
Mostrado na semana passada, o Mercedes-Benz Classe E surge no mercado como conseqüência de um objetivo ambicioso: ser o melhor sedã do mundo, fundado em design, conforto e segurança. Se é, o tempo dirá. Mas uma análise à estética, formulação, construção, sistemas, segurança e confortos indicam ter sido boa tentativa.
É o verdadeiro Mercedes, na família dos sedãs ponte entre o C, de entrada, o apresentador do sonho da posse e propriedade de um carro da marca, e o S, superior. Embora no Brasil seja 12% das vendas da família dos sedãs, é o cavalo-de-batalha da marca, seu produto mais rentável, e de melhor relação entre preço e conteúdo.
É disponível em quatro opções: motores V6, e 272 cv: 350 Avantgarde, 350 Avantgarde Exclusive; e V8, 388 cv no 500 Avantgarde, todos com transmissão automática de 7 velocidades, além do topo de linha AMG, a linha de comportamento esportivo. Motor 6.300 cm3 e 525 cv. Dado curioso, as versões AMG, superiores, de comportamento esportivo, caras, tem, o Brasil como melhor cliente no volume de vendas dos automóveis Mercedes.
As linhas mudaram totalmente, e mesmo com a maneabilidade criada pelos produtores de faróis para que estes se transformem em itens complementares à decoração, a Mercedes enfatizou a tradição de sobriedade e deu mais ênfase à grade frontal. Nesta época de fabricantes perdidos, onde poucos acham o caminho de manter a identificação entre produto e marca, o E é inconfundivelmente um Mercedes. O grupo óptico traseiro mudou, saiu da farofa comum de inúmeras marcas, confundindo a identificação.
O exitoso conceito de cupê quatro portas foi re-interpretado, mas a Coluna C se arremata no meio da superfície do porta-malas, sem prolongar-se até o final do carro. Traços longitudinais recebem as maçanetas, e há um ressalto nas portas e para lamas traseiros, sugerindo mobilidade – esqueça que o Hyundai Azera é um desacerto entre dianteira e traseira, mas neste pedaço explora muito bem o conceito.
Mantém a sobriedade, investiu em interatividade em 50 km (!) de fibra óptica e 35 módulos eletrônicos, há sistemas inoperacionais no Brasil por atraso de regulamentação pelas agencias nacionais. Um deles é um leitor das placas de velocidade e que programa o automóvel para obedece-las com conforto.
A disputa mundial no mercado de automóveis induz o seu aperfeiçoamento. Assim, as inquestionáveis qualidades Mercedes foram implementadas com maior cuidado, como a redução dos espaços entre os componentes de decoração, maior integração, menos folgas, além da tendência mundial de generosa iluminação interna no painel frontal e laterais – o Brasil conheceu isto nos Citroën Grand Picasso. Decorativamente tem tiras de carvalho negro nas portas e arremate do painel. É confortável e elegante.
Outro item muito interessante é o que concilia movimento dos faróis, tanto para curvas apertadas como dobrar a esquina, ou nas curvas nas estradas em velocidade e a eletronização de um sistema lançado há décadas pela GM em seus carros de luxo ao início da década de 50: a percepção de faróis em sentido oposto abaixa automaticamente os do Classe E. No tema conforto e segurança, possui um sensor que analisa continuamente as reações do motorista e interpretando como fadiga, acende um ícone no painel sugerindo um café. Há um sistema que auxilia o estacionamento, identificando se a vaga admite o carro e sugerindo os momentos de girar o volante. Também dispensa inserção da chave. O automóvel a percebe e para ligar e desligar, basta pisar no freio e apertar um vistoso botão em alumínio acetinado, material dos arremates internos.
Dinamicamente é um Mercedes melhorado. Para quem conhece sabe que isto significa um rodar confortável porém másculo, extrema estabilidade, freios grandiosos. A transmissão automática e os motores auxiliam muito nas frenagens.
Em resumo, um projeto muito feliz. É evolução, sem ser revolução, identifica a marca neste mar de carros quase iguais, oferece uma andadura confortabilíssima, segura e performática. O motor 3.5 e a transmissão de 7 velocidades dão-lhe capacidade de acelerar de 0 a 100 km/h em 6.9s – 0 500 em 5.2 e o AMG 6.3 em 4.5s. Velocidades máximas bloqueadas aos 250 km/h.
Tem invejável pacote de segurança. e realce para o tratamento e confortos internos, como o sistema de som com 14 alto falantes.
A Mercedes lidera as vendas no segmento de luxo, e entregará 5.000 unidades neste ano. Quer, até o final de 2009, 12% de seu mix, umas 300 unidades.
| Modelo | Valor em R$ |
| 350 Avantgarde | 269.900 |
| 350 Executive | 299.900 |
| 500 | 375.000 |
(O preço da versão de entrada é idêntico ao da série anterior, embora isto não signifique muito, tendo em vista a valorização do Real)
Roda-a-Roda
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Fiat 500, sucesso em charme chega ao Brasil |
Começar de novo
A Suprema Corte norte-americana declinou apreciar recurso de investidores sobre a solução dada por governo, sindicato de mão de obra, e bancos na criação de nova empresa, micando a antiga Chrysler LLC. Sem entraves, a Fiat gerirá a New Chrysler, sob a presidência de Sergio Marchione, acumulada com a do Grupo Fiat.
Negócio
Terá iniciais 20% na Group Chrysler LLC, por gestão, cessão e adaptação de produtos. Dentre estes, o Fiat 500, um sedã sobre o Alfa 159, e opções como o Linea e o jipinho Panda. Motores mais econômicos e diesel. Dando certo, retornando ao governo os US$ 6B de adiantamento, poderá aumentar sua participação até 35%. Mantém-se a curiosa liderança acionária da AWA, o sindicato dos metalúrgicos.
Aqui
Expectativas grandes, ampla gama de variáveis, infinitas combinações, a Fiat Automóveis no Brasil pode ser fornecedora do Linea, e a associada FPT, de motores. Se definida que a produção do 500 ou do Alfa no México, serão presença maciça no Brasil.
No mundo
Depois do lançamento estrondoso, com mais de um milhão de inscritos pagando US$ 500 para estar na fila de espera, a Tata, montadora indiana, também proprietária da Land Rover e da Jaguar, anunciou que em três anos entrará no mercado norte-americano. Claro, a preço superior aos US$ 2.500 cobrados no mercado da Índia.