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03-02-2010


Futebol



Acho que nunca falei de futebol aqui ou, se falei, foi em raríssimas ocasiões. Além de não achar o espaço apropriado para o assunto, meu conhecimento é muito pequeno sobre o tema, razão pela qual nunca arrisquei muitos palpites. Porém, diante do início complicado de campeonato do Uberlândia Esporte Clube, e, ainda, levando em conta que o time é um verdadeiro patrimônio cultural da nossa cidade, vou abrir uma exceção, já pedindo desculpas pelas eventuais bobagens que eu disser.
O que falta para o Verdão ser campeão todo mundo sabe: dinheiro. Por que os melhores times do Brasil são de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, além de uns poucos outros estados? Porque, em regra, são os estados mais ricos. Esses times investem nos melhores atletas de todo o Brasil. Um jogador do Acre ou de Roraima que mostra grande talento para o futebol não vai ficar por lá, pois o dinheiro o levará para um grande clube. Um paralelo pode ser traçado com o basquete que tivemos em Uberlândia: enquanto houve um investimento relevante, brigamos – e, às vezes, vencemos – pelas primeiras colocações no campeonato brasileiro. Dinheiro não ganha necessariamente campeonato, mas sem ele a chance de derrota certamente é gigantesca. Mas, não basta um caixa cheio: é preciso saber administrá-lo. Não estou aqui criticando a diretoria do Verdão, pois não conheço o seu trabalho. O que vejo são os resultados dos jogos, nada mais. De qualquer maneira, arrisco-me a fazer uma afirmação: os dirigentes do clube falham ao tentar vender o produto que têm em mãos. É preciso alguém que monte um plano mercadológico sensacional, daqueles de vender cobertor no sertão nordestino, mostrando que nossa cidade é uma das maiores do interior do Brasil, que o nosso PIB é gigantesco, o mercado consumidor é estupendo, o estádio pode acolher milhares de pessoas e, mais do que tudo, mostrando que o uberlandense é apaixonado pelo time da cidade. Acho que esse é o ponto principal: mostrar aos empresários que campanhas um pouco além do razoável levarão milhares de torcedores ao Parque do Sabiá. Em resumo, temos um excelente produto nas mãos, mas que precisa de investimentos para dar lucro. E como pode dar lucro!
Não deixo de torcer para o Verdão, não importa o resultado dos jogos. Eu e um montão de gente acompanhamos esse time em qualquer divisão que ele estiver. Porém, poucas vitórias já serão suficientes para trazer outro montão de gente muito maior, capaz de garantir uma excelente visibilidade para os patrocinadores. Enfim, o que falta para nosso Verdão voltar a ser o que era há 25 anos é alguém que saiba colocá-lo em uma linda embalagem e vendê-lo pelo bom preço que ele vale.





Comentários (4)



Comentários




Lurana Glória Guimarães
03-02-2010
Alex, naum entendo NADA absolutamente NADA de futebol mas concordo plenamente q o time da nossa amada Uberlândia merece maior visibilidade!




RENATO MELO RODRIGUES
04-02-2010
Alexandre, você tem razão em tudo que falou. Mas tudo isto que você escreveu já foi tentado pela diretoria do Uberlândia Esporte. Existe um vídeo que é apresentado para todas empresas mostrando todo potencial mercadológico do time e da cidade e como a torcida é grande. Mas mesmo o basquete que aqui esteve em Uberlândia não conseguiu patrocínios, ficando tudo por conta da Unitri.




joao roberto spini machado
08-02-2010
O que mais admiro em pessoas como voce,é o fato de chegarem ao ponto,ao nivel superior que chegaram,e continuarem ligados ao cinema,Tv,e,principalmente,livros,livros de mãos cheias,deles.Só cuidado,excelente cronista,com admiradoras como Lurana Glória.Nome novelesco,deve ter vindo de =(Lurdes Santana,mãe dela,ou de algo parecido),que esta verdadeiramente fissurada,loved by She,Cuidado,mulheres escolhem.As Inteligentes,como nossa amiga,muito mais.Sabem em que rio,colocam o seu dulcissimo barquinho corderosa.Tudo junto,mesmo.abraços.




Alexandre Henry
09-02-2010
Renato, fico feliz e triste ao mesmo tem, com sua informação. Feliz porque vejo que a Diretoria do Verdão não se mantém inerte. Triste porque vejo que o empresariado local não tem visão de mercado.
















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