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Cidade e Região

Campanhas feitas por pacientes faz crescer número de doadores de medula

O Hemocentro de Uberlândia tem cadastrado 30 mil doadores no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), o que representa 4,8% dos 619.536 mil habitantes. Proporcionalmente, o número é superior aos 3,2 milhões de doadores do Brasil divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) ou 1,64% dos 194 milhões de habitantes do país. De janeiro a julho deste ano, segundo o gerente técnico do Hemocentro, Adilson Botelho Filho, a cidade ganhou uma média de 320 novos doadores por mês.

Adilson Botelho Filho diz que procedimento é seguro e medula é recomposta integralmente após a doação (Foto: Cleiton Borges)

A explicação, segundo Elmiro Ribeiro Filho, médico hematologia do Hemocentro, se deve principalmente as campanhas individuais feitas pelos pacientes do Hospital do Câncer indicados ao transplante de medula óssea. Isso porque quando na família não se encontra um doador compatível, é indicado o Redome. “Orientamos ao paciente que mobilize amigos e familiares que vão ser cadastrados no banco nacional não somente para ajuda-lo. Acontece desse doador poder ajudar outras pessoas”, disse o especialista.

É o caso do advogado Gabriel Massote Pereira, 29 anos, diagnosticado com uma leucemia linfoide aguda desde 2011 e que fez da luta pela vida, uma forma de conscientizar a população sobre a importância da doação de medula óssea. Com a ajuda das redes sociais, como o blog criado por ele transplantando.wordpress.com, Pereira disse que conseguiu também eliminar os estigmas sobre o processo de doação. “É preciso que explique como será realizado o transplante ao doador, com todas as etapas do procedimento”, afirmou o advogado com previsão para ser transplantado no próximo mês, graças a uma doadora cadastrada no Redome.

ONG

A Liga da Medula Óssea de Uberlândia realiza campanhas desde 2008, promovendo a conscientização da doação e a importância desta para pacientes com leucemia ou com outras doenças do sangue, como anemia falciforme. A entidade destaca que o ato de doar pode salvar vidas, uma vez que o paciente que precisa de um transplante de medula óssea, somente pode ser curado quando encontra um doador compatível.

A ONG divulga as ações no site: http://ligadamedulaosseaudi.blogspot.com.br/ e na página do facebook: https://www.facebook.com/ligadamedulauberlandia, em que esclarece a necessidade dos doadores e, também, todo o procedimento que se inicia a partir da decisão de fazer a doação.

Voluntários não correm risco ao fazer a doação

O doador de medula óssea se cadastra ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) por livre e espontânea vontade e pode desistir a qualquer momento. Para ser um doador, basta procurar o Hemocentro de Uberlândia munido de um documento com foto. “É retirado apenas um tubo de sangue e a pessoa já sai cadastrada no Redome”, afirmou o Elmiro Ribeiro Filho, médico hematologia do Hemocentro.

Se houver compatibilidade, outros exames de sangue serão necessários.

Somente a partir da compatibilidade, o doador será consultado para confirmar se deseja realmente realizar a doação, feita em um centro cirúrgico por meio de punção no osso da bacia com a ajuda de agulhas especiais ou por aférese (procedimento que coleta componente específico do sangue, por intermédio de uma máquina), que se assemelha a uma doação de sangue. Segundo o gerente técnico do Hemocentro, Adilson Botelho Filho, o procedimento é seguro e o doador não tem nenhum prejuízo à saúde. “A medula é recomposta integralmente após a doação.”

 

Comentários

2 Responses to “Campanhas feitas por pacientes faz crescer número de doadores de medula”

  1. este Médico Dr. Adilson botelho Filho, é uma pessoa de uma prestatividade incomparavél, nós devemos muito a ele o transplante de médula óssea de uma sobrinha, pois ele estava sempre ali toda hora que presisavamos dele, sempre de boa vontade, obrigada Dr. fique com Deus

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