
O artigo 196 da Constituição Federal consagra que a saúde é direito de todos e dever do estado, garantido por meio de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. A Constituição Federal afirma a competência do Sistema Único de Saúde na execução das ações de vigilância sanitária e epidemiológica e nas atividades de fiscalização e inspeção de alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano. O Poder Público deve atuar nos serviços priorizando a higiene e vigilância sanitária de alimentos de vital importância para a saúde pública, identificando agravos à saúde e elaborando medidas corretivas e preventivas para os mesmos. Além do aspecto de saúde pública, os agravos a saúde repercutem economicamente, uma vez que diversas pessoas faltam ao trabalho ou deixam de produzir adequadamente durante o período em que, por contaminação alimentar, ausenta-se do trabalho ou de suas funções diárias. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) criaram uma comissão conjunta OMS/FAO para o estudo de padrões mínimos de segurança alimentar, estabelecendo a necessidade de edição de um código de procedimentos de higiene para estabelecimentos onde são servidos alimentos pré-cozidos e cozidos para alimentação coletiva.
A Constituição Federal, em diversos dispositivos, prevê princípios informadores e regras de competência no tocante à proteção da saúde pública, englobando, principalmente a higiene e vigilância sanitária dos alimentos. Volto a reforçar que o governo público e a vigilância sanitária devem estender as medidas de fiscalização e exigir dos estabelecimentos produtores de alimentos, qualidade e segurança alimentar.
Carla Cristina
Técnica em Alimentos
carla_silvac@yahoo.com.br
Novo técnico
Evair Paulino é o novo técnico do Uberlândia? Será que ele vai organizar um bom time sem dinheiro? O problema não é o técnico, mas o time. Sem bons jogadores, o Verdão não vai a lugar nenhum.
Pedro Campista
Torcedor do Verdão
Maus políticos
Não gosto de políticos nem de ler reportagem com elogios a eles. Eu espero que os bons jornalistas do Brasil critiquem os políticos e cobrem deles, todos os dias, benefícios para o nosso povo, principalmente para os pobres. Político que aproveita do cargo para tirar vantagem para si mesmo, em minha opinião, não devia aparecer nos jornais.
Mariana Feliciano Moreira
Eleitora decepcionada
Uberlândia (MG)

Um pessoa da minha família acabou de chegar de Porto Seguro e, entre outros comentários que fez a respeito daquela região (Troncoso, Arraial D`Ajuda e outras), contou que não ouviu ou viu nem sequer um carro com som automotivo tocando músicas ou aquela aberração chamada de som eletrônico em alto volume. Nem mesmo nos bares e nas casas de shows. Comentou ele então com um motorista de táxi, que disse que as autoridades municipais de lá não permitem tais transgressões à legislação, especialmente a de trânsito. Mas, e os turistas? Nem a eles é permitido. Pois bem, assim que chegou a Uberlândia deu de cara com um agente de trânsito da Settran. Ele disse que ouviu maravilhas sobre o trabalho que fazem para conter os abusos em casas de shows, bares e até residências. Quanto aos carros, a alegação é a de que assim que o perturbador vê a blitz este baixa o som. Ora, bolas! Quer dizer que só no caso de blitz é que se pode punir tais infrações? Se um agente de trânsito notar que há um veículo com som alto fazendo disparar alarmes, estremecer janelas e a perturbar escolas e hospitais, pra mim já seria o bastante para a punição prevista. Ah! Já entendi. Vai que o infrator tem um sobrenome intocável. Neste caso, o agente rasga a multa, devolve o carrão ao filhinho de papai e pede desculpa. Quanto aos demais, ferro! Não fazê-lo é omissão. Pensando bem, acho que nem omissão!
Agostinho Paganini
Aposentado
Arruda
Todo mundo sabe que o galho da arruda é um amuleto antigo..., mas foi-se o tempo em que um "ramo de arruda" era apenas aquela "folhinha" usada atrás da orelha pra dar sorte. Hoje, ser do "ramo do Arruda" já não traz mais sorte pra ninguém. É só ver o triste fim que o governador do DF está tendo e agora estão de olho no "ramo do Arruda". A "folhinha de arruda do DF murchou e ninguém mais quer colocar atrás da orelha e certamente o PSDB, forte candidato à vaga no Planalto, vai certamente mudar seu amuleto de sorte. Nada de arruda! Talvez um pé de coelho (que dá sorte pra todo mundo, menos para o coelho) e quem sabe uma figa mesmo. Não há como não parabenizar a ação do Judiciário, do MP e da Policia Federal nesse episódio. Que essa moda de caça aos falsos amuletos persista.
Dr. Fernando Henrique Vital
Cirurgião dentista
Uberlândia (MG)
f-vital@ig.com.br
Escrava
Li no CORREIO que a Ana Angélica Martins, eliminada do “Big Brother Brasil 10” saiu do confinamento e enfrentou uma longa reunião no Projac para definir seus compromissos fora da casa. Segundo a assessora dela a vinda à cidade natal deve acontecer logo, mas tudo dependerá da aprovação da emissora. Então eu pergunto: Quem manda agora na vida dela? É a TV Globo?
Lúcia Mendes
Uberlândia (MG)

A Prefeitura de Uberlândia precisa, urgentemente, regulamentar os estacionamentos na cidade sob pena de eles virarem um caos. As empresas de estacionamentos pagos devem ser submetidas a uma regulamentação, porque estão colocando vagas muito pequenas e ainda não informam os preços na entrada (como os postos de gasolina). E empresas e bancos que possuem estacionamento para "carga e descarga" e para atender os clientes VIPs, devem pagar pelo uso do espaço público. As clínicas que derrubam os muros e transformam toda a frente do imóvel em "garagem" também devem pagar. O site da Prefeitura deveria criar uma ouvidoria vinculada à Controladoria Interna para que se pudesse fiscalizar os problemas e atendimento com sugestões dadas aos órgãos municipais.
Daniel Magalhães
Professor
Uberlândia (MG)
Função Social da terra
Mas essa função é controvertida e fere os princípios fundamentais do direito, porque discrimina proprietários. O subsolo terrestre é de domínio da União. Apenas a superfície terrestre é suscetível de ter proprietário. É assegurado o direito de propriedade ao titular desde que ele cumpra rígidas regras constitucionais. Ora para cumprir tais imposições constitucionais, sobretudo para produzir substâncias alimentícias, ele precisa trabalhar a terra, comprar equipamentos, sementes, insumos com recursos próprios e correr o risco de frustrações ou prejuízos em benefícios da população das cidades, a troco de quê? Muitas outras atividades são isentas de cumprir função social, por exemplo: hospitais, transportes coletivos, estabelecimentos bancários e outros mais. Por quê? A terra é de todos. Mas quem nela vive trabalhando para produzir mantimentos merece apoio financeiro federal, proteção e respeito. A natureza terrestre é cenário de encantamento com multiplicidade de alegrias quer admirando a esbelteza frágil das palmeiras, quer ouvindo o resmungar rouco das cachoeiras, quer admirando a pintura variada das borboletas sobre as flores cheirosas das campinas. A terra é o nosso berço, nossa morada, nossos risos, nossas lágrimas e nossa rápida pousada a caminho da eternidade.
Rosalvo Miranda Netto
Advogado
Uberlândia (MG)
Fim do mundo
Nos últimos anos tenho lido muitas informações sobre efeito estufa, El Niño, esquentamento do planeta terra e explicações de pessoas estudiosas sobre o calor que de um ano para outro fica mais intenso. Quem já leu a Bíblia sabe que Deus acabou o mundo com um dilúvio e água. A Bíblia também diz que o segundo fim do mundo será com fogo. Isto é, com esquentamento da terra. Com o calor progressivo morrerão primeiro os velhos e os mal alimentados e por fim morrerão os nutridos. O fim do mundo está próximo.
Saul Feitosa
Servidor púbico
Uberlândia (MG)

A propósito de publicações que circulam na cidade, de autoria de parlamentares do PT, em cujos textos foram inseridos, a título de "promessas de campanha não cumpridas" por parte do Executivo Municipal, acreditamos ser importante lembrar que: “O PT, a nível federal, não cumpriu os seguintes compromissos: 1)- alterar corretamente a tabela de deduções para cálculo dos descontos de Imposto de Renda Retido na Fonte/Pessoas Físicas: na verdade, nunca os trabalhadores brasileiros pagaram tanto imposto; 2)- proceder a uma auditoria para revisão dos preços das ações que pertenciam à União, transferidas pelo Governo FHC, quando da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Após a eleição, nem os integrantes do MST falaram mais no assunto; 3)- implementar uma Comissão ou convocar os parlamentares da base aliada para criação de uma CPI para analisar os verdadeiros custos embutidos no "spread" bancário, além de analisar os lucros exorbitantes dos Bancos que detêm o maior volume de aplicações na compra de títulos da dívida pública emitidos pelo Tesouro Nacional. Após a última eleição presidencial, quando os banqueiros se credenciaram como os maiores financiadores da campanha, nada foi feito, nem o assunto foi mais comentado pelo chefe do Executivo Federal; e, nesse ínterim os ganhos líquidos anuais dos principais Bancos que eram da ordem de milhões, alcançaram bilhões de reais. Portanto, nada confere aos políticos regionais, membros do mesmo PT, o direito legítimo de cobrar promessas não cumpridas.
Osmar Alves Faria
Uberlândia – MG
A Record não agradou
No começo desta semana li uma opinião de Antônio das Graças Lopes na qual ele falou que ficou muito admirado com as transmissões dos jogos de inverno de Vancouver e elogiou abertamente a emissora. Sinceramente, eu posso estar errado, mas senti que as transmissões foram de terceira categoria e não me agradaram como telespectador apreciador de esportes. Eu estou acostumado a ver transmissões esportivas ao vivo. A Record tapeou milhões de telespectadores. A maioria das apresentações foram gravadas e quem acompanhou a cobertura pela CNN viu que a Record passou as competições muito tempo depois de revelados os resultados. Na verdade, o que a Record divulgou em tempo hábil foi a programação dos jogos. Quando teve competição ao vivo à tarde, a emissora divulgou gravações de outras competições. Um dia, eu estava assistindo uma apresentação ao vivo à noite e, antes do fim, sem respeitar os telespectadores, a emissora parou a transmissão e colocou no ar o programa de uma igreja evangélica. A Record não me agradou na transmissão de Vancouver.
Mariano Figueira
Estudante universitário – Uberlândia - MG

Penso que todos vão concordar: a vida é uma caixa de surpresas. Nós programamos os acontecimentos, queremos definir nossos rumos e destinos de acordo com o que nos parece prazer ou necessidade. O prazer porque é gostoso, a necessidade menos, porém obrigatória. Os anos passam, a gente sempre esperando aquela hora de pouca necessidade e maior espaço para o prazer. Vejo no meu velho e experimentado consultório como um destes idosos aparece com o rosto feliz e brilhante, esquecido até das suas dores reumáticas, anunciando: eh, doutor, saiu a minha aposentadoria, agora é gozar a vida, vou pescar na Paranaíba, ver meus netos em Goiânia, jogar truco e beber cerveja no passeio da minha rua, meus amigos ali debaixo do flamboyant, contar piada e escutar casos... sofri, né, mas valeu a pena, tô feliz feito passarinho voando pela primeira vez! Escuto o cliente e velho amigo, um pouco de inveja, ainda não sei o que é voar no esperado e livre azul do mundo... e então me consolo, como eu estão muitos pássaros cativos, e muitos que nem chegaram a sonhar... Você, meu amigo destas crônicas, vai pensar: o que o João Gilberto tá pensando? Calma, eu chego lá, companheiro, eu sempre chego lá. Esta crônica tem origem e razão recente, mistura sofrimento e redenção — que vou lhe contar. Eu tinha um amigo – irmão, destes raros que duram uma longa e compartilhada vida. A gente começou colega aqui no colégio Diocesano, fomos pro Rio, vestibular, entramos e cursamos juntos a medicina na Praia Vermelha, ficamos doutores, a vida parecia ter chegado à reta do sucesso, os filhos, a família, a busca daquela tranquilidade idosa que nós já estamos programando nos passeios juntos da juventude. A grande e gostosa amizade de uma vida inteira, a certeza do amigo e companheiro definitivo... sem jogar truco no caramanchão, o que ele queria mesmo era dançar bolero, boa música e conversa... Doença? Cruz credo, nem pensar... Eu jogando meu tênis senil, ele fazendo academia, esperando aniversários próximos e suas alegrias. Aí, meus amigos, entra aquela história inesperada da vida. O médico de sucesso, o amigo insuperável, vai sair de sua casa para festinha de formatura de criança, e súbito... Cai morto! Sem aviso, sem um ai, um gemido, discreto como foi por toda a sua vida... lá se foi, sem mágoa ou dor, o doutor Ismael Ribeiro da Silva, meu grande e inesquecível amigo. Discreto, não quis dor, doença ou sofrimento que incomodasse seus amigos. Sem ele, meu mundo de amigos fica mais estreitado – e também sua família, que dele se lembrará sempre. Dos outros eu não sei nem quero saber... mas para mim Ismael ficará como exemplo existencial.
João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico
Uberaba (MG)

Parabéns, Rede Record, pela transmissão dos jogos olímpicos de Vancouver. Ao assistir a este evento espetacular, voltamos a ter esperança no ser humano Que se transforma por meio da arte, emociona, chora, solidariza e conclama a humanidade para festejar a PAZ, paz que não é mera ausência de guerra ou que se conserva montada nos canhões de bombas atômicas, nucleares etc. Mas, a paz que vem de dentro, da simbiose dos artistas patinadores, que deslizam qual cisne branco, preto, amarelo e incolores, sobre o gelo. Derretendo os corações e mentes empedernidas pelo ódio, inveja e poder. A música que transforma e clama por reflexão. A confiança dos pares que se soltam ou se abandonam nos braços do companheiro da companheira. Oxalá tenhamos sempre espetáculos como esses, pois, temos certeza que entre nós, humanos, animais, existem mais coisas belas do que mazelas do dia a dia, violento, miserável, odioso transmitido diariamente pelos meios de comunicação. Obrigado pelo espetáculo, que faz o ser humano feliz.
Antonio das Graças Lopes
lopes_escaldaferrri@yahoo.com.br
Futebol no Triângulo
A primeira fase do Campeonato Mineiro de 2010 já está quase na metade e, pelo menos, duas equipes do Triângulo (Uberlândia Esporte e Ituiutaba) estão flertando perigosamente com a zona de rebaixamento. O Triângulo Mineiro corre o risco de ser representado, na edição 2011 somente pela equipe Colorada de Uberaba que tem superado com dignidade seus diversos problemas. É lamentável que uma das regiões mais ricas e desenvolvidas do estado hoje assista à decadência de seu futebol.
Não escrevo para criticar as administrações do Verdão e do Boa de Ituiutaba que a meu ver até fazem muito pela falta de apoio que recebem, mas sim para criticar este modelo de Campeonato Mineiro que serve apenas para massacrar as equipes pequenas e eliminar gradativamente as sadias rivalidades regionais. O Triângulo Mineiro precisa de uma liga regional de futebol que possa organizar um campeonato com as equipes da região. Um campeonato adequado à realidade financeira e à estrutura dos clubes, nos quais todas as equipes possam lutar pelo título. Somente assim veríamos renascer as saudáveis e históricas rivalidades regionais.
Hugo César Amaral
Procurador-autárquico
Uberlândia (MG)
Grande Verdão
Ouvi pelo rádio o jogo do Verdão com a Caldense. O empate foi bom pra nós e o nosso time contabilizou um ponto na tabela. Nos próximos jogos, com novo técnico que entenda de escalação de jogadores, nós podemos deslanchar e não cair na segunda divisão. A hora é boa para todos os torcedores e admiradores do Verdão darem apoio à diretora do clube e irem ao campo para apoiar os jogadores.
Lúcio Fiori Lino
Torcedor do Verdão
Uberlândia (MG)

Gostaria de fazer o meu comentário sobre último jogo que Uberlândia perdeu por 2 a 3 para o Democrata. O que se evidenciou é simples: um time que joga bonito, com ótimos valores individuais, porém com falhas táticas graves de posicionamento na defesa. Ontem fui ao Sabiá, assisti ao jogo e ouvi os comentaristas das rádios Cultura e Itatiaia e concordo com o posicionamento deles, mas vou além.
Perdemos o jogo por conta do jogador Michel, que não marcou o jogador do Democrata, e por conta também do goleiro Flávio, que demonstra nervosismo e falta de chegada a bolas importantes. É inadimissível que o Michel não tenha acompanhado a jogada e, na rádio, justificaram que "ele estava cansado". Ora, time que quer chegar a algum lugar não comete falhas grosseiras e estúpidas. Quem tiver cansado, que peça para sair. Posso chamar isso de falta de comprometimento com a camisa verde-e-branca?
Sobre o técnico Luiz Carlos Cruz, o que percebo é que ele se "justifica" dizendo que os resultados estão melhorando... Melhorando? Quem ganha algo no futebol é quem pontua, e não quem joga "bonito". Melhorar significa que o time pode crescer que nem "rabo de cavalo" (para baixo)? E daqui para frente, todos vão se aproveitar da nossa defesa perdida e lenta... Todos estão chegando livres à cara do gol... Não concordo com um radialista que disse que o Uberlândia perdeu 2 ou 3 chances claras de gol, que poderia ter ganhado de 4 ou 5, pois o Democrata também perdeu 2 ou 3 gols cara a cara.
Para finalizar, acho que um time de sucesso depende de quatro coisas: seus valores individuais, esquema tático, comprometimento e motivação. O atual time do Uberlândia Esporte Clube tem apenas o primeiro quesito bem definido, os outros estão oscilantes. Me preocupo mais com a motivação, depois que ouvi a entrevista do atacante Marcelo Régis, deixando claro sobre as falhas ocorridas no ataque e na defesa... Só faltou dizer que não adianta o time fazer 5 gols e a defesa vazar 10 para o adversário... Isso preocupa, pois se o meio de campo e o ataque perderem a motivação, aí, acabou.
E nós, torcedores fiéis ao Verdão, nunca queremos que a esperança se perca. É um bom time, sem patrocínio principal, com várias pessoas suando e se doando constantemente. Portanto, que possamos, a partir de agora, colher os frutos deste trabalho.
André Luís Paulino
Administrador de Empresas
Torcedor do Verdão
Incompetência repetida
Há muito tempo, eu tenho escutado promessas de criar um time forte em Uberlândia. Sai uma diretoria e entra outra e as promessas continuam. O time do UEC é fraco. Perder para o Ipatinga em casa como aconteceu indica que o time pode voltar neste ano para a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. Isto é decepção continuada. Chega de decepções!
Saulo Peixoto Lima
Torcedor do Verdão

Antes de mais nada, cumpre parabenizar a diretoria da Tabajara pelo hexacampeonato, repetindo a façanha dos inícios do carnaval uberlandense de rua, quando foi campeã por seis anos consecutivos: 1956 a 1961. A Tabajara retoma sua liderança histórica. Esperamos que ela supere esse recorde. Quero destacar a vitória da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro, cidade criadora do carnaval brasileiro em todas as suas formas. Parece que o que deslumbrou a plateia e a comissão julgadora foi a abertura da bateria para a passagem de um carro cenográfico com gangsters atirando com uma bandeira de paz. Vi outra escola apresentando cenas teatrais. Essa novidade foi introduzida no carnaval de 2004, não me lembro mais por qual agremiação. Uns aplaudiram, outros criticaram. Por mim, sou contra. Mas essa coisa “teatral” já tinha ocorrido aqui em Uberlândia em 1974, quando a Garotos do Samba, fez uma representação, em pleno desfile, explicando o seu enredo. É... passou da conta. Tirou terceiro lugar. Também em 1963 ficou famoso o inusitado balé introduzido pela Acadêmicos do Salgueiro, no seu enredo “Chica da Silva”. Acontece que, em 1957, cinco anos antes, o pesquisador e jornalista Gastão Batinga já criticava nossas escolas de samba, pelo jornal “O Triângulo”, por introduzirem “passos de balé” em sua coreografia. Como se vê, também em samba, temos nossas precedências. Estas e outras histórias carnavalescas locais encontram-se no meu livro “História do Carnaval de Uberlândia.”
Antônio Pereira da Silva
Jornalista – Uberlândia
Vestibular
Considero muito oportuno texto divulgado no sábado, 13 de fevereiro de 2010, pelo CORREIO de Uberlândia, sobre a insatisfação de muitos vestibulandos quanto à correção da prova de redação do vestibular. Minha filha foi uma das prejudicadas pelas informações desencontradas na folha de prova. Ela já sabia, desde o ensino médio, que um candidato não pode se identificar na prova. Leu nas instruções iniciais que não deveria se identificar e deveria colocar um traço. Porém, o último texto da prova, destacado com a palavra atenção, exigia que o candidato devesse apresentar remetente determinado.
O que se pode entender por remetente determinado? Na impossibilidade de recorrer ao fiscal, obedeceu à última ordem contida no “atenção” e caiu na armadilha. Como leitora, chego à conclusão que aquela informação se tratava de uma pegadinha para eliminar centenas de correções. Sei que a UFU tem um nome a zelar e que não pode ficar à mercê de elaboradores confusos. Espero que, no mínimo, para efeito de justiça, as redações eliminadas pelo problema citado sejam corrigidas.
Ana Lúcia Attux Cecílio
Professora de Artes Visuais e aposentada da UFU

Chegamos à terceira idade e conseguimos enumerar vantagens. Por exemplo, a fila nas repartições públicas geralmente é respeitada mesmo com os olhares de reprovação de um ou outro presente. Mas, quando a pessoa se aposenta por idade e ainda tem que continuar trabalhando para complementar a aposentadoria, a jornada trabalhada tende a extrapolar. É que, no caso do tempo ganho nas filas, ganhamos mais tempo para resolvermos outras atividades fora das filas. Uma das vantagens que pude contabilizar foi a isenção da anuidade do CRC, que, de acordo com a Resolução nº 1.099/7 do CFC, estamos isentos de pagar após os 70 anos. A Receita Federal concede dedução do Imposto de Renda no valor de R$ 1.499, 15 para quem completou 65 anos de idade e está aposentado, mas por uma única aposentadoria. Estes exemplos poderiam ser copiados pelos demais órgãos federais, estaduais, municipais para aposentados que tenham um imóvel, um carro, um pequeno comércio para completar a aposentadoria. O IPTU, a Taxa de Incêndio, o IPVA, Taxa de Licenciamento, o Dpvat, a conta de energia, conta de água são encargos que extrapolam as minguadas rendas da maioria dos aposentados.
José Laerte Dutra
Contador aposentado
Combatendo a pedofilia
As crianças atacadas pelo pedófilo ficarão traumatizadas e terão sempre na mente a maldade de que foram vítimas. Uma senhora contou-me que quando criança fora abusada sexualmente além de ser constantemente espancada. Felizmente, uma família de grandes valores espirituais e morais a adotou. Hoje, depois de formada em pedagogia, ensina às crianças sobre o Deus que ama, conforta e liberta de todos os males. O Código Internacional de Doenças (CID) classifica a pedofilia como uma doença. O senador Gerson Camata, do ES, entrou com um projeto que prevê o tratamento à base de injeção de hormônio feminino que eliminaria a libido, juntando-se a isto, a educação prisional que traria a cura e o retorno do delinquente à sociedade. É preciso que as leis protejam as crianças contra as atrocidades e conceda-lhes as devidas recuperações possíveis. Disse Jesus: "Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos”.
Zidelcy Alves Pereira
Coronel PM
Uberlândia (MG)

Passou a Quarta-feira de Cinzas. Os templos ficaram lotados. Foi o início da Quaresma ou os quarenta dias que antecedem à Páscoa. Quem foi à igreja recebeu a imposição das cinzas na testa. Elas são o resultado da queima das palmas residuais do domingo de ramos do ano anterior. Ao traçar a pequena cruz com o dedo polegar o celebrante diz: ”Tu és pó e em pó tu hás de tornar”. Nada mais apropriado do que a lembrança da morte após os três dias de carnaval, palavra que dizem, vem do latim “caro vallens”, isto é: prevalência da carne, do corpo material. Ninguém pode negar os excessos que se cometem nos divertimentos momescos, daí a advertência que a igreja faz aos seus fiéis para levá-los ao arrependimento sincero. É um tema de reflexão durante a Quaresma. Ela não pode ficar circunscrita a histórias de lobisomens e fantasmas: hora de parar e visitar nossa consciência. Na simbologia das tentações de Cristo no deserto, durante 40 dias, quando o demônio curioso para saber quem era aquele que o desafiava fez um teste que lhe saiu bem caro porque o homem não era guloso, não tinha ambições desmedidas e era temente a Deus, e pior, disse ao espírito do mal na lata: ”Retira-te, Satanás”. Desmascarou o tentador. É hora de lembrar o que disse o rei Salomão no momento da morte, ele que viveu o fausto, o luxo e os prazeres todos: ”Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”.
Hoje me detenho sobre a ambição dos tempos modernos em ajuntar dinheiro sobre infeliz tendência de ter demais, de possuir riquezas e patrimônio desproporcionado às necessidades pessoais. Há quem sofra perenemente para ganhar mais e mais. São verdadeiros escravos da ambição. Cinzas são para pensar. A Quaresma é o tempo de Deus.
Professor Lucindo
prof.lucindo@csmkt.com.br
Sem esperança
Vejo com muita tristeza que muitos jovens, sem esperança, entram para o tráfico de drogas e destroem a própria vida. Para mim, não existe imagem mais triste do que ver na televisão a prisão de jovens por tráfico de drogas. E acho eu que é preciso dar educação religiosa para rapazes e moças para que eles aprendam a amar a Deus e a respeitar o próximo. No meu entender, educandários para menores delinquentes não educam ninguém. É preciso dar aos jovens educação religiosa, seja de que igreja for, para que as cadeiras não fiquem cada vez mais lotadas. Esta é a minha opinião.
Violeta de Souza
Uberlândia (MG)
Cresce a violência
Toda semana há notícias na TV que mostram assassinatos. A polícia prende traficantes e malfeitores que atuam aqui, como Rio e São Paulo. As pessoas montam equipamentos de segurança onde moram para se defender dos criminosos, mas a violência continua. Onde é que nós vamos parar?
Maria Antonieta Piacentti
Mãe de família uberlandense