
Acabou a privacidade dos mortais humanos que vivem em Pindorama. A Polícia do Pensamento descrita por George Orwell na sátira - 1984 – está em ação e muita gente nada ainda percebeu. Para quem vive como inocente, transcrevemos abaixo um trecho da matéria publicada no domingo passado, no jornal “Folha de São Paulo”, com o título: "Supergrampo da PF faz escuta sem depender de operadoras”. Informou no jornal no texto, que “a Polícia Federal incorporou a seu aparato tecnológico, maletas com equipamentos capazes de realizar interceptações de telefones celulares sem recorrer às operadoras e, por isso, em tese, sem a necessidade de autorização judicial. O equipamento que é usado por unidades de elite dos EUA e da Europa pode varrer as comunicações mantidas por meio de uma determinada ERB (Estação Rádio Base) - antena instalada pelas operadoras, interceptar um sinal telefônico específico no ar e o decodificar. A segurança do Supremo Tribunal Federal considera o uso da maleta de interceptação uma das hipóteses para a provável escuta detectada no mês passado na sala do assessor-chefe do presidente do STF, Gilmar Mendes”. Se nem o presidente do Supremo Tribunal Federal da República está livre de uma ação de espionagem eletrônica, imaginem o que pode acontecer com um mortal comum. Acabou a liberdade individual. Todo cuidado hoje é pouco ao fazer ou ouvir confissões eletrônicas. Alguém pode escutar o que se fala, em qualquer lugar, sem controle nenhum do Estado organizado.
Maleta mágica
A Polícia Federal usa uma maleta com capacidade de bloquear, interceptar e decodificar sinais telefônicos sem conhecimento das operadoras. A “Folha” informou que a Anatel analisou o equipamento a pedido do Ministério da Justiça, para ser usado só como bloqueador de celular em presídios com autorização judicial, mas as maletas voaram mais alto.
Abin tenta explicar
O diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, segundo a “Folha de São Paulo”, vai prestar depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, na próxima quarta-feira (20). Lacerda teria se colocado à disposição dos parlamentares para prestar esclarecimentos sobre espionagem com maletas eletrônicas.
Lição de um sábio
Mestre Tancredo Neves não falava de política ao telefone. Contou-me o saudoso senador Josaphat Marinho (PFL-BA), autor da Emenda que acabou com a fidelidade partidária no Colégio Eleitoral, que após a aprovação dessa matéria recebeu um telefonema de alguém que disse apenas: “Josaphat, Deus lhe pague”. Em seguida desligou. Era Tancredo Neves. (Coluna de Ivan Santos no jornal Correio de Uberlândia).

Se algum candidato a prefeito, em qualquer cidade do Brasil, prometer que vai reduzir a violência urbana com a criação de uma guarda municipal, uma secretaria municipal de segurança ou algo semelhante, desconfie. É argumento para atrair votos de eleitores preocupados com as ações de marginais que roubam e assaltam de dia ou de noite. Segurança pública é assunto para Polícia Militar e Polícia Civil. O que um prefeito pode fazer para enfrentar a insegurança que cresce nas áreas urbanas é empreender políticas sociais que resultem em melhor educação e que crie empregos, principalmente para jovens. Enfim, é contribuir para reduzir desigualdades sociais. Na semana passada, em São Paulo, a ex-prefeita e candidata da coligação “Uma Nova Atitude para São Paulo” (PT - PCdoB — PDT — PTN — PRB — PSB), Marta Suplicy, disse que, se ganhar a eleição, recriará a Secretaria de Segurança Urbana sob a qual o trabalho da Guarda Civil Metropolitana (GCM) será revalorizado. Revalorizar trabalho de guardas municipais para quê? Quando foi prefeita, Marta Suplicy criou a Secretaria de Segurança Urbana. O sucessor, José Serra (PSDB), extinguiu-a e a transformou em uma Coordenadoria, porque, na prática, a secretaria não servia pra nada. Agora, a candidata do PT, Marta Suplicy, proclama: “Vamos devolver à guarda o papel que deve ter, o de prevenção”. É demagogia a procura de votos. Os eleitores desinformados aplaudiram, ovacionaram a candidata petista e ela subiu nas pesquisas. Tem base?
Revelação
Marta revelou que não sabe “como está a situação da Guarda Municipal da cidade de São Paulo, mas disse: “Esta tem que ter um bom número de agentes e o mais importante é ter guardas equipados”. Dona Marta, que serve de exemplo a outros candidatos, sabe que, pelas leis brasileiras, Guarda Municipal não pode usar arma. Bandido organizado também sabe.
Abram os olhos
Então fiquem de olho e de mente alerta: quando um candidato a prefeito disser que vai enfrentar a violência urbana com a constituição de uma Guarda Municipal e com uma Secretaria de Segurança Pública. Abram os olhos. É tapeação líquida e certa. No passado, um prefeito criou em Uberlândia uma Secretaria Municipal de Segurança. Foi pura fantasia.
Bom exemplo
Em municípios nos quais os prefeitos apoiaram a Polícia Militar e a Civil no combate à criminalidade, os resultados foram positivos. A lei brasileira não permite que guardas municipais trabalhem armados. Guardas desarmados servem para vigiar os próprios municipais, não para trabalhar preventivamente no combate a criminosos organizados. (Coluna do jornalista Ivan Santos, no jornal Correio de Uberlândia).

Na eleição deste ano em Uberlândia, se a decisão for para o segundo turno poderá haver forte discussão com a participação de caciques políticos municipais, estaduais e federais sobre uma virtual união entre o DEM e o PT. O PT representa a situação comandada por Lula e o DEM procura ser o principal partido da oposição. Nessa condição, o DEM procura se fortalecer para conquistar votos em 2010 a fim de eleger governadores e uma forte bancada no Congresso. Uma união entre DEM e PT em um colégio eleitoral importante como Uberlândia e num Estado estratégico como Minas não ocorreria sem atrair a atenção dos principais dirigentes partidários nacionais. Este assunto assumiu importância na ordem do dia, porque, na semana passada, depois de analisar a pesquisa de intenções de votos do Ibope divulgada pela TV Integração e pelo CORREIO de Uberlândia, o candidato do PT a prefeito, Weliton Prado, considerou-se classificado para disputar o segundo turno e disse que espera pelo apoio do candidato do DEM, João Bittar, no segundo turno. Em política nada é impossível, mas uma união eleitoral entre dois adversários radicais como o DEM e o PT, em Uberlândia, seria fato singular. O DEM, substituto do PFL neste município, isolou-se ao afastar líderes históricos como Homero Santos e os seguidores deste tradicional político. No entanto, o DEM continua a ser legenda importante na oposição. Quem viver verá a reação dos liberais a uma virtual união eleitoral do DEM com o PT em Uberlândia.
Pesquisas
A propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito de Uberlândia deverá intensificar-se a partir da semana que vem e esquentar após as próximas pesquisas a serem divulgadas. As pesquisas realizadas antes da propaganda eleitoral no rádio e na TV ouviram eleitores que não sabiam quem eram os candidatos nem as propostas deles. As próximas podem ser diferentes.
Guerra
No começo de cada campanha, os candidatos movimentam-se como se pisassem em terreno minado. Cada passo é calculado, medido e dado com cuidado para evitar acidentes. Nos bastidores das coligações, experientes marketeiros movimentam-se e criam situações reais ou imaginárias para conquistar a opinião pública. É a guerra psicológica que move toda eleição.
Batalha fatal
Na arte da guerra eleitoral, com ataque e defesa, pode levar um candidato à morte ou à vitória. Quem se movimentar com emoções pode cair em esparrelas fatais. O jogo eleitoral é como guerra imprevisível. Qualquer erro pode ser fatal. A batalha deste ano começou na terça-feira passada e se intensificará a partir da próxima semana. Ao vencedor, os abacaxis.(Coluna de Ivan Santos no Correio de Uberlândia).


A campanha eleitoral deste ano só começará de verdade, em Uberlândia, na próxima terça-feira, dia 19. É que, nesse dia, inicia-se a propaganda gratuita no rádio e na televisão. Os estrategistas de campanhas eleitorais jogarão todas as fichas no desempenho dos candidatos a prefeito e à Câmara Municipal, nos programas de TV. No entanto, o comportamento da massa eleitoral, neste ano, está diferente do da eleição passada há quatro anos. Hoje o interesse do público por fenômenos sociais é pequeno. Haja vista a promoção musical Triângulo Music, que até o ano passado movimentava a juventude antes, durante e depois do espetáculo. Neste ano, passado o espetáculo, quase ninguém fala mais nele. O Triângulo Music acabou no dia seguinte. Poucas pessoas falam em eleição. Esse comportamento retrata o ânimo da sociedade diante de milhares de informações que circulam no espaço a cada minuto. Talvez por isto o interesse público por eleição é baixo. Nos primeiros três dias, os candidatos e as propostas deles serão novidade no vídeo. Depois desse prazo não passarão de rotina. Os eleitores deixarão a televisão “sossegada” e só retornarão a ela para assistir ao próximo capítulo da novela. A população jovem circula nas ruas e em casa com um equipamento MP3 no ouvido. Escuta “música moderna”, geralmente rap ou funk. Está todo mundo inserido na modernidade. Nesse ambiente, propaganda eleitoral precisa ser original, surpreendente, para atrair a atenção da Tigrada.
Num segundo
Os programas dos candidatos, no rádio e na televisão poderão ser como fogo fátuo: desaparecerão em segundos sem deixar rastro. Não será fácil atrair atenção da Tigrada para ouvir declaração ou conhecer “programa de governo”. Atenção da massa em propaganda eleitoral, neste ano, terá a mesma duração de um relâmpago. Nada, além de um segundo.
Especiais
Na TV, cada anúncio-foguete de 30 segundos produzirá efeito praticamente zero, a menos que a mensagem, misturada no meio de outras seja original, atraente, bem formatada e mais bem divulgada. O desfile de anúncios, em poucas horas, deixará os telespectadores saturados. Propaganda de candidato a vereador será como piada de cobra pra lagarto escutar e rir.
Nova estratégia
O festival de ações na Justiça movidas partidos contra adversários, por supostas irregularidades, será um diferencial publicitário nas eleições deste ano. Os primeiros ensaios indicam emoções irresistíveis. Haja paciência para aturar imaginações criativas de pseudo-estrategistas que movimentam a Justiça com a intenção de iluminar o candidato na mídia. (Coluna de Ivan Santos, no jornal CORREIO).

Alguém se lembra da reforma tributária proposta pelo governo ao Congresso? Está na geladeira da Câmara e quase ninguém mais fala nela. Melhor: político não se importa com reforma tributária em tempo de eleição municipal. Depois das eleições de prefeito e vereador, o tempo dos parlamentares será gasto com a recomposição das forças políticas para as eleições gerais, especialmente a do presidente da República em 2010. Por isto, no começo de 2009, Lula poderá fazer uma reforma ministerial. Aliás, essa reforma já começou com a saída de Gilberto Gil e a demissão repentina do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Depois do recesso do Congresso em 2009, será tempo de discutir reforma tributária, mas para animar o teatro legislativo, o governo já pensa em desarquivar outro tema polêmico: a reforma política. A partir de maio do ano que vem começarão as discussões para a composição das forças que disputarão as eleições gerais em 2010. Então sobrará pouco ou nenhum tempo para discutir reforma tributária. Quem acompanha o processo político no Brasil sabe que, sempre que o governo quer desviar a atenção pública de um alvo específico, desarquiva a reforma tributária e sobre ela abre discussões. Cria impasse entre a União que não aceita perder receitas, os estados que querem maior participação no bolo arrecadado pela Receita Federal e os prefeitos, que reivindicam mais verbas a fundo perdido, esforçam-se para revogar a Lei de Responsabilidade Fiscal. A dissimulação é geral.
Inconformados
Quando as querelas aumentam entre os partidos da base aliada, o governo faz uma minirreforma ministerial. Esta já está prevista para depois das eleições para acomodar os aliados insatisfeitos com os resultados das eleições. Antes da reforma do Ministério, o governo pode tirar do baú a reforma política para reafirmar que tudo continuará como sempre foi.
Renovação
No começo do segundo mandato, o presidente Lula disse que a reforma política era a “Rainha das Reformas”. Em poucos dias percebeu que pisava em areia movediça e apressou-se em dizer que “reforma política é atribuição do Congresso”. Passou a bola pra frente e o Congresso, que é do ramo e não quer reforma política alguma, fechou-se em copas.
Imutabilidade
Reforma política e reforma tributária são dissimulações que aparecem no teatro político para entreter quem sonha com Justiça Fiscal. Com projetos de reformas, o Poder Executivo acalma a ruidosa classe média e ganha tempo até chegar a data de novas eleições para “renovar” a composição do poder. Assim, tudo continuará como era antes, sem nada tirar, sem nada pôr. (Coluna de Ivan Santos no Jornal Correio de Uberlândia).

O vice-governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia, estará em Uberlândia e receberá o Título de Cidadão Honorário na quinta-feira (14), às 14h, na Câmara Municipal. Às 19h, abrirá o 2º Encontro Regional de Advogados, organizado pela 13º subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Centro de Convenções. Na sexta-feira (15), o vice-governador fará uma palestra sobre "A Reorganização do Estado Brasileiro como garantia de desenvolvimento social", às 9h40, dentro da programação do Encontro promovido pela OAB.

Em duas votações, os deputados aprovaram, na noite desta terça (12), a criação de mais 3.090 cargos no Executivo.
As novas contratações empurram para dentro da folha salarial do governo uma despesa extra de mais de R$ 200 milhões. Na primeira votação, a Câmara aprovou o projeto de lei número 3452. Cria uma carreira nova de servidores: analista técnico de assistência social.
Prevê a contratação, via concurso público, de 2.400 pessoas. A maioria será acomodada no ministério do Desenvolvimento Social, chefiado por Patrus Ananias.
O salário mensal não é ruim: de R$ 3 mil a R$ 10 mil, mais gratificações. A Despesa total é estimada em R$ 160 milhões.
O mesmo projeto abriu 250 vagas novas na Susep (Superintendência de Seguro Privado) 200 "analistas técnicos" e 50 "agentes executivos." Custo: R$ 30,8 milhões.

Tilden Santiago, ex-embaixador do Brasil em Cuba, deixou o PT após 28 anos de filiação e ingressou no PSB. O motivo da troca foi o governo Aécio Neves (PSDB-MG), ao qual Tilden serve desde 2007. Por isto era ameaçado até de expulsão pelo PT Mineiro. A ameaça, disse Tilden, foi um dos motivos da saída. Ele alegou também razões políticas para deixar o PT. O "atrito maior", segundo ele, foi o PT "insistir obsessivamente num projeto alternativo a Aécio". Tildon não quis lutar pela aproximação do PT nacional com Aécio dentro do PT. "Depois de quatro anos de diplomacia, não vivo mais a luta interna. Meu gosto é pelo pluripartidarismo e pelo ecumenismo", disse ele, que aproveitou a presença em Belo Horizonte do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) para ingressar no PSB com a ficha de filiação assinada peloex-ministro. (Comente este informação).
