
O governo retoma as discussões sobre a regulamentação da profissão de jornalista. O ministro Carlos Lupi (Trabalho) criou, na última sexta-feira, um grupo de estudos para propor alterações na legislação atual, que é de 1969. Um dos pontos polêmicos é a obrigatoriedade ou não do diploma de curso superior específico para o exercício da profissão. A portaria para a criação do grupo de estudos, foi publicada no "Diário Oficial" da União na última sexta-feira e define prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos. Participarão do grupo representantes de empregados, empresários e do governo. O resultado será enviado ao Congresso Nacional na forma de projeto de lei. Esta é a segunda tentativa do governo para alterar a legislação profissional dos jornalistas.

A Receita Federal decidiu acabar com a declaração anual de isentos. Já a partir deste ano os contribuintes que estavam desobrigados de entregar a declaração do Imposto de Renda relativa aos rendimentos de 2007 não precisarão mais prestar contas ao fisco para manter o CPF regular. Uma instrução normativa será editada pela Receita nos próximos dias para pôr fim ao procedimento.

A declaração de isento do Imposto de Renda (IR) pode acabar. A Receita Federal estuda extinguir a obrigatoriedade de prestar conta, que todo ano, a partir de setembro, mobiliza milhões de brasileiros, sobretudo os de baixa renda, dispensados de declarar. Quem não se comunica com o Fisco tem o CPF suspenso. Uma instrução normativa sobre a mudança está em estudo e só aguarda decisão final da cúpula da Receita e poderá ser anunciada ainda esta semana. Outra medida de impacto, em fase final de estudo, prevê a inclusão do número do CPF já na certidão gratuita de nascimento. Na prática, o cidadão passará a existir para o Fisco após o nascimento. O CPF somente será ativado para fins fiscais quando a pessoa crescer (tiver renda, fizer transação imobiliária ou virar sócio de empresa).

Noticiário policial não é minha praia. No entanto, para acompanhar o processo político moderno no Brasil, a organização da criminalidade entra como fator importante na análise ou observação de qualquer estágio de comportamento político. Neste contexto, a denominada “criminalidade” cada vez mais espanta a sociedade com tamanha capacidade de organização. Dados recentes levantados pelo mapa eleitoral de 2004 e divulgados, na semana passada, pelo “Jornal do Brasil” indicam que mais de 10% dos vereadores em atuação na cidade do Rio de Janeiro contaram com apoio de organizações criminosas para se elegerem. As informações foram colhidas pela CPI das Milícias, na Polícia Federal e na Polícia Civil por meio do cruzamento de informações do TRE, com os nomes de parlamentares eleitos no último pleito e os endereços das urnas que renderam mais votos a cada um dos eleitos. O “JB” identificou seis vereadores beneficiados por alta concentração de votos em currais eleitorais instalados em áreas que estão sob poder de milícias ou do tráfico de drogas. De acordo com o levantamento feito pelo “Jornal do Brasil”, quatro vereadores obtiveram mais da metade dos votos na eleição passada em currais das milícias da Zona Oeste. Outros dois se favoreceram com votações majoritárias em áreas dominadas pelo tráfico, nas Zonas Sul e Norte. Esse tipo de informação é indicativo da omissão do Estado Nacional em matéria de segurança pública no Brasil. Cuidado, pessoal! Esse bicho é perigoso, pega e mata.
Crime e poder
O “Jornal do Brasil”, que iniciou uma série de reportagens sobre a interferência do tráfico, das milícias e do clientelismo no processo eleitoral por meio da formação de currais de assistência social. As matérias já publicadas são relatos impressionantes. As milícias do Rio imitam os paramilitares que supostamente combatem as Farc na Colômbia.
Mau exemplo
O “JB” contou a história do vereador Jerominho (PMDB) — atualmente na cadeia. Em 12 das 97 zonas eleitorais do Município, ele conquistou 82,68% dos 33.373 votos com os quais se elegeu. Jerominho é acusado de ser membro de uma quadrilha de milicianos. O mapa do TRE demonstrou o poder de votos de candidatos beneficiados pelo tráfico ou por milícias.
Prisioneiros
Para o cientista político Marcos Figueiredo, “hoje na cidade do Rio de Janeiro, algumas pessoas se sentem no direito de fazer o que querem e parte dos moradores tem plena consciência desta situação, mas está coagida. Se não obedecer será expulsa”. A aberração em toda esta história é a omissão do Estado que devia garantir segurança aos cidadãos. (coluina do jornalista Ivan Santos, no CORREIO).


O Fórum de Competitividade de Uberlândia prepara uma audiência para ouvir, no fim de agosto, todos os candidatos a prefeito de Uberlândia. Não será um debate. O Fórum quer conhecer o Programa de Governo de cada candidato a administrador de Uberlândia de 2009 a 2012. Os professores, pesquisadores e empresários que participam do Fórum entendem que qualquer dos candidatos a prefeito do Município pode vir a ser o futuro prefeito. Por esta razão decidiram ouvir todos eles por pelo menos uma hora. Não para contestar ou criticar o programa de cada um, mas para ter uma visão clara das propostas e intenções que apresentam como candidato. O encontro será aberto. Serão convidados representantes de jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão. Participam do fórum professores e pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), do Centro Universitário do Triângulo (Unitri), da Faculdade Católica, da Uniminas, da Uniub, da Politécnica e da Esamc e empresários. O Fórum tem caráter permanente e atua com o objetivo de estudar, elaborar e discutir produtos e procedimentos que resultem na modernização da produção de bens econômicos e serviços em Uberlândia e no Triângulo. O Fórum não tem cor política nem defende filosofia exclusiva. Também não tem compromisso com partido político ou candidato. Respeita ideologias e todas as diferenças sociais, políticas ou econômicas. O encontro com os candidatos foi idealizado com uma finalidade: saber o que cada um deles propõe para Uberlândia.
Oportunidade
Neste ano eleitoral, por causa das limitações impostas pela Lei Eleitoral, os candidatos terão poucas oportunidades de apresentar seus projetos, suas proposições e seus programas administrativos a setores que influem na formação da opinião pública. Uma coisa é a campanha de marketing nas emissoras de rádio e de televisão; outra é o Programa de Governo.
Jogo do passado
No passado, alguns candidatos procuravam envolver os adversários em crimes, vícios e corrupção de toda espécie para enfatizar-lhes a incapacidade, a incompetência e a falta de honorabilidade para assumir um cargo executivo e gerenciar recursos públicos. Hoje essa fórmula não produz mais efeito eleitoral e pode desgastar acusados e acusadores.
Programa definido
Hoje, para ter sucesso, um candidato a cargo executivo precisa mostrar bom senso, capacidade gerencial, firmeza de caráter, personalidade e habilidade para superar boatos e armadilhas de adversários. Hoje em dia, um candidato a prefeito não se elege só com ideologia e boa vontade. Precisa apresentar programa definido no qual os eleitores acreditem. (Coluna do jornalista Ivan Santos, no Correio de Uberlândia).

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nessa quarta-feira que vai investir US$ 269 milhões em três novas usinas de etanol no Brasil, num dos maiores empréstimos já concedidos para uma única indústria do gênero pelo organismo internacional. Os recursos vão para a Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA) com destino à construção de três novas destilarias, duas em Minas Gerais – Ituiutaba e Campina Verde – e uma em Goiás – Itumbiara.

A carne de porco, consumida por brasileiros já subiu 30% nos últimos meses, de acordo com dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Junto com a carne de boi, o porco está entre os produtos mais caro do açougue. Tendo como referência o mês de junho, para o produtor, o quilo do porco vivo subiu 45% do ano passado para cá. Passou de R$ 2,62 para R$ 3,97. Tradicionalmente em junho e julho, cresce a procura pela carne suína, que combina com pratos quentes, ou típicos do inverno. No momento em que o alimento parece mais apetitoso, consumidores deixam de levar os cortes preferidos, que perdem espaço para produtos mais baratos. Nas casas especializadas, o preço médio da carne de porco varia entre R$ 8 e R$ 9,50, o frango esta até R$ 4, e o peixe passa a ser alvo dos clientes assustados com os preços das carnes tradicionais.

Devido à inflação dos alimentos, o governo federal calcula que deixará de distribuir neste ano cerca de 500 mil cestas básicas às famílias consideradas em "situação de insegurança alimentar". Sem-terra, quilombolas, indígenas e atingidos por barragens, entre outros, estão na lista de pessoas que podem ficar sem receber a cesta básica. A maioria deles está em acampamentos, debaixo de barracos de lona e fora do Bolsa Família - principal programa de transferência de renda do governo federal. No ano passado, o governo distribuiu a essas famílias 2 milhões de cestas. Para este ano, por conta da alta do preço dos alimentos, a estimativa do governo é de 1,5 milhão de cestas. (Jornal Folha Online).
