Blog da Manu


Reconciliação

 

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Se eu tivesse o poder de mudar algo na minha vida, eu não voltaria ao passado, não modificaria o meu destino, não faria nada de novo. A única coisa que eu gostaria era poder materializar o que eu sinto pelas pessoas, para que elas pudessem ter noção do tamanho do meu sentimento.

Costumo ter dificuldades em demonstrar o quanto aqueles que me cercam são importantes na minha vida. Sou estabanada com meu jeito, as vezes confusa com as palavras e até agressiva quando fico nervosa. Falo o que não devo, repito o que deveria ter sido esquecido e me calo no momento em que o certo seria me explicar.

Sim, eu sei que esse tipo de coisa se aprende com o tempo. Mas SE eu tivesse um pó mágico, jogaria-o pra cima e diria “abracadabra”, com o intuito de ajustar instantaneamente esses detalhes da minha personalidade que tanto me fazem sofrer – e aos outros. O motivo para tanta pressa é que eu não aguento mais cometer o mesmo erro. O pior, é que tudo acontece de forma mecânica e inconsciente. Só me dou conta do estrago depois que ele já está feito.

Por causa disso, sempre que paro e penso nas palavras que falei impulsivamente, sou tomada por um remorso enorme. Dentro do meu peito, fica a sensação de que estou afastando todos que amo para longe de mim. A impressão que eu tenho é de que estou o tempo todo em dívida com alguém.

Na falta da mágica para acabar com este problema, fica aqui meu pedido de desculpas. Saibam que, se eu o magoei, pode ter sido por qualquer coisa, menos por falta de amor. Tenham certeza que estou lutando para melhorar e acabar com essa falha na minha personalidade, que me incomoda e machuca quem eu amo. Somente assim poderei me reconciliar comigo mesma.

Michael Jackson: uma unanimidade

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Não adianta fugir. A trajetória do astro Michael Jackson ainda vai render muito e os motivos são mais do que óbvios. 

Até ontem, eu me considerava uma pessoa neutra ao falar sobre a morte do artista. Nunca me considerei fã. Foi quando entrevistei três fãs uberlandenses de MJ que eu entendi o porquê da comoção mundial: o cara é um mito. 

Michael Jackson é sim uma unanimidade. Aqueles que não gostam podem até torcer o nariz para esta afirmação, mas aposto que todos levaram um susto com a morte dele e acompanham as notícias sobre o desfecho. Isso para dizer o mínimo. 

MJ reina absoluto e, apesar das excentricidades e das polêmicas, todos que vivenciaram a década de 70 e 80 carregam um pouco dele, seja na trilha sonora da vida, em uma lembrança remota, ou em uma fase difícil do passado. Para encontrá-lo, não precisa procurar muito. Basta ouvir alguns dos seus maiores sucessos que você vai se enxergar

Tenho aversão a pieguices. Quem me conhece sabe que não sou de agradar ninguém de graça. Mas, no caso de Michael Jackson não se trata disso. O legado que ele deixa é superior a qualquer demonstração de admiração. E é eterno

“In our darkest hour 

In my deepest despair 

Will you still care?   

Will you be there? 

In my trials and my tribulations 

Through our doubts and frustrations 

In my violence 

In my turbulence 

Through my fear and my confessions 

In my anguish and my pain 

Through my joy and my sorrow 

In the promise of another tomorrow 

I’ll never let you part 

For you’re always in my heart”. 

Michael Jackson 

(tradução) 

“Em nosso momento mais escuro
Em meu desespero mais profundo
Você ainda vai se importar?
Você vai estar la?
Em meus julgamentos e tribulações
Em nossas dúvidas e frustrações
Em minha violência
Em minha turbulência
Por meus medos e confissões
Minha angustia e minha dor
Minha alegria e meu sofrimento
Na promessa de um outro amanhã
Nunca te deixarei partir
Porque você está sempre em meu coração”.

 

 

A morte

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   A vida é mesmo um mistério, um milagre, uma passagem. E é diante das mortes mais violentas que paramos para pensar nisso. Depois de acompanhar de perto o assassinato de uma menina de 12 anos, morta e esquartejada, e de pai e filho que morreram por causa de R$ 40 e algumas jóias, passei a refletir. Além de chocar, estes crimes trazem questionamentos: de onde viemos e para onde vamos? Qual o sentido da vida?
 
Para quem tem fé, a morte não significa o fim de tudo. Porém, muitas vezes acreditar não é suficiente. Pelo menos para mim. Creio em Deus, na continuação da existência, na eternidade, mas o ser humano é curioso por natureza e às vezes sente necessidade de algumas respostas.
 
O que acontece quando morremos? Mais do que isso: se eu morresse hoje, eu ficaria orgulhosa do que fiz, da história que construí, das ações que pratiquei na vida terrena? Aí é onde eu acho que está o cerne da questão. Um homem precisa ter consciência do caminho que está trilhando, para não se perder e acabar estacionado na estrada esperando a morte chegar.
 
Morrer assusta quem fica, quem continua vivo, quem tem que suportar a ausência de um próximo. Digo isso porque meu pai faleceu há quase 17 anos e até hoje eu não superei. Depois se foram meus avós e eu permaneço com a incógnita de como e onde eles estão nesse momento. E quando uma vida é tirada de repente por outra pessoa, essas dúvidas ficam ainda mais evidentes.
 
É duro questionar SE aqueles que partiram podem nos ver agora, se eles se lembram dessa vida, se eles sentem saudades. SE eles estão felizes, SE aqueles olhos azuis continuam com um brilho inigualável e o sorriso é o mesmo que antes. SE ele continua vaidoso, SE no outro plano [ou céu] ele pode usar aquele gel que tanto gostava.
 
Costumo procurar meu pai nos sonhos, mas nos últimos anos nem enquanto durmo eu consigo ter esse contato ínfimo que me resta. E mais uma vez me pergunto por que? E continuo sem resposta. E vai ser assim sempre, até que eu mesma passe pela experiência da morte.
 
Por enquanto, o que posso refletir e o que tenho possibilidade de ajustar é a forma com que estou vivendo. Minha meta é tornar a minha trajetória digna de ser lembrada pelos que vão continuar vivos e de ser assinada por Deus. O exame interior que já fiz - de forma breve, confesso - aponta que eu estou na direção certa.
 
É claro que me falta adquirir muitas virtudes para fazer o bem, como coragem, ousadia e um pouquinho de ambição. De forma geral, no entanto, acredito que meus princípios e valores estão bem estruturados e minhas atitudes estão de acordo com eles, na medida do possível. Afinal, não sou dona da verdade e ainda vou errar muito.
 
Mas e você, o que fez da vida até agora? Tem valido a pena?
 
 

A despedida do amor

Texto lindo escrito pela frequentadora assídua do boteco, Daiane Lúcia Ferreira.

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Dedico a todas que já passaram pelo momento difícil do rompimento, é a vivência daquela famosa frase  “o pior momento da vida de todos nós é quando sabemos que o amor precisa morrer e não temos força para matá-lo”…
Aí vai…

Sem querer começar uma polêmica, mas começando… o amor é uma coisa muito estranha, pode-se dizer obscura e enigmática, quase um labirinto. Ás vezes ele chega do nada… Você está ali no seu canto, tranquilo, tomando seu leite com achocolatado, quando a campainha toca e o amor irrompe na sua vida. Não pede licença, não necessita de permissão, ele apenas ali se instala e como um folgado, se acomoda e dali em diante ele é quem manda, muda sua rotina, molda todo o seu ser e a partir de então você deixa de ser você mesmo e passa a viver o amor.

O mais estranho de tudo mesmo é quando o amor vai embora… Assim, sem que você soubesse que ele estava de saída, e sem respeitar os planos que você tinha em relação a ele, ele começa a se despedir. E essas despedidas costumam ser bastante peculiares. Para começar, o amor não costuma ir embora repentinamente. Se fosse convidado de uma festa, seria desses que dizem que está indo, mas voltam, se despedem de novo das pessoas, engatam uma última conversa, voltam a se despedir… Não é que você acordou e percebeu que ele não está mais ali ao seu lado. Você acordou, e ele estava ali, mas meio distante. No outro dia, ele se aproximou com carinho, com atenção – no outro dia foi para mais longe ainda!!

É imprevisível, inconstante, dolorido… Ah!!… por mais que estejamos preparados para dar adeus ao amor, não tem como não doer, e é uma dor quase física… Saber que amanhã ele não estará mais ali, ele que preenchia seu dia, ele que era capaz de converter a tristeza em felicidade e a saudade em nostalgia. Amanhã ele não vai mais estar inteiro pra você. O amor contrariando as mentes mais idealistas e românticas é mortal… Sim, é isso mesmo… o amor não é eterno, ele é vivo, quase palpável, não tem forma, mas é pulsante, respira, ofega, precisa de alimento, tem que ser cuidado, é quase uma criança que tem necessidades pueris e genuínas, senão adoece, agoniza até morrer. E embora tenha resiliência e uma força imensurável, o amor é delicado, se não tratado bem chega uma hora que se exausta, cansa de falar, cansa de pedir, de implorar atenção, de sonhar solitário, simplesmente não suporta levar o barco sozinho até a margem, ele afoga… ele simplesmente desiste e é aí que ele vai morrendo…aos poucos ele se vai…

Imagino que se um dia fosse questionado sobre seus motivos, ele simplesmente responderia: - nunca é por um motivo só. Tentando então imaginar algumas de suas infinitas razões sou levada a considerar até mesmo os pequenos detalhes: agora estamos eu e o amor aqui refletindo sobre suas batalhas e lembrando a origem de cada um de seus ferimentos… ele está querendo partir agora, mas mesmo preparada para deixá-lo ir, o coração está sangrando e consciente de que é o melhor a se fazer no momento estou me despedindo também, percebo o quanto ele está exausto, fisionomia cansada, aparentemente moribundo e nitidamente decepcionado. Mas antes que ele se vá para sempre, preciso que me diga: por que??
Ele me responde:

“Não há mais tempo de curar as feridinhas, agora elas se juntaram e viraram uma úlcera… Quando eu contei com a sua cumplicidade você virou as costas, abriu- se uma chaga, não porque você não pôde me atender, mas porque se eu tivesse no seu lugar eu largaria tudo. Lembra do abraço forte que eu te pedi e você não conseguiu dar? E do beijo que era para ser de língua e foi um selinho? Esse deixou um vazio!!
E o cartão do Dia dos Namorados que nunca veio, o presente de aniversário esquecido, expectativas frustradas que se juntaram com decepção. Aquela frase rasgada que cortou o entusiasmo de uma idéia brilhante também foi um agravante, que depois se juntou às noites de solidão. O soluço que não foi amparado causado por alguma desilusão, o favor pedido que foi deixado para depois porque talvez não fosse tão importante, o pedido de desculpas que não foi desculpado, a falta de atenção, a displicência.

O amor que não foi feito olhando nos olhos, a palavra que poderia ter sido dita e não foi, a falta de prioridade, outras preferências, divergência de ideias, de opiniões… As mágoas, tantas mágoas, uma vida inteira que poderia ter sido e não foi. Sonhos adiados, tempo perdido… Da mesma forma que o amor constrói, a negligência destrói, a falta de cuidado com o que era tão precioso… Você deixou passar a oportunidade de ser feliz, de fazer alguém feliz. Eu estava ali, tarde demais para me salvar, estou indo embora para um lugar chamado LEMBRANÇA, é lá que tenho esperança de ser cuidado.

A saudade me acompanha, talvez um dia eu volte, ou pode ser que eu não volte nunca mais. Fique com as dúvidas, eu fico com a desilusão. Um dia a gente vai se encontrar de novo, ou não… Só uma coisa é certa: eu quis somente o teu bem, só se sabe o valor de algo quando não as possuímos. Estou indo agora, tenha uma certeza: eu vou para um lugar melhor onde irei crescer e me tornar mais nobre. Você que me rejeitou ficará aqui questionando porque ficou sozinho, eu te digo que não me mereceu e enquanto eu agrego você perde, eu me torno melhor. E você…. Você nunca mais vai ser o mesmo.”

Amar não dói

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Depois de muitas experiências frustradas, decepções quase insuportáveis e uma lista de pessoas erradas que passaram pela minha vida, passei a acreditar que amor era sinônimo de dor. Na minha cabeça, um relacionamento indolor não poderia ser para valer. Eu sentia algo como se para ser digna de abrigar esse sentimento no meu peito, eu tivesse que sofrer e me purificar.   

 Tudo que eu vivo hoje, tudo que sinto agora, me leva a crer que estava enganada. Amar não dói. Eu mereço ser amada pelo meu jeito de ser, pelo cuidado que tenho com quem está ao meu lado, pela fidelidade que me proponho a ter quando estou comprometida. É até engraçado, mas foi preciso alguém que mora a quilômetros de distância de mim me mostrar esta realidade. 

Aliás, não foi só isso que o carioca, o dono do meu coração, me ensinou. Em três meses de namoro, aprendi que realmente posso ter paz. Não sou hipócrita a ponto de dizer que nunca amei na vida, mas uma coisa eu afirmo com certeza: nunca estive ao lado de alguém que me fizesse ter vontade de evoluir, crescer, ser uma pessoa melhor do jeito que ele me faz. 

Assumo que meu humor é “mutante”. Há momentos em que estou triste e logo depois dou gargalhadas da minha tristeza. Quase sempre estou estressada e agitada, mas bastam alguns minutos para eu me recompor e recuperar o entusiasmo. Tem dias que acordo me sentindo uma baleia, enquanto à noite minha impressão de mim mesma se torna positiva. 

E assim vou vivendo. Quando estou na TPM, então, meu temperamento contraditório fica ainda mais constante. Neste vai e vem de extremos, eu mesma me pergunto: como pode alguém suportar tantas mudanças em uma só fase da lua? Depois de tanto pensar, eu conclui que quando uma pessoa conhece profundamente nossos defeitos e mesmo assim se mantém ao nosso lado, pode ter certeza que existe amor. 

E é esse amor que o fez viajar tantas horas para ficar comigo. É esse amor que o fez me assumir para sua família e amigos. É esse amor que o deixa com ciúmes, por mais que algumas vezes eles sejam infundados. E foi esse amor que me fez entregar a ele cada pedaço do meu ser. 

Tomo emprestado as palavras de Martha Medeiros para expressar minha forma imperfeita de amar este carioca: 

“(…) preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história (…) Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor [nosso amor], sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei”. 

[Strip-tease, de Martha Medeiros]   

Saudade…

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Sinto saudade de várias coisas: da minha infância, quando meu pai ainda era vivo; dos cãezinhos de estimação que tive e que hoje estão no céu dos animais (Holly, Charlie e Spark); das minhas amigas da adolescência, antes inseparáveis, hoje espalhadas pelo mundo, mas sempre unidas pelo amor fraternal mútuo; da minha casa de Ituiutaba; enfim, tenho muitas lembranças.

No dicionário “Aurélio”, a palavra saudade é definida como “lembrança melancólica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa(s) ou coisa(s) distante(s) ou extinta(s)”. Até então, a maioria das minhas saudades eram objetos extintos, que só existem em forma de recordações. Há dois meses eu tenho sentido constantemente saudades de alguém que se tornou mais do que especial na minha vida, mas que está distante.

Agora, minha vida se resume em um ciclo – o qual eu espero não se tornar vicioso, pois pretendo estreitar nossas distâncias. Fico com saudade, quando dá certo, eu e ele nos encontramos e eu acabo com ela, para logo depois o sentimento voltar com mais força. Sim, porque quanto mais eu conheço meu carioca, mais ligada a ele eu me sinto, e o amo cada vez mais.

Tenho consciência de que vai ser assim até nossos planos se concretizarem. Em dois meses de relacionamento o que não faltaram foram pessoas para dizer que namoro a distância é uma ilusão, que nunca dá certo, e que o nosso logo logo vai acabar. Por outro lado, muitos amigos torcem por nós dois de verdade, porque conhecem nossa relação, que acima de tudo é baseada em respeito, confiança e de que esta situação é passageira e em breve estaremos juntos permanentemente.

A história é bonita: a mineira e o carioca. Por enquanto, tenho que me contentar com este sentimento nobre, mas ao mesmo tempo tão impiedoso e implacável. A saudade é algo que não pode ter uma definição simplória como a do dicionário. Só quem sente na pele é que consegue entender o que este  sentimento complexo representa. Aliás, a saudade não é, de todo, uma sensação ruim. Afinal, ela está diretamente relacionada ao amor e à felicidade em estar junto.

Durante mais algum tempo eu e ele teremos que sobreviver com estes pensamentos contraditórios que a saudade proporciona. Eu acredito que, se formos sábios, poderemos usar este sentimento a nosso favor, fazendo dele um estímulo para colocarmos em prática nosso objetivo de ficarmos mais próximos. E este é nosso desafio.

Finalizo este artigo (que é muito mais um desabafo do que qualquer outra coisa) com uma frase que eu ouvi há mais de uma década: “Se o que os olhos não veem o coração não sente, o que dizer sobre a saudade?”

Meu carioca, não vejo você todos os dias, mas isso não impede que eu sinta muita saudade - suave e melancólica - e que o meu amor cresça - forte e verdadeiro - cada vez que eu imagino nosso próximo reencontro. “Miss you”.  

A arte de amar…

“Paixão é euforia, amor é calmaria. Paixão é rápida, amor é duradouro. Paixão é súbita, amor é progressivo. Paixão é agressiva, amor é delicado. Paixão é vendaval, amor é brisa. Paixão destrói, amor constrói. Paixão vinga, amor perdoa. Paixão é doença, amor é saúde. Paixão é dor, amor é alívio. Paixão é dúvida, amor é certeza. Paixão é loucura, amor é cura”.

(Dani Duarte)

 

 

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Estava navegando pela Internet e encontrei estas palavras – muito sábias, por sinal. Paixão e amor são dois sentimentos muito gostosos de sentir, mas que possuem diferenças evidentes, conforme o próprio texto diz. Acho que só faltou uma colocação: nada impede que uma paixão possa se tornar amor. O desafio está em saber quando se ama uma pessoa e se a outra pessoa realmente ama você.

 

Acredito que o amor seja realmente tudo isso: calmaria, duradouro, progressivo, delicado, etc. Porém, a arte de amar não é tão simplória. Na minha opinião, não basta amar. Temos que fazer a pessoa se sentir amada. Dia após dia. Pois apesar de ser um sentimento sublime, intenso, constante, o amor pode acabar. Talvez até não acabe, mas pode mudar, perder o encantamento, a profundidade, a essência.

 

O grande problema das novas gerações é que dizer “eu amo você” se tornou um ato impensado. A frase está banalizada e tem gente que fala por falar. Isso, para mim, é uma forma de assassinar este sentimento, que vejo como puro, lindo, sublime. Quando estou amando alguém, gosto de afirmar isso com todas as letras e o faço sem cobrar que a outra pessoa sinta a mesma coisa. Afinal, a realidade nem sempre é como queremos e, como alguém já escreveu, “amar é um direito de todos, ser amado privilégio de poucos”.

 

Cada pessoa tem seu tempo. Alguns são mais decididos e amam com maior facilidade. Outros precisam de mais convivência para terem certeza de que o que sentem é mesmo amor. Normal. Não se culpa ninguém por isso. O que é inadmissível, entretanto, é quando o ser amado se sente na obrigação de retribuir aquilo que ouviu, mesmo sem sentir. Isso me incomoda, porque eu prefiro ouvir uma declaração verdadeira do que ser iludida com uma frase bonita que só serve para aliviar a consciência de quem está ao meu lado.

 

E quando eu digo que amar é uma arte, não me limito às situações em que “eu te amo” se torna “bom dia”. Muitas vezes, a pessoa ama muito o parceiro, mas se acomoda quando sabe que é recíproco. Acredito piamente na premissa de que qualquer sentimento deve ser cultivado, senão ele está fadado ao fim.

 

O amor não é estático. Ele é vivo e precisa crescer para que a relação possa evoluir. Portanto, quem ama deve, primeiro, fazer de tudo para que o outro se sinta amado. E o mesmo deve ser feito quando se está apaixonado. É mais ou menos como diz uma antiga frase, que eu não me lembro o autor: “seja quem quer que deseja manter em sua vida, nunca deixe de lhe dar seu devido valor”.

A inveja que se esconde…

 

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Quando sugeriram que eu escrevesse sobre inveja, me lembrei imediatamente de um livro que li há alguns anos, do saudoso jornalista Zuenir Ventura: “Inveja – Mal secreto”.  A obra relata uma trama que serve para ilustrar a essência do que o autor concluiu após se aprofundar no assunto. Ele faz uma comparação entre três sentimentos perigosos e traiçoeiros, os quais todos os seres humanos estão propensos a sentir.
 

De acordo com a obra, “ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é não querer que o outro tenha”. Somente esta premissa já seria suficiente para constatar que o ser invejoso é o pior de todas as espécies, pois, para ele, trata-se de “um jogo em que o importante não é o que se ganha, mas o que o outro perde”.
 

O pior, meus caros, é que existem muitas pessoas assim. Muitas mesmo. Outro dia vi uma pesquisa na Internet. Segundo o site – cujo endereço eu não me recordo - , 73% dos brasileiros sabem muito bem o que é inveja, mas 84% declaram jamais ter cometido o pecado, fato que não surpreende.
 

Este é outro fato que Zuenir Ventura coloca no livro: “O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde.” Ou seja, o invejoso age silenciosamente. Pior: ele se faz de santo e de bobo para agir e tentar tirar aquilo que não quer que a pessoa invejada tenha.
 

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O “fantástico mundo dos especialistas em assuntos gerais”
Acredito que cada um teve sua experiência com algum invejoso – ou até mesmo sente inveja e, portanto, conhece bem este sentimento. No meio jornalístico é muito comum encontrar pessoas com esse mal. É que profissionais da área possuem uma facilidade muito grande de “inflar” seu próprio ego, e não ter artifícios disponíveis para que isto aconteça chega a significar a morte.
 

Alguns, por exemplo, JURAM que são artistas, só porque aparecem na TV. Outros são menos pretensiosos e se consideram super INTELECTUAIS, como se ele fosse inteligente e o resto do mundo fosse burro, inclusive seus leitores, espectadores e ouvintes. Tem ainda aqueles que acreditam que são PODEROSOS por entrevistarem políticos, personalidades e artistas.
 

Para mim, que sempre trabalhei no jornalismo impresso, o invejoso de uma redação de jornal é ainda mais perigoso, porque ele aprende a camuflar seus sentimentos e consegue se sentir SUPERIOR a qualquer outro mortal pelo simples fato do seu singelo nome aparecer em uma folha de papel… (e acreditam piamente que o sonho de consumo do leitor é conhecê-lo pessoalmente).
 

Com base no que descrevi, percebem o quanto este meio é propício para que a inveja nasça, cresça, fortaleça e, é claro, reproduza? Mas, uma hora ou outra, estas criaturas se revelam, seja com um olhar, com um comentário que parece despretensioso ou em uma perda momentânea de controle. E chega a dar dó quando eu reconheço uma pessoa que quase surta quando percebe que um colega de trabalho se destaca. É como já disse o outro: “o verdadeiro amigo não é o que é solidário na desgraça, mas o que suporta o seu sucesso”.
 

Inveja boa
O maior erro é acreditar que existe inveja boa. Quando uma pessoa é sincera quando diz “morro de inveja da sua disposição” não significa que ela não quer que você tenha isso. Muitas vezes é uma forma de expressar uma grande admiração por aquilo que você faz. E admiração é o oposto da inveja.
 

Com isso,  trago a contradição: depois de tanto dizer que alguns jornalistas são cobras, ávidas por dar o bote quando você menos espera, eu confesso que encontrei grande parte dos meus melhores amigos neste mesmo “ninho”.  Acho que a convivência acaba tornando nossa percepção mais aguçada e nos proporciona um discernimento mais apurado para separar o joio do trigo (ou melhor, os invejosos dos que realmente são dignos de admiração, por não deixarem seus princípios se prostituírem em um meio tão promíscuo).  

 

O valor do sexo para eles e elas

Povo do boteco! Achei interessantíssimo este texto da diretora da sucursal da revista “Época” no Rio, Ruth de Aquino. Para a mulher brasileira, sexo é a oitava prioridade. Será que falta imaginação ou homem mesmo?

 

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Qual é o valor do sexo para um homem e para uma mulher? Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) com 8.200 brasileiros em dez capitais confirmou a versão dos botequins. Para a mulher, sexo é a oitava prioridade na vida. Para o homem, é a terceira. “Homem faz sexo para se sentir bem. Mulher precisa se sentir bem para fazer sexo.” A afirmação é de Carmita Abdo, professora de psiquiatria na USP e coordenadora da pesquisa. Tudo bem, mas eu me surpreendi.

Eram dez os itens de qualidade de vida listados na pesquisa. Para as mulheres, a satisfação com o sexo só ganha de “exercícios regulares” e “férias regulares”. Todo o resto seria mais importante: alimentação saudável, convívio com a família, horas de sono, trabalhar no que gosta, cuidados com a saúde, convívio social, atividades culturais. Os homens enxergam duas únicas coisas mais valiosas que o sexo: alimentação saudável em primeiro lugar e tempo de convívio com a família.

É verdade que a pesquisa não incluiu futebol. Sem futebol no domingo, a felicidade do brasileiro depende, pela ordem, de três prazeres: mesa, casa e cama. Ele só pensa naquilo. Ou nem tanto. A macarronada e a família vêm antes. Seria mais fácil para um homem ser feliz? Ele exigiria menos da vida e se comprometeria menos?

O gênio do cubismo espanhol Pablo Picasso teve uma meia dúzia de mulheres oficiais, muitas amantes, morreu com 91 anos e, quando lhe perguntaram por que era tão cruel e frívolo com o gênero feminino, respondeu que não era nada disso: “As mulheres são máquinas de sofrimento”. Resumia assim o que o homem médio adora dizer. Que mulher reclama demais. Complica demais. Exige demais. De tudo e todos, e mais dela mesma.

Naturalmente eu não imaginava que o sexo teria o mesmo significado para eles e elas, especialmente em pesquisas, que lidam com médias. Mas achar o sexo menos importante que atividades como o sono, hobbies, cultura e encontros com amigos talvez seja, nas mulheres, um sinal de desconhecimento do próprio corpo e dos efeitos benéficos do prazer e do orgasmo sobre todo o resto da vida – o sono, a saúde, a produtividade e o humor. Será que andam em falta na cama imaginação e fantasia? Ou homem mesmo?

Em nossa reportagem de capa (clique aqui para ler a matéria), um dos segredos do amor eterno é exatamente o sexo satisfatório. “Temos muito tesão, sem o qual nada pode seguir adiante”, diz Bruna Lombardi, sobre os 30 anos de casamento com Carlos Alberto Riccelli.

No ano 2000, a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu o sexo oficialmente como um item de qualidade de vida. Junto à satisfação no trabalho, em casa e no lazer. Foi com base nesse estudo que a USP encomendou a pesquisa.

“Como já se sabia, a mulher não precisa de tanta frequência de relações sexuais”, diz a psiquiatra Carmita. “Mas ela está mais exigente. Quer que os parceiros cuidem mais da aparência.” E hoje, segundo a pesquisa, quase metade das brasileiras (43%) faria sexo com alguém sem envolvimento afetivo. Essa é uma tremenda mudança. Mas a maioria ainda prefere o sexo com amor.

Num sentimento, homens e mulheres são iguais. É o que conclui a pesquisa. A maior preocupação deles e delas, na hora do sexo, seria agradar ao outro. Não se sabe se por generosidade, submissão ou egocentrismo. O tal “foi bom para você” costuma ser um chavão. Masculino. Ser bom de cama é um desejo comum de dois.

Na minha juventude, quatro livros sobre sexo e repressão foram reveladores, entre outros. A função do orgasmo, de Wilhelm Reich (1897-1957), polêmico psiquiatra austríaco. Eros e civilização, de Herbert Marcuse (1898-1979), filósofo alemão. Erótica, contos da francesa Anaïs Nin. E quase todos os livros do americano Henry Miller.

Nos anos 60 e 70, a discussão do orgasmo feminino ganhou contornos radicais e manifestações de rua. Para quê? Para o sexo se tornar nossa oitava prioridade? Ou pior. Outra pesquisa acaba de revelar que quase metade das mulheres nos Estados Unidos prefere internet a sexo. Mulheres, não subestimem o prazer. Homens, mostrem o seu valor.

Prioridades…

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Talvez o maior desafio de um relacionamento amoroso seja definir prioridades. Aquilo que é essencial para ela pode ser encarado como uma bobagem por ele, ou vice-versa. Acho que este é o maior dilema da “Guerra dos sexos”, e que está presente nos assuntos triviais do casal até os mais complexos. 

Uma vez me disseram que os primeiros quatro meses são determinantes para que um relacionamento tenha ou não futuro. Quem me disse isso foi um conhecido, daqueles do tipo “pega todas, mas não se apega”. Estávamos em uma mesa de bar. De um lado, eu e duas amigas – nós três uma das poucas que não caíram no seu papo de conquistador – e do outro ele com outros amigos. 

Entre um gole e outro, começam a surgir as “teorias”, algumas bem bizarras, sobre namoro. A discussão girava em torno de perguntas básicas: por que o homem só pensa em sexo? Por que ele não liga no dia seguinte? Por que eles fogem de compromisso? 

Da parte masculina, sugiram as seguintes dúvidas: por que as mulheres se preocupam tanto com o futuro? Por que elas fazem tanta questão de serem apresentadas aos amigos, à família e até ao cachorro de estimação? Por que elas sempre querem oficializar o relacionamento?  Estas indagações já foram tema de diversos livros, filmes, teses, mas nunca se chegou a uma conclusão unânime. Como todo mundo, eu tenho minhas teorias e acredito que muitas frequentadoras deste boteco concordam comigo. Por isso, caros colegas do sexo masculino, acompanhem meu raciocínio: 

1- para a maioria das mulheres, transar não é como beijar na boca. Trata-se de algo muito mais íntimo, mais profundo. É semelhante a uma “entrega”, algo que os homens só costumam vivenciar depois que resolvem deixar de lado as aventuras de solteiro e decidem ficar com uma pessoa só. 

2- gostamos de “dar nome aos bois” sim, porque não? Este lance de “ficar-casualmente-sem-pensar-no-que-vai-dar” é até divertido durante um tempo, mas acaba ficando chato e até machuca quando o sentimento começa a ficar mais forte. O relacionamento começa a ficar mais sério até pelo próprio desenrolar dos fatos: o casal não se desgruda, só saem juntos, fazem programas de casal. Então, criatura, qual o problema em assumir que virou compromisso? 

***Importante: Lembre-se de que, do mesmo jeito que o homem pode sair com outra mulher com a desculpa de que a relação é indefinida e não passa de um “rolinho”, sua parceira também pode… tudo bem que a maioria das mulheres não fazem isso por uma questão de princípios, mas existem “Ricardões” por todos os cantos. Vai que ele tem a lábia melhor do que a sua? 

3- chegada a hora de decidir se quer ou não encarar um namoro, que tudo seja às claras. Se o senhor não quer, se ainda está traumatizado com um “chifre” que levou há uns 10 anos e acha que toda mulher é como a ex, se não quer abrir mão da vida emocionante de solteiro, fala logo e “desocupa a moita”. Nós odiamos ser enroladas, passadas para trás e encaradas como “standy by”. Se não tem peito para assumir a mulher que está ao seu lado, “pegue seu banquinho e saia de mansinho”   

 

4- caso a decisão seja realmente o compromisso, assuma e não tenha receio em comunicar aos amigos, inimigos, família e ex-namoradas. Não espere parar de chover, ou a fase da lua mudar, ou a estação virar. Simplesmente seja homem e diga que está NAMORANDO. Se achar que é difícil, soletre: N-A-M-O-R-A-N-D-O. Não dói, não arranca pedaço, não deixa efeitos colaterais. Outra coisa: queremos sim registrar a data de aniversário de namoro, a música que rolou durante o primeiro beijo, o local do primeiro encontro… e daí? Eis outra coisa que não arranca pedaço de ninguém. Agora, se o senhor ainda se pega pensando “será que eu estou fazendo o certo?”, ou “não seria melhor esperar mais um pouco”, lamento. Este é um indício mais do que concreto de que o senhor não merece a mulher que está ao seu lado, esperando pacientemente que o compromisso seja assumido e que o machão da relação tenha coragem de dizer pra todo mundo que está apaixonado.