Busca








Para melhor atender às suas necessidades, o Correio de Uberlândia quer ouvir a sua opinião. Responda a nossa pesquisa.
 


NOVO SOM







31-10-2009


Cirrhosis questiona cena roqueira da cidade



Adreana Oliveira

Cirrhosis: grupo afirma que vive no verdadeiro underground

O ano de 1988 marcou o início da carreira de uma banda fundamental para a história do heavy metal em Uberlândia: Cirrhosis. Com 21 anos de carreira e três discos gravados, o grupo se sente excluído da atual cena independente da cidade. “Parece que existe um complô contra o Cirrhosis, as portas se fecharam para nós”, disse o baterista Fernando Allencar. “Mas nós vamos arrombá-las”, disse o vocalista Flávio Monttero. Durante a entrevista realizada na praça em frente à Biblioteca Municipal, no Fundinho, o quinteto falou de passado, presente e futuro e faz uma dura crítica ao mercado local.

Apesar de mais de duas décadas de história, eles precisam pleitear vagas em festivais com bandas que ainda não descobriram que caminho seguir. “Parece que esse mercado alternativo está tomado por ‘panelinhas’ e produtores picaretas que fazem os eventos para suas bandas tocarem”, disse Fernando. “Nós vivemos no verdadeiro underground”, afirmou o guitarrista Marcelo Guarato.

Questionados se tal postura não seria o motivo dessa “exclusão” sentida por eles hoje no cenário local, afirmam que é uma questão mais pessoal do que profissional. “No final dos anos 80 e meados dos 90 existia companheirismo, as bandas se apoiavam, hoje, todo mundo tem banda e nos vêem como concorrentes e não como parceiros, parece que se esquecem da importância que temos para o metal em Uberlândia”, disse o baixista Emerson Leik. “Nos temem pela nossa tradição e pelo nosso nível”, afirmou Fernando Allencar.

Para Fernando e Guarato a questão não é apenas essa. “Existe muita inveja. Somos a única banda da cidade que tem contrato com uma gravadora de verdade [Cogumelo Records-BH] e não venha me falar que Free Mind [Free Mind Records] é gravadora”, disse Fernando. “Hoje em dia se grava um disco sem sair do quarto. Por aqui não se valoriza o trabalho, a batalha que tivemos para manter o Cirrhosis na ativa”, disse o vocalista Flávio Monterro. “Ninguém reconhece isso na cidade e nem esperamos que o façam”, afirmou Fernando Allencar.

O disco: “Drinks from hell” terá show de lançamento em BH
O primeiro disco, “Alcohol Rules”, um split (vinil dividido entre duas bandas) é guardado com carinho pelos músicos do Cirrhosis. Segundo eles, outros nove integrantes passaram pela banda, mas o que vale é o presente. Em “Drinks from hell”, eles mostram com competência o death metal de Uberlândia que não deixa a desejar a grupos do segmento de grandes cidades e do exterior. “Colaboramos muito um com o outro durante o processo de composição”, afirma o baixista Emerson Leik. Para Fernando Allencar, os ensaios foram fundamentais para chegar às oito músicas que entraram no disco. “O bom foi que aproveitamos também material muito antigo”, disse o guitarrista Henrique Allencar, irmão de Fernando. “Todo mundo no metal fala dos irmãos Cavalera, nós somos os irmãos Allencar.”

O disco, que já está pronto, terá seu lançamento em Belo Horizonte, no dia 5 de dezembro, quando o Cirrhosis dividirá o palco com Obituary, Belphegor e Drowned. “Estamos planejando uma turnê pelo Norte, Nordeste e Sul do País e a Cogumelo junto com a Tumba Records já trabalha uma possível viagem para a Europa para divulgarmos disco lá”, afirma Emmerson Leik. Eles esperam ainda voltar por outras cidades por onde já passaram como Araxá, Araguari, São José do Rio Preto, Goiânia e Contagem.

Quanto a Uberlândia, eles dizem que nem tudo está perdido. “Ainda tem bandas que mantém o espírito da velha guarda, como Dark Abys, Catástrofe, Mata Leão, entre outras”, disse Emerson Leik. O último show que fizeram na cidade foi em setembro de 2008, no Rock Contra a Fome.

Experiência: músicos indicam suas bandas favoritas

A formação atual do Cirrhosis tem integrantes experientes e que se inseriram cedo no underground. A idade varia entre 34 e 39 anos, mas isso para eles, não significa fim de carreira. “Me sinto mais disposto hoje e toco melhor que quando começamos”, disse o baterista Fernando Allencar. “A gente se sente bem porque faz o que gosta”, afirmou o baixista Emerson Leik. Na hora de falar sobre o que eles escutam em casa, não há surpresas. “Só ouço velharia”, disse Marcelo Guarato. Entre os grupos que eles recomendam estão Morbid Angel, Carcass, Iron Maiden, Venom, Pungent Stanch, Celtic Frost, Napalm Death, Bathory, Death, Slayer, Sarcófago e Sepultura. Para saber mais: myspace.com/cirrhosisoldschool.

Cirrhosis – 21 ANOS
Integrantes atuais


Flávio Monttero (vocal) desde 2003
Emerson Leik (baixo) 1991-1993 retornou em 2003
Fernando Allencar (bateria) Desde 1989
Henrique Allencar (guitarra) Desde 2002
Marcelo Guarato (guitarra) desde 2003

Ex-integrantes
Wagner (vocal) 1988
Rodrigo “Branca de Neve” – (guitarra) 1988-1990
Ritchie (Bateria) 1988
Homem Invisível (baixo) 1988
Adriano (vocal) 1988
Luís Fernando (vocal)1989
Juarez (baixo) 1988-2002
Marlon (guitarra)1990
Marcos (guitarra) 2001-2002

Discos
1991 “Alcohol Rules” – Cogumelo Records - split com Loucifer (Vinil)
2002 “Alcoholic death noise” – Cogumelo Records (CD)
2009 “Drinks from hell” – Cogumelo Records (CD)

Clique aqui e confira a galeria de fotos feitas durante a entrevista no site.





Comentários (15)



Comentários




Ademir
31-10-2009
Quem vê de fora talvez pense que não existe a tal "panelinha" na cena Rock, alternativa de Uberlândia, que os caras da banda Cirrhosis disseram que existe. Entretanto, com tanto tempo de carreira eles devem fortes argumentos para tal afirmação. E mais, prosseguir com uma banda de metal em uma cidade onde o que predomina são o sertanejo e pagode, tem que ter mesmo muito amor Rock n Roll. Vida longa ao Cirrhosis. Muito boa matéria. E o Jambolada, não vai ter nenhuma resenha? VALEU...




juarez tavora
31-10-2009
temos que acabar com as panelinhas daqui chega disso uberlandia é um polo de metal.




Wellington
03-11-2009
O que os rapazes do Cirrhosis andaram fazendo por onze anos? 1991 a 2002 sem nenhum lançamento é muito tempo. 9 ex integrantes... depois mais um hiato de 7 anos. Senhores, na indústria fonográfica capenga de hoje em dia, não existe lugar pra moleza mais não. As bandas de hoje alem de técnicas, ensaiadas, precisam ter visão mercadológica, logística e de planejamento. Reclamar de falta de espaço nessa altura do campeonato? Dar indiretinha citando a Freemind? Será que vocês já não tiveram chances demais de despontar pelo menos no cenário local, visto que nacionalmente vocês não passam de mais um nome na quase falida Cogumelo? Internacionalmente nem se fala... O que achei engraçado foi um dos integrantes se mostrar revoltado pela dita exclusão do cenário alternativo e depois dizer: \"Nós vivemos no verdadeiro underground!\" Underground=Humildade. 21 anos de carreira, dois discos e um split, nariz apontado pra cima... Muito bem... Parabéns!




Joao
03-11-2009
Engraçado quando dizem que a banda tem 21 anos de carreira. Passou 15 anos parada!!!! hehehe




Produtor Picareta
03-11-2009
Resumo toda essa entrevista a uma palavra: INVEJA! Feio demais um bando de marmanjo desses ae chorando pitanga ao inves de levantar a bunda da cadeira e correr atras! Querem tocar? Organizem seu proprio evento como todo mundo tem feito! Ou esperem a falida ex-gravadora Cogumelo fazer um mega evento pra vcs tocarem aqui em Uberlandia, quem sabe ela nao traz o Slayer la no Parque do Sabia?




Adreana
03-11-2009
Gente... o importante é discutir, porém, e-mails não validados e anônimos, por uma política do site,não são liberados. Já que vai falar, se identifica, isso até torna a discussão mais saudável.




Douglas
03-11-2009
ô Wellington, tanto vc como a maioria das bandas da região, não fizeram e não vão fazer, até o ultimo dia de suas vidas, nem a metade que os caras fizeram e fazem pelo metal nacional. Se a história dos caras está cheia de intervalos durante a carreira, pelo menos eles contribuiram. Se não despontaram no cenário internacional, pelo menos chegaram onde 99% das bandas não chegarão.




Virginia
04-11-2009
Engracado concordo com esse Douglas ae !!! Pq o cara fala mal mais nunca fez nada pra cena underground de Uberlandia !!!! Nem sei quem eh ele !!! E sera que ele pelo menos existe ????kkkkkkkk Chamar a Cogumelo de falida !!! Entao pq sera que q banda deles tentaram tanto assinar contrato com a Cogumelo??? Nunca conseguiu dai fica falando mal da gravadora !!! Dois cds e um split memoraaaavel e vc o que vc fez e faz????




Rodrigo Balan
04-11-2009
Bom, eu sou o dono da Free Mind... Não tinha visto a matéria e um amigo me mostrou... Não entendi essa do cara falar do meu selo... Realmente é um selo menor que a Cogumelo, que é um selo fantástico e com quem eu tenho ótima convivência e parceria... Inclusive eu tenho o CD da Cirrhosis aqui pra vender e me orgulho de todo o trabalho que a banda fez... Nunca tive contato com a banda, vai entender o porque que estão atancando o selo desse jeito... Deve ser algum mal entendido... Boa sorte à banda.




Silvera Melo
07-11-2009
Pô!!! Realmente eu concordo com o os caras do Cirrhosis, Já fui a muitos shows aqui em Uberlândia, e o que os eventos mostram são muitas bandas repetitivas, os eventos sempre parecem os mesmos, só muda o nome mais as bandas são sempre as mesmas. Não estou querendo desmerecer as bandas que tocam nesses eventos, só acho que a lista de bandas deveria mudar um pouco, já saturo a cena aqui, por isso não compareço mais com tanta freqüência em eventos, por que eu iria? Pra ver a mesma coisa que eu acabei de ver no evento passado. Por isso elogio aqui o nosso amigo “Escaravelho” (Claudio) de Araguari, nos seus eventos o cara sempre tenta trazer bandas diferentes e também bandas de outras regiões mostrando e nos apresentando sempre novas e ótimas bandas, Acho que o Cirrhosis foi um grande pioneiro de cena aqui em Uberlândia não podemos desmerecer a Banda de tal forma, mais também não vou criticar aqui nem a Cogumelo e nem a Free Mind Records, cada banda luta pelo seu espaço no cenário como pode...




Fernando Allencar Cirrhosis/Scourge
08-11-2009
Bom primeiramente dizer que a cogumelo records é gravadora falida isso sim é coisa de invejoso! Inveja pura! Inveja de vcs que nem se quer conseguiram um contrato ! Aliás tem que pagar tudo do bolso pra gravar, para prensagem dos cds, pra sair nas revistas, e até pagam pra tocarem nos shows! Rídiculo! e aínda tentam difamar o Cirrhosis e a Cogumelo Records que diga-se de passagem tem parceria com a Relapse Records( EUA)! E a todos vcs aí que falaram mal do Cirrhosis qual banda aqui em uberlândia que tem um vinil gravado? Eu disse Vinil!!!! Concordo é Pura Inveja! Eu pelo menos não uso pseudo nomes para falar!! A carapuça serviu mesmo em VCS seus bando de falsos!!!




Emerson Leik (baixista do Cirrhosis)
09-11-2009
Engraçado como são as coisas, participamos de uma entrevista em que nos foi dado um espaço pra poder falar de tudo, e falamos o que pensamos e sobre o que passamos aqui em Uberlândia atualmente em termos de espaço pra shows, demos a cara pra bater mas sem dar nomes aos bois até pq todo mundo ja sabe quem são. Se acham que não batalhamos por shows eu só tenho que lamentar suas ignorâncias informativas. Rsrs!! (talvez vcs confundam as coisas e acham que todo mundo tem que ficar puxando saco pra entrar em festivais). E tem esses idiotas de plantão que nem ao menos se identificam verdadeiramente ou são um bando de pau mandado de neguim covarde que não sabe realmente da história do Cirrhosis como banda e fica comentando sem o conhecimento de causa. Já ralamos muito desde o início quando as coisas eram divulgadas no boca a boca e tocamos em tudo quanto é show de Metal, desde os mais toscos até aqueles mais bem organizados, temos orgulho disso e com certeza somos a banda de metal uberlandense que mais tocou aqui. E tem mais, quando saímos pra tocar fora levamos o nome da cidade pq sentimos orgulho de estar representando Uberlândia dentro do cenário Metal brasileiro! Ter uma banda hj em dia tem que ter muito amor ao que faz pq existem muitas barreiras. Quem realmente rala pra levar uma banda sabe do que estou falando. Nada contra os que tem grana pra bancar e aparecer em revista, pq se não conseguiram espaço pra o fazer nome acabam tendo que comprá-lo. A diferença é que nós somos fiéis ao que acreditamos e conseguimos nosso espaço através de muito suor e não há com negar isso. Então não adianta neguim ficar inventando "estória" (não confundir com "história" rsrs...) que a banda parou não sei quantos anos e esse bla bla blá de sempre pq isso é papo de desinformado querendo distorcer as coisas. Depois ainda vem falar da Cogumelo mas a verdade é que tava todo mundo querendo entrar pro cast dela pq sabem que é a gravadora que realmente deu início ao que podemos chamar de berço do Metal extremo brasileiro e que o mundo inteiro sabe que é aqui em Minas! Por tudo que representa e representou pra nossa história a Cogumelo merece e deve ser respeitada, e, pra vcs que se preocupam com mesquinharias só posso dizer uma coisa... amadureçam primeiro daí depois a gente conversa!




reginaldo guarato
21-01-2010
sera que somos algum parente no sobre nome




Eduardo Bola
28-06-2010
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Irmão o quê? Allencar? isso é uma piada? vocês não chegam nem na metade da bosta que os irmãos Cavalera cagam. Vocês criaram uma realidade pra si próprios. Ficam se remoendo de inveja das pequenas bandas que a pouco tempo surgiram e deram certo (olha a alfinetada na Free Minds e na Krow), e vocês há décadas e nada de despontar no cenário do metal nacional. Por favor, não percam tempo dando entrevistas ridículas como essa. Panela é pra quem corre atrás de tocar ao invés de falar, algo que vocês mais fazem. Vão morrer falando mal um do outro, e amargurados. Por isso a Krow vai longe, ao menos, eles tem humildade, e não perdem tempo falando mal, somente tocando e evoluindo. Cirrhosis e Scourge, parem com isso. Já passaram de idade de ficar com essa picuinha. Parece banda de adolescentes... Espero que evoluam um dia...




Adreana
29-06-2010
Essa discussão deixa claro que é bem mais fácil falar do que fazer. Isso sem contar comentários de pessoas que não se identificam ou usam pseudônimos. Não tem nada pior do que pessoas que falam e não assumem. O importante é que estamos discutindo a cena e a Novo Som é um espaço voltado pra isso também.










24-10-2009


O pop pode ser contestador



Divulgação

Dissidente! lança o primeiro disco, "À Deriva", com influências diversas

Há 23 anos, uma banda paulistana lançava seu terceiro disco no rico cenário roqueiro brasileiro da época. A obra, “Cabeça Dinossauro”, o grupo, Titãs. Neste mês, um grupo uberlandense estreia no mercado fonográfico com “À Deriva”, com canções que trazem para os anos duas mil influências que veem de discos como o atemporal “Cabeça Dinossauro” em uma linguagem um pouco mais pop. O nome da banda é Dissidente!, com ponto de exclamação no final. “Falaram pra gente que não poderíamos usar o ponto de interrogação no nome, mas queremos assim”, afirmou o guitarrista Gabriel “Bibi” Serafim, que divide o palco com Adriano “Diano” Ilha (vocal), Bruno Bastos (baixo), Rui Carlo (guitarra e Backing vocal) e João Vitor “Bilok” (bateria).
“À Deriva” pode parecer um título um pouco pessimista para um primeiro trabalho, mas o guitarrista explica. “É a deriva da sociedade atual. Procuramos reunir no nosso trabalho música, poesia e crítica social sobre o cotidiano.” Em arranjos que trazem pegadas de hard rock, o vocal limpo e impostado de Diano em músicas como as três disponíveis no momento no MySpace do grupo – “Sobre a moda”, “Impureza Divina” e “Meninos ou meninas” – essa última com um pé no grunge são uma boa amostra do que o Dissidente! quer fazer. “As músicas do disco estão amarradas, a gente conta uma história”, disse Bibi.
As influências dos integrantes da banda são diversas, segundo Bibi, há espaço para rock oitentista, bandas clássicas como The Doors, progressivos como Pink Floyd, soul, jazz e o funk norte-americano. “A parte burocrática de se fazer um CD é demorada e cansativa. A parte criativa é a melhor. Temos mais de 40 músicas prontas. Se brincar, ao fazermos o segundo disco ainda vai sobrar material”, disse o guitarrista.

A importância de se fortalecer na cena local

O público que tem acompanhado os shows da banda uberlandense Dissidente! em casa é diversificado. Segundo o guitarrista Bibi Serafim, isso se deve ao estilo adotado pelo grupo, o vocal limpo, claro, temáticas atuais e a pegada rock and roll. Eles já se apresentaram em algumas cidades como Patos de Minas (MG), Cuiabá (MT), e Inhumas (GO), mas agora a prioridade é Uberlândia. “Queremos deixar a nossa casa pronta. Tem muita banda que faz um show na cidade e já quer logo sair para outros festivais e afins, mas, às vezes, não estão preparadas”, afirmou. Para Bibi, quanto maior a experiência de palco, melhor para a banda. “A gente tem que se estabilizar primeiro até para se preparar para as críticas que virão”, disse o músico.
O guitarrista resume o Dissidente! para quem não conhece: “poética rock and roll, crítica social, performance e irreverência”. Para saber mais: myspace.com/bandadissidente. A banda avisa que disponibilizará todo o disco para download nos próximos dias.

GIRO INDIE

Adreana Oliveira / Divulgação
Para muitas bandas que surgiram do ano 2000 pra frente dentro do mercado indie, a sobrevivência não foi além do terceiro disco. A The Rakes (foto) anunciou nesta semana que encerrou suas atividades. O grupo gravou três discos entre 2002 e 2009 e participou de grandes festivais, inclusive no Brasil. Segundo o comunicado dos caras, a separação aconteceu porque não estavam mais a 100% nos palcos.

Enquanto isso na Noruega, o A-ha, trio que teve seu auge na década de 80, anunciou que encerrará as atividades no final de 2010. Morten Harket, Magne Furuholmen e Paal Waaktaar-Savoy pretendem dar adeus aos palcos como A-ha com um show dia 4 de dezembro em Oslo.

U2

É amanhã, às 12h30, horário de Brasília, a transmissão ao vivo do show do U2 de Pasadena, na Califórnia, pelo canal da banda no YouTube.

Franz Ferdinand

Adreana Oliveira
Na terça-feira (27) começam a ser vendidos os ingressos para os shows do Franz Ferdinand no Brasil, em março de 2010. Os preços variam de R$ 80 a R$ 300. Apenas Brasília, onde o show acontece no dia 21, ainda não definiu o local do show ou o preço dos bilhetes. Para os demais, consulte pepsionstage.com.br para o show de Porto Alegre (18), fundicaoprogresso.com.br para show do Rio de Janeiro (19) e viafunchal.com.br para a apresentação de São Paulo (23).

Fofo

Divulgação
 
A banda inglesa Blur também está entre as estrelas do pop que ganharam suas versões em bonecos de plástico virtuais muito fofos. Eles aparecem no formato de bonecos de Lego no game “Lego rock band”.

Dica

No Cinemais, em Uberlândia, já estão sendo vendidos ingressos para o documentário “Michael Jackson’s this is it”, que estreia na cidade no dia 28 de outubro.





Comentários (0)








23-10-2009


O pop pode ser contestador



Divulgação

Dissidente! lança o primeiro disco, "À Deriva", com influências diversas

Há 23 anos, uma banda paulistana lançava seu terceiro disco no rico cenário roqueiro brasileiro da época. A obra, “Cabeça Dinossauro”, o grupo, Titãs. Neste mês, um grupo uberlandense estreia no mercado fonográfico com “À Deriva”, com canções que trazem para os anos duas mil influências que veem de discos como o atemporal “Cabeça Dinossauro” em uma linguagem um pouco mais pop. O nome da banda é Dissidente!, com ponto de exclamação no final. “Falaram pra gente que não poderíamos usar o ponto de interrogação no nome, mas queremos assim”, afirmou o guitarrista Gabriel “Bibi” Serafim, que divide o palco com Adriano “Diano” Ilha (vocal), Bruno Bastos (baixo), Rui Carlo (guitarra e Backing vocal) e João Vitor “Bilok” (bateria).
“À Deriva” pode parecer um título um pouco pessimista para um primeiro trabalho, mas o guitarrista explica. “É a deriva da sociedade atual. Procuramos reunir no nosso trabalho música, poesia e crítica social sobre o cotidiano.” Em arranjos que trazem pegadas de hard rock, o vocal limpo e impostado de Diano em músicas como as três disponíveis no momento no MySpace do grupo – “Sobre a moda”, “Impureza Divina” e “Meninos ou meninas” – essa última com um pé no grunge são uma boa amostra do que o Dissidente! quer fazer. “As músicas do disco estão amarradas, a gente conta uma história”, disse Bibi.
As influências dos integrantes da banda são diversas, segundo Bibi, há espaço para rock oitentista, bandas clássicas como The Doors, progressivos como Pink Floyd, soul, jazz e o funk norte-americano. “A parte burocrática de se fazer um CD é demorada e cansativa. A parte criativa é a melhor. Temos mais de 40 músicas prontas. Se brincar, ao fazermos o segundo disco ainda vai sobrar material”, disse o guitarrista.

A importância de se fortalecer na cena local

O público que tem acompanhado os shows da banda uberlandense Dissidente! em casa é diversificado. Segundo o guitarrista Bibi Serafim, isso se deve ao estilo adotado pelo grupo, o vocal limpo, claro, temáticas atuais e a pegada rock and roll. Eles já se apresentaram em algumas cidades como Patos de Minas (MG), Cuiabá (MT), e Inhumas (GO), mas agora a prioridade é Uberlândia. “Queremos deixar a nossa casa pronta. Tem muita banda que faz um show na cidade e já quer logo sair para outros festivais e afins, mas, às vezes, não estão preparadas”, afirmou. Para Bibi, quanto maior a experiência de palco, melhor para a banda. “A gente tem que se estabilizar primeiro até para se preparar para as críticas que virão”, disse o músico.
O guitarrista resume o Dissidente! para quem não conhece: “poética rock and roll, crítica social, performance e irreverência”. Para saber mais: myspace.com/bandadissidente. A banda avisa que disponibilizará todo o disco para download nos próximos dias.

GIRO INDIE

Adreana Oliveira / Arquivo
Para muitas bandas que surgiram do ano 2000 pra frente dentro do mercado indie, a sobrevivência não foi além do terceiro disco. A The Rakes (foto) anunciou nesta semana que encerrou suas atividades. O grupo gravou três discos entre 2002 e 2009 e participou de grandes festivais, inclusive no Brasil. Segundo o comunicado dos caras, a separação aconteceu porque não estavam mais a 100% nos palcos.

Enquanto isso na Noruega, o A-ha, trio que teve seu auge na década de 80, anunciou que encerrará as atividades no final de 2010. Morten Harket, Magne Furuholmen e Paal Waaktaar-Savoy pretendem dar adeus aos palcos como A-ha com um show dia 4 de dezembro em Oslo.

U2

É amanhã, às 12h30, horário de Brasília, a transmissão ao vivo do show do U2 de Pasadena, na Califórnia, pelo canal da banda no YouTube.

Franz Ferdinand

Adreana Oliveira

Na terça-feira (27) começam a ser vendidos os ingressos para os shows do Franz Ferdinand no Brasil, em março de 2010. Os preços variam de R$ 80 a R$ 300. Apenas Brasília, onde o show acontece no dia 21, ainda não definiu o local do show ou o preço dos bilhetes. Para os demais, consulte pepsionstage.com.br para o show de Porto Alegre (18), fundicaoprogresso.com.br para show do Rio de Janeiro (19) e viafunchal.com.br para a apresentação de São Paulo (23).

 

Fofo

Divulgação

A banda inglesa Blur também está entre as estrelas do pop que ganharam suas versões em bonecos de plástico virtuais muito fofos. Eles aparecem no formato de bonecos de Lego no game “Lego rock band”.

Dica

No Cinemais, em Uberlândia, já estão sendo vendidos ingressos para o documentário “Michael Jackson’s this is it”, que estreia na cidade no dia 28 de outubro.





Comentários (0)








17-10-2009


Novembro começa com invasão gringa



Divulgação

Faith no More volta com os velhos sucessos no festival Maquinaria

São Paulo tem sempre atrações boas para os roqueiros. Nos dias 7 e 8 de novembro, a capital paulista vai abrigar dois grandes festivais, o Planeta Terra e o Maquinaria. De um lado, nomes como Iggy Pop and the Stooges, Sonic Youth e The Ting Tings, no Planeta Terra, e de outro, no Maquinaria, Faith no More, Janes Addiction e Evanescence. Difícil é escolher em qual deles se divertir.

Apesar de atrações de peso do mainstream, os festivais trazem ainda atrações da cena independente. Quatro dos artistas que se apresentarão no Maquinaria sairão de uma votação via MySpace. No Planeta Terra, o Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília (DF), e o Macaco Bong, trio instrumental de Cuiabá (MT) terão a chance de mostrar a um grande público o que conquistou o circuito independente nos últimos anos.

Em entrevista à Agência Globo, parceira do jornal CORREIO, nesta semana, o vocalista do Faith no More, Mike Patton, afirmou que está contando os dias para voltar ao Brasil. Disse ainda que se negou várias vezes a fazer a reunião da banda, separada há quase dez anos, mas que sente que estão em um bom momento. Não há nenhuma música nova no setlist e vão apenas celebrar os grandes sucessos, como “Epic” e “Falling to pieces”, mais a regravação “Easy”. Sobre um trabalho de inéditas, não há planos e ele avisa que esta pode ser a última chance de ver a banda. Mike continua com seus outros projetos, Mr Gungle, prévio ao Faith no More, Fantômas, Peeping Tom e Mondo Cane.

Divulgação

Dave Navarro e Perry Ferrell, do Jane`s Addiction, estarão no início de novembro no Brasil

Outra banda que chega sem nada novo é o Jane´s Addiction, o que não significa que não valha a pena ver Perry Farrell (vocal), Dave Navarro (guitarra) e companhia ao vivo. Em 2003 eles lançaram o disco “Strays”, com a poderosa “Just Because” e atualmente excursionam pelo mundo. Apesar dos mais de 20 anos de carreira, eles têm apenas três discos de estúdio, além de “Strays”, o excelente “Ritual de lo Habitual” (1990) e o disco de estreia, “Nothing´s Shocking” (1988).



Sonic Youth traz show do disco “The Eternal”

Michael Schmelling / Divulgação

Sonic Youth fará o seu terceiro show em terras brasileiras no festival Planeta Terra

Quem chega ao Brasil com novidade é o Sonic Youth, liderado pelo casal Kim Gordon e Thurston Moore. “The Eternal” saiu do forno em 2009 e os fãs de rock alternativo terão a chance de ver este show no Planeta Terra. Outra atração que também está com disco novo, o elogiado “Préliminaires” é Iggy Pop. Porém, como ele vem com o Stooges, o repertório não deve ser apenas focado neste novo trabalho. A nova formação do Stooges, além de Iggy e o guitarrista James Williamson, traz o baterista original Scott Asheton, o saxofonista Steve Mackaye e o baixista Mike Watt. O repertório do show, que terá a estreia mundial no Brasil, terá as faixas de “Raw Power”, que a banda não toca ao vivo desde 1974.

Para os adeptos do som indie-eletrônico, quem promete agradar é o duo inglês The Ting Tings, que você deve conhecer pelo hit grudento “That´s not my name”, que toca pela primeira vez no Brasil.

Saiba mais

Planeta Terra
7 de novembro

Play Center, São Paulo
www.ticketmaster.com.br
Censura 18 anos
Palco Principal, a partir das 16h: Etienne de Crecy (live act), Iggy Pop and The Stooges, Sonic Youth, Primal Scream, Maximo Park, Moveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong.
Palco 2, a partir das 18h: Anthony Rother (live act), N.A.S.A., The Ting Tings, Metronomy, Patrick Wolf, Copacabana Club, Ex!

Maquinaria
7 e 8 de novembro

Chácara do Jockey, São Paulo
www.ingressorapido.com.br
Censura 16 anos
Palco Principal

Dia 7, a partir das 15h
Faith No More, Jane´s Addiction, Deftones, Sepultura, Nação Zumbi.
Palco MySpace
2 atrações escolhidas pelo público
Silicon Fly
Sayowa
Tico Santa Cruz e o Rebu
Palco Principal

Dia 8, a partir das 15h
Evanescence, Panic! At The Disco, Dir En Grey, Duff Mckagan´s Loaded.
Palco MySpace
2 atrações escolhidas pelo público
Hori
Stevens
Danko Jones

GIRO INDIE

Triângulo Music 2009

Uberlândia também está na rota dos grandes festivais. Nos dias 6 e 7 de novembro rola mais uma edição do Triângulo Music no Parque do Sabiá. No dia 6, tocam Marcelo D2, MC Sapão, Granvizir, Jota Quest e Lulu Santos. No dia 7 sobem ao palco NxZero, Rio Vermelho, Paula Toller, O Rappa e Capital Inicial. Confira os detalhes aqui

Uberlândia rock

Galera, quatro bandas de rock uberlandense estão lançando CD neste mês, ou seja, a Novo Som das próximas semanas será movida a rock made in Udi! Durante a semana, você confere também tudo sobre o Jambolada 2009.





Comentários (0)








10-10-2009


A suavidade sonora do Fotograma



Leandro Gonçalves / Divulgação

A banda paulistana Fotograma estreia com o disco "Trilha Sonora Intuitiva"

Um disco de rock alternativo com um jeito de MPB. Assim é “Trilha Sonora Intuitiva” (R$ 15) da banda paulistana Fotograma. O grupo começou como um projeto-solo do Luiz Campos Jr. (voz, violões e arranjo de orquestra) e em 2007 a parceria com Mariana Cetra (voz e castanholas) levou a uma proposta que agregou Paulo Mattos (guitarras e violões), Carlos Costa (contrabaixo) e Fabio Barbosa (bateria). “Esse disco é resultado de um processo bastante intenso”, afirmou Luiz.
A princípio ele escrevia poucas letras e já sobre a alcunha de Fotograma compôs as primeiras canções instrumentais. “Sou autoditada, aprendi a tocar sozinho, escrevia poucas letras e com o tempo me aprimorei e nesse primeiro trabalho tem parcerias minhas com a Mariana”, disse o músico.
Os ensaios começaram e outubro de 2007 e, em dezembro, eles decidiram gravar o disco. “O processo de gravação foi até rápido, mas mixar um disco é bastante trabalhoso. Trabalhei nisso em casa, comprei equipamentos e foi bem complicado.” Luiz lembra uma frase de Roberto Carlos: disco você nunca termina, você abandona. “É muito detalhe e chega uma hora que você quer mudar tudo, sempre acha que pode ficar melhor”, afirmou Luiz.
Mas, o trabalho valeu a pena. A suavidade e a clareza imperam nas treze canções de “Trilha Sonora Intuitiva”. Harmonias, arranjos e vozes limpas e letras em português feitas com um cuidado poético. “É muito fácil escrever algo que pareça banal em nossa língua tão cheia de particularidades.” Entre os destaques do disco está “A Brisa”. “É uma música bastante especial. A música já estava composta há uns 6, 7 anos, mas a letra surgiu após eu ver o filme do Vinicius de Moraes [Vinicius]”, disse Luiz. Inspirado pela história do autor, Luiz chegou a casa e a letra “desabou” sobre sua cabeça. “Saiu inteira, não rabisquei nada depois.”
O nome do disco vem de situações como esta. “Eu toco por instinto, aprendi por volta dos 16 anos com essas revistas que a gente compra em banca. Às vezes faço uns acordes até dissonantes, diferentes nem sei como”, afirmou o músico. Os acordes nada convencionais são elogiados pelos companheiros de banda. “Temos escolas diferentes, as influências vão do jazz à surf music e isso soma pra gente.”

O Fotograma já pensa no próximo disco. “Deve ser um pouco mais denso e tenho certeza que vamos superar o primeiro”, afirmou o vocalista Luiz Campos Jr. Até os 20 anos, Luiz ouvia muitas bandas inglesas. O pai era fã de Milton Nascimento e Chico Buarque, mas foi um mineiro que colocou Luiz mais próximo da MPB. “’Tênis’, do Lô Borges me fez ver a música com outros olhos, pra mim é um disco completo, incrível”, afirmou o Luiz que passou a ouvir também o Clube da Esquina.

O Fotograma acaba de lançar o primeiro disco, “Trilha Sonora Intuitiva” e quer logo cair na estrada. “A gente faz tudo, não tem nenhuma produtora por trás, por isso as coisas demoram um pouco para acontecer”, disse o vocalista Luiz Campos Jr. Para ele, o que não falta no Brasil são boas bandas. “Falta o espaço para mostrar o trabalho e para se viver de música no Brasil atualmente é preciso que se rompa alguns paradigmas”, disse o músico.
Ele considera a música do Fotograma acessível, o show um pouco mais pesado que o disco e é isso que eles querem que o Brasil conheça. “Optamos pelo caminho mais difícil, não queremos forçar a barra, pagar para tocar, acho que tudo tem seu tempo.” Luiz, que já foi lutador de judô, fez bicicross e natação tinha o hábito de deixar tudo que começava. Hoje, aos 32 anos, descobriu na música algo que ele não abandonará e a música deve exercer esse poder também sobre ele, porque estará sempre por perto. Para saber mais: myspace.com/fotograma.

GIRO INDIE

“Lua Nova”

Foi divulgado nesta semana o videoclipe do primeiro single da trilha sonora de “Lua Nova”, sucessor de “Crepúsculo”. É “Meet Me On The Equinox”, do Death Cab for Cutie (foto). O disco deve chegar às lojas na segunda-feira e o filme estreia no dia 10 de novembro. Veja o track list.

1. Death Cab for Cutie – Meet Me On the Equinox
2. Band of Skulls - Friends
3. Thom Yorke – Hearing Damage
4. Lykke Li – Possibility
5. The Killers – A White Demon Love Song
6. Anya Marina – Satellite Heart
7. Muse- I Belong To You (New Moon Remix)
8. Bon Iver & St. Vincent- Rosyln
9. Black Rebel Motorcycle Club – Done All Wrong
10. Hurricane Bells - Monsters
11. Sea Wolf- The Violet Hour
12. OK GO – Shooting the Moon
13. Grizzly Bear – Slow Life
14. Editors – No Sound But the Wind
15. Alexandre Desplat – New Moon (The Meadow)

Jambolada 2009

Nesta semana foram confirmadas as atrações do Jambolada neste ano. Saiba quem vem para o festival.

Divulgação
Sexta-feira (23/10), na Acrópole se apresentam Pato Fu (MG), Black Drawing Chalks (GO), Ophelia And The Tree (MG), DJ Tudo e a Garrafada (SP), Devotos (PE), U-Ganga (MG), Dissidente (MG), Snorks (MT), Maldito Sudaka (MG), Seu Juvenal (MG), Os Patto (MG), Soprones (MG), Waldi e Redson (GO).



 



 

Adreana Oliveira

Sábado (24/10), na Acrópole tem Sepultura (MG), Canastra (RJ), Porcas Borboletas (MG), Mini Box Lunar (AP), Krow (MG), Dom Capaz (MG), Cérebro Eletrônico (SP), 4instrumental (MG), Mata Leão (MG), Johnny & Alfredo & Seus Neurônios Mongóis (MG), Erbert Richard (MG), Cães do Cerrado (MG) e Aura (MG).

Domingo (25/10) na Praça Sérgio Pacheco no Especial Arte na Praça tocam Maria Alcina (RJ), Anelis Assumpção (SP), Os Seminovos (MG), Graveola e o Lixo Polifônico (MG), Manolos Funk (MG) e Cidadão Comum (MG).





Comentários (4)



Comentários




demian Morenghi
10-10-2009
Ai galera vamo regaça tudo, uhuuuu Sepultura, devoto, agora vai!!




Jane
10-10-2009
Adorooo!!! Descobri o Fotograma no myspace em 2007 e a poesia me marcou bastante. Trilha Sonora Intuitiva é um disco que vale a pena ouvir...




Jane
12-10-2009
A Banda Fotograma realmenete surpreende pela poesia e musicalidade que são bem originais. É um misto de instrumentos com sons introspectivos mas alegre. Isto é único.




Adreana
14-10-2009
Demian, eu vi o show em Brasília, está muito bom e faz muito tempo que os caras não tocam em Uberlândia, o Sepultura promete... Jane, valeu pelos coments!










03-10-2009


Por trás das câmeras do VMB 2009



“Vinte minutos”. Essas foram as primeiras palavras que ouvimos ao entrar no Studio S, em São Paulo, ao lado do prédio da MTV no Sumaré, de onde aconteceu a transmissão ao vivo do VMB Antes. O Video Music Brasil da MTV é o grande prêmio da música no país e na 14ª edição trouxe mais 16 categorias e inovou com o VMB Antes. Quatorze prêmios foram entregues no estúdio pelos VJs Cazé e Luiza. Clique aqui e confira mais fotos do VMB.

A voz que tomava conta de todo estúdio é a chamada “voz de Deus” ou, na ocasião, da deusa. “Por favor, peço que vocês não se levantem, me desculpem, mas não vai ter como tomar água ou ir ao banheiro apenas quando terminar o programa”, explicava um dos produtores. Ele também pedia animação da galera sortuda que conferiu shows ao vivo. Não eram mais que 40 pessoas, quase o tamanho da equipe que trabalhava no estúdio para fazer o programa ir ao ar “redondo”.

Adreana Oliveira

Cazé e Luiza com seus produtores, maquiadores e figurinistas antes de irem ao ar

No ar não se vê os técnicos correndo pelo estúdio puxando metros de cabos, recolocando instrumentos e fazendo a marcação de luz. “Grua, TP, capitão, esta vai ser minha sequência”, avisava Luiza enquanto se revezava entre as câmeras no ensaio poucos minutos antes de entrar no ar.

“Preciso de uma micropore, soltou o fio aqui do meu ponto”, anunciava Cazé. O pessoal da técnica, figurino e maquiagem surge e desaparece com a mesma destreza. Percebe-se a pele arrepiada de Luiza em seu tubinho preto nada básico embaixo do ar-condicionado, só amenizado pelo forte calor dos refletores. Luiza chegou cumprimentando todo mundo. Cazé é um pouco mais reservado, se solta mesmo é quando a câmera está ligada.

Na hora do aperto, até um clip preto é usado para segurar a barra do vestido de Luiza, que arrancava suspiros da plateia e até dos convidados.

Os poucos jornalistas credenciados para esta cobertura tiveram que servir de figurantes também para não deixar espaço na arquibancada. “Precisamos muito da animação de vocês”, pediam os produtores.

Os blocos são repassados do um ao sete e logo entram no ar. Tudo tem que estar em seu devido lugar. Os VJs interagem com o apresentador Marcelo Adnet, Penélope Nova, Marina Person e com a plateia. A banda dos sonhos surpreendeu na escolha das músicas que foram tocadas. Lucas e Tavares (Fresno), Martin e Duda (Pitty) sacaram “Time is running out”, do Muse e “Cochise”, do Audioslave. “Ah, se a galera conhece beleza, se não fica conhecendo agora”, disse Lucas. No intervalo, os músicos se divertiam fazendo um beat-box.

Uma cobertura quase retangular

Adreana Oliveira

Minas foi bem representada pelo Skank, Jota Quest e Fernanda Takai

Do Sumaré para o Credicard Hall. O trânsito de São Paulo fez com que parte dos jornalistas de outras cidades chegassem atrasados. De repente, o susto. A cobertura era feita de uma sala com duas TVs de plasma no mesmo local onde ficava o backdrop, onde os artistas posavam para fotos e concediam entrevista. Resumindo, viu-se pouco da premiação e ouviu-se muito sobre roupas, sapatos, estilistas. Quando o jogador Ronaldo pisou no recinto, cada centímetro e cada flash eram disputados quase que a unha. Nenhum outro astro da música causou tanto furor entre os fotógrafos.

Erasmo Carlos ficou lisonjeado com o assédio sofrido pelos fotógrafos, que em uma atitude pouco educada quase expulsaram seus companheiros de banda, Nervoso, Erika Martins e Gabriel Thomaz da frente das câmeras. O Fresno fez festa. Lucas e Tavares fizeram moonwalk e tudo. O NX Zero levou até um primo do vocalista Di para ser fotografado, clima família. “Como você se sentiu após cortar o cabelo?”. Esse era o tipo de pergunta que Pitty ouvia enquanto posava para as fotos. Wanessa e Ja Rule foram superpacientes com os fotógrafos, ela até falou, pela enésima vez, que sua carreira não tem nada a ver com a do pai, o sertanejo Zezé, e que seu próximo disco pode manter a pegada black atual, mas não quer se prender a isso.

O elogiado Marcelo Adnet apareceu na sala depois da 1 hora da manhã, com Dani Calabresa, também apresentadora da MTV e sua namorada. Sobre seu desempenho, ele disse que “correspondeu às expectativas”. Se eles são bons separados, juntos nem se fala. Posaram para fotos com várias caras e bocas e sem descer do salto.

Minas foi bem representada pelo Skank, Jota Quest e Fernanda Takai, vencedora na categoria MPB (veja lista abaixo).

Onde todos, ou quase todos, se encontram

A última etapa da noite era a tão comentada e famosa festa do VMB, no Espaço das Américas, na Barra Funda. Na área VIP circulavam premiados e outros globais como Reynaldo Gianecchini e Dalton Vigh, músicos do Sepultura, Danni Carlos, produtores como Rafael Ramos. O show de Nando Reis aqueceu a galera para a entrada de um DJ. Hora para colher as novidades do circuito. No banheiro feminino, informalmente, Fernanda Takai, do Pato Fu, e agora divulgando seu disco-solo, falou que quer vir a Uberlândia com seu novo trabalho. “Quero fazer o show em um teatro, será que rola?”
Penélope Nova está entre os mais animados e entre as mais bem vestidas. “Tive que trocar de roupa para vir pra cá. Aquele vestido [da premiação] era lindo, mas não tinha como me sentar com ele.”

Os Seminovos, de Uberlândia, atropelam o Crossfox

Marcos Issa / Argosfotos / Divulgação

Maurício Ricardo e Neto Fog recebem VMB de Webhit do Ano

O clima de surpresa tomou conta do Credicard Hall no anúncio do vencedor na categoria Webhit do Ano. Tudo por conta da reação da plateia ao ser anunciada a concorrente Stephany, a do Crossfox. Acontece que, desta vez, o Crossfox ficou para trás, foi atropelado por uma banda uberlandense que cresce cada vez mais. Os Seminovos, com três anos e meio de uma história cheia de humor inteligente, trouxe para Uberlândia o seu primeiro VMB.

“Nós ficamos surpresos, assim como todo mundo, não esperávamos ganhar e acho que subestimamos o carinho dos nossos fãs. Tem gente que votou todo dia e várias vezes”, disse Maurício Ricardo, o baixista. Ele e Neto Fog receberam o prêmio de Marcelo Adnet e Theo Becker. “Não sabia que eram de Uberlândia, vi os VTs com o pessoal e achei merecido o prêmio. É bom saber que tem tantas bandas legais pelo Brasil e que vão inspirar outras bandas”, disse Theo. Para a apresentadora Dani Calabresa, eles foram uma espécie de zebra do VMB. “No discurso, eles pareciam estar pedindo desculpa por terem ganhado”, brincou ela.

“Todos na banda achávamos que era o ano da Stephany, mas o legal nisso tudo é que ganhamos com música. Os outros vídeos ou tinham algo de trash ou piada, a gente tem a música”, disse Maurício Ricardo.

Para ele, demorou três anos para a MTV chegar até eles é estranho que tenham sido encaixados nesta categoria, mesmo assim, Maurício, Neto Fog, Neto Castanheira e Tchana agradecem a oportunidade e saem fortalecidos e mais gratos a seus fãs. “A vitória foi do nosso público”, afirmou Maurício.

Saiba mais

Premiados VMB 2009

Artista do ano
Fresno

Videoclipe do ano
Skank – “Sutilmente”

Hit do ano
“Cartas para Você”, NX Zero

Aposta MTV
Vivendo do Ócio

Melhor show
Os Paralamas do Sucesso

Artista internacional
Britney Spears

Blog do ano
Jovem Nerd

Revelação
Cine

Webhit do ano
"Escolha já seu nerd"

Twitter do ano
Marcos Mion

Game do ano
The Sims 3

Filme ou documentário musical
“Titãs - A Vida Até Parece uma Festa”

Melhor vocalista
Lucas, Fresno

Melhor guitarrista
Martin, Pitty

Melhor baixista
Tavares, Fresno

Melhor baterista
Duda, Pitty

Rock
Forfun

Rock alternativo
Pública

Hardcore
Dead Fish

Pop
Fresno

MPB
Fernanda Takai

Samba
Zeca Pagodinho

Reggae
Chimarruts

Rap
MV Bill

Instrumental
Pata de Elefante

Eletrônico
N.A.S.A.





Comentários (12)



Comentários




johnny hansun
03-10-2009
é humilhante ter como vocalista do ano o lucas da fresno....o cara nem tem tecnica pra cantar....nada a ver....mas fazer o que mtv caiu bastante....está bom para os emos....pra quem curte musica de verdade ta um lixo...




ana
05-10-2009
vocês não tem as fotos que foram comentadas na reportagem?




Adreana
06-10-2009
Johnny, uma banda, principalmente das mais novas, não sobrevive sem uma boa base de fãs e isso o Fresno tem... Se o pessoal mais "roqueiro" se mobilizasse mais também teria mais espaço... Ana, tem uma galeria de fotos do VMB, vou pedir pra linkarem aqui no site...qualquer coisa, estão no meu orkut também...valeu pelos comments.




Demian Arantes
06-10-2009
Ai galera, deixa os Emos curtirem também hahaha se não eles choram. Abraço




Johnny Hansun
07-10-2009
Concordo com vc Adreana, fãs realmente movem uma banda....mas a Mtv não da mais espaço pra bandas de peso(metal e etc...)...um exemplo é a Pitty.....o primiero cd dela foi otimo com musicas mais pesadas e tal.....hoje a banda em si virou tipo paga pau da mtv entendeu....eu curtia a pitty antiga toda rockeira mas agora é so rotulo comercial....vc me entedeu ne rsrs....abraço...




Ademir
07-10-2009
Concordo plenamente com o Johnny, O VMB deste ano estava de dar náuseas. O que salvou mesmo foi o show do Franz Ferdinand. Com tanta coisa boa rolando Brasil afora a MTV ainda se prende apenas estilo "emo`", nada contra tais bandas, entretanto, o senário musical brasileiro não se resume apenas a isso.




Renato Constancio
08-10-2009
Uhuuuuuuuuullll .... até que enfim a Britney ganhou esse anoo .. nem acreditei q ela desbancou a Lady GaGa e ganhou da Beyoncé , que era a favorita este ano e que todos esperavam que ela lavasse essa categoria . Da mesma forma surpreendido fiquei quando ela no VMA levou o melhor clip Pop de novooo .. a Brit táh com td de novoo .. `` you want a piece of her " :D




Cleyton Fernandes
09-10-2009
O MTV/VMB é uma grande festa,mas, é só jaba eles empurram aqueles "hits" o dia inteiro.É impossivel uma banda dessas que hoje fazem sucesso vender milhares de cópias...é puro marketing e modinha passageira,por onde anda o nu metal? ps.:adreana oliveira procurei teu twitter e não encontrei.




Adreana
09-10-2009
Acalorada essa coluna...legal vcs estarem aqui... o post do VMB é um dos mais comentados... espero que um dia as bandas que estão fora do mainstream que contemplo por aqui tenham tamanha audiência :) Bom fim de semana prolongado pra quem não trabalha hehehehe




Adreana
09-10-2009
Cleyton...vc acredita que eu ainda não tenho twitter?




Adreana
09-10-2009
Galera, agora tenho twitter: twitter.com/adreanaoliveira bjo




Renato Constancio
15-10-2009
Owwww ... aproveitando q a coluna ta bombandoo aki , kero pedir um favor pra galera POP do blog da Adreana ! Votem na Britney no EMA 2009 ... ainda dá tempo .. vamos faze-la ganhar mais esse premio e fechar o ano com chave de ouroooo ... 1,2,3 .... valew gente !!! :D
















.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletronico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Correio.