Camargo Neto

Informação e orientação sobre o futebol e outros esportes

Bola em Jogo A coluna Bola em Jogo é publicada às segundas-feiras e aos sábados.

20/08/2012 8:10

É preciso mudar

jornalista

O investimento financeiro que a Prefeitura de Uberlândia faz no futebol amador está longe de dar o retorno social que pode e deveria dar. Esta crítica é absolutamente construtiva e sem qualquer viés político-eleitoral. A experiência me recomendou a avisar logo no começo do texto, pois ela é ao atual governo e a todos os demais que o antecederam, tenha sido de que partido ou coligação seja. Isto, pelo menos, desde que a Fundação de Turismo, Esporte e lazer –Futel – existe, ou seja, do começo da década de oitenta para cá. O comentário, portanto, é contributivo para a gestão do próximo prefeito. A Liga Uberlandense de Futebol poderia ter comando mais firme no sentido de utilizar melhor o dinheiro público, que dá a sustentação básica a ela própria, que engloba o futebol amador, mas sempre preferiu agir como Pilatos, ou seja, ao invés de determinar que os campeonatos sejam assim ou assado, deixa que, “democraticamente” os dirigentes dos clubes decidam. A maioria deles é despreparada para agir politicamente, como acontece com a população em geral. Desta forma, uns poucos organizam os campeonatos só para que seus times ganhem e os demais são apenas figurantes, aos quais cabem disputar para não cair ou para subir de divisão. Os que fazem altos e altíssimos investimentos trazem grande número e até maioria dos jogadores de fora. E a Prefeitura, via Futel, paga as despesas de arbitragem e representante para os jogos deles, como dos outros que realmente necessitam. E gasta bastante para manter e operar os 12 poliesportivos atuais e mais o Airton Borges, que é da Liga, mas só é bem mantido com a ajuda oficial, direta ou indireta. Ora, já que a Liga não o faz, só vislumbro uma forma de se fazer com que o futebol amador dê retorno social, justificando o investimento de dinheiro público: É a Prefeitura, via Futel, estabelecendo, por exemplo, número máximo para a utilização de jogadores residentes em outros municípios em cada time. Também que os times tenham que utilizar jovens, com quotas mínimas definidas. Por exemplo, na Primeira Divisão, dois sub-20; na Segunda, três e na Terceira, quatro ou cinco. Fazer isto constar nos regulamentos dos campeonatos organizados pela Liga. Ora, a Fifa determina os regulamentos de seus torneios, assim como a Sul-Americana e a CBF. Já na Federação Mineira e a Liga de Uberlândia preferem pilatar, lavar as mãos, “democraticamente”, o que, na verdade é antidemocrático. Não podemos continuar com aquele adágio “É proibido proibir”. O tempo passou. É preciso regulamentar, ter governo. Para finalizar é preciso que o próximo prefeito coloque à frente da Futel um homem que conviva com tudo o que relatei ou ter, junto a ele, para o futebol amador, outro que seja do ramo, com autonomia para agir e não ter que ceder às previsíveis pressões.

Mais organização

Por cerca de apenas oito meses do ano, a Futel põe a garotada de escolinhas nos gramados e mais Copa Futel, peladas etc. Aí a Futel fecha todos os campos no começo de dezembro e só reabre no final de março ou abril. Ninguém pode usar por quatro dos doze meses do ano. É absoluta falta de planejamento. Se a Futel exigir mais da Liga, não é preciso fazer Copa Futel. Além de exigir a presença de jovens nos times adultos – e dois quer dizer quatro, porque tem que ter os reservas -, é só disciplinar o calendário para a utilização dos campos e para que os jovens possam ter continuidade de atividades, pelo menos boa parte deles. Exemplo: num semestre do ano campeonatos adultos e mais o juvenil. No outro, infantil, júnior e veterano.

camargo@uai.com.br

Comentários (6)

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  1. eustaquio nunes lopes disse:20/08/12 13:53

    INFELISMENTE PAU QUE NASCE TORTO MORRE TORTO, A LUF NUNCA VAI MUDAR, E O CANDIDATO QUE LEVAR ESTA PROPOSTA DE MUDANÇA NÃO GANHA.

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    • Camargo Neto disse:20/08/12 15:08

      Aproveito para explicar ao Eustáquio e aos demais leitores que queiram interagir com esta coluna que temos orientação editorial para não fazermos qualquer referencia a candidatos. Por isto não liberei postagens da coluna anterior do amigo Eustáquio.

      Quanto à opinião que o Eustáquio emite hoje, concordo,mas por isto sugeri que o próximo prefeito tome a rédea da mudança,via Futel.

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  2. Mario Borges disse:20/08/12 20:06

    Colocar 2 jogadores sub-20 em clubes que disputam o campeonato amador de Uberlândia é uma boa ideia, inclusive o UEC teria uma vitrine dentro de casa, quem sabe jogadores bons não poderia ir para o Profissional do UEC , gostei da ideia.

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    • hj disse:24/08/12 11:59

      Como afirma alguns pesquisas bibliográfica e documental com o levantamento e a análise da literatura das várias disciplinas científicas que dão fundamento à investigação em busca de subsídios teóricos para a reflexão a respeito do significado social do futebol, do processo de apropriação popular dos espaços públicos, do papel dos gestores de espaços públicos como mediadores dessa apropriação, da relação entre o esporte e o espaço urbano. “O futebol amador envolve um conjunto complexo de relações sociais que não são simplesmente uma reprodução de modelos do esporte profissional. Torna-se fundamental a compreensão do futebol amador enquanto fenômeno de lazer na medida em que parece ser uma manifestação que se realiza independente ou à revelia de qualquer apoio estatal, privado ou do terceiro setor”. Revela, antes disso, o embate pela ocupação dos espaços urbanos. As várias práticas derivadas do futebol nos revelam um conjunto enorme de atividades de lazer cada qual com o seu significado próprio.
      Com tudo, não podemos delegar esta “canga” ineficaz na formação de atletas novos ao Futebol Amador de Uberlândia. Acreditar na inclusão de atletas jovens nas equipes amadoras como a solução na descoberta de talentos para o Uberlândia Esporte é uma pseudoconhecimento do verdadeiro papel do Amador e sim tampar com a peneira a responsabilidade do Clube Profissional da Formação de Atletas. Precisamos debruçar no conceito que o Amador seja um futebol inclusivo para a classe amadora (não profissional); uma política de campeonatos e não torneios INCLUSIVOS e não EXCLUENTES para os Jovens. Pensar em um Amador que forme atletas para o Clube Profissional é olhar para seu “umbigo”. Futebol amador está para o Amador, e as Bases estão para o Clube Profissional Excluentes, pois só os melhores (em “saúde” plena, porte físico aptos, bem dotados, etc). Assim sendo, Uberlândia deve buscar formar por suas forças, e o Amador ser como é, mesmo que de forma camuflada, seja um semi profissional ou não, não importa, seja Amador.
      Vamos cobrar de quem realmente deve, vamos fiscalizar de quem precise, vamos buscar ética e moral de que espera. Vamos acordar. O caminho não é esse e nunca será para um futuro melhor do Clube Profissional.

      . Por outro lado, abrangerá também o exame de pesquisas e trabalhos teóricos recentes a respeito futebol, de sua importância e significado, de sua relação com os estudos do lazer, bem como das múltiplas relações que se estabelecem entre futebol e lazer. (AU)

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      • Camargo Neto disse:24/08/12 14:47

        Senhor HJ, gostaria que se identificasse claramente. Como a argumentação é bem orgnizada, respondo e saliento que não estamos pensando diferente ou, pelo menos, muito diferente. Entendo que se mais jovens forem agregados aos times adultos amadores, o retorno social do investimento de dinheiro público será bem maior e se justificará. Por isto defendo este ponto de vista. Quanto ao futebol profissional, pode até voltar a ter no futebol amador bom “manancial” para observar e selecionar jogadores de futuro. Entretanto, isto dependeria do futebol profissional, desde as suas divisões de base, ter organização e foco para isto, com gente capaz para fazer o trabalho. Aí o primeiro cliente seria o Uberlândia Esporte, o que não impedede que outros o façam.
        Insisto em pedir que os autores de postagens coloquem os seus nomes, como faço.

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        • Mário Borges disse:25/08/12 9:29

          História (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)
          A teoria é uma coisa importante, as praticas muitas vezes são diferentes.
          Surgiu a partir da prática do esporte em campos feitos na várzea às margens do rio Tietê, e do atual parque S. Pedro, antes mesmo de haver profissionalismo no Brasil até pelo menos os anos 50.
          A organização desta prática amadora fez surgir os primeiros times, também conhecidos como clubes de várzea. Estes clubes são, basicamente, sociedades informais que funcionam como ponto de encontro de amigos para os fins de semana.
          Grandes craques do futebol brasileiro e do mundo foram revelados na várzea, ratificando o bom nível técnico apresentado pelos times da várzea no passado. Hoje ainda há relatos de jogadores vindos destes clubes, mas são raríssimos, pois os clubes profissionais investiram muito na estrutura de suas categorias de base. Porém, o perfil do jogador varzeano é de uma pessoa que trabalha em carga horária completa que eventualmente faz outra atividade física ou de ex-jogadores profissionais. Há ainda, jogadores que chegaram a ser profissionais, mas não conseguiram continuidade em suas carreiras e vivem de eventuais prêmios pagos pelos clubes varzeanos por participações em alguns torneios amadores.[carece de fontes?]

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