Erro perigoso
O técnico Luis Felipe Scolari cometeu alguns erros na convocação da Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações que podem custar caro ao futebol nacional. O principal deles, sem dúvida, foi a não convocação de Ronaldinho Gaúcho, que vem jogando muito e tem experiência para liderar nosso time em campo e ainda impor respeito aos adversários. Da convocação até aqui, e como a minha coluna só é publicada aos sábados e segundas-feiras, tive muito tempo para ler e ouvir muita coisa. As especulações sobre os prováveis motivos da não convocação, tanto aqui no Brasil, quanto na América do Sul e na Europa, são variadas. Nenhuma convence. A explicação dada pelo coordenador Carlos Alberto Parreira ao colega Jaeci Carvalho, do jornal “Estado de Minas” e do programa “Alterosa no Ataque”, é inaceitável, porque é burra. Parreira disse que Felipão resolveu deixar Ronaldinho Gaúcho de fora para Oscar e Jadsom jogarem. Seria muito mais inteligente se ele tivesse convocado também o R-10 e dito a ele que os dois teriam preferência para jogar na Copa das Confederações, mas com os adversários, como Itália, Espanha etc, sabendo que o experiente craque poderia entrar a qualquer momento. Aí, sim, seria prático e inteligente. A não convocação pode nos fazer perder a Copa das Confederações e provocar queda de rendimento do R10, com ele ficando fora da Seleção também para a Copa do Mundo. Portanto, com prejuízo maior para o nosso objetivo de ganhar a Copa em casa. Também é injustificável a convocação do volante Jean, do Fluminense, como lateral-direito. Ele quebra bem o galho ali, mas é volante. Então, seria inteligente a convocação de Jean e de Ronaldinho Gaúcho, com Luis Gustavo de fora. É por esta e por outras que considero que técnico não pode ser plenipotenciário. Vivemos num regime democrático para valer ou é só da boca pra fora? Autônomo, sim. Ditador, não.
Flamengo à vista
O Uberlândia venceu o terceiro jogo da série melhor de cinco contra o Bauru, por 80 a 77, e fechou a classificação para a finalíssima. Acredito que esta, que, lamentavelmente, será em partida única, de novo, deva acontecer na Arena da Barra, no Rio de Janeiro, porque o Flamengo deve superar o São José, e tem a melhor campanha. Para os interesses uberlandenses o melhor seria dar São José, porque a campanha dos comandados de Hélio Rubens é melhor e aí a partida decisiva seria na Arena Sabiazinho. Certamente o fator mando de jogo pode ajudar a decidir em favor do quinteto da casa. Não quer dizer que decide sozinho. O que decide mesmo é o jogo em quarenta minutos, dividido em dois tempos de vinte minutos e cada um deles dividido em dois períodos de dez minutos. Aí entra a experiência dos jogadores e a qualidade do comandante. Este detalhe final, sem qualquer dúvida, favorece o Uberlândia. Hélio Rubens está revitalizado. A mudança dele do comando de Franca para Uberlândia fez um enorme bem a ele e, portanto, ao basquete. Está cheio de motivação e a fim de ser campeão pela décima vez. Os técnicos do Flamengo, José Neto, e do São José, Regis Marrelli, são bem mais jovens e muito competentes, mas aí talentos iguais, com a mesma motivação, o mais velho sempre será melhor por tudo que já viveu de bom e de ruim. Não tenho dúvida que neste momento Hélio Rubens saberá sempre um pouco mais conforme o jogo requeira dele para contribuir com seus comandados de forma decisiva.
Chega
A direção da Liga Nacional de Basquete concordou com a decisão em partida única, desde a temporada 2011/2012 para que a Rede Globo, TV aberta, fizesse a transmissão. Isto se repete agora. A Globo se acautelou temendo uma perda de audiência, pois isto é um negócio. A LNB aceitou porque só assim a Globo transmitiria em sinal aberto. De lá para cá o NBB cresceu muito tecnicamente e em adesão de público. Nesses playoffs de oitavas e quartas-de-final, o público se multiplicou de forma espetacular, com os jogos no Sabiazinho em Uberlândia, no Nilson Nelson em Brasília e na Arena da Barra no Rio de Janeiro. Espero que na temporada 2013/2014 possa haver evolução para, pelo menos, playoff de três jogos. Daqui, deste minifúndio do CORREIO de Uberlândia, proponho que a Globo concorde em transmitir um mínimo de uma partida e um máximo de duas em TV aberta. A primeira sendo mostrada pelo Sportv (fechado). Assim se o segundo jogo definir o campeão a Globo aberta transmitiria só uma partida. Caso contrário, transmitiria também o terceiro e decisivo jogo.
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