
O substituto de Leonídio Bouças na Secretaria de Agropecuária e Abastecimento só deve ser conhecido na próxima semana. Em reunião na segunda-feira entre dirigentes do PSC e o prefeito Odelmo Leão (PP) ficou acertado que, por enquanto, será indicado um interino para o cargo. Hoje deve ser o último dia de Leonídio, que sai para disputar o cargo de deputado estadual pelo PMDB. O vereador e presidente municipal do PSC, Ronaldo Alves, que era um dos cogitados, teve o nome retirado das negociações. Ele é vice-líder do Executivo na Câmara. Um dos cotados para assumir, pelo menos interinamente, é o superintendente da Ferub, Carlos Antônio Silva.
Ficção
“Avatar” que nada. A peça de ficção do momento chama-se PAC-2. Sem entrar no discurso da oposição ao governo federal, não há como não se impressionar com os números apresentados pela equipe de governo – R$ 1,590 trilhão só para citar o montante – e com as ações anunciadas, que, apesar de não terem sido detalhadas, dão a noção de que o país vai virar um canteiro de obras. Prepare os óculos 3D para entrar em uma nova aventura. Numa dimensão que extrapola e muito os olhares do eleitor, que, por enquanto, só enxerga aquilo que o governo quer que ele veja.
Além do horizonte
O anúncio de que o governo pretende ampliar o projeto do trem-bala, acrescentando três novas linhas, uma delas passando pelo Triângulo Mineiro, causou um impacto, à primeira vista, proporcional à passagem de um veículo dessa natureza por uma estação. E muita gente vai aproveitar o vácuo desse anúncio para embalar a candidatura. Se o anúncio fosse feito no início ou no meio do mandato, não provocaria tantas dúvidas como a nove meses para o término da gestão. Se o projeto original, que vai ligar o Rio a São Paulo, ainda nem foi concluído no papel, imagina então a possibilidade de estendê-lo a outras regiões. O próximo governo, muito provavelmente, não dará conta de terminar a primeira etapa. Então, por que colocar num programa a longo prazo (somando-se, inclusive, os valores orçados ao montante anunciado) o que ainda nem foi concebido, se não há perspectiva de que a obra será feita? Ainda não existe estudo de viabilidade concluído.
Pré-campanha
Tem muito deputado e candidato a deputado fazendo uma verdadeira via-sacra pelos municípios do Triângulo e Alto Paranaíba em busca de apoio para as eleições de outubro. A média que cada um tem percorrido é de 50 municípios. Enquanto não se definem as coligações, os pré-candidatos vão em busca do maior número possível de votos. Alguns agentes ouvidos pela coluna garantem que a receptividade impressiona. Principalmente nas cidades menores.
Termômetro
Se, para os pré-candidatos, a mobilização nas cidades da região tem agradado, por outro lado, as radiografias tiradas até o momento de algumas localidades mostram que será preciso manter ou apertar o pé no acelerador para transformar a receptividade em adesão. Pesquisa de intenção de votos divulgada esta semana em Uberaba pelo “Jornal da Manhã” e realizada pelo Instituto ContraPonto revela que, por lá, a turma de Uberlândia ainda não chegou. Apenas um nome daqui apareceu entre os citados pelo eleitorado de lá. E somente na pesquisa espontânea. Outra pesquisa realizada pelo mesmo instituto em Araxá, em dezembro, também apontou apenas um nome de Uberlândia entre os citados. Nos dois casos (os nomes são diferentes e os partidos também) os citados são agentes com mandato eletivo.

O prefeito Odelmo Leão (PP) se reuniu ontem à tarde com a bancada de vereadores da base aliada na Câmara Municipal para discutir os projetos que serão enviados para apreciação em abril. Um dos projetos que deverão ter prioridade na votação é o que desonera as empresas que prestam transporte urbano nos impostos e taxas municipais. Trata-se de uma contrapartida da prefeitura em função dos investimentos feitos pelas empresas no Sistema de Trânsito Integrado. O projeto prevê a redução de 5% para 3% do Custo de Gerenciamento Operacional (CGO). A iniciativa não tem consequência numa eventual redução da tarifa de ônibus, mas contribui para que o preço sofra um impacto menor em futuras revisões de valores.
Visita cancelada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou a visita que faria hoje a Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, acompanhado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O evento seria de grandes proporções. Coisa para 10 mil pessoas, calculou um dirigente. A agenda contava com inauguração de uma escola municipal, unidades habitacionais do programa Minha casa, minha vida e obras de saneamento, entre outras. Eram esperados cerca de 70 prefeitos do PT, além de deputados e ministros da base aliada. Seria a despedida – em grande estilo - da ministra do cargo.
Sem clima
Oficialmente, o cancelamento da visita foi de ordem administrativa, ou seja, problemas de última hora na agenda. Mas, nos bastidores, são fortes os rumores de que a resistência do PT mineiro em abrir mão de candidatura própria ao governo de Minas possa ter influenciado na agenda presidencial. Era esperado que o presidente Lula tivesse reservado um espaço na agenda para discutir com a cúpula do PT de Minas o processo de sucessão no estado. Lula deseja a aliança entre PT e PMDB em Minas para garantir palanque único a Dilma no estado. Já a militância insiste em ter seu candidato.
Impasse
A visita de Lula e Dilma aconteceria justamente num momento em que Patrus Ananias e Fernando Pimentel se reaproximaram e buscam o entendimento sobre a montagem da chapa majoritária para disputar a sucessão estadual. Os dois têm demonstrado sintonia na intenção de apresentar uma candidatura própria. Inclusive era esperado que o nome do petista escolhido fosse conhecido durante a visita de Lula a Minas. Agora, com o cancelamento na agenda do presidente, o cenário voltou à indecisão.
Dúvida
Os petistas mineiros queriam tranquilizar Lula de que a conversa sobre aliança não acabou. Pelo contrário, começa agora, tendo uma bala na agulha. A militância, no entanto, esperava que não houvesse um enquadramento agora que minasse as chances de colocar a candidatura na estrada. Como Lula não vem mais para a conversa, ficou a dúvida se o anúncio de uma candidatura própria será feito em breve ou se haverá mudança de planos.
A tempo
Não foi só a militância mineira que ficou frustrada. Ontem, durante lançamento do PAC 2, o presidente Lula anunciou o cancelamento de viagem que faria hoje ao sertão de Pernambuco. O anúncio foi feito depois de ser informado que uma das obras que ia inaugurar estava inacabada.

O cenário dentro do PT para decidir quem será o pré-candidato do partido na sucessão estadual em Minas mudou novamente. Desde a realização do último Processo de Eleição Direta (PED), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel saiu em vantagem na briga interna. O presidente estadual da legenda, Reginaldo Lopes, que foi reeleito, é aliado de Pimentel. Acalmados os ânimos após o PED, a corrente em torno do ministro Patrus Ananias começou a ganhar corpo. Lideranças do partido chegaram a mencionar que Patrus seria o escolhido. O ministro, aliás, acompanhou Dilma Rousseff na sua última visita a Minas, quando inaugurou obras, assinou convênios e fez anúncios no Triângulo Mineiro. Mas, depois da conversa que Lula teve com os dois petistas, semana passada, o vento mudou mais uma vez de direção.
Vaivém
Segundo um dirigente petista, o nome de Fernando Pimentel voltou a ser cogitado como o pré-candidato do PT ao governo. Um dos motivos é que Pimentel, mais radical, não aceitaria disputar outro cargo, senão o de governador. Já Patrus teria recuado e admitido encarar outra tarefa, deixando o desfecho da negociação a cargo da direção estadual do partido.
Rabisco
Hoje, o cenário que aflora é de Pimentel como candidato ao governo e Patrus para a disputa de vagas no Senado. O cargo de vice ficaria em aberto, por enquanto, até que as negociações com outras legendas avancem. É evidente que qualquer decisão agora é prematura. O que o PT sustenta é o lançamento de uma candidatura para fazer frente à do PMDB e tentar, mais adiante, um entendimento.
Largada
O nome do pré-candidato petista pode ser conhecido nesta segunda-feira ou, no máximo, na terça-feira, quando a ministra Dilma Rousseff fará sua despedida do cargo em visita a Contagem. Dilma estará acompanhada do presidente Lula. É esperado que Lula acene com a possibilidade de o PT ir tocando a candidatura mineira até ver o resultado dessa mobilização. Mas os petistas mineiros temem também que o presidente jogue água fria na ideia e enquadre o partido na aliança com o PMDB desde o início. É esperar para ver se a largada será abortada ou não.
Negócio
O PT quer colocar seu “produto” na vitrine o mais rápido possível para testar sua popularidade. O problema é que, nesta altura do processo, não há como dar a visibilidade que o partido gostaria na tentativa de se mostrar viável para o “mercado”. Nos dois meses de exposição – abril e maio – antes das convenções, o PT não poderá utilizar-se da publicidade (diga-se campanha na TV) para tentar conquistar “clientela” suficiente para fazer frente ao “produto” do rival. Se isso não acontecer, a alternativa será a fusão das “empresas”.
"Vaquinha"
Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo estão organizando uma vaquinha para tentar quitar a multa de R$ 10 mil aplicada pelo TSE ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por propaganda eleitoral antecipada em favor da ministra Dilma Rousseff. Os ministros entenderam que, durante a inauguração da sede do sindicato, em 22 de janeiro, Lula fez propaganda dissimulada pró-Dilma. Esta é a segunda multa que o presidente recebe este ano pelo mesmo motivo. A primeira foi no valor de R$ 5 mil, por ter feito propaganda antecipada durante evento em Minas.

Depois de ter o nome cogitado para disputar o governo de Minas, o Senado e até uma vaga na Câmara dos Deputados, o vice-presidente José Alencar (PRB) poderá ficar de fora da chapa majoritária numa eventual aliança PT/PMDB/PRB. Informações divulgadas na mídia nacional ontem apontam que não haveria espaço para Alencar numa aliança do PT com o PMDB. Os peemedebistas deverão indicar o candidato ao governo, enquanto os petistas ficariam com as vagas de vice-governador e senador.
Stand by
A falta de espaço numa aliança da oposição em Minas não significaria, portanto, que o vice-presidente ficará de fora da disputa por cargos eletivos. Algum cargo Alencar vai disputar. Só não se sabe ao certo qual e se dentro de uma grande aliança ou levando o nanico PRB nas costas. José Alencar já disse que gostaria de ajudar e que é um soldado pronto para a guerra. Por enquanto, ficará à espera de um chamado.
Coringa
Além do grande potencial de votos, José Alencar traz outro trunfo na disputa. O cargo de vice possibilita que ele continue exercendo as funções executivas normalmente sem precisar de se desincompatibilizar caso queira disputar as eleições deste ano. Mesmo estando na vice-presidência até o fim do mandato, Alencar estaria apto a disputar qualquer cargo, seja de governador, senador ou deputado.
Só há um detalhe: nos seis meses que antecedem ao pleito, José Alencar não poderia suceder ou substituir o titular. Ou seja, a partir do dia 3 de abril, toda vez que o presidente Lula sair do país, Alencar terá que ir junto ou arrumar alguma viagem internacional enquanto Lula estiver ausente. Nada complicado. Enquanto o tempo passa, o nome do vice-presidente se torna um coringa que pode ser usado no momento certo. Quem sabe, na última jogada.
Laboratório para 2012
A eleição deste ano para deputado vai servir de laboratório para a disputa pela Prefeitura de Uberlândia em 2012. Parte dos protagonistas que estarão à frente da batalha por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados certamente estará diretamente envolvida na sucessão municipal. Já tem muito pré-candidato a deputado estadual e federal de olho na cadeira do prefeito Odelmo Leão (PP), que está no segundo mandato e, portanto, não vai disputar nada no próximo pleito municipal.
Sucesso
Os planos de chegar à Prefeitura de Uberlândia em 2012, no entanto, vão depender, necessariamente, de um resultado positivo em 2010. Aos pré-candidatos a deputado, não adianta apenas marcar presença no cenário eleitoral e expor a imagem se não obtiver popularidade suficiente. Até porque o prazo para recuperar o fôlego e começar de novo é curto. 2012 está logo ali.
Barrados no baile
A festa que a Prefeitura de Uberlândia vai organizar para a inauguração do Hospital Municipal provavelmente terá muitos fogos, mas pouca gente participando da solenidade. Quer dizer, pelo menos a classe política. Por causa de mudanças na legislação eleitoral, este ano nenhum candidato poderá participar de inaugurações oficiais. Nem mesmo os candidatos a deputado, que até a eleição passada tinham acesso livre em eventos semelhantes.
Públio
O prefeito afastado de Ituiutaba, Públio Chaves, deixou a UTI, mas permanece internado, porém em apartamento do Hospital Santa Genoveva. Segundo assessoria de comunicação, seu quadro de saúde é estável e ele respira sem a ajuda de aparelhos. Públio ainda está em estado de coma e, por enquanto, as visitas estão restritas aos familiares.

O deputado estadual que mais utilizou a verba indenizatória em 2010 foi Delvito Alves (PTB), entre os 77 parlamentares estaduais. Segundo relatórios apresentados em janeiro e fevereiro e divulgados no site da Assembleia Legislativa, foram R$ 86.295, dos quais R$ 76.350 usados para pagar contas inerentes à divulgação da atividade parlamentar.
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O deputado Weliton Prado (PT) foi o que apresentou o segundo maior gasto com a verba indenizatória neste ano. O deputado uberlandense gastou desde o início do ano R$ 78.485,17. Desse total, R$ 75 mil se referem apenas aos gastos com divulgação parlamentar.
Prestação de contas
Dos 77 deputados mineiros, apenas cinco apresentaram três relatórios mensais em 2010 referentes aos gastos com a verba indenizatória, segundo levantamento feito pela Coluna no site da Assembleia Legislativa. São eles: Leonardo Moreira (PSDB), Rômulo Veneroso (PV), Fahim Sawan (PSDB), Chico Uejo (PSB) e Zé Maia (PSDB). Outros 33 parlamentares apresentaram até o momento dois relatórios mensais (janeiro e fevereiro) discriminando os gastos. Ao menos 21 deputados entregaram apenas um relatório neste ano.
Sem registros
Pelo menos 18 deputados ainda não declararam nenhum gasto com verba indenizatória realizado em 2010. Desses, quatro ocupavam o cargo de secretário de Estado até fevereiro e, portanto, não utilizavam a verba nesse período. Os outros 14 que não apresentaram registros de gastos até o momento têm até o fim do mês para enviar os relatórios, caso queiram ter direito ao reembolso.
A conta
Até fevereiro, a Assembleia Legislativa pagou R$ 3.507.760,49 de verbas indenizatórias relativos a gastos contraídos pelos deputados em 2010. O detalhe é que a maior parte das despesas foi registrada em janeiro, quando os deputados estão em recesso. Foram R$ 2.143.309,81 gastos no primeiro mês do ano com verbas indenizatórias.
Transparência
Desde julho de 2009, os deputados estaduais têm que discriminar os gastos com a verba indenizatória, que são publicados na página da Assembleia Legislativa de Minas na internet. Por mês, cada deputado tem direito a uma verba de até R$ 20 mil para custear a atividade parlamentar. Entre os gastos indenizáveis estão despesas com locação de imóvel, combustível, manutenção de veículos, serviços de consultoria e divulgação da atividade parlamentar, entre outros. A verba mensal pode ser acumulada, desde que o saldo remanescente seja usado dentro do mesmo ano. Os deputados também podem pedir adiantamento de verba até o limite de duas parcelas. Para despesas com combustível, aluguel de veículos e consultoria profissional, que têm limite mensal fixado, não há acumulação nem compensação.
Prazo
Apesar de ainda não terem prestado contas dos gastos realizados em 2010, alguns deputados não se encontram em situação irregular. A norma pertinente não obriga o fornecimento de relatórios mensais sobre os gastos com a verba indenizatória. O deputado pode prestar contas a cada 90 dias, contados a partir da data de fornecimento do produto ou serviço ou da emissão da nota fiscal. Quem não entregar o relatório após os três meses da realização da despesa, fica impedido de receber o reembolso ou adiantamento a partir daquele momento. Mas basta regularizar a situação para voltar a utilizar a verba.

O secretário municipal de Abastecimento e Agropecuária, Leonídio Bouças (PMDB), vai deixar o cargo até a próxima quarta-feira para disputar as eleições de deputado estadual. No gabinete do prefeito Odelmo Leão, as conversas sobre o sucessor já iniciaram e estão em fase adiantada. Até o fim de semana, o nome deverá ser definido.
De olho na vaga
O vereador e presidente do diretório municipal do PSC, Ronaldo Alves, poderá ser o indicado para a vaga. Pelo menos tem feito “campanha” interna. “O PSC tem quadro para ocupar a secretaria. Meu nome vai ser apresentado”, disse Ronaldo, acrescentando que o outro vereador do partido, Adriano Zago, também está qualificado. Resta ao prefeito tomar sua decisão.
Recuperando
A vaga na Secretaria de Agricultura deverá ficar mesmo com o PSC. Leonídio Bouças pertencia ao partido quando foi chamado pelo prefeito, logo no início da gestão. Depois, filiou-se ao PMDB, que, até então, era oposição. Ainda hoje, no PMDB, há um entendimento de que o partido não integra a base de apoio do governo — mesmo tendo o vereador Célio Moreira votando com a base e participando dos eventos oficiais. A vaga na secretaria seria de Leonídio, que veio para o partido depois. Ou seja, uma negociação pessoal, nada com o partido. Negociação à parte, o fato é que o PSC deve recuperar a cadeira perdida.
Suplente
Caso o nome de Ronaldo Alves seja confirmado no lugar de Leonídio Bouças, haverá nova mudança na Câmara Municipal. Na eventual saída de Ronaldo, quem assumiria é o suplente Sebastião Nunes, o Galego, que obteve 1.616 votos na última eleição. Seria sua primeira vez no Legislativo.
Duelo de gigantes
A disputa pelas duas vagas no Senado parece que vai ser mais animada do que a corrida pela sucessão estadual em Minas. Enquanto as discussões sobre alianças e candidatos ao governo ainda patinam em meio às divergências internas, a briga por espaço nas chapas majoritárias tem ganhado adesão de partidos. Zezé Perrela, do PDT, também entrou no páreo. Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS) já se apresentaram. José Alencar (PRB) é outro que ensaia candidatura. Tem ainda o PT, que precisa acomodar o nome preterido na decisão sobre pré-candidatura ao governo. Correndo por fora, o ex-vice-governador Clésio Andrade (PR) e o ex-deputado Tilden Santiago (PSB).
Cartas na mesa
O lançamento de nomes ao Senado nesse período em que os partidos ainda estão fazendo acordos sobre coligações, alianças e candidaturas serve para dar peso às negociações. Um candidato ao Senado é como uma carta na mesa na hora de fazer os acertos. Até porque a disputa de vagas no Senado segue o esquema 3 por 1: o candidato e mais dois suplentes. Os nomes apresentados agora, muito provavelmente, não serão os mesmos quando a campanha começar. Pelo menos, ao cargo de senador.
Eu não sabia
Depois da declaração do atacante do Flamengo Vágner Love de que não conhece os dois traficantes que aparecem num vídeo armados e o escoltando durante visita a uma favela do Rio, fica a pergunta: quem é mais “desinformado”, político ou jogador de futebol? Ou serão as duas alternativas?

O encontro na última sexta-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os dois pré-candidatos do PT ao governo de Minas – Patrus Ananias e Fernando Pimentel – veio confirmar o que já se cogitava: que não haverá prévias no PT mineiro e que até o início de abril o partido vai apresentar um só nome para continuar na disputa. E com o apoio do companheiro que abriu mão. O que não significa que o PT terá candidato próprio ao final do processo. O que Lula deixou claro a Patrus e Pimentel é que a base aliada precisa de um palanque sólido em Minas para receber Dilma Rousseff durante a campanha à Presidência da República. Nada de novo.
Na vitrine
Se o PT tiver que abrir mão – e tudo indica que sim – da candidatura própria ao governo estadual e se aliar ao PMDB, isso deverá acontecer somente no fim de maio ou em junho, durante o prazo das convenções. Até lá, o partido vai colocar na rua – e principalmente na estrada – seu pré-candidato a governador. Quer tornar o nome conhecido do povão e, mais que isso, dar musculatura ao pré-candidato na esperança de que as futuras pesquisas de intenção de voto indiquem um cenário mais animador e deem condições ao PT de pleitear a cabeça de chapa na aliança com o PMDB. Se nada mudar, paciência. Coloca-se em prática o discurso da “unidade interna” e passa-se à segunda etapa: a indicação de nomes para completar a chapa, ou seja, dos candidatos a vice e a senador.
Ensaio
Em nome da unidade entre os partidos da base aliada do governo federal em Minas, todo tipo de candidatura tem sido ensaiada. Como plano de emergência, já se cogitou até mesmo em abrir espaço para que o vice-presidente da República, José Alencar (PRB), saia candidato a deputado federal. Neste caso, o PRB faria coligação com o PT, fortalecendo a chapa e, ao mesmo tempo, deixando em aberta a vaga para a disputa ao Senado. Essa vaga de senador ficaria com o PT, que escolheria entre Patrus e Pimentel. O partido também indicaria o candidato a vice para compor chapa com o PMDB.
Aptos
Certo mesmo é que a aliança e a formação da chapa só serão conhecidas em junho. Até que o “contrato” seja formalmente assinado, qualquer uma das partes se sente no direito de pleitear candidatura própria. O cenário ainda vai ficar mais agitado a partir da próxima semana, quando termina o prazo de desincompatibilização de cargos. Ao menos três ministros mineiros desembarcarão do governo para ficarem aptos a disputar qualquer cargo. Os planos de Dilma Rousseff (Casa Civil) já são bem conhecidos. Os de Hélio Costa (Comunicações) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) são semelhantes e devem se alinhar em determinada altura do processo pré-eleitoral.
Udi em destaque
O prefeito Odelmo Leão (PP) e uma equipe da Secretaria de Planejamento Urbano estarão hoje no Rio de Janeiro participando do Fórum Urbano Mundial, evento organizado pela ONU. As fotos tiradas de Uberlândia pelo fotógrafo italiano Alessandro Scotti, que esteve na cidade no início do ano, farão parte da principal exposição do Fórum, que acontece até o dia 26.
Soletrando
Em política, nada se cria, tudo se copia. E quando a iniciativa pega e se torna popular, então... Projeto apresentado pela vereadora Liza Prado (PSB) propõe a criação de um concurso anual de soletração envolvendo as escolas de Uberlândia, como forma de “incentivar os alunos ao estudo da língua portuguesa dando ênfase à nova reforma ortográfica”. De acordo com o projeto, os alunos vencedores vão receber equipamentos de informática, cursos, material escolar, livros, troféus e dinheiro, além de ter os nomes fixados em local público. A premiação viria de parcerias, doações ou recursos próprios da Secretaria de Educação.

No dia em que completou 68 anos de vida, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), finalmente deu uma declaração como pré-candidato a presidente da República. Foi num programa de televisão paulista, com reprodução na edição nacional. Quando questionado sobre a presença de Lula na campanha, como principal cabo eleitoral de sua ministra petista, Serra soltou: "Lula não é candidato. Somos eu e Dilma. O eleitor fará a comparação entre nós dois".
Dois lados
Enquanto o cenário em Minas não se define em torno das candidaturas e alianças para a sucessão estadual, vale tudo. Especialmente frequentar os dois lados que provavelmente vão centralizar a disputa. É o caso de aliados e pré-candidatos a deputado que pertencem a partidos que integram tanto a base do governo estadual quanto federal. Na visita de Dilma Rousseff ao Triângulo, essa situação era bem nítida. Políticos do PP, PDT, PR estiveram em peso. Muitos deles também acompanharam as últimas visitas de Aécio Neves e Antonio Anastasia à região.
No meio
Um dos casos típicos de duplicidade temporária de apoio é o PDT. Em Minas, o partido foi um dos primeiros a declarar apoio à pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Já para o governo estadual, a legenda ainda não bateu o martelo. Seja qual for a decisão, no entanto, haverá divisão nas bancadas de deputado. O deputado estadual Tenente Lúcio (PDT), por exemplo, acompanhou todas as visitas de Aécio e Anastasia ao Triângulo. Tem votado com a bancada governista na Assembleia. Mas é amigo pessoal do ministro Hélio Costa, pré-candidato pelo PMDB. “Vou ficar em situação bem difícil se o PDT não decidir em favor dele (Costa)”, admitiu. “Mas o ministro [Carlos] Lupi (do Trabalho) também é amigo do Aécio e do Hélio Costa”, amenizou.
Limite
Apesar do esforço dos tucanos e também dos petistas em tentar enquadrar os correligionários e convencer aliados em Minas a alinhar o apoio às candidaturas estadual e nacional, vai ser impossível impedir a proliferação do Dilmasia. A movimentação de deputados, prefeitos, vereadores e pré-candidatos a deputado mostra que a fidelidade partidária vai até a linha que separa o discurso ideológico do pragmático. Os governadores, secretários de Estado e ministros que vão deixar os cargos no próximo dia 31 para disputar as eleições de outubro não ficarão longe dos holofotes, apesar de não ter mais o poder da caneta. Aécio Neves e Dilma Rousseff, por exemplo, têm dito que vão se afastar um pouco do cenário, o que não significa que não serão notícia a partir de abril. Pelo contrário. Assessores de comunicação já negociam uma agenda de entrevistas com vários órgãos de imprensa por onde os pré-candidatos passarem.
De olho
Ao deixarem para votar o projeto Ficha Limpa em pleno ano eleitoral, os deputados se colocaram entre a cruz e a espada. Se votarem contra, correm o risco de dar um tiro no pé. Se não votam, idem. Diante da resistência que o projeto encontra entre os parlamentares, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), praticamente sepultou as chances de o texto entrar em votação em tempo hábil para ser colocado em prática na eleição deste ano. No entanto, a pressão popular continua. Não bastasse as 1,6 milhão de assinaturas que originaram o projeto, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral promete fazer marcação cerrada. Integrantes mineiros do MCCE farão campanha para divulgar os nomes dos deputados que declararem voto contrário ao projeto. A votação no plenário é aberta.

A preocupação de não conseguir eleger deputados que representem a cidade e a região nas eleições deste ano não é tema restrito aos partidos em Uberlândia. Durante a visita da ministra Dilma Rousseff ao Trevão, na BR-365, o assunto foi comentado nos bastidores entre prefeitos e deputados presentes. Parte do receio é atribuída ao cenário em Ituiutaba.
Risco
Considerado ponto estratégico no Pontal e referência para os pequenos municípios, Ituiutaba tem ensaiado um número de candidaturas que preocupa lideranças políticas da região. Ao menos três nomes são cotados para disputar vagas na Assembleia Legislativa: o vereador André Vilela (PMDB), o ex-deputado federal Romel Anízio (PP) e o ex-deputado estadual Ricardo Duarte (PT). O ex-prefeito Fued Dib (PR) também deve entrar na briga, mas para a Câmara Federal. Segundo análises, dado ao eleitorado local, o risco de o município não eleger nenhum representante na Assembleia novamente (em 2006, ninguém foi eleito) é grande, caso não haja um entendimento entre partidos e interessados.
Retrovisor
O deputado federal de Uberaba Paulo Piau (PMDB) é um dos que têm levantado a questão na sua cidade. “Na última eleição, Uberaba elegeu apenas um deputado estadual”, disse frisando que a cidade já teve três cadeiras de uma vez na Assembleia. “Enquanto não houver mudança nas regras, os partidos vão continuar lançando um grande número de candidatos.”
Pedido
Durante sua visita ao Triângulo, a ministra Dilma Rousseff recebeu da Associação Comercial de Ituiutaba o pedido de pavimentação da BR-154 entre Ituiutaba e Campinha Verde. São cerca de 50 quilômetros. Segundo os empresários, com o campus do Pontal da UFU em Ituiutaba, muitos estudantes enfrentam a rodovia, que não oferece boas condições. Quem não se arrisca na terra, chega a percorrer mais de 300 quilômetros dando a volta em outra rodovia até chegar a Ituiutaba. Em seu discurso, Dilma prometeu “olhar com bastante atenção” o pedido e, quem sabe, incluí-lo no PAC 2.
Foto campanha
A presença da pré-candidata do PT à Presidência da República levou muito pré-candidato a deputado ao Trevão de Monte Alegre. O palanque montado na área do posto de combustível ao lado do entroncamento das BRs 153 e 365 abrigou gente da situação e da oposição. “Não podemos olhar a questão partidária, mas o interesse de cada município. A população quer ver os prefeitos trazendo obras”, disse a prefeita de Capinópolis, Dinair Isaac (DEM), que apesar de ter sido cogitada, afirmou que não será candidata a nada este ano. A prefeita Democrata, no entanto, subiu no palanque, fez discurso e tirou fotos ao lado da ministra.
Por pouco
Todas as mulheres que acompanharam a solenidade no Trevão — e não eram poucas —, na quarta-feira, foram convidadas, após os discursos, a tirar fotos com a ministra. O que era para ser um momento inusitado para elas, se transformou em tumulto para os homens. Com muito político querendo cumprimentar e também registrar o momento, o que se viu foi um empurra-empurra atrás do palco. Resultado: a ministra foi levada para uma área reservada, onde apenas autoridades conseguiram acesso. O responsável pelo tumulto foi o ex-prefeito de Centralina Joedis Marques, que, ao tentar agradar ao público feminino, quase deixou a ministra em maus lençóis. Por causa do atraso na recepção das autoridades, a assessoria de imprensa da ministra chegou a cancelar a entrevista coletiva, o que só não aconteceu por intervenção de repórteres que conseguiram burlar a segurança e avisar Dilma de que do lado de fora os microfones estavam a postos.

A visita da ministra Dilma Rousseff ao Triângulo, ontem, seguiu o script de campanha eleitoral. Palanque de autoridades, faixas de apoio, dezenas de prefeitos, deputados e vereadores, grupos de “cabos eleitorais” de potenciais candidatos a deputado, discursos inflamados e muitas homenagens. Não faltou nem banda musical. No caso, a Banda Municipal de Monte Alegre, cujo anfitrião foi o prefeito Último Bittencourt, que esteve ao lado da ministra desde Itumbiara (GO) e a acompanhou no trajeto de helicóptero até o Trevão.
Apoio
Como não houve anúncio de novos investimentos em infraestrutura, a exceção da assinatura de convênios do programa Minha Casa, Minha Vida, a visita da ministra-candidata teve um cunho mais político do que administrativo. A maioria dos prefeitos que discursaram não escondeu a preferência pela candidata petista. “Por aqui passou a futura presidente do Brasil Dilma Rousseff”, disse o prefeito de Monte Alegre, Último Bittencourt (PP), encerrando sua fala, lembrando da passagem do ex-presidente Juscelino Kubitschek pelo mesmo local, em 1958, quando inaugurou trecho da então BR-14 (hoje 153).
Marketing e JK
A Prefeitura de Monte Alegre aproveitou a grande concentração de políticos de várias regiões para divulgar a cidade, mais conhecida por ser a capital nacional do abacaxi. A fruta foi servida — em fatias, na bandeja — a autoridades e populares durante todo o evento. Um folheto mostrando o potencial de Monte Alegre foi distribuído aos presentes. No informativo, foi anexada cópia da carta que o ex-presidente JK escreveu de punho à população de Monte Alegre, em 1958, frisando que, com a então inauguração do trecho da BR-153, “estamos avançando sobre o Brasil, conquistando seu território”. Na carta, JK deixou registrado seu entendimento de que a rodovia iria acelerar o desenvolvimento da cidade.
Título de cidadania
Durante a visita, a última ao Triângulo antes de deixar o cargo, a ministra da Casa Civil foi homenageada por políticos e empresários. Da Associação Comercial de Ituiutaba, Dilma Rousseff recebeu o título de sócia benemérita. Já a Associação Comercial e a CDL de Monte Alegre lhe concederam um diploma de honra ao mérito. A principal homenagem veio da Câmara Municipal de Monte Alegre, que tornou Dilma a nova cidadã honorária. Ano passado, os vereadores de Uberlândia também aprovaram concessão de título de cidadania à ministra, mas ainda não o entregaram. Ontem, a autora do projeto, a vereadora Liza Prado (PSB), esteve com a ministra, mas nem chegou a negociar uma possível data para a entrega da homenagem.
Dilmasia
A presença de prefeitos de partidos de oposição ao governo federal na recepção à ministra petista confirma a tese de que o movimento Dilmasia vai prevalecer este ano em vários municípios mineiros, a exemplo do Lulécio, na eleição de 2006. Sem Aécio Neves na eleição presidencial, prefeitos da oposição se sentem livres para declarar apoio à candidata do PT a presidente, mantendo o compromisso de reforçar a candidatura tucana ao governo estadual. Ou seja, votar em Dilma para presidente e Anastasia para governador.
Declaração
Da prefeita de Capinópolis, Dinair Isaac (DEM), ao ser questionada se seria adepta ao movimento Dilmasia: “Se o Aécio fosse candidato, estaria em maus lençóis, pois sou sua fã incondicional. Mas, como não será...Sou de Minas e sou bairrista”, disse à coluna, sem precisar mencionar que a ministra também é mineira. “Outros presidentes não conseguiram o que o Lula conseguiu. Não podemos olhar partido, mas para quem trabalha e faz. O Lula fez”, afirmou.