Acerto da Transcol começa a ser pago a partir de hoje
O acerto trabalhista de cerca de 800 ex-funcionários da Transcol, empresa responsável pelo transporte urbano de passageiros em Uberlândia até 2009, começará a ser pago a partir de hoje. A estimativa é de que os valores cheguem à casa dos R$ 10 milhões. A quantia inclui valores referentes a rescisões salariais, além de dívidas no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
O acordo trabalhista foi fechado com a aprovação do Ministério Público do Trabalho e põe fim a uma negociação que se estendia há nove anos. Segundo representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Uberlândia e Região (Sindttrans), os problemas com a Transcol se iniciaram em 2003, quando a empresa parou de recolher o FGTS de seus 813 funcionários. O impasse ficou ainda maior em 2008, quando a empresa, que atuava há 53 anos em Uberlândia, não pôde participar do processo licitatório para a renovação da concessão por não apresentar documentos necessários. A empresa parou de operar na cidade sem conseguir pagar a rescisão de seus funcionários.
De acordo com Célio Moreira da Silva, presidente do Sindttrans, os R$ 10 milhões serão depositados em uma conta determinada pela Justiça, que vai distribuí-los entre os ex-funcionários. A quantia será recebida integralmente pelos beneficiados, não havendo parcelas.
“Acredito que em 60 dias serão pagas todas as rescisórias”, afirmou o advogado da Transcol, Hedimar de Oliveira Mendes. Segundo ele, a Transcol também terá que depositar, mensalmente, R$ 200 mil para a quitação de outras dívidas não rescisórias, como horas extras ou indenizações por acidente de trabalho. A previsão de Mendes é que a quantia seja depositada durante seis a sete meses.
Ex-funcionários fazem plano
Trabalhadores que esperam há nove anos para receber os acertos referentes à rescisão com a empresa de transporte urbano Transcol já fazem planos de como destinar parte das verbas que poderão embolsar a partir de hoje.
O cobrador José Eurípedes Correia trabalhava havia mais de 20 anos na Transcol quando a empresa encerrou o serviço em Uberlândia. “Ainda não sei como e quando vou receber, mas vou pegar esse dinheiro e reformar minha casa”, afirmou.
O cobrador Izidio Alves também pretende gastar o dinheiro que vai receber com reformas na casa. “Também quero comprar um carro”, afirmou.
Entenda o caso:
- 2003: Transcol parou de recolher o FGTS
- 2005: Vence o contrato de concessão de transporte público. Câmara de Uberlândia prorroga prazo para mais um ano e meio.
- 2006: Prefeitura de Uberlândia solta edital para a concessão dos serviços de transporte urbano. Licitação era prevista para fevereiro de 2007
- 2007: Empresas recorrem à Justiça, sob a alegação de que foram prejudicadas. Justiça suspende processo licitatório
- 2008: Diante de impasse judicial quanto à licitação, Prefeitura de Uberlândia lança uma licitação emergencial para a contratação de uma terceira empresa de transporte. Empresa Sorriso de Minas foi contratada
- 2008: Prefeitura lança novo edital. Justiça determina modificações
- 2009: Processo licitatório feito. Transcol não participa por não apresentar documentos necessários
- 2009: Novas empresas passam a operar. Transcol transfere funcionários para novas companhias, mas não consegue fazer os acertos trabalhistas
- 2009: Transcol é acionada na Justiça Trabalhista
- 2010: Primeiro leilão de bens e ônibus da Transcol para a arrecadação de dinheiro para pagar a dívida
- 2011: continua impasse quanto ao acerto
- 2012: Ministério Público acata acerto firmado entre as partes. Transcol deposita R$ 10 milhões para pagamento das dívidas, mais R$ 200 mil mensais para ações referentes a multas não rescisórias
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manno disse:25/05/12 8:48
Demorou mas parece que a Transcol vai pagar o que deve aos ex-funcionários.Agora, e os ex-funcionários da Alerta Triangulo e da Moura, quando vão receber?
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Novato disse:25/05/12 9:54
Cara, quanto a Moura, pode ir la na casa do “chiquinho” o dinheiro tá lá….kkkkkkkkkkkkk
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Fernando disse:25/05/12 12:53
O divino Ta e curtindo a vida!
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Severo Gomes disse:25/05/12 8:59
Na cidade de Uberlândia, a falência, o descaso com trabalhadores se tornou corriqueiro, sobretudo quando estas empresas perdem a licitação para prestação de serviços no poder público e assim saem do cenário, deixando um rastro de dívidas, comprometendo o caixa da PMU. Basta forçar a memória e lembrar das inúmeras quebradeiras das empresas de limpeza, de transporte entre outras.
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Severo Gomes disse:25/05/12 9:50
Recentemente, tivemos o caso da empresa Moura na área de segurança. É preciso que o MP endureça as leis, obrigando o Município que ama tercerização, a se comprometer na fiscalização das empresas contratadas, evitando prejuízos futuros para esses trabalhadores, que já vivem funções precarizadas. Há de fazer uma revisão nessa tendência sacana chamada tercerização, uma modalidade suja de concentração de renda.
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Juliana Mohallem disse:25/05/12 11:29
Os acertos dos ex funcionários da Transcol começaram a ser pagos no dia 21 de março de 2012 para os trabalhadores que ingressaram com as execuções individuais, audiências que contaram com a presença do Ministério Público do Trabalho.
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anderson disse:28/05/12 20:33
ate quem fim,mas bem que poderiamos sermos informados das datas de depositos,pois ninguem merece ter que verificar a conta todos os dias
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Reinaldo Firmino da Silva disse:07/06/12 14:24
Será que finalmente iremos recebermos nosso direitos trabalhista

Comentários (8)