Falta o outro
As longas ausências do Uberlândia Esporte sempre dão muito espaço para o futebol amador uberlandense. É o que volta a acontecer. E o futebol amador tem aqui muito mais mídia que muitos times de futebol profissional. É por essas e por outras que sempre incentivei e vou continuar incentivando a conveniência de mais um time de futebol profissional em Uberlândia. Não é a proposta do Portal, do Gilson Batata, que quer apenas reaproveitar ou aproveitar jovens jogadores para condicioná-los e ganhar dinheiro com negociações.
Refiro-me a time com raízes em Uberlândia, que tenha bom projeto e que possa crescer e se tornar efetivo concorrente do Periquito primeiro e depois buscar afirmação em Minas Gerais e no Brasil. Isto começou a acontecer com o XV de Novembro na década de oitenta e os atuais dirigentes do Rio Branco admitem a possibilidade. Para tanto, antes de providenciar toda a documentação, como fez Gilson Batata com o Portal, é preciso pensar num Centro de Treinamento próprio, com pelo menos dois campos prontos e demais equipamentos básicos necessários.
Os dirigentes do Rio Branco, Elmo Pereira de Rezende e Humberto de Assis Vitorino, nos disseram em recente edição do programa Correio TV Esporte – canal 15 a cabo da CTBC- que estão aprendendo a atuar, com vários outros colegas da direção do clube, e que se acontecer a conquista do título este ano pode se confirmar a evolução ao futebol profissional em 2012. Comecei a torcer pelo Rio Branco ali. Seria muito bom para a cidade. Você já pensou o Rio Branco, começando a disputar o campeonato mineiro da Segunda Divisão e já disputando uma Taça Uberlândia, dia 31 de agosto de 2012, contra o Uberlândia Esporte? Seria outra história começando de forma promissora para os adeptos do futebol uberlandense.
Quanto à torcida: de um lado a grande torcida do Uberlândia Esporte; do outro a pequena torcida do Rio Branco. Misturado, considerável número de indecisos. Não me sai da memória o jogo Uberlândia x XV de Novembro pelo campeonato da Primeira Divisão, em 1985, que o XV venceu por 1 a 0, gol de Ivan. A torcida quinzista, que era pequenininha, aumentou de forma automática e em número considerável após o gol. Isto é fato marcante e cria uma rivalidade saudável. Não tenho nenhuma dúvida de que o Uberlândia Esporte só foi campeão da Copa CBF, em 1984, sem nenhum planejamento, mas em razão direta da existência do XV de Novembro.
Minas é vice
A primeira fase do principal campeonato amador uberlandense tem 15 rodadas, em turno único. A metade já foi. Ontem aconteceu a oitava rodada. Eu, que moro no Bairro Tibery, prefiro ver os jogos programados para a região próxima. Assim, queria ver o jogo do Minas e terminei vendo Guará x Aurora, um zero a zero de doer. Jogo muito ruim. O Minas, dirigido pelo Vicente de Paula, agora é vice-líder isolado, com 19 pontos ganhos, dois atrás do Rio Branco, líder, com 21, e à frente de Flamengo e Guará, ambos com 17. Não me surpreende mais uma boa campanha do Minas.
Vicente tem consigo os dois sobrinhos, Claudinei e Clebinho, como grandes parceiros, e mantém a mesma base de um ano para o outro. Em seguida o trio trabalha para agregar mais um ou outro bom reforço. No próximo final de semana tem dois jogos que me chamam a atenção: Flamengo x Rio Branco e Minas versus Santa Mônica. O primeiro porque vai ser o principal da rodada e o segundo para ver o Minas. O Santa Mônica, lamentavelmente, está sendo infeliz novamente. O Celso Tavares, presidente experiente, a esta altura, já deve saber porque. Vai lutar para evitar o rebaixamento mais uma vez, quando poderia ser mais feliz.
No jogo que vi ontem, o Aurora não é time para chegar. Tem alguns poucos bons jogadores, mas muitas deficiências. O Guará é que preocupa mais. Ontem, por exemplo, além de não ter o Derlan, machucado, não teve o artilheiro Marcelo, que não apareceu. Mau sinal.
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Mário Borges disse:30/05/11 8:30
Grande Camargo Neto, veja que o Rio Branco pode fazer um protocolo com a Futel e utilizar suas praças esportivas, por exemplo, no Parque Sabiá tem um ótimo gramado para treinamentos, e também outros campos de igual qualidade nos bairros, dando tempo para a Diretoria do Rio Branco providenciar um centro esportivo para treinamentos. o meu amigo Alaôr Carlos Garcia vai fazer falta ao Rio Branco, muita falta.
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Rafael Cordeiro disse:30/05/11 20:05
Camargo Neto, senti falta da menção ao América, que também tentou enveredar pelo profissionalismo na década de 1980. Antes dele, ouço dizer que outras agremiações da cidade tentaram o mesmo caminho. Vez ou outra vejo relançada sua tese de que a existência de outro time profissional aqui levaria ao fortalecimento do nosso futebol. Não estou convencido desta tese, haja visto o caso da vizinha Uberaba que, quando teve ativas duas equipes, isso não significou um futebol mais competitivo. Mas cada caso é um caso. Então quem sabe se aqui não poderia ser diferente?!
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Ozanan Silva-JF disse:30/05/11 21:06
Será que comporta mais de um time mesmo?Com um,já tá difícil.Aqui em JF,Tupinambás e Sport,clubes quase centenários,ameaçam voltar,voltam,param, e assim vai.Aí, o Unitri parecia que ia,mas não foi muito longe.O ideal seria uma cidade inteira se mobilizando para um time só.Interior precisa é disso.
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JOANA disse:03/06/11 15:07
boa tarde Camargo,quero um conselho seu,tenho um filho de doze anos e o sonho dele é ser jogador de futebol,sei que nao é um sonho unico,mas eu como mae quero ajuda-lo a correr atraz do seu sonho,mas nao sei oque fazer,quero que me aconselhe por favor!!!
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