
Este será um ano destinado ao espiritismo. Dia 2/4 será especial à comunidade espírita. Além de ser o aniversário do centenário do maior médium Chico Xavier, será também a estreia do filme que falará da vida dele. Chico foi eleito por votação na net e venceu ícones como JK, Santos Dumont, Carlos Drummond de Andrade e Carlos Chagas, Ary Barroso, Guimarães Rosa e Sobral Pinto. Serão palestras de diversos temas, assim como ciclo de estudos da doutrina espírita.
Dr. Fernando Henrique Vital
Dentista
Uberlândia (MG)
f-vital@ig.com.br
Fruto do azar
Claro que o título desse meu comentário não tem nada correlacionado com o Verdão, mas sim com sua diretoria. É assustador o quanto é azarada! Esse time teve tantas oportunidades, principalmente com as sequentes derrotas dos concorrentes diretos que não foram poucas e não conseguiu fugir do rebaixamento! Bastaria apenas ter ganhado mais uma partida e obtido mais um empate em casa e permaneceria na Primeira Divisão. Mas a sina desse clube foi ter na sua presidência um grande pé-frio como esse Everton Magalhães. Esse cara passou da hora de deixar o clube, pois além de incompetente é dotado de uma onda de azar tão grande, que realmente preocupa.
José Airton de Oliveira
Supervisor de logística
jairton@martins.com.br
Desigualdade Processual
Por que algumas pessoas denunciadas criminalmente são presas e outras não? Por exemplo: É o caso do ex-governador de Brasília José Roberto Arruda, cuja prisão nos moldes exibidos consubstancia tortura psicológica. Isso é Brasil? Os 40 gatunos do “mensalão” também denunciados pelo procurador da República estão por aí soltos politicando e engedrando novas falcatruas sob o olhar estrábico da justiça. A baderna que viceja por todos quadrantes do país, compreendendo a gatunagem, a insegurança a disseminação do consumo de drogas sem reação enérgica das autoridades, sugere que tal omissão consubstancia estratégia eleitoral para manter a situação política nos moldes vigentes, sem oposição da juventude, que não se peja de engolir sapos e lagartos.
O futuro vislumbra o caos. Se a oposição vencer as eleições presidenciais, ela só terá ambiente para exercer o mandato se tiver o apoio do Exercito Brasileiro com suficiente energia para frear a bandidagem. O ex-presidente da República Artur Bernardes diante das desordens políticas reinantes somente pôde cumprir o mandato dele sob a égide do Estado de Sítio, amparado pelas Forcas Armadas.
Rosalvo Miranda Netto
Advogado
Uberlândia (MG)

Acompanhamos pelos noticiários, diversas mudanças na administração das UAIs. Grosso modo, várias UAIs, sob administração da Fundação Maçônica, estão passando para a Missão Sal da Terra. Não vou entrar no mérito da questão, mas quero que fique registrado o trabalho esforçado e abnegado da Fundação Maçônica que, por décadas, esteve à frente de um projeto ousado idealizado por Virgílio Galassi. Não há dúvida alguma que a sociedade deve gratidão eterna à FMMS. Foram décadas de trabalho e serviços prestados à população. Não existe nenhum cidadão que não teve suas dores aliviadas em uma UAI. Às vezes, com dificuldades, mas no geral com sucesso.
Talvez hoje, já consolidado um modelo de saúde na cidade, seja até fácil administrar uma UAI, mas lembremos que, quando a fundação "pegou" as UAIs, a cidade só tinha postinhos de saúde e a UFU. A Fundação Maçônica assumiu o desafio de colocar serviço 24 horas para a população e o fez com presteza durante décadas. Ressalto: A cidade não tinha nada antes das UAIs! Quem teve coragem de assumir foi a Fundação Maçônica! Um amigo meu me disse: "Vamos ter saudade da fundação na administração das UAIs".
Esperamos que a nova administradora tenha o mesmo sucesso que a FMMS teve.
Dr. Fernando Henrique Vital
Dentista
f-ital@ig.com
Verdão Furacão
Em Juiz de Fora, o Verdão conquistou a 2ª Divisão. Nenhuma surpresa para mim. Agora é preciso fazer algo inteligente: os sócios se reunirem para demitir a diretoria, o técnico e os jogadores. Eleger outra diretoria e montar um time competitivo verdadeiro. Ou então fechar as portas do clube definitivamente. Como está, não dá mais!
Bento Fraga Resende
Ainda torcedor do Verdão
Uberlândia (MG)
Crítica ao jornal
O único jornal da região está chegando sempre com os mesmos assuntos, letras garrafais e diagramação ruim. Num dia, os artigos ocupam pequenos espaços e ficam espremidos, noutros são enormes... Afora isso, o canto do leitor parece mais coluna específica dos srs. Odomires, Mário Borges, Weberti. Ou seja, o leitor mesmo como eu nunca é publicado. E não é por falta de escrever, pois sou teimosa. O "infeliz" time uberlandense ocupa páginas e páginas e nem time é realmente. O prefeito tem cadeira cativa e é um santo. Nunca faz nada que desagrade a ninguém, ou seja: é campanha acirrada.
Poderiam dar uma "disfarçadinha". A coluna da Anita repete-se à exaustão nem atrai mais a nossa atenção; e pior, não publica os reais autores. É notório que nem sempre é ela. E as palavras cruzadas? Repetem-se de semana a semana e a de hoje, pasmem senhores, é a mesmíssima de ontem. Assim já é demais. Fica aqui minha visão.
Maria Aparecida de Carvalho Dias
Professora aposentada
Uberlândia (MG)
Nota do editor
Editar um jornal diário é, para muitos, a arte do impossível. Cada edição nasce e morre em menos de 24 horas; uma vez publicada, não tem mais volta. Nossos acertos e erros ficam para a posteridade como memória viva da cidade e região. Por isto, infelizmente, neste processo de gestação, nem tudo sai exatamente como o esperado. Felizmente, entretanto, acreditamos ser possível melhorar, sempre. Para isto, buscamos inspiração tanto nos elogios quanto nas críticas.
Dona Maria, obrigado pela colaboração para o nosso desenvolvimento.

Na manhã de 24 de fevereiro de 2004, aos 87 anos de idade, falecia uma das mais eminentes personalidades da história recente deste município: o italianíssimo Santo Puglisi, frade franciscano nascido em Bronte, Sicília.
Em 1956, 17 anos após a sua ordenação sacerdotal, Frei Antonino — como passou a ser conhecido pelos milhares de fiéis com quem conviveu ao longo da sua intensa e extensa vida religiosa — chegou ao Brasil trazendo em sua bagagem o título de doutor em Letras Clássicas pela Universidade da Catânia e a Cruz da Ancianidade — esta, como reconhecimento da Cruz Vermelha Internacional pelos serviços prestados enquanto capelão em hospitais italianos durante a Segunda Grande Guerra. Nos dias seguintes à sua chegada ao Brasil, ele logo se viu vencendo as montanhas para chegar a Belo Horizonte, onde assumiu as funções de superior do Convento dos Capuchinhos.
Antes de ser definitivamente transferido para Uberlândia, em 1979, onde, primeiro, viria a exercer as suas funções sacerdotais na Paróquia de São Cristóvão, Frei Antonino Puglisi havia sido vigário nas cidades de Carmo do Paranaíba e Uberaba, além de cooperador em Araguari, onde fez parte do primeiro corpo docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFU, lecionando algumas das suas matérias favoritas: História Antiga e Introdução aos Estudos Históricos.
Após designado a servir na Paróquia de São Sebastião, no bairro Tibery, Frei Antonino continuou a lecionar pela Universidade Federal de Uberlândia; ao longo de duas décadas esteve como professor titular de Latim, História Antiga e Literatura Clássica para alunos daquela instituição.
Entendo, particularmente, que o falecimento daquela exponencial criatura humana deu (ainda mais) forte testemunho à vida e à qual o homem é chamado em Jesus Cristo. E, ao longo da sua vida, esse chamado constituiu uma linha diretriz. Frei Antonino era um apaixonado pela leitura e pela vida e, da forma que Frei Egydio Parisi, Monsenhor Eduardo, Frei Tarcisio Lopes e Monsenhor Affonso, tornou-se, indubitavelmente, em um dos maiores referenciais religiosos do nosso município.
Peço licença aos leitores deste espaço para agradecer de público ao Criador pelo carisma especial daquele grande homem que, como poucos, soube utilizar o seu profundo conhecimento da vida e dos seus segredos para o bem de todos que com ele conviveram ou simplesmente com ele estiveram por algum tempo. Há seis anos, Uberlândia perdia um grande cidadão do século 20 e ganhava dos céus mais uma alma que passou a rogar, também, pelas obras sociais que ele aqui deixou e por muitas pessoas que, iguais a eu, devem a ele a oportunidade de ter renascido desde o submundo das drogas para a verdadeira vida!
Gustavo Hoffay
Presidente do Conselho Deliberativo Fundação Frei Antonino Puglisi
Uberlândia (MG)

Uberlândia não tem 1 milhão de habitantes, segundo o último censo, mas se comporta como tal. Ainda faltam cerca de 300 mil uberlandenses e uberlandinos. Os indicadores deste comportamento são os índices de violência, caos no trânsito, sistema de saúde estrangulado etc., mas o que me preocupa, neste momento, são as águas das chuvas. Na última terça-feira, quem estava na região do Pampulha, Santa Mônica e adjacências sentiu como se estivesse em São Paulo e temeu sair no noticiário nacional. A chuva foi forte e a água transformou as ruas em rios. Não havia como escapar.
Quem estava na avenida João Naves, ruas paralelas e transversais viveu momentos de tensão muito fortes. A força das águas e a velocidade das correntezas foram aterrorizadoras. Ainda faltam 300 mil pessoas para 1 milhão de habitantes, mas elas estarão aqui brevemente. Desta forma, teremos mais veículos, mais áreas cimentadas e pavimentadas. Portanto, não dá para deixar que nossa cidade saia no noticiário nacional como vimos recentemente nas cenas de São Paulo. Alô Secretaria de Planejamento Urbano! É preciso agir rapidamente. A rede pluvial, feita há 15 anos, não suporta o volume de água existente hoje. Foi resolvido o problema na Rondon (parcialmente), mas surgem outros na João Naves, na Segismundo, na Getúlio Vargas dentre outros pontos.
Vilsondete de Sousa
Administrador de empresas
Uberlândia Esporte
Sei que palavras são apenas palavras e que nosso time precisa é de ação. Precisa de apoio técnico e financeiro. Não podemos esquecer também que precisa de retaguarda política. Não se ganha um campeonato apenas dentro do campo. Os dirigentes têm que ter força na Federação. Têm que exigir e se fazer presentes. Mostrar que estão vivos e lutando pelo time. Os empresários da nossa cidade não investem no nosso Uberlândia Esporte. Infelizmente as empresas com maior poder financeiro não precisam de propagandas para vender os seus produtos; ou por serem únicas ou por serem do ramo atacadista. Isto, lamentavelmente, não lhes interessa nessa parceria. Resta a opção de tentar patrocinador de fora, como produtos esportivos, automobilísticos, bancos, financeiras etc.
Não quero dizer que o atual time não tem a sua parcela de culpa por a queda para a Segunda Divisão ser inevitável.
Sérgio Moreno
Radialista e leitor do jornal
sergiomorenoudi@gmail.com
Recado do Mário
Olá, Weberti: parabéns pela sua carta. Eu já notara o erro da publicação na Opinião do Leitor. Até achei que você tinha lido meus pensamentos. Não reclamei e até gostei. Espero ver agora uma carta sua a respeito do estado do Triângulo. Vou considerá-lo como meu parceiro. Continue escrevendo.
Mário Borges
Goiânia (GO)

“Eu já disse várias vezes: Freud dizia que tinha algumas coisas que a humanidade não controlaria. Uma delas seria as intempéries. Então, essa questão do clima é delicada. Por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distança (sic) dos centros mais poluidores, ótimo. Vai ficar só lá. Mas, como o mundo gira, e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído, a responsabilidade é de todos”. Autor: Lula da Silva, presidente do Brasil. Alguém conhece abobrinha maior do que esta?
Há poucos dias ouvi a entrevista de um suplente no exercício do mandato de senador, concedida a uma emissora de rádio de Uberlândia, na qual aquela autoridade do Senado dedicou cerca de cinco minutos ou mais ao jornalista Ivan Santos. Creio que, até com quebra de decoro parlamentar, pois publicamente o suplente de senador desejou que Ivan “vá para o inferno”. Agora, um membro do legislativo local, em tom de censura, sonhando talvez com uma futura KGB tupiniquim, fez critica descabida ao articulista deste jornal, em razão de suas opiniões sensatas e muito bem elaboradas acerca de atos e compostura de personalidades da política nacional.
Há que se notar que esta “tigrada” acha normal o presidente se colocar acima da Justiça ao afrontar as leis deste país, fazendo ilegal antecipação de campanha política eleitoral à custa do erário público. A verdade é que os poucos que têm coragem de confrontar o poder realmente incomodam. Ivan Santos continue assim, quem dera tivéssemos no Brasil meia dúzia de jornalistas como ele. Com certeza teríamos políticos mais sensatos e democracia pra valer.
José Fernandes Pires
Uberlândia – MG
jfpires@uaigiga.com.br
Fracasso do Verdão
Antes de começar a descrever sobre os possíveis culpados pelo fracasso do futebol profissional em Uberlândia, mais precisamente o UEC - time pelo qual tenho o maior carinho e apreço - preciso destacar minha decepção com a atual situação na qual se encontra o “Verdão”. É lamentável que como torcedores desta cidade tenhamos que passar por essa situação de caos em que se encontra o nosso time. Talvez não possamos avaliar o caso só com a emoção, mas sim com a razão, pois existem vários fatores que não são conhecidos pela grande torcida e que certamente colaboram para o fracasso. Queremos ver nosso time jogar bem e ganhar. Desse ponto de vista é que eu, torcedor do Verdão, tento, por meio desse desabafo, procurar os culpados pelo fracasso do time, e o faço correndo o risco de concluir que somos nós mesmos os torcedores os culpados por tal vexame, o que particularmente não acredito.
Gerson R. Mota
Torcedor do Verdão

"Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido" (Dicionário Aurélio, mais conhecido como Pai dos Burros). Não me importo com o gosto musical ou qualquer outro tipo de som hoje chamado de música de quem quer que seja. Quando não gosto do que estou ouvindo no rádio, desligo-o. Quando vejo ou ouço na TV também algo que não gosto, desligo. O problema é que os mal-educados obrigam-me a ouvir toda porcaria de que gostam desfilando em seus carros com o som em alto volume. Nessa hora, faço o quê? Ah! Já sei que vai ter algum infrator com uma resposta na ponta da língua: "Eu tenho direito! Eu quero aparecer! Eu não sou dessa cidade! Eu sou parente do fulano, sicrano ou beltrano. Perguntinha: Você liga o som na porta de sua casa também? Por que não perguntam aos seus vizinhos, pais, avós e muitos outros cidadãos a respeito desses abusos? Também pode dar uma olhadinha na Legislação de Trânsito. Vocês vão ter uma surpresa.
Agostinho Paganini
Aposentado
A praça é do povo
“A praça! A praça é do povo como o céu é do condor”, declamava Castro Alves em 1866, em defesa do povo. Ser do povo significa igualdade cidadã sem privilégios. A praça é alegria, é descanso é amizade. A praça não é asilo de inválidos nem reduto de mendicância. Embora seja local público, quem a frequenta precisa observar comportamentos civilizados, escusando possuí-la como moradia e mendicância. A maioria das praças brasileiras são antros de badernas e drogas. É dever de as autoridades combaterem o mau uso das praças, mantendo nela guarda noturno com vínculo e apoio policial.
Rosalvo Miranda Netto
Advogado
Uberlândia (MG)
Diplomacia
Preocupa-nos a diplomacia que o nosso presidente vem exercendo. Elogia o presidente do Iran, faz reverência a Ladaf, abraça-se a Fidel Castro, Chávez, Evo Morales e Ortega. Onde está querendo chegar? Esperamos não trazer lições destes ditadores para casa. Indicou para sua sucessão Dilma Rousseff que, por sua vez, não vem apresentando uma boa desenvoltura para assumir o cargo de presidenta, que é como querem que a chame caso ela ganhe nas eleições. O próprio presidente Lula avalia os discursos da sua candidata muito longos e sem emoções. São situações que nos deixam pensar que sua saída é para um retorno imediato e dentro dos planos que vem arquitetando.
José Laerte Dutra
Uberlândia (MG)

Vejo que outro personagem amestrado nesta coluna democrática não conhece o Ivan Santos e o coloca como inimigo do "Rei". Por este motivo tem que ser levado à fogueira. O petismo, comunismo, nazismo são como a inquisição do passado: não aceitam os contrários. Falam também na elite branca... Por que não falam na elite amarela, na vermelha, não sei. Qual é a raça? No Triângulo Mineiro somente existe uma raça: a do zebu, que é campeã do Brasil. O sr. Luiz Inácio Lula da Silva, dando um mau exemplo aos brasileiros e brasileiras! Ele costuma dizer coisas impagáveis, tais como: “minha mãe nasceu analfabeta”! Acho que todas as mães nascem analfabetas.
Por que não a dele? Assim falou de Boris Casoy - outro jornalista que não foi comprado pelo Bancoob. Eu gostaria de ver a opinião desta personagem sobre a morte de Celso Daniel; sobre o dinheiro não contabilizado do Delúbio Soares; sobre a maleta com R$ 1,5 milhão para comprar um "dossiê" falso. Em tempo: não sou advogado do senhor Ivan Santos nem do senhor Boris Casoy. Eles são adultos e sabem se defender muito bem.
Mário Borges
Empresário - Goiânia (GO)
Dinheiro versus mato
Não dá para conciliar! Já percebemos com a fracassada reunião do COCÔP15, na Dinamarca, ano passado. Levaram daqui uma proposta de 20% a menos de poluição, outros mais fervorosos atacavam com 40% de diminuição de emissão de poluentes, até o ano de 2020. Outros, mais fraquinhos, indicaram humildes 4%, como foi o caso dos EUA. Mas a questão verdadeira é que: reduzir 4%, 20% ou 40% de emissão de qualquer poluente sobre a Terra é o mesmo que reduzir a produção capitalista em 4%, 20% ou 40%! Como isso seria possível em um mundo onde a lógica do capital fala mais alto? Onde somos subjugados pelas grandes corporações?
A concorrência desenfreada, o lucro a qualquer preço. Como seria possível que Copenhagen tivesse dado certo?
Apenas mudando paradigmas, minha senhora! Apenas mudando paradigmas... Por um lado, quebrando a ideia de produção de bens de consumo (não precisamos de um carro por habitante do planeta, não é mesmo?), e de outro quebrando com esta cadeia de desejos voluptuosos por consumir. Sim, estou falando em diminuir o seu desejo de um carro novo, bem como o desejo do seu vizinho também. Isso só para exemplificar. Por que Cop15 não deu certo? Simples! Porque ainda não fomos humanos o bastante para quebrar paradigmas do grande monstro capitalista que nós criamos, e que nos matará. Algo como o monstro Frankenstein, da escritora Mary Shelley, obra de 1831 e ainda tão atual.
O monstro deve morrer, para que não morramos nós.
Alexandre Buiatti Maywald
Uberlândia (MG)
abmaywald@uol.com.br

Cronistas são periodicamente atacados pelo vírus da renotícia, ou seja, acompanhar, repetir e noticiar para onde foi a crônica ou o comentário anterior. Nem sempre o assunto é interessante ou merecedor, mas escritores têm um amor próprio exaltado e sempre querem saber se alguém leu ou se interessou pelo que botaram na imprensa.
Aqui estou neste papel de vigilante repetente, porque o assunto me parece merecedor. Volto atrás, naquele veremos I da visita do nosso governador e da equipe política que está com a gripe política da futura eleição. O maior e mais importante anúncio foi o sonhado ramal Petrobras explodindo aqui os benefícios da indústria nitroquímica. Entre os orgasmos dos candidatos, a notícia foi dada como certeza absoluta e definitiva, todos querem ser pais deste menino de ouro... e votos.
No meu comentário modesto – minha única riqueza de valor é a experiência – citei a palavra do Garibaldi Modesto, que, em promessas da política, sempre terminava sabiamente: veremos, minha gente, veremos! Ora, veio em seguida a meio inesperada visita da Dilma, outro cortejo eleitoral e assanhamento político. O que a Dilma falou? Simplesmente e resumido, que o assunto é seriíssimo, existem outros candidatos e alternativas, blablablá.
Ora, a Dilma é meio sangue uberabense, se tivesse conhecido o Garibaldi diria simplesmente veremos... Veremos. Já nesta semana, a coisa de maior peso, reunião do Aécio com nosso uberabense honorário José Alencar pôs novamente como definitivo o nosso presente de Natal. Aliás, faço questão de citar nosso José Alencar porque dele precisei e seu revólver nunca mascou bala ou negou fogo. Se existem no Brasil políticos de seriedade e confiabilidade absoluta, José Alencar é seu exemplo. Ou seja, a crônica desta notícia retorna com cores mais fortes: nosso líder está jogando, e ele é vencedor em todos os jogos da sua vida.
Tenho apenas um pouco de muito medo é do grupo político-candidato. Penso que bater muito forte no tambor deste sucesso pode despertar os grupos de outros interessados por aqui, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Trabalhar forte e na moita, o nosso Aécio sabe e conhece. Ele não precisa de votos, já os tem de sobra. Seria bom dizer apenas: calma, meus amigos candidatos aí do Triângulo, que eu vou provar ser mineiro Globalizado. Se fizerem barulho lá por fora, vou responder como o JG repete: veremos, minha gente, veremos!
João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico
Uberaba (MG)
Decepção
Li no jornal CORREIO que o Verdão está torcendo pela vitória do Atlético Mineiro sobre o América – TO e do fraquíssimo Ituiutaba sobre a Caldense, para não cair para a Segunda Divisão. Isto é ridículo demais!
Ismael Norato
Torcedor decepcionado

Estou duplamente indignado. É assim que me situo ao ver a estratégia do Ministério da Saúde para vacinar as pessoas contra o vírus H1N1. Para aqueles que me acompanham nesses 12 anos na Opinião do Leitor, no dia 29/8/2009, o CORREIO de Uberlândia publicou um artigo meu denominado "Ninguém Sabia?" no qual falei que "uma matéria da “Revista Saúde é Vital”, de junho de 2000 (quase 10 anos atrás!)”, na capa, deu destaque à seguinte frase: "Especial: A supergripe vem aí". Esse artigo de forma indignada foi abortado porque o governo federal, detentor de uma informação de mais de década, não tomou nenhuma providência e chegou-se ao ponto de uma epidemia. Pois bem... Qualquer cidadão sabe que foram na TV falar que a vacina ia ser feita no país e blablablá. E para nossa maior indignação, o Ministério da Saúde não vacinará todas as pessoas, e sim algumas. Pelo critério arbitral manifesto minha indignação publicamente. E mais, e quem não tiver R$ 300 para pagar numa vacina?
Dr. Fernando Henrique Vital
Cidadão indignado
f-vital@ig.com.br
Erramos
O texto a seguir é do leitor Wêberti de Souza. Erramos ao publicá-lo como de autoria do senhor Mário Borges, de Goiânia. Retificamos nosso erro e pedimos desculpas ao autor e aos leitores deste espaço.
Ivan Santos
Editor
Ainda o Verdão
Conforme foi dito pelo leitor dr. Fernando H. Vital na edição de terça-feira (16/3/2010), o Uberlândia Esporte Clube, com toda estrutura que dispõe, nos deixa curiosos quanto ao "o que está errado?". Falta dinheiro? Bem, na minha opinião, creio que sim. Apesar das diversas fontes de renda "encontradas" pela atual diretoria, entendo que faltam recursos para que possamos ter um time de ponta que represente bem a nossa cidade. Falta administração? Fora de campo, a diretoria vem fazendo um excelente trabalho em todas as áreas. Melhorou a arrecadação, negociou as dívidas remanescentes, investiu na formação de atletas por meio das categorias de base e está dando condições dignas de série B para a comissão técnica e aos atletas do profissional. Falta incentivo? Graças ao apoio de alguns políticos, o clube recebe verbas do Ministério dos Esportes para as categorias de base e temos uma comissão técnica no comando do time profissional. Além disso, como já foi lembrado pelo leitor, o time está na Timemania. Os incentivos estão aí. Falta público? O torcedor do UEC, apesar da campanha medíocre, nunca abandonou a equipe. Temos uma das melhores médias de público do Campeonato Mineiro. O torcedor não merece essa campanha. Feitas essas colocações, fica a pergunta: de quem é a culpa de o UEC estar prestes a ser rebaixado para o Módulo II?
Wêberti Souza
Uberlândia (MG)
weberti221@hotmail.com

Não foi por acaso que Nelson Rodrigues disse que toda unanimidade é burra. Neste sentido, críticas são sempre muito bem- vindas. Entretanto, entendemos que ultimamente o jornalista Ivan Santos, que, por sinal, muito admiramos, tem criticado injustamente o governo Lula, faltando, em determinados momentos, com o respeito à pessoa do presidente da República.
É comum o jornalista se referir aos eleitores e simpatizantes do Lula como “tigrada”. Em outras ocasiões escreve que “o presidente ganhou o direito de falar abobrinhas e ser aplaudido”. Porém, não compartilha desta mesma conotação com relação às figuras de outros governantes, como, por exemplo, Aécio Neves e seus admiradores. Aliás, o governador mineiro foi denominado recentemente por este articulista como “o astro de Minas”.
Diferente do que o jornalista Ivan Santos tem afirmado, o presidente Lula tem sido reconhecido, interna e externamente, pelos resultados alcançados. Internacionalmente de variadas formas, com os prêmios Estadista Global do Fórum Econômico Mundial e a premiação Felix Houphouët-Boigny, da Unesco. Já nacionalmente, não há reconhecimento maior do que os constantes recordes alcançados de aprovação, em pesquisas de opinião, do seu mandato pela população. Lula está se especializando em superar os seus limites, chegando à última pesquisa do Ibope a impressionantes 83% de aprovação. Algo inédito na política brasileira. Tamanho reconhecimento com relação ao Governo Lula se deve a um conjunto de ações acertadas, como a superação da crise econômica internacional e a geração de novos empregos com saldo recorde.
Mas nenhum resultado é tão relevante quanto à nova realidade vivenciada por milhões de brasileiros, que saíram da linha de pobreza e passaram a ter direitos básicos, que sempre lhes foram negados, como alimentar-se três vezes ao dia. Porém, entendemos que há muito a ser feito para termos de fato um país justo. Ações como a reforma política, a melhoria da saúde pública e investimentos na formação de nossa juventude, por exemplo, são prioridades que devem pautar os mandatos dos próximos dirigentes federais.
Não podemos jamais perder de vista as conquistas do povo brasileiro nestes últimos oito anos de governo Lula, como também não podemos abrir mão do sagrado direito ao debate e à pluralidade das ideias. Conquistas que foram frutos da luta do povo brasileiro, que não mais pertencem a um governo, mas a toda sociedade. Da mesma forma, temos que garantir a consolidação do nosso regime democrático, que passa também pela liberdade de expressão jornalística, extremamente importante na formação de consciências críticas. Liberdade que não deve ser utilizada para mascarar a realidade de um povo.
Delfino Rodrigues
Vereador PT
Nota de Ivan Santos
Já comentei que Lula é o político mais popular do Brasil. Isto os democratas petistas que só querem elogios não comentam.