
| Luana Magrela/Divulgação |
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Uganga: Tiago Soraggi, Marco Henriques, Manu Joker, Christian Franco e Ras |
Manu se refere a pré-produção, seis meses dedicados a pensar e ensaiar o disco. Todos sabem que gravar um CD pode ser até uma tarefa da pré-escola, mas nem só de tecnologia vive a música. “Quando comecei era algo de outro mundo se você conseguia registrar seu material com um gravador em uma fita K7. Já vi bandas venderem carro para gravar CD. Hoje o cara tem programas que permitem fazer todo o processo em casa, como fez o Seu Juvenal [de Uberaba] no “Caixa Preta” e ficou bom”, disse Manu.
Para ele, não se pode negar que a tecnologia democratizou as possibilidades e tornou esse sonho mais acessível aos artistas independentes. “Por outro lado existe muita enganação, muito cara que detona no CD e ao vivo passa vergonha. Na bateria tem muita pilantragem.” Para o baterista Marco, não há nada de mal em usar a tecnologia, desde que seja para somar e não para substituir ou mascarar a música. “Com a facilidade de gravar, a hora da verdade fica para o show, quando você descobre se quem gravou foi a banda ou a tecnologia.” “Vol. 3 – Caos Carma Conceito” traz 13 músicas e uma faixa multimídia e, no Brasil, é distribuído por Goma Discos, Incêndio Discos, Freemind Records e na Europa pelo selo Metal Soldiers.
O envolvimento é primeiro com a música
| Luana Magrela/Divulgação |
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Manu (direita) é um dos representantes do rock de MG |
Para ele, porém, é natural ter mais afinidade com algumas bandas e menos com outras. Aos 38 anos, Manu, uma das figuras indispensáveis quando o assunto é rock mineiro, tem experiência para saber que só discurso e posição superradical não fazem bem a uma banda que quer respeito. “Do nosso lado procuramos ter um bom relacionamento com as bandas independentemente de estilo. Tem gente que nem bem chegou à cena e quer bancar juiz, com a conversa de ‘isso não condiz com o estilo’ e todo esse papo furado”, disse Manu. Marco afirma que Uganga sempre buscou misturar influências e por isso tem esse relacionamento com várias vertentes como hip hop, metal, hardcore. “A gente soma com quem faz música de coração e que não se prende a nenhum radicalismo. Fazer cara feia porque o outro não escuta o mesmo estilo que você é a coisa mais idiota do mundo, e não assusta ninguém.”
Disco traz documentário sobre o grupo
“Vol. 3 – Caos Carma Conceito” da banda mineira Uganga traz muitas participações. Mas não espere grandes nomes conhecidos do metal ou coisa parecida. Participaram do disco pessoas que estão ligadas à história do grupo, à família Uganga. “Algumas bandas convidam pessoas que nada têm a ver com sua história para fazer número ou disfarçar um material meia-boca. Nós somamos com quem tem um envolvimento com o Uganga.
São nosso amigos e foi um prazer ter colaborações tão interessantes nesse CD”, disse Manu, que cita a participação de Jhasko (Sarcófago) e o X (Câmbio Negro). “É emblemático em relação ao tipo de música que fazemos e deve deixar alguns puristas bem putos”, afirma Manu. Marco cita Guilherme (Krow) e o Edinho (Seu Juvenal), que são de bandas completamente diferentes, mas que são parceiras, têm um histórico de amizade com o UGANGA e retratam essa fusão de estilos.
Na gringa
No CD, uma faixa multimídia traz um documentário de pouco mais de 26 minutos sobre a produção do disco e sobre o Grupo. Legendas em inglês indicam que a banda vai buscar mais espaço fora do Brasil neste ano. “Queremos fortalecer o nome da banda em outros países e a parceria com o Metal Soldiers (Portugal) é fundamental. Eles estão lançando o ‘Vol.:3’ na Europa com faixas bônus ainda esse semestre. Em setembro faremos nossa primeira tour por lá”, afirmou o vocalista Manu. Uganga também está com contatos na América Latina e há possibilidade de shows em breve no Chile e Argentina.
“A Monejo Records, de Santiago, trabalha pesado para que isso role o quanto antes”. Para conquistar este mercado, eles nem pensam em abrir mão do idioma da pátria-mãe. “É mais uma barreira quebrada. Quando começamos todo mundo só queria cantar em inglês, mas atualmente o rock cantado em português é bem-visto no mundo. Tem até banda gringa cantando em português, como o Força Macabra, da Finlândia”, disse Manu.
GIRO INDIE
Krow
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Krow lançou canal no YouTube nesta semana |

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