

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu respeito às decisões do governo de Cuba e condenou o uso da greve de fome por dissidentes como instrumento para que eles sejam soltos, comparando-os a criminosos comuns durante entrevista à agência Associated Press.
"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos. A greve de fome não pode ser um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade", afirmou Lula.(Folha Online).

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) vai realizar processo seletivo para contratação imediata para diversos cargos nos presídios e centros socioeducativos da 9ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp). De acordo com o edital publicado no site da Seds, serão 25 vagas para as cinco cidades que fazem parte da 9ª Risp: Uberlândia, Araguari, Capinópolis, Estrela do Sul e Monte Alegre de Minas, das quais 13 delas para Uberlândia. No município, o candidato poderá optar, no formulário de inscrição, por uma das três unidades: Penitenciária Pimenta da Veiga, Presídio Professor Jacy de Assis e Centro Sócio Educativo (Ceseu). (Leia mais no Correio de Uberlândia).

A passagem do governador Aécio Neves por Uberlândia, na última segunda-feira, foi movimentada. Em tom de despedida, ao lado do prefeito Odelmo Leão, o líder político mineiro inaugurou a expansão da fábrica de ácido cítrico e outros produtos químicos da Cargill, na qual a empresa investiu R$ 197 milhões com ajuda do governo do Estado. Os novos produtos atenderão à demanda brasileira nos setores de alimentos e de papel e celulose. Essa fábrica, que seria instalada em São Paulo, veio para Uberlândia em 1986 por interferência do então deputado federal Odelmo Leão e vai criar agora mais 800 empregos diretos e indiretos. Aécio também anunciou a liberação de R$ 15 milhões para equipar o Hospital Municipal – obra orçada em R$ 76 milhões aportados pela Prefeitura e pelo Estado. Segundo o governador, “o hospital será o mais moderno de Minas”. Aécio revelou os reforços do prefeito Odelmo Leão, da empresária Rosalina Cardoso Vilela e do governo mineiro para instalar em Uberlândia o Entreposto de comercialização de produtos da Zona Franca de Manaus — um serviço de logística e distribuição de mercadorias que, certamente, será um polo difusor de progresso na cidade. Odelmo, Rosalina e Aécio enfrentaram poderosas forças políticas de outros Estados até a assinatura pelo governo do Amazonas do contrato para o funcionamento do Entreposto inaugurado oficialmente na segunda-feira passada. Foi um trabalho de Estado Maior inteligente.
Cumprimento de promessas
Aécio Neves também anunciou o cumprimento de promessas, entre as quais destacou o início, em 60 dias, das obras de asfaltamento da Rodovia que liga Uberlândia a Campo Florido, com previsão de extensão até Veríssimo. A obra deverá consumir R$ 125 milhões e foi projetada, segundo o governador, para “ser iniciada e terminada em tempo hábil”.
Expansão Industrial
Aécio anunciou também a expansão do Distrito Industrial em mais 70 mil metros quadrados e, em convênio com a prefeitura, a cessão de uma fazenda de 672 mil metros quadrados para pesquisas agropecuárias a cargo da Epamig. Anunciou também apoio do Estado para o prefeito Odelmo Leão construir um viaduto na “João Naves” com “Rondon Pacheco”.
Comoção
Foi um dia de festa e de consolidação da aliança política entre o governador e o prefeito. Houve reafirmação de esperança construtiva de progresso. Aécio aproveitou para dizer à plateia que Odelmo Leão é um político competente e irmão fraterno dele na política. O “leão” que ruge, comovido, emocionou-se. A plateia presente os aplaudiu de pé. (Coluna de Ivan Santos no Correio de Uberlândia).



A desconfiança entre PT e PMDB perdura ainda em Minas Gerais. O máximo que o comando nacional do partido conseguiu arrancar da Executiva Estadual foi um acordo de cavalheiros em que ficou definida a “vontade política” de ter apenas um nome da base aliada a Lula na corrida pelo governo do estado. O PT insiste em candidatura própria e, no dia 22, abre prazo para que os pré-candidatos se apresentem. Até 5 de abril, quando termina o prazo de inscrição, o presidente do partido, Reginaldo Lopes, espera conseguir um acordo entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel para negociar com o PMDB de Hélio Costa. (Estado de Minas).

Após a terceira visita às obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta segunda-feira sobre a posição de subserviência do Brasil no passado e o tratamento dado à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante sua visita ao país. Ao destacar que o país recuperou sua autoestima, Lula observou que se negou a discutir questões com a secretária de Estado norte-americana e criticou o tratamento que a imprensa dispensou à secretária."Houve um tempo em que éramos tratados como se fossemos lixo, como se fossemos vira-latas. Ainda vi esses dias o que é subserviência quando veio a Hillary Clinton. Vi algumas pessoas da imprensa dando tratamento para ela como se eles não fossem ninguém. É engraçado porque a imprensa queria saber se eu ia tratar de tal assunto com a Hillary. Eu disse não, quem vai tratar com ela é o Celso Amorim. Vou recebê-la numa deferência porque ele pediu. Mas a conversa é de ministro com ministro. Quando for o Obama, converso com ele", comentou o Presidente. (Folha de São Paulo).

Em tom de candidata, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta terça-feira que o Brasil está preparado para eleger a primeira presidente da República mulher no país. Ao participar no Congresso Nacional de cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, Dilma disse que as mulheres têm qualidades "indispensáveis" para a política nacional. (Folha de São Paulo).

Programa de governo só tem sentido em sistema eleitoral distrital. No modelo eleitoral distrital, o eleitor não vota em candidato: vota no programa do partido. Não há voto individual, mas voto na legenda que defende o programa que o partido apresenta aos eleitores. No modelo eleitoral em vigor no Brasil, o partido político só serve para registrar candidaturas. O eleitor ignora o manifesto do partido e vota no candidato no qual confia. No modelo proporcional, depois de eleito, o político não tem obrigação com o partido nem com os eleitores. Livre, desembaraçado e sem compromisso, o eleito age no Parlamento de acordo com os próprios interesses. A maioria dos parlamentares assume postura de apoio ao governante que tem poder para conceder bondades e liberar emendas parlamentares. Por isto, o parlamentar apoia os programas oficiais. No Brasil atual, um deputado federal tem direito a apresentar, por ano, emendas parlamentares no valor de R$ 12 milhões. Com esse expediente, cada parlamentar assume poderes executivos e passa a distribuir dinheiro a instituições nas bases eleitorais, em troca de votos que lhe garantam a reeleição. O chefe do Poder Executivo, que tem o poder de liberar as emendas orçamentárias, pode fazê-lo em particular, em benefício dos parlamentares que apoiam o governo. Os da oposição que se lixem, vejam emendas congeladas em exercício findo ou nunca serem liberadas. Este filme é antigo no Brasil, mas real.
Reforma urgente
O sistema de representação popular no Congresso do Brasil precisa mudar. Emenda parlamentar é instrumento de barganha e de corrupção, porque não há fiscalização na aplicação do dinheiro liberado nas bases eleitorais. O povo elege parlamentares para que legislem e fiscalizem o Poder Executivo, não para distribuir favores com dinheiro público.
Tigrada
Eleitor no Brasil não reconhece programa de governo nem de partido. A noção de liberalismo, trabalhismo ou socialismo, na massa eleitoral brasileira, é indefinida. Só a elite intelectual (que é pequena) tem noção exata do que é ideologia política e sabe distinguir um partido socialista de um capitalista. O povo vota é no carisma do candidato.
Ignorância política
Falar em programa de governo a eleitores ignorantes é perder tempo. A maioria no PT segue os mandamentos de Lula. Os do DEM e do PSDB votam contra o Lula. Poucos do PPS sabem que este partido é herdeiro do Movimento Comunista que ruiu depois da queda do Muro de Berlim e do desmantelamento da URSS — União Soviética. Hoje o PPS é capitalista.(Coluna de Ivan Santos no Correio de Uberlândia).