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De carro por aí







13-08-2009


Os chineses estão incomodando



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Chery Tiggo começa a ser vendido dia 24 ao preço de R$ 49 mil

Os chineses chegam com pompa, circunstância e vontade. Em lugar de importações episódicas por meio de representante, atracam pela Chery Motors, maior de suas montadoras, para apresentar o Chery Tiggo dia 24, com vendas imediatas.
É utilitário esportivo lembrando versão anterior do Toyota RAV4, motor 2.0, potência estimada em 130 cv, transmissão mecânica de cinco velocidades, tração dianteira, ar-condicionado, direção com assistência hidráulica, bolsas de ar e ABS nos freios. Preço informado como R$ 49 mil.

Não será representante do MST na fazenda alheia, mas vizinho incômodo. No desejado segmento de mercado em expansão, mira no Ford EcoSport, com preço assemelhado, mas afetará concorrentes de cotação superior, o Mitsubishi Pajero TR4, mecanicamente muito mais bem dotado e um líder visto com cautela, o Hyundai Tucson. O Tiggo surge com a diferença de custar substancialmente menos.

É chinês, com peças multinacionais lá produzidas e outras brasileiras, argentinas e uruguaias, onde tem montagem finalizada.
Entre peças e processos forma percentual de conteúdo Mercosul que permite ser importado com isenção alfandegária.

A operação é da Socma, montadora dos vizinhos orientais, é comandada pelo argentino Francisco Macri, multimilionário, ex-montador de Renaults, Peugeots e Chevrolets em seu país.

Não se espere acabamento de Range Rover ou Mitsubishi Pajero Full. E se o consumidor tem dúvidas quanto a segurança, deve levá-las ao bispo, sem perder tempo em gabinetes oficiais. Por razões de comodismo nunca explicáveis ou justificadas, não há testes oficiais no Brasil para aferir segurança ou operacionalidade de automóveis, nacionais ou importados.

Ser revendedor de marcas exóticas, como a Chery, de países sem tradição, é uma “furada”? A marca conquistou a adesão de um dos empresários de maior vivência, conhecimento e lucros na atividade. Ricardo Costin, ex-diretor da Renault, da Fiat, e atual concessionário Peugeot e Volvo, assumiu a bandeira em Minas. Nome e fama de Costin são aval a outros interessados.

Dauphine abriu exportações

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Dauphine, elegante, ferramenta para a Renault se internacionalizar

Charmoso, atrativo em linhas, com soluções apresentadas pela italiana casa de estilo Ghia, o Dauphine era o atestado de maturidade da Renault. No fim da II Guerra Mundial, empresa fora encampada pelo governo e seu condutor nomeado, Pierre Lefaucheux, conseguira o impossível: viabilizar um produto gestado durante o conflito, o Renault 4 CV, dar bom rumo empresarial, preparar a evolução de toda a linha.

Escolheu o desenvolvimento do 4 CV, o recém-lançado Dauphine para iniciar exportações. O pequeno motor traseiro de 750 cm3 evoluíra a 845 cm3, fazendo 31,5 hp, o câmbio mantinha as três iniciais marchas, sem sincronização da primeira.

O projeto focou, corajosamente, no maior mercado do mundo, os Estados Unidos. Nos primeiros tempos vendeu mais que o dobro dos VW. Explicável. Era mais bem formulado, tinha quatro portas, estilo agradável, andava mais e gastava menos que o Fusca.

Em outros passos, o projeto chegou à vizinha Itália, onde a Alfa Romeo passou a montá-los; expandiu-se para fábrica associada na Espanha; e tomou coragem, vindo para a América do Sul.

No continente assumiu ações das iniciantes IKA, a Indústrias Kaiser Argentina, e Willys-Overland do Brasil, incluindo-o na produção conjunta com Jeeps e Rurais. Aqui foi o primeiro automóvel da então líder Willys, produzido de 1959 a 1965. O Gordini, mais forte, com 40 hp e quatro marchas, a partir de 1962 foi vendido em paralelo, mantendo-se até 1968, vésperas do lançamento do Corcel, versão do Renault 12 assumida pela Ford ao tomar o controle acionário da Willys. Na Argentina, sua vida foi um pouco maior.

Ao mundo, o Dauphine foi referência, mudando o conceito de carro pequeno, que não significa ser obrigatoriamente feio, sem charme ou elegância.





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06-08-2009


O priemiro da classe



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Motor V6 com 24 válvulas equipa esta preciosidade da marca Ford

A Ford deu uma acertada em regra em seu produto de representação no Brasil. Serviço completo para fazer um pacote sedutor: aplicou motor V6 em alumínio, duplo comando e 24 válvulas, produtor de 243 cv a valentes 6.550 rpm e gerador de 30,8 kilos de torque. A transmissão é hidráulica, com seis velocidades à frente, troca seqüencial, e há a aplicação de um diferencial com tração levada, sob demanda, às rodas traseiras.

Na prática é o seguinte: as marchas da transmissão aproveitam muito bem a força gerada pelo motor, permitindo acelerar muito bem, embora a velocidade final seja garroteada a 180 km/h, quando a injeção de combustível corta automaticamente.

A dirigibilidade encanta. O motorista sente o veículo nas mãos durante todo o tempo e velocidade, porém o melhor ganho foi na redução do espaço para manobras, adaptação necessária aos padrões brasileiros. Freios a disco nas 4 rodas com ABS e equipamento para estabilidade.

Sensores eletrônicos aferem o comportamento do automóvel, e o preparam às curvas, ou percebem a pista molhada, o piso escorregadio e a aciona, acionando a tração traseira.

Na lista de sensações o automóvel é invulgarmente estável, seguro, acelera, faz curvas, freia e mostra superioridade em pisos de pouca aderência – nenhum outro da mesma turma é capaz de subir uma serra molhada na mesma velocidade e segurança.
Surpreendente é o baixo consumo: entre 9 e 10 km/litro em cidade de trânsito civilizado, e estrada, carregado ou meia carga.

É fácil identificar os Fusion. Frente e traseira foram mudados, especialmente com assinatura do grupo óptico. Na traseira, idem. Saíram as lanternas tipo “tunning” – moda besta de estragar automóveis – e aplicaram outras adentrando nos para lamas traseiros. A visão do posterior ficou mais leve. Internamente, cuidado no estofamento de couro, acabamentos finos no painel e laterais das portas, iluminação no console, equipamentos como Bluetooth e sistema de som de primeiro nível. De itens a ser melhorados, a inexplicável inoperacionalidade do GPS. Há a tela para o GPS, mas o sistema é sintonizado com o país de origem, o México. Se do seu interesse saber o caminho de Toluca para Veracruz, é ótimo ... Item que pode ser melhorado é o painel. Mereceria a inclusão de item diferenciativo, de classe, onde a Ford coloca este automóvel. Aplicaria um relógio fino, moldura em metal, como o fez a Maserati há 20 anos, logo seguido por outros fabricantes, incluindo a Ford na década de 90. 

Roda-a-Roda

Moda – Carro de charme e chave da Fiat para o mercado mundial, o Fiat 500 – com motor 1.4 de 100 cv - será lançado no mercado nacional em setembro. Preço em torno de R$ 70 mil.

Fim – Com o controle da Fiat, a Chrysler desistiu do projeto de importação do Trazo, Nissan mexicano de três volumes, desenvolvimento sobre o Tiida.

Saveiro – A VW em preparativos para mostrar no final do mês seu picape Saveiro.

Direto – A Kawasaki investiu US$ 40M para abrir fábrica de suas motos dentro do favorecido projeto industrial na Zona Franca de Manaus. E iniciou implantar rede de distribuidores. Em Brasília a Suprema Motonáutica venderá as motos nacionalizadas e assistirá os produtos importados da marca: quadriciclos e jetskies.

A Ford começou primeiro

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Este caminho começou com o Modelo T, em 1911. Este é de 1922

Em 1911, quando automóveis eram um misto entre curiosidade e descoberta, Henry Ford criou a versão mais barata do famoso T, cuja produção se iniciara em 1908. Chamou-se Runabout – ou Roadster e também Commercial Roadster. Levava três pessoas na cabine e possuía um banquinho encarrapitado sobre o eixo traseiro, onde duas pessoas viajavam expostas. Ou, retirado o banquinho, se transformava numa plataforma para pequenas cargas. Era bi-valente e assim foi até 1914, quando a Ford resolveu criar um furgão aberto. Equivalia dizer um picape sem divisão para a cabine, ou um micro ônibus levando os três passageiros do banco frontal e mais seis passageiros, em duas fileiras longitudinais.

Veículo barato, confiável, seus donos inventavam inúmeras aplicações. Em 1917 a Ford incentivou fornecedores a desenvolver caixas específicas para se casar com plataforma paralamas. Era um picape. Fornecedores descobriram o filão e as vendas do Runabout se multiplicaram. Em 1925 a Ford assumiu o fornecimento das caçambas, chamando-o o novo picape de Roadster Pickup.

De lá para cá, a empresa firmou sua vocação e a série F, iniciada em 1948 é recordista mundial de produção e vendas. Da conhecida Ranger, menor dos picapes Ford norte-americanos, já se fizeram mais de 6,5 milhões de unidades.





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