Reflexões do vexame
O vexame santista em Yokohama, diante do Barcelona, continua rendendo. Como comentarista esportivo profissional, sinto-me na obrigação de voltar ao assunto. Assim posso dar efetiva contribuição, até porque o Correio de Uberlândia hoje é um jornal que chega muito longe e é lido por pessoas de vários matizes, inclusive muita gente do futebol. É com a consciência disto que não posso me furtar ao debate. O vexame santista tem dois aspectos: o primeiro, quando seus jogadores foram muito mal preparados e não foram enfrentar o poderoso Barcelona, mas admirá-lo de perto. Por isto deu no que deu.
Querem uma comparação: o Internacional de 2005, dirigido pelo Abel Braga, que ganhou no finalzinho do mesmo Barcelona, com gol do Adriano Gabiru. O Inter foi lá com muita gana, não para admirar o Barcelona, mas para enfrentá-lo e cair de pé, mas, se possível, ganhar dele, como ganhou. Alguém pode argumentar que o time catalão atual é superior àquele, mas o time peixeiro atual também vinha sendo muito mais badalado do que aquele colorado.
Portanto, se o Santos tivesse sido preparado, motivado, focado para encarar o Barcelona, inclusive com um zagueiro a menos e um meia a mais, poderia, como buscou fazer o Internacional em 2005, pelo menos, perder de pouco, tipo 2 a 1 ou até 3 a 1, mas jogando e acreditando no taco, e não tremendo, extasiado por estar ao lado de tantos famosos no mesmo campo, como fez. O outro aspecto é que o futebol brasileiro em geral precisa ser mudado para melhor. Isto não se faz da noite para o dia, mas precisa ser feito, tanto quanto possível, nos times profissionais, mas muito mais nas divisões de base para a formação de jogadores com mais qualidade.
Ser inteligente
Muitos comentarista das televisões de Rio-São Paulo andaram lembrando algumas coisas que a maioria de nós que trabalhamos com o futebol sabemos ou que, lamentavelmente, alguns deveriam saber e não sabem, mas precisam saber. Ouvimos a lembrança de que o técnico Rinus Mithels, do Ajax de Amsterdã e da Laranja Mecânica, times que jogavam com a bola no cão, com toque de bola rápido e para a frente, orientava a seus jogadores para se preocuparem em ter a bola e também em se posicionarem bem, primeiro defensivamente. Assim, cinco, seis ou mais iam trabalhar no campo de ataque e Neekens, seu meia-médio de armação ficava mais atrás.
Se algum jogador tivesse dificuldade para seguir tocando com os companheiros, voltava a bola a Neeskens, que reiniciava a armação, já a partir do meio de campo ou até chutava para a lateral, caso ficasse apertado. Assim, dava mínimo tempo de recomposição defensiva do time. A mesma coisa para situações próximas da linha de fundo adversária, Não podendo, claramente seguir, o jogador deveria chutar para fora, sem proporcionar a retomada da bola pelo adversário e o contra-ataque. Foi lembrada também a velha máxima do Nenén Prancha, ainda nos anos 40/50, no Rio de Janeiro: A bola é de couro, o couro é da vaca, a vaca come capim.
Então toquem a bola na grama, no chão. E penso eu: Será que tocam tão pouco e dão tantos chutões apenas porque as bolas atuais não são mais de couro? Não, claro que, couro à parte, a orientação do Nenén prancha continua valendo. Há muito tempo aprendi lição dada pelo famoso técnico Tim. Ele dirigia um time carioca, na década de cinqüenta, se não me engano o Botafogo, e anunciou que ganharia do adversário no clássico. Fechou os treinos da semana. Domingo, no Maracanã, o time dele ficava só fechado na sua defesa, e saia com chutões por cima, treinados, dados pelo goleiro e às vezes zagueiro, para a bola cair na intermediária contrária. Seus atacantes corriam antes dos defensores contrários, dominavam a bola e faziam os gols. Portanto, não há uma única fórmula. O certo é ter a bola dominada e agregar o máximo de atitudes inteligentes para se ter time vencedor e campeão.
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Antonio Santos disse:24/12/11 10:41
O time do Santos é muito fraco tecnicamente, se tirarmos o Neydecepção, o Gansado, passa a ser um time bem medíocre. Recentemente li uma declaração do Mourinho sobre a conquista do Mundial pelo Barcelona, ele disse que os dois jogos do Barcelona foram “peladas”. Infelizmente temos que concordar com esta declaração. Eu acho que faltou ao Santos qualidade, os jogadores não têm culpa de serem bastante limitados. É como disse um jogador: O Barcelona parece time de video game.
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Mario Borges disse:25/12/11 15:11
Como jogava o Santos na era “Pelé”??, o Santos jogava como um seleção, foi campeão mundial,campeão brasileiro e paulista,no ´minimo 50% de seus jogadores eram convocados para a Seleção Brasileira, hoje quase nem sabemos os nomes dos jogadores que atuam, o futebol mudou muito,…para pior.
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idelmar ( rebinho 0 disse:25/12/11 19:22
boa noite camrgo. a culpa dos times brasileiros estar jogando esse futebol fraco e culpa dos treinadores tanto profissional quanto dos times juniores , eles armam ums esquemas de bola parada a bola nao rola e os jogadores nao participa com a bola en andamento . felipao luxenburgo o proprio murici. todos gostao de armar esquema de jogo com bola parada tem jogadores que durante uma partida quase nao pega na bola um abraço rebinho
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