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Cidade e Região

Bares tentam se adequar por música ao vivo

Estabelecimentos devem emitir até 70 decibéis equivalente ao som de um carro passando a 20 metros

A música ao vivo tem sido retomada nos bares e restaurantes de Uberlândia, mas em um volume mais baixo e somente até as 22h. Um mês após a Secretaria Municipal de Meio Ambiente proibir atividades musicais em 14 estabelecimentos da cidade, 13 deles estão providenciando os laudos com os estudos sobre ruído e fazendo adequações necessárias, seguindo as determinações do município para evitar a dispersão de poluição sonora. A Patrulha Ambiental da prefeitura não informou quantos já voltaram a tocar músicas ao vivo.

Em fevereiro, a Patrulha Ambiental notificou e proibiu os estabelecimentos comerciais de sete bairros da cidade, como o Santa Mônica, na zona leste, e o Centro, de tocar música ao vivo em decorrência de várias reclamações de barulho excessivo. À época, a cada dez chamados feitos à Patrulha Ambiental, seis eram de casos de poluição sonora.

Os estabelecimentos foram convocados a apresentar à prefeitura laudos que especificassem adequações físicas para evitar a propagação de ruídos. Dez dias após as notificações, o estabelecimento Ilha do Sol, que fica na avenida Rondon Pacheco, no bairro Lídice, zona central, conseguiu liminar na Justiça para continuar a execução de música ao vivo.

De acordo com o coordenador da Patrulha Ambiental, Alessandro Uchitel, até a primeira quinzena de abril, todos os estabelecimentos deverão ter apresentado os laudos devidamente assinados por pessoal competente. “Neste tempo, os proprietários têm que tomar muito cuidado com as atividades que estão programando, pois a tolerância é zero”, afirmou.

Durante os processos de adequações, as atividades de bares e restaurantes notificados poderão continuar normalmente, desde que respeitem a lei municipal, segundo afirmou Uchitel. “A partir das 22h, a lei estabelece que devem ser emitidos, no máximo, 50 decibéis (equivalente ao som emitido por um aparelho de ar-condicionado residencial)”, disse.

Movimento volta ao normal

O fluxo de clientes nos bares e restaurantes de Uberlândia notificados pela Patrulha Ambiental da prefeitura no mês passado voltou ao padrão normal, de acordo com o vice-presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinditur), Gilmar Pomponi. No primeiro fim de semana após a notificação da Patrulha Ambiental, estabelecimentos registraram queda de 30% na movimentação, conforme o Sindicato informou ao CORREIO de Uberlândia em fevereiro.

De acordo com Pomponi, boa parte dos estabelecimentos já iniciou o processo de adequação às normas municipais. “As adequações são mais ligadas ao volume do som mesmo. Não há necessidade de se mexer muito no espaço físico dos estabelecimentos”, disse.

O que a lei estabelece

- Das 7h às 20h
Estabelecimentos devem emitir até 70 decibéis (equivalente ao som de um carro passando a 20 metros)

- Das 20h às 22h
Estabelecimentos devem emitir até 60 decibéis (equivalente ao som de vozes em conversação)

- Das 22h às 7h
Estabelecimentos devem emitir até 50 decibéis (equivalente ao som de um ar-condicionado residencial ligado)

Comentários

15 respostas para “Bares tentam se adequar por música ao vivo”

  1. Deixem de ser ridículos ! Acho que os bares em determinados lugares devem sim ter o som mais baixo da música ao vivo, e deveriam ir até no máximo meia-noite nos finas de semana. Mas essa dos 70 decibéis até as 20 horas e 60 das 20 as 22 horas e após 22 horas 50 decibéis é de uma imbecilidade enorme ! Se liga Alessandro Uchitel, vai caçar sua turma, vai notificar a barulhada infernal dos eventos no Camaru, como shows da exposição, Cowboy Forever, Axé, Mega Encontro de som automotivo (de malinhas e biscates se exibindo ao som de Funk). Tem o tal de Triangulo Music também. Como é no Camaru, onde os caciques da cidade são seus associados nada acontece né Uchitel ? Por acaso os moradores do entorno deste tal de Camaru não sofrem com o excesso de barulho, sem falar de roubos, brigas e excessos de motoristas malabaristas ? Deixem de hipocrisia, tem postos de gasolina e locais públicos onde os vagabundos param seus carros, abrem os porta-malas e colocam som no último volume e ainda reproduzem lixo musical como funk, sertanejo e pagode. E nestes casos o que a sua patrulhinha fez até hoje para coibir ? Eu respondo NADA. Neste mesmo jornal a pouco tempo uma matéria a respeito destes vandalos que abusam de som automotivo, você disse que não tinha estrutura para fiscalizar a cidade toda e coibir este abuso. Mas no caso da música ao vivo nos bares você diz que será TOLERÂNCIA ZERO ? A Patrulha ambiental é suma importância para a cidade, mas o prefeito que já foi presidente do sindicato rural, proprietário do Camaru que é o maior produtor de excesso de barulho até de madrugada, deveria aportar recursos e dar condições de trabalho de forma a atender a cidade toda como deveria ser, com pessoal treinado e em número suficiente, carros, decibelímetros e com a participação de pelo menos um PM em cada equipe com um Bafômetro. Aí sim a patrulha estaria cumprindo o seu papel. Aparecer em cima dos coitados dos músicos que trabalham na noite e de alguns bares da cidade é pura hipocrisia. É ano de eleição, querer mostrar serviço de forma fantasiosa, pode ser perigoso e surtir o efeito contrário, cuidado porque sua cabeça pode rolar como bode expiatório, se houver uma manifestação contrária significativa contra o candidato do prefeito e seus vereadores de situação. Existem exemplos do poder das redes sociais na mobilização das pessoas, os ditadores do Marrocos, Egito, Líbia e etc, caíram por movimentos que começaram nas redes sociais. Abre o olho Uchitel e seus superiores.

  2. moro dop lado de um bar que toca música ao vivo, nunca poderia imaginar em minha vida que dormiria em paz uma noitinha só nos finais de semana. obrigado aqueles que proibiram música ao vivo ou djs. agora só falta pegarem àqueles que colocam som muito alto nos carros. pau neles.

  3. Tomara que a fiscalização continue.

    Uma pergunta: Foram mantidas as multas impostas aos bares descumpridores???

    Prefeitura por favor responda: As multas foram mantidas???

  4. essas pessoas que reclamam da musica ao vivo são pessoas mal amadas,quem não gosta de música´são pessoas ignorantes,sabe o que pode ser feito,fechar as portas assim a prefeitura para de arrecadar.precisa pegar esta patrulha ambientaal,e mandar tirar todos os carros da cidade porque os carros e motos são os que realmente fazem poluição sonora,a prefeitura tinha que achar outra coisa para encher o saco,nem trabalhar mais o povo pode muito menos se divertir

  5. A saúde tem que vir em primeiro lugar. A Lei parece rígida no começo, mas a intenção é disciplinar algo que saiu do controle. Ouvir música para estourar os ouvidos só com as seguintes opções: foninho no ouvido e ou em lugares afastados. Ninguém é obrigado a ouvir música dos outros, ainda mais nesse nível baixíssimo de qualidade. Agora é agir com a turma dos veículos e ambulantes.

  6. É isso aí, as pessoas tem que ter respeito. Por favor, patrulha ambiental, faça os mesmos com os sons dos carros. Esses malas não tem respeito, acham que todo mundo é obrigado a escutar as musicas que eles gostam e de madrugada. Aí vai tem um recado para vcs malas que gostam de aparecer com esses sons: Quer aparecer?? Coloca uma melancia na cabeça e sai pelados, seus idiotas. A lei do silencio tem que prevalecer. E a da lei seca tambem, tem que pegar esses inresponsaveis que bebe e dirige.

  7. Parabéns pela iniciativa da Prefeitura, sendo bom lembrar, dada a proximidade das eleições, que é bem menor o número de pessoas que gostam de barulho.
    Para o estabelecimento ter som ao vivo, basta um tratamento acústico para agradar que goste do som e não desagradar os que não gostam.

  8. as pessoas trabalham, portanto merecem respeito na hora de dormir ou descansar. Imagine você morando ao lado de um boteco ou vizinho, ouvindo música ruim com o volume elevado. Pergunta: porque música de boa qualidade,tipo a ensinada na escola da UFU ou Conservatório não é tocada alta nos butecos e nos carrões cocainados???

  9. Não é de admirar que o nosso amado país seja tão ridicularizado lá fora, por imperar a farra e o desrespeito em todos os aspectos que regem a sociedade brasileira. Não é de admirar mesmo, posto que nossos representantes, sejam eles os da alta presidência da república ou simplesmente juízes de primeiro grau, se assemelham ferrenhamente com o próprio povo que administram. Um país no qual se concede liminar em proveito do funcionamento desregrado de um bar aberto, com som potente, e na maior parte das vezes de mal gosto (michel teló etc – que diga-se de passagem é a cara do nosso povo e de de tais autoridades), tudo em salvaguarda de um suposto “perigo da demora” ou fumaça do bom de direito” que possa ter comprovado dita casa noturna, mas em total total afronta aos moradores daquelas adjacências (trabalhores, idosos, doentes, recém nascidos etc). O que vale mais então no nosso convívio social?? a alta margem de lucro de um empresariado que tanto lucra por não se adequar as regras de respeito, ou a tranquilidade merecida dos cidadãos dentro de suas próprias casas???

  10. “Tolerância zero”… ontem (07/03) ligamos para patrulha ambiental p/ solicitar fiscalização ao som alto por volta das 23:30hs no bar Zé Picanha no Bairro Jardim Patrícia e o telefone 0800 não atendeu. Neste bar o volume dos shows ao vivo continam alto.

  11. Caro Quinzé. Enfia um foninho no seu ouvido, aumente o volume, põe Teló e vá detonar apenas sua saúde, a dos outros deixe em paz. Ninguém é obrigado a suportar um vizinho inconveniente, este é que tem que dá o fora.

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