Muito positivo
A vitória brasileira sobre a Argentina e a conquista do Superclássico das Américas, em Belém do Pará, por si só, foi boa para o trabalho de reformulação da Seleção. Deu moral, acalmou as críticas mais contundentes, criou clima favorável para o prosseguimento.
O melhor mesmo é que começamos, junto com o técnico Mano Menezes, a ver jogadores com qualidade e personalidade que deverão continuar sendo chamados, mesmo com as convocações paralelas dos outros que atuam na Europa.
O leitor mais observador, que lê esta coluna, se lembra que critiquei, entre outras, as convocações do zagueiro Réver e do lateral esquerdo Cortês na primeira lista, a dos que foram a Córdoba. Ouvindo o Mano falar, observações de outros colegas de profissão e vendo atuações dos mesmos jogadores, concordei com a inclusão deles na segunda lista, a que foi a Belém.
No Mangueirão, os dois jogaram muito e disseram, no campo, que merecem seguir sendo convocados. O zagueiro Dedé, que não foi tão brilhante quanto Réver, não comprometeu e tem qualidades que o credenciam a também seguir sendo chamado: marca leal, na bola, antecipando ou chegando junto. Tem velocidade e boa colocação também para as bolas aéreas e para as coberturas. Sai jogando fácil.
O garoto Lucas fez grande jogada, característica sua, esplendidamente lançado por Danilo. Este percebeu a sua deslocação para receber a bola. E Lucas concluiu em gol e foi outro que demonstrou em campo que está pronto. Na minha observação apenas senti uma nostalgia da seleção de 1982, que inaugurou o Parque do Sabiá.
Lucas não varia para fazer o trabalho de flanco ofensivo, de ponteiro, para ir ao fundo e cruzar ou servir quem vem de trás, penetrando na área. Como Danilo ficou mais preso, marcando e cobrindo, não tivemos o aproveitamento daquele espaço e isto precisa ser corrigido: ou o lateral passa ou Lucas terá que fazer o movimento contrário, de abrir e não ir reto para a área. Borges foi taticamente bem e muito útil ao time e é mais uma boa opção para Mano Menezes.
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