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26/06/2012 7:29

Ação pretende dobrar notificações sobre potenciais doadores de órgãos

Repórter

Criação de Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos (OPOs) foi anunciada nesta segunda em BH

Com o objetivo de dobrar a capacidade de notificações sobre potenciais doadores de órgãos e, consequentemente, aumentar a captação, o governo de Minas anunciou, nesta segunda-feira (25), a criação de duas Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos (OPOs) para a regional oeste da MG Transplantes, que está instalada no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e atende a 87 municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Uma das organizações vai funcionar com a regional em Uberlândia e a outra será implementada em Uberaba. Cada organização será composta por dois médicos, cinco enfermeiros e um administrador.

A regional oeste da MG Transplantes capta córneas, rins e fígados em uma população estimada de 2,5 milhões. Segundo o médico coordenador da unidade, Thomson Marques Palma, quando as OPOs entrarem em atividade, a média anual de 24 notificações por milhão de habitante da regional será duplicada. “Esse número é abaixo da média anual nacional, de 70 potenciais por milhão habitante”, disse.
As organizações intensificarão o contato com as Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos (Cihdott) de cada instituição hospitalar presente nos dois municípios. Assim, devem agilizar a detecção de potenciais doadores [que devem ter a morte cerebral constatada], a conversa com os parentes e o processo de captação de órgãos.
O governo ainda não informou como e quando ocorrerá a seleção das equipes das OPOs, no entanto, há indicação de que elas comecem os trabalhos entre 60 e 90 dias. As equipes serão mantidas por uma verba mensal de R$ 20 mil, que será repassada pelo Ministério da Saúde (MS). Gastos extras deverão ser custeados pelo governo estadual.

MINAS GERAIS

Outras oito Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos (OPOs) também foram anunciadas ontem. Estão contempladas Betim, Montes Claros, Governador Valadares, Juiz de Fora, Pouso Alegre e Ipatinga.

Meta é fazer 50 captações por ano

A otimização das notificações de potenciais doadores promovida pelas duas novas Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos (OPOs) deve aumentar a captação de rins, fígados e córneas, mas não há uma estimativa. “Nem sempre conseguimos captar os potenciais doadores por outras questões, como impedimento dos parentes ou questões médicas”, disse o médico coordenador da regional oeste do MG Transplantes, Thomson Marques Palma.

Em 2012, até o momento, 13 doadores tiveram múltiplos órgãos captados e, no ano passado, 36. A meta da regional, com uma população de 2,5 milhões de habitantes, é a de chegar até 50 captações por ano para superar a meta preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de até de 20 doadores por milhão de habitante.

Faltam profissionais capacitados

Embora haja a captação de fígado pela regional oeste da MG Transplantes, ainda não há hospital que realize transplantes do órgão nos 87 municípios que estão sob a jurisdição da unidade. O Hospital de Clínicas da UFU, único credenciado e que já transplanta córneas e rins, mantinha a expectativa de começar esse trabalho ainda no primeiro semestre deste ano, mas não foi possível.

O médico coordenador da regional oeste do MG Transplantes, Thomson Marques Palma, informou que a equipe de profissionais capacitados para a ação ainda não foi formada por completo. “Devem começar [os transplantes de fígado] ainda neste ano”, disse.

Comentários 1

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  1. Leandro Xadem disse:26/06/12 8:43

    Gostei. E muito!

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