Alunos de Uberlândia são premiados em concurso do Banco do Brasil
Ana Paula Moreira Braga, 7 anos, não para de pensar em um mundo melhor. Defende sempre, na sala de aula, que pessoas bem educadas podem fazer uma sociedade mais justa. De tanto pensar em sustentabilidade e em um futuro mais promissor, acabou vencendo um concurso do Banco do Brasil voltado para filhos e netos dos funcionários da instituição. O pai dela trabalha no BB e Ana Paula fez um desenho sobre o que espera do mundo.
Foram 1.762 trabalhos inscritos, dos quais 90 foram escolhidos pela originalidade das ideias que apontavam soluções para um futuro melhor. Os trabalhos foram expostos na Conferência Rio+20 no Museu de Artes Modernas, no Rio de Janeiro, em conjunto com os trabalhos desenvolvidos por crianças japonesas.
“Fiz um desenho que representa um mundo cheio de paz, muito bom para a família, um mundo perfeito, cheio de amor”, disse Ana Paula, que estuda no Colégio Ceia, da Assembleia de Deus.
Segundo Fabiana Gomide, coordenadora do colégio, a equipe do Ceia investe em artes visuais para incentivar a reflexão nas crianças. “O prêmio da Ana Paula coroou esse nosso trabalho de incentivar as crianças ao desenho e à criatividade”, afirmou.
A mãe da menina, Rúbia Mara de Almeida Moreira, disse que inscreveu a filha para incentivá-la, já que ela adora desenhar. “Não imaginava que ela fosse vencer um concurso, fiquei muito emocionada”, afirmou.
Consciência
Luan Alves Rezende, 10 anos, com um desenho que mostra o planeta reagindo às agressões, também se destacou no concurso do Banco do Brasil voltado para filhos e netos dos funcionários da instituição.
O pai dele, Luciano Rezende Ribeiro, é funcionário do banco e diz que o menino é exemplo do quanto a nova geração é mais antenada com o meio ambiente e menos preconceituosa com as relações sociais. “É uma geração bem mais consciente que a nossa”, afirmou Luciano Ribeiro.
O menino desenhou o planeta e colocou em volta dele seis mãos que dizem basta ao desmatamento, à droga, à bebida e a tudo que o homem produz de ruim. O desenho de Luan também foi exposto na Conferência Rio+20.
Ele estuda no Colégio Ápice e, segundo o pai, preocupa-se constantemente em não sujar as ruas e não misturar os lixos seco e molhado.


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