


Olha o passarinho!



Você já parou para se perguntar por que quando tiramos fotos utilizamos a expressão “olha o passarinho”? Curioso, não!? Seja em festas de aniversário ou em reuniões entre amigos, basta alguns flashes para todos exclamarem “olha o passarinho”. A expressão não é infundada. Conta-se que no século XIX, quando surgiram as primeiras máquinas, levava-se muito tempo para tirar uma foto, o que causava muita impaciência. As crianças mal conseguiam aguardar o disparo. Qual a solução? Em frente às pessoas fotografadas, eram colocadas gaiolas com pássaros para que essas ficassem atentas. No momento exato do disparo, o fotógrafo dizia “olha o passarinho” e as pessoas olhavam exatamente onde deveriam. Interessante, não?




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Camila
28-03-2008
Nossa Lorena, que bacana eu nunca soube dessa historia. Interessante!!!




Helemary
28-03-2008
Muito Bom! Parabéns pelo blog Lorena. O Correio de Uberlândia precisava mesmo de um espaço como esse. Sucesso garota.




Lorena Matuziro
28-03-2008
Obrigada pelos comentários! A proposta do blog é realmente essa: atiçar a curiosidade do leitor! Cordialmente, Lorena Matuziro




emilianni
30-03-2008
interessante essa sua pesquisa, parabéns por sua capacidade de estudar os assuntos, que consideramos um "mero ditado"!!




Gustavo Hoffay
31-03-2008
Cara Lorena, Desejo-lhe muito sucesso a partir da coluna "Apontamentos....." .Constituímos um país cujo "cartão de visita" , o nosso idioma, vem sofrendo constantes e aterradoras ameaças, originárias desde um estranho descaso da maioria de sua própria gente.










27-03-2008


Sejam bem-vindos!



Cultura, literatura e arte. Resolvi criar esse espaço para que esses assuntos entrem em discussão. Como estudante de Letras na Universidade Federal de Uberlândia e Jornalismo no Centro Universitário do Triângulo, além de repórter do Correio de Uberlândia há sete meses, sou uma apaixonada por esses temas. Quem me conhece sabe que, quando começo a falar de literatura, é preciso reservar um longo tempo e abrir bem as orelhas para me escutar. Aqui você encontrará desde sugestões de livros, críticas e comentários, até curiosidades sobre etimologia, língua e novidades da área. Leiam e “opinem sobre minha opinião”! Só não serão aceitos comentários ofensivos ou discriminatórios.





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27-03-2008


O bispo



Detalhado, mas ao mesmo tempo objetivo; informativo, sem, no entanto, perder a emoção; história nua e crua, entretanto relatada com polêmica. Basicamente são esses os itens que permeiam o livro-reportagem “O Bispo – história revelada de Edir Macedo”.  Escrito pelos jornalistas Douglas Tavolaro e Christina Lemos, a obra, lançada no final do ano passado, conta a biografia autorizada do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record de televisão.

Os primeiros capítulos foram bem pensados e planejados antes mesmo de serem escritos. A idéia de levar o bispo de volta ao cárcere, lugar onde passou 11 dias, foi uma grande sacada dos jornalistas. Fazer Edir Macedo apenas recontar a história vivida, renderia um texto descritivo daquelas memórias; levá-lo à prisão, onde sofreu fortes torturas psicológicas, resultou em um texto mais vivo no tocante à emoção. O bispo reviveu aqueles momentos diante dos autores que, com talento, conseguiram resgatar todo o repugno demonstrado por Edir ao relembrar os momentos em que esteve preso. Ao transcrever esse sentimento às páginas do livro, os autores prendem e atraem vários leitores logo no início da obra, com bastante impacto.

Embora os autores trabalhem para a Rede Record, e sugerem, no próprio prefácio do livro, que o fato de escrever sobre o patrão, “quem paga seu salário”, poderia não resultar em uma obra imparcial, os jornalistas, em grande parte da obra,  não deixaram de cumprir com seu papel. Eles fizeram a Edir perguntas que passam pela cabeça de muitas pessoas, e que, com certeza, o incomodam bastante. O bispo, em alguns momentos, até hesita em responder as “alfinetadas”, mas grande parte delas é coletada com sucesso pelos autores. Perguntas sobre a condição financeira de Edir, seus inimigos ou se o bispo já chegou a obter ajuda do governo são algumas das pimentas do livro.

Obviamente que a crítica à Rede Globo e ao seu jornalismo está em várias linhas. Em todos os trechos em que é possível inserir relatos da guerra entre as duas emissoras ou agredir a Globo de manipulação, pode-se assegurar de que as apunhaladas estão presentes. Os autores não cometem nenhum deslize. Do que acusam, comprovam; seja com entrevistas ou documentos.

Senti falta de números expressivos, que, segundo os jornalistas, não foram revelados pelo principal entrevistado. O que é feito com o dinheiro arrecadado, por meio do dízimo, nas igrejas espalhadas por 160 países do mundo? São muitos fiéis e, com certeza, bastante dinheiro. De que forma esse dinheiro é aplicado? De que forma é distribuído? Mesmo que não pudessem revelar números reais, os autores poderiam, pelo menos, fornecer informações porcentuais. E a Record? Está no vermelho? Com que renda se mantém? Já consegue pelo menos se pagar? Todo o dinheiro da compra da TV na época veio dos dízimos? Essas questões, mesmo após ter lido todo o livro, continuam em minha mente.

Da história de vida, à história empresarial-religiosa de Edir Macedo, o livro traz à tona os caminhos trilhados por esse homem, certamente, desconhecido por muitas pessoas da minha geração, que, com seus 20 anos, provavelmente não conseguiram assimilar o que se passava no início da década de 1990. Edir Macedo é um dos grandes líderes do Brasil atual. Com sua forma de pregar a fé, no que ele mesmo chama de “fé e inteligência”, conseguiu reunir fiéis o suficiente para lotar o estádio do Maracanã por mais de uma vez. 
As conquistas do bispo são, indubitavelmente, de tamanha grandiosidade. Seu espírito empreendedor associado à fé o fez capaz de, literalmente, mover montanhas, lutar contra tudo e contra todos.


 





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JOAO ROBERTO SPINI MACHADO
28-03-2008
Cuidado,mocinha.O Ivan te pega,com este comercial religioso mal disfarçado sobre o Complexo Santificado-Industrial do carissimo Ministro de Deus,Sr.Dr.Edir (Ficil,,,) Macedo...




Lorena Matuziro
28-03-2008
Prezado Sr. Spini A intenção do comentário não foi fazer uma propaganda "mal disfaarçada" do bispo "Edir (fícil) Macedo", mas, sim, uma propaganda explícita do livro "O bispo - história revelada de Edir Macedo". Por se tratar de uma biografia, é impossível que o tema principal não fosse o bispo. O senhor, como uma pessoa que lê muito e publica muitos artigos por meio da coluna Opinião do Leitor do Jornal CORREIO de Uberlândia, deve saber, mais do que ninguém, que todas as informações são essenciais e não desprezíveis à formação intelectual, inclusive informações sobre “O bispo”. Agradeço-o imensamente por acessar e comentar meu blog! Logo uma pessoa que tem o respeito e credibilidade que o Sr. tem acessando um blog de uma incipiente estagiária em jornalismo e estudante universitária. Participe sempre que puder! Quanto ao Sr. Ivan, ele pode me pegar e me dar bronca mesmo! Sempre dana comigo! Já trabalhei diretamente com ele na Aciub e, se estou onde estou, devo 70% disso àquela peça que já se tornou lendária no jornalismo uberlandense! Cordialmente, Lorena Matuziro




Ivan Santos
28-03-2008
O Dr. Spini é professor universitário, homem de vasta cultura e creio que, no comentário a este texto, ele fez apenas uma brincadeira. O Dr.Spini sabe que sou um indivíduo que respeita a dialética que, no processo intelectal, respeita a luta dos contrários. Não preciso dizer mais nada.




Ivonei Riuto
01-04-2008
E ai menina? Quando vejo seus textos consigo visualizar sua jovialidade e "imperialismo". rsss Muito bom ver a presença do Ivan Santos e Dr. Spíni. Abraços,
















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