
O aumento do consumo ameaça a auto-suficiência em petróleo conquistada em abril de 2006 no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o país importou mais petróleo e derivados do que exportou nos quatro primeiros meses deste ano. O Brasil nunca deixou de comprar óleos mais leves, mas o atual ritmo das importações já leva a área energética do governo a admitir que vai fechar o ano com déficit.
No último ano, o consumo de combustíveis cresceu 5,8%, mais que o dobro dos 2,4% projetados pela Petrobras no ano da "independência", segundo o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na festa da conquista. Já houve meses, nos últimos dois anos, em que o País comprou mais do que vendeu. Mas a diferença se acentuou nos primeiros quatro meses de 2008.

A Federação da Agricultura de Minas Gerais - FAEMG - vai homenagear o ex-prefeito de Uberlândia, Paulo Ferolla da Silva, na próxima segunda-feira, dia 7, em Belo Horizonte. Ferolla receberá a Medalha do Mérito Rural - Categoria Produtor Rural - outorgada pela Federação. O homenageado é um dos nove produtores rurais de todo o Estado que receberão Medalha de Mérito. O ex-prefeito de Uberlândia foi indicado por cerca de 400 sindicatos rurais mineiros para receber a homenagem. "Para mim, é uma honra, um orgulho muito grande porque sou membro do Sindicato Rural de Uberlândia desde 1953, quando a entidade ainda era uma associação rural", disse Ferolla, que presidiu o Sindicato Rural de Uberlândia por um mandato e foi vice-presidente da entidade por oito vezes em gestões alternadas, sempre ao lado de lideranças rurais que contribuíram para o progresso de Uberlândia e região. Ferolla foi prefeito de Uberlândia de 1993 a 1996.

A Lei Eleitoral impõe restrições às transferências voluntárias de recursos do governo federal para governos estaduais e prefeituras desde sexta-feira passada, por causa das eleições. Em 2007, a administração federal transferiu R$ 165 bilhões para governos estaduais e administrações municipais. Neste ano, foram repassados de janeiro até esta data, R$ 75 bilhões. A proibição tem por fim evitar, em ano eleitoral, o uso político dos repasses de recursos públicos para favorecer candidatos apoiados pelo Poder Executivo. A proibição vale também para os governadores, que não podem transferir verbas às prefeituras. A legislação permite o deslocamento de dinheiro apenas para obras em andamento e com cronograma prefixado ou que tem por objetivo atender em situações de emergência ou calamidade pública.

A Ferrovia Centro Atlântica (FCA) repassou nesta semana R$ 100 mil reais para as obras de construção do Teatro Municipal de UIberlândia. O anúncio será feito na prefeitura na sexta-feira passada. A contribuição da empresa ferroviária controlada pela Vale do Rio Doce foi feita através da Lei Rouanet de incentivo à cultura. Testemunharam a doação diretores da Fundação de Teatro de Uberlândia e diretores da da Associação de Teatro de Uberlândia (ATU).

Mais um grande grupo de shoppings centeres, o Sonae Sierra Brasil anunciou investimentos de R$ 110 milhões em um shopping que vai construir em terreno de 154 mil metros quadrados, em Uberlândia. O empreendimento, previsto para ser inaugurado em 2010, vai contar com área locável de 33 mil metros quadrados, com capacidade para 191 lojas e estacionamento de 2 mil vagas. Uberlândia é a 12ª cidade a receber investimentos da empresa portuguesa, que tem como sócia e empresa Developers Diversified Realty, dos Estados Unidos. O grupo já tem nove shoppings em operação no Brasil e dois em construção. A Sonae já esteve presente no país em negócios de distribuição, mas deixou de lado suas operações nessa área. Agora se dedica apenas aos centros de compras.
"O shopping de Uberlândia é o nosso primeiro de Minas, que é um estado que nos interessa muito. Tanto que estamos estudando outras cidades mineiras. As que têm mais de 300 mil habitantes começam a despertar nosso interesse", disse diretor de Desenvolvimento da Sonae Sierra Brasil, Felipe Fulcher. O presidente do Grupo no Brasil, João Pessoa Jorge, disse na prefeitura, que o nome do centro de compras foi programado para Uberlândia por visão estratégica de mercado e não por incentivos fiscais. A empresa contou com apoio da Prefeitura para se instalar e vai abrir 2000 novos empregos na cidade. (Comente este fato).

ATRÁS DOS MUROS DA UFU
Em Uberlândia é tempo de eleições que movimentam as pessoas ligadas a duas importantes instituições da sociedade local: a Prefeitura e a Universidade Federal. Da Universidade - UFU - só conhecemos até agora uma proposta de candidato a reitor - a do professor de Odontologia, Alfredo Júlio Fernandes Neto - que defende na Chapa "100% UFU", "inovação com participação". Na declaração de intenções, o candidato promete defender "a ascendência dos critérios acadêmicos em todas as decisões da vida universitária como condição para o desenvolvimento quantitativo e qualitativo do conhecimento produzido na UFU, o incentivo à pesquisa e maior interação com a sociedade". Este ponto é promessa requentada, conhecida desde outros festivais. Na prática, a UFU - Templo do Saber - desconhece a plebe ignara. A Universidade de Uberlândia (UNU) - instituição federal de ensino superior - foi criada, por Decreto do Governo Militar, em 1969. O pai da matéria foi o chefe da Casa Civil da Presidência da República, Rondon Pacheco. No princípio o ensino era semi-pago porque na composição da UNU entraram vários cursos privados e estaduais, todos pagos. Depois da integração, a Universidade de Uberlândia passou a ser UFU, com todos os cursos custeados pelo Tesouro Nacional. Até hoje a maioria da população da cidade desconhece o que se passa atrás dos muros da Magnífica. A comunidade acadêmica vive atrás de muros que, no Século XXI, ainda separam patrícios de plebeus.
A proposta
Na proposta à comunidade acadêmica - que vazou para fora dos muros dos campi, o professor Alfredo Júlio Fernandes Neto afirma que "tudo o que acontece na UFU depende da participação direta de professores, técnicos administrativos e estudantes e esta dinâmica deve ser respeitada, preservada e estimulada". Nada de novo no esquema de poder no Olimpo.
Patrimônio humano
Com a "valorização das pessoas" que atuam na UFU, o candidato Alfredo Júlio, defende "uma constante evolução e revitalização, a manutenção do patrimônio humano, a valorização, a atenção sincera aos anseios e necessidades da nossa comunidade (da UFU)". O manifesto afirma que estes postulados "representam o ponto de partida para a revitalização da UFU".
Elitismo
A UFU é instituição mantida pelo povo. Cuida de graduação, pós-graduação e de pesquisas, mas até hoje não decidiu derrubou os muros que separam a comunidade do saber, dos mortais comuns que, da Instituição, só conhecem o Hospital Escola. Esta situação é elitismo em um país que se apresenta como democracia em plena Era do Conhecimento Universal. (artigo de Ivan Santos publicado dia 3 de julho, no Correio de Uberlândia. (Comente).

O preço do feijão disparou em Minas e subiu 22,05% só no mês passado. Também subiram os preços do arroz, carne e leite que impulsionaram para o alto a inflação em torno de 3,36%, em comparação com mês de maio poassado. Nos seis primeiros meses do ano, o arroz registrou um aumento de preços de 39,21%. O preço médio do feijão, que no ano passado subiu 162,59%, recuou 5,97% no primeiro primeiro semestre deste ano, mas o carioquinha disparou no mês passado e subiu 22,05%. No mesmo período (janeiro a junho), as carnes bovinas ficaram 4,66% mais caras e o leite subiu 7,82%. (Comente esta situação).

A inflação já chegou às loterias da Caixa Econômica Federal. A aposta mínima na Megasena, o jogo mais popular do País, de R$ 1,50 vai custar R$ 1,75. Comente este aumento.


Assustado com os reajustes dos preços da carne de boi, o consumidor começa a procurar refúgio nas peixarias. Em pleno inverno, época tradicionalmente ruim para a venda de pescado, comerciantes do ramo se aproveitam do ritmo comportado de ajuste nas tabelas dos fornecedores nesta época. Peixes como o surubim e o filé de merluza contribuem para conter a inflação neste. A sardinha, o cascudo e a pescadinha ganham espaço e agora concorrem com os cortes nobres no açougue, a exemplo do filé mignon.