A patrulha está de volta
A patrulha do politicamente correto ataca novamente. Vi semana passada acontecer muita coisa. Rafinha Bastos foi afastado do “CQC” e a Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, exigiu que Globo tirasse do ar o quadro “Metrô Zorra Total” alegando que é um incentivo ao assédio sexual e disseram: “O que é piada no programa acontece todos os dias com milhares de mulheres em nosso país”. De coração, está muito chato fazer humor nesse país. Sempre tem um dodói que vai se manifestar querendo parar com as piadas. Na outra semana também, Rafinha Bastos tomou uma carcada da Band pela piada que fez. Na verdade não foi uma piada, foi apenas uma grosseria, mas, e dai? Eu ri, foi uma bobeira apenas. Na verdade se notar de uma maneira fria, ele fez um elogio até. Hehehe! O caso tomou uma proporção financeira tão grande que o Ronaldo fez beicinho porque o sócio dele é o marido da Wanessa e tem empresas e blábláblá, mesmo caso dos judeus com o Danilo Gentili. O que acontece hoje nem é mais a censura política, mas a censura comercial. Se você vai contra os amigos de determinado grupo, já era! Vão te colocar na fogueira. Tudo isso por conta de piadas, na maioria das vezes muito boas, que estão fora do padrão do humor que o brasileiro se acostumou, aquele que fala do pobre, do baiano, do gay de um modo geral. Hoje o humor aponta o dedo e dá nome aos bois e às vacas também.
Nos Estados Unidos, quando um escândalo acontece com alguma celebridade ou artista, eles não tentam abafar e esconder para que essa pessoa fique no seu altar, intocável. Os humoristas fazem suas piadas e não são execrados como aqui. Inclusive esses artistas e políticos contratam roteiristas de humor para que possam sair bem em entrevistas, por exemplo. Aqui tem muita gente e grupos intocáveis, que acham que deixando de fazer piada com eles o problema ou o defeito não será notado. Assim, censuram com o poder, mexendo no bolso. E no caso da televisão, que precisa de grana para sobreviver, isso é mais forte. O que esta acontecendo hoje é o começo de uma revolução para mudar esse pensamento ridículo.
Sensacional foi ver que no meio de tanto barulho com o Rafinha Bastos, com a “Veja” fazendo capa e o chamando de “rei da baixaria”, a “Folha” publicando todo dia uma nota arrebentando com o humor e o afastamento dele do “CQC”, ele não estar nem um pouco arrependido, mesmo que não tenha sido bem sucedido em sua piada ao olhar de muitos. Ainda faz mais piada em cima do que todos estão condenando. Isso é humor, não se faz de coitado nem vítima e ainda usa de material para mais piadas.
Humor só tem um limite que fará com que pare tudo, o limite é a falta de risadas, enquanto uma pessoa rir de algo que alguém disser isso será uma piada e o humor não vai ter limite. Já não tem. Questão de gosto é diferente e gosto não se discute. A piada é feita, ri quem gostar. O limite quem coloca é o público que vai rir ou não.
Espero que a patrulha do humor não continue com sua mentalidade tacanha.
Colaborou para essa edição o fenômeno…da mesquinharia. Pode mandar e-mail: rogerio@rogeriomorgado.com.br.
Respondo e-mails inteligentes.
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safira disse:10/10/11 10:53
adorei seu texto parabens você disse tudo meus parabens
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Luciene disse:10/10/11 11:53
Concordo plenamente com vc, afinal achei um exagero toda essa repercussão do Rafinha Bastos. Existe nos dias atuais muita hipocrisia de estarmos livres à censura, me sinto voltando à ditadura, só que desta vez não é a ditadura política e sim a ditadura dos abonados… ridiculariza o humor brasileiro.. ficar vendo sempre as mesmas piadas feitas da turma do Didi?!.. é isso que eles querem ver? me desculpa, mas são as sessões dos stund-up comedy do Rafinha Bastos que lota teatros Brasil afora, e é exatamente ele o homem considerado como o homem mais influente do mundo pela New York Times, enquanto o “fenômeno” da baixaria no máximo é lembrado por ser o gordo no campo, que já está aposentado e ninguém espera mais nada dele.
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sincera... disse:10/10/11 14:43
A piadinha dele foi mediocre…este homem nao sabe contar piada e tenta se dar bem em cima dos outros…a punição dele foi pouca diante das barbaridades que ele fala…gosto muito de piadas,mas daquelas que te fazem rir pelo bom humorista que as conta e não por essas pessoas que nao tem nada o que fazer da vida e falam coisas sem pensar…bem feito pra ele e quem saber assim não aprende a medir as consequências dos seus atos…o bom humorista não precisa de vítimas…ele apenas tem o dom para fazer alguém rir por mais sem sentido que seja a sua piada…
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The Punisher disse:10/10/11 16:55
Inclusive a patrulha do jornal correio que não deixam meus comentários irem adiante !
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Adriana de BeerLand disse:11/10/11 18:36
Acostume-se, bebê.
Isso é Uberlândia, isso é o Brasil.
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Airton Arapongas - PR disse:10/10/11 19:21
To com você,ta chato demais, o humorista nunca deve ser levado a sério o que ele fala, tanto poilitico fazendo palhaçada rindo da nossa cara exemplos não faltam, Renan, Sarney, Roberto Jeferson, nossa se continuar a lista e grande, tanto pra se preocupar, estes criticos falso moralistas, Ronaldão não tem moral pra pedir nada, telhado de vidro.
os moes que batima palmas antes para ek
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Rodrigo disse:11/10/11 0:55
Parabéns! Mandou super bem.
Mas ultimamente não foi somente o humor quem sofreu censura. Uma ministra que ao invés de trabalhar fica vendo novelas, tentou censurar a novela das 9, na rede globo.
Quanto ao quadro do Zorra Total, se aquilo é uma realidade, pode ser usado no humor. Humor serve como crítica da realidade e quanto mais verdade tem na piada, mais engraçado fica (apesar de, sinceramente, nao achar graça no programa). -
Igor Prass disse:11/10/11 14:31
Gostei muito da coluna perfeita!
esses dias aconteceu algo parecido na mtv, talvez até pior em que os atores fizeram piada com quem sofre de altismo e não teve toda essa gritaria, como está tendo agora! Isto é por que ele é um cara famoso e tem gente com dinheiro que não gosta dele, tem que tudo chupa um grosso cacete!
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Carol Koren disse:11/10/11 16:54
As pessoas deviam se preocupar menos com quem faz rir e se preocupar mais com quem ri da gente, salve a galera do congresso. A piada do Rafinha pode até ter ruim, para alguns,mas é drama demais pra pouca coisa. Vai dizer que o marido não come ela e o bebe! Quanto ao defensor dos fracos e oprimidos, esse a gente sabe que prefere aquelas que vem com brinde!
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Marcelo disse:13/10/11 23:05
Você está equivocada. Quem mais ri de você (e de todos) não está no Congresso. Brasileiro tem mania de linchar o Congresso, mas deixa quem está no Palácio do Planalto debochar constantemente da população. Quem trata a população como demente é a presidente e o ex-presidente. Falar em Congresso é fácil, afinal não se nomina quem está lá (são 81 senadores e 513 deputados – difícil de haver unanimidade lá). Porém, quanto ao Palácio do Planalto, basta um decreto, uma medida provisória para se ferrar a população. Basta escolher um apadrinhado para colocar no STF, no STJ e tantos outros tribunais. O povo precisa aprender acerca de quem anda rindo nesse país, e parar de falar de “Congresso”.
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Marcelo disse:13/10/11 23:07
PS: o linchamento contra o Rafinha é ridículo, ainda mais em um país em que um analfabeto falava o que queria.
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Daphne disse:17/10/11 2:21
A comparação com os Estados Unidos foi fail.
Eles já têm políticos e assumidades com a imagem praticamente inabalável. O lançe de liberar piadas em um país como os EUA é que isso não abala a imagem dos caras, não seriamente. Aqui no Brasil grande parte do público de TV aberta é absurdamente influenciável, o Brasil para os brasileiros é uma piada tão grande que elegeram um palhaço na política. Concordo com você que humor não precisaria ser censurado, mas a inserção de um humor tão ofensivo (para a grande maioria) na TV aberta de um país que é tão influenciado pelo humor, acho que deve no mínimo ser pensada. Os artistas têm seus próprios shows de stand-up e afins pra fazer piadas pra quem quer ouvir. O cara que quer ouvir vai lá e paga, se diverte, nada mais justo. Seria fantástico se o Brasil fosse um país que não se abalasse tanto com humor at all, mas infelizmente essa não é nossa realidade.Claro que a mídia em geral é absurdamente dramática, e é no mínimo hipócrita tentar começar a educar o público barrando justo o humor, mas já é um passo. Pelo menos para o tipo de comportamento muito grosseiro, queira ou não, essa pessoa que supostamente escuta e ri do que quer não corresponde ao brasileiro que assiste rede globo e outros canais abertos. =/ Por mais que você esteja mais em contato com esse tipo de publico, principalmente pela internet, não é maioria. Infelizmente. =(
Btw, muito bom o post. ^^
Abçs. -
Marcelo disse:17/10/11 20:37
Entrei aqui outro dia porque o tema me interessa. Odeio censura proveniente dos imbecis que se dizem politicamente corretos. Aí o dono do espaço censurou meu comentário… Beleza, mas não reclame de nada depois, Rogério sem graça.

Comentários (15)