Camargo Neto

Informação e orientação sobre o futebol e outros esportes

Bola em Jogo A coluna Bola em Jogo é publicada às segundas-feiras e aos sábados.

20 de maio de 2013 9:00

Erro perigoso

jornalista

O técnico Luis Felipe Scolari cometeu alguns erros na convocação da Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações que podem custar caro ao futebol nacional. O principal deles, sem dúvida, foi a não convocação de Ronaldinho Gaúcho, que vem jogando muito e tem experiência para liderar nosso time em campo e ainda impor respeito aos adversários. Da convocação até aqui, e como a minha coluna só é publicada aos sábados e segundas-feiras, tive muito tempo para ler e ouvir muita coisa. As especulações sobre os prováveis motivos da não convocação, tanto aqui no Brasil, quanto na América do Sul e na Europa, são variadas. Nenhuma convence. A explicação dada pelo coordenador Carlos Alberto Parreira ao colega Jaeci Carvalho, do jornal “Estado de Minas” e do programa “Alterosa no Ataque”, é inaceitável, porque é burra. Parreira disse que Felipão resolveu deixar Ronaldinho Gaúcho de fora para Oscar e Jadsom jogarem. Seria muito mais inteligente se ele tivesse convocado também o R-10 e dito a ele que os dois teriam preferência para jogar na Copa das Confederações, mas com os adversários, como Itália, Espanha etc, sabendo que o experiente craque poderia entrar a qualquer momento. Aí, sim, seria prático e inteligente. A não convocação pode nos fazer perder a Copa das Confederações e provocar queda de rendimento do R10, com ele ficando fora da Seleção também para a Copa do Mundo. Portanto, com prejuízo maior para o nosso objetivo de ganhar a Copa em casa. Também é injustificável a convocação do volante Jean, do Fluminense, como lateral-direito. Ele quebra bem o galho ali, mas é volante. Então, seria inteligente a convocação de Jean e de Ronaldinho Gaúcho, com Luis Gustavo de fora. É por esta e por outras que considero que técnico não pode ser plenipotenciário. Vivemos num regime democrático para valer ou é só da boca pra fora? Autônomo, sim. Ditador, não.

Flamengo à vista

O Uberlândia venceu o terceiro jogo da série melhor de cinco contra o Bauru, por 80 a 77, e fechou a classificação para a finalíssima. Acredito que esta, que, lamentavelmente, será em partida única, de novo, deva acontecer na Arena da Barra, no Rio de Janeiro, porque o Flamengo deve superar o São José, e tem a melhor campanha. Para os interesses uberlandenses o melhor seria dar São José, porque a campanha dos comandados de Hélio Rubens é melhor e aí a partida decisiva seria na Arena Sabiazinho. Certamente o fator mando de jogo pode ajudar a decidir em favor do quinteto da casa. Não quer dizer que decide sozinho. O que decide mesmo é o jogo em quarenta minutos, dividido em dois tempos de vinte minutos e cada um deles dividido em dois períodos de dez minutos. Aí entra a experiência dos jogadores e a qualidade do comandante. Este detalhe final, sem qualquer dúvida, favorece o Uberlândia. Hélio Rubens está revitalizado. A mudança dele do comando de Franca para Uberlândia fez um enorme bem a ele e, portanto, ao basquete. Está cheio de motivação e a fim de ser campeão pela décima vez. Os técnicos do Flamengo, José Neto, e do São José, Regis Marrelli, são bem mais jovens e muito competentes, mas aí talentos iguais, com a mesma motivação, o mais velho sempre será melhor por tudo que já viveu de bom e de ruim. Não tenho dúvida que neste momento Hélio Rubens saberá sempre um pouco mais conforme o jogo requeira dele para contribuir com seus comandados de forma decisiva.

Chega

A direção da Liga Nacional de Basquete concordou com a decisão em partida única, desde a temporada 2011/2012 para que a Rede Globo, TV aberta, fizesse a transmissão. Isto se repete agora. A Globo se acautelou temendo uma perda de audiência, pois isto é um negócio. A LNB aceitou porque só assim a Globo transmitiria em sinal aberto. De lá para cá o NBB cresceu muito tecnicamente e em adesão de público. Nesses playoffs de oitavas e quartas-de-final, o público se multiplicou de forma espetacular, com os jogos no Sabiazinho em Uberlândia, no Nilson Nelson em Brasília e na Arena da Barra no Rio de Janeiro. Espero que na temporada 2013/2014 possa haver evolução para, pelo menos, playoff de três jogos. Daqui, deste minifúndio do CORREIO de Uberlândia, proponho que a Globo concorde em transmitir um mínimo de uma partida e um máximo de duas em TV aberta. A primeira sendo mostrada pelo Sportv (fechado). Assim se o segundo jogo definir o campeão a Globo aberta transmitiria só uma partida. Caso contrário, transmitiria também o terceiro e decisivo jogo.

camargoneto@netsite.com.br

18 de maio de 2013 9:32

Panelão de pressão

jornalista

O Bauru geralmente se dá bem jogando no seu ginásio Panela de Pressão. Na atual série melhor de cinco da fase semifinal do Novo Basquete Brasil perdeu o primeiro jogo em casa. Em seguida veio jogar no ginásio Sabiazinho, que virou um panelão de pressão, que funciona em favor do Uberlândia e contra os adversários.

O Pinheiros já tinha sentido isto nas quartas-de-final e agora o Bauru sente na semifinal. É um público sensacional, de seis mil torcedores, que veio deixar claro que o basquete realmente deu certo em Uberlândia. Isto está associado ao fato de dois jogadores do quinteto uberlandense passarem a jogar em alto rendimento: Valtinho e Audrei. Outros como Cipolini, Gruber, Robby Collum e Robert Day já vinham fazendo grandes performances há muito tempo.

Os adversários passaram a marcá-los, especialmente os dois cidadãos dos Estados Unidos, na armação e nos arremessos de fora da linha dos três pontos. Só que Valtinho e Audrei passaram a jogar muito. Helinho, mesmo atuando pouco tempo, contribui com sua indiscutível qualidade. Estevam é outro que entra e ajuda bem. Com tal situação, o Bauru passou a enfrentar mais dificuldades do que normalmente estava preparado para sentir. Se esse panorama se mantiver, o quinteto de Uberlândia fecha a série hoje, no jogo que vai começar às 21h45.

O técnico Guerrinha e seus jogadores, certamente, estudaram muito o problema e vão tentar superá-lo. Vale lembrar que antes da série começar os dois quintetos eram equivalentes ou quase. Aqui eu afirmei que o uberlandense era uns 10% superior. Diferença pouca e não como aconteceu no jogo de quinta-feira (93 x 65). Não é fácil a tarefa de Bauru: se marcar zona pode tomar muitas cestas de três; se jogar no cinco contra cinco também pode não acompanhar o intenso ritmo coletivo dos comandados de Hélio Rubens. E haja pressão das arquibancadas, um panelão.

Portal forte

Nós da crônica esportiva de Uberlândia fomos ouvir, ontem à tarde, o que tinha a dizer o agora presidente do Clube Atlético Portal, Eduardo Anchieta. E ele só disse coisas boas, pra cima, positivas. Arrendou o Portal até dezembro de 2014. Na negociação os donos originais, Gilson Batata e Guilherme Ferreira, passam a ser empregados, nas funções de técnico e supervisor. Tenho larga experiência para afirmar que poucos clubes de futebol profissional do Brasil têm um trio tão competente.

O Portal tem um presidente que sabe muito de futebol, do campo ao bastidor; tem um supervisor bem relacionado na Federação Mineira de Futebol e no mercado. E tem um técnico competente. Eduardo Anchieta adiantou que já conta com duas empresas que vão patrocinar a camisa e tem outra de bom porte quase fechada, mas terá também outras empresas de menor porte. Tradução: vai ter dinheiro para fazer e manter time bom, que possa buscar, de forma competente, o acesso para o Módulo II.

Os trabalhos de efetiva formação começarão cerca de quarenta dias antes da data de início do campeonato mineiro da segunda divisão, mas Gilson Batata, que está no interior paulista, Guilherme Ferreira e o próprio Eduardo Anchieta já estão trabalhando. Disse que já conta com o apoio do diretor geral da Futel, Zezinho Mendonça, e confia que o prefeito Gilmar Machado, de cuja campanha eleitoral participou, vai dar força ao Portal. Da minha parte deixei a reunião confiante. Sou do ramo e ouvi um homem do ramo futebol falando coisa com coisa. Não tenho como não acreditar que o Portal marcará presença destacada no futebol mineiro. Desde já tem ampla possibilidade de acesso para o Módulo II e neste de nos proporcionar grandes jogos, pelo menos em motivação, em 2014, contra o tradicional Uberlândia Esporte. Pode ser a provocação que falta para o Uberlândia voltar a levar o futebol profissional mais a sério.

O exemplo do Crac

Volto ao assunto Copa do Brasil e Uberlândia Esporte. Uberlândia e CRAC de Catalão são clubes de futebol da nossa região. O Uberlândia, me parece, é mais velho e tem melhor estrutura própria, mercado e estádio, enquanto o CRAC é campeão estadual (goiano) duas vezes, conquista que o Periquito não tem. O CRAC acaba de vencer a série da segunda fase, contra o Betim, de Contagem (ex-Ipatinga). Isto representa, além do prestígio esportivo, R$ 700 mil em caixa. R$ 150 mil por cada uma das duas primeiras fases e agora, na terceira, mais R$ 400 mil. Se o Uberlândia definir a ida à Copa do Brasil como objetivo, desde agora, e trabalhar para ser campeão da Taça Minas Gerais, pode fazer o mesmo que o CRAC faz agora em 2014.

13 de maio de 2013 9:27

Semifinais do NBB

jornalista

Começam hoje e amanhã, no horário de 19h, as semifinais do NBB 2012/2013. Hoje, no Ginásio Panela de Pressão, no interior paulista, jogarão Bauru x Uberlândia. Amanhã, São José x Flamengo. Uberlândia e Flamengo levam a vantagem de poder fazer três dos cinco jogos, se necessário, em suas casas. Nos dois casos contam com as efetivas participações de suas torcidas. É bem verdade que as torcidas de Bauru, principalmente, e de São José vão dar a força que puderem para os seus quintetos, mas eles jogarão pressionados a ter de vencer desde o primeiro jogo, o que é desconfortável e bom para o adversário. Nos confrontos entre Bauru e Uberlândia entram alguns condimentos especiais. Tem muita escola francana nos dois lados, por meio dos dois comandantes. Hélio Rubens e Guerrinha são basqueteiros francanos, antes e acima de tudo. Os dois foram armadores. Hélio foi técnico de Guerrinha, em Franca. Os dois foram os primeiros a completar cem jogos como dirigentes de equipes em jogos do NBB. Primeiro Hélio e agora, no último jogo contra Franca, Guerrinha. Sem dúvida agem e reagem de forma semelhante, pois é uma questão cultural: muita defesa e muita perspicácia ou artimanha. Bauru e Uberlândia, sem dúvida, farão jogos equilibrados, inclusive por terem filosofia de jogo parecida. Hélio Rubens agora tem seus nove jogadores experientes à disposição. Deles, Helinho ainda na base de 50%, mas é decisivo nem que jogando poucos minutos. Guerrinha terá a volta do pivosão Jeff Agba, que estava suspenso contra Franca, mas perdeu o ala-pivô DeAndre, que teve de viajar aos Estados Unidos. Para mim, por tudo, Uberlândia, antes da bola subir pela primeira vez, leva uns 10% de vantagem. Convenhamos que é pouco e reversível. Na outra série, São José tem o sagrado direito desportivo de buscar a vitória final, mas o Flamengo é favorito.

Tombense fora

Quem acompanha esta coluna deve se lembrar que registrei aqui a minha surpresa do Tombense ter conseguido dois acessos seguidos. Afirmei que isto não é desejado pelo dono do time, o empresário Eduardo Huram, pois representa aumento de gastos e ele apenas precisa ter um clube filiado a uma federação e que dispute um campeonato oficial por ano para poder ter jogadores profissionais vinculados ao mesmo. É um depósito de jogadores ou simplesmente um ponto de passagem entre um clube ao qual o atleta estava emprestado e outro para o qual seguirá, emprestado ou vendido. Nada mais que isto. Pois bem, confirmando esta verdade, o Tombense chegou ao seu limite. Foi semifinalista do principal campeonato mineiro e conquistou uma das duas vagas para o Brasileiro da Série D, juntamente com o tradicional Villa Nova. Já oficiou à FMF abrindo mão do direito. A entidade já comunicou para a tradicional Caldense que a vaga é dela. Fico torcendo para que a Caldense, que tem boa estrutura e bom mercado, agarre a chance e comece a crescer.

Transtorno

No ano passado, a realização da Corrida Caixa já criou problemas para quem dirigia veículo em áreas entre a Prefeitura e o Parque do Sabiá. Para este ano, a Futel e a Setran resolveram piorar bastante as coisas. A corrida passou para o começo da noite e ampla área no entorno, até bem distante, do Parque do Sabiá e Sabiazinho virou um labirinto. Nenhuma autoridade se preocupou com centenas ou milhares de condutores de veículos que não tinham nada a ver com a corrida, entre os quais me incluo. Foram fechando vias sem analisar consequências e por onde o condutor ia tinha cerca de cavaletes à frente. E sem qualquer guarda para orientar o trânsito. Um horror. Isto não pode se repetir. Pega mal para a Administração Municipal.

Felipe Nassr

Na manhã de sábado resolvi ligar o televisor no Sportv para ver o finalzinho do treino que definiria o grid de largada da Fórmula I em Barcelona. Tinha acabado e ia começar a primeira prova do final de semana (são duas por evento de Fórmula I) do campeonato de GP-2. Fiquei para conferir como está andando o jovem Felipe Nassr, que está no segundo ano e, portanto, com razoável experiência. Vibrei. Renovei a esperança para um futuro, digamos, de daqui uns dois ou três anos, desde que ele possa estrear na Fórmula I em 2014. É técnico, agressivo, cerebral. Terminou em segundo e deixou claro que leva jeito de campeão. Se em 2014 tivermos Felipe Nassr e Luiz Razia, novamente teremos a convicção que o pior terá passado.

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