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Cidade e Região

Construção civil e agronegócio sustentam economia de Uberlândia

Mesmo com empregabilidade em baixa, setores da agropecuária e construção civil sustentam a economia em Uberlândia com resultados positivos em 2016 em relação às contratações de trabalhadores. Os dois são os únicos setores que, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), contrataram mais do que demitiram, neste ano, mesmo neste período marcado pela crise econômica no País e o consequente aumento do desemprego.

Entre janeiro e maio de 2016, a agropecuária tem saldo de 241 admissões, sendo que março foi o melhor mês em contratações para o setor, quando o saldo foi de 362 vagas abertas. Já a construção civil tem saldo de 107 contratações em igual período. Janeiro foi o mês de maior abertura de postos de trabalho nesta área, com 259 novos postos.

Com redução de 60% nas vendas, o construtor Eduardo Mattos reduziu o quadro de funcionários (Foto: Celso Ribeiro)

Com redução de 60% nas vendas, o construtor Eduardo Mattos reduziu o quadro de funcionários (Foto: Celso Ribeiro)

O economista Leonardo Baldez disse que os dois setores, mesmo sem o mesmo fôlego de anos anteriores, têm demanda maior que a oferta. No caso da construção civil, houve redução, mas não o corte completo de crédito, o que ainda possibilita o oferecimento de imóveis. “Além disso, há o déficit habitacional de Uberlândia. Dessa forma, projetos que antes estavam parados por medo da falta de crédito, acabaram tendo sinalização de bancos como Banco do Brasil, que entraram em campos onde a Caixa, principal financiador habitacional, se tornou defasada”, disse Baldez. Somados os fatos, o setor se mantém e oferece trabalho, afirmou o economista.

Da mesma forma, a agropecuária, mesmo com dificuldades da economia nacional, deve ter aumento de 3% no volume produzido no País. De acordo com o diretor administrativo de uma empresa de consultoria no setor, José Maurício Souza Pádua, houve recuperação de preços em produtos como leite e milho, o que compensou os problemas de produção. “Havia uma previsão de crescimento de 10% em 2016, mas as condições climáticas não ajudaram. Só que ainda houve a busca da mão de obra”, afirmou.

Avaliação

Com saldo somado de 348 vagas de emprego criadas entre janeiro e maio, os setores da agropecuária e construção civil devem continuar contratando até o fim do ano em Uberlândia. A avaliação é do economista Leonardo Baldez.

“É um cenário estável, as empresas conseguem mensurar o mercado, então, devem continuar (criando vagas) nos próximos meses”, afirmou Baldez, se referindo aos únicos dois setores que têm saldo positivo de geração de empregos neste ano na cidade.

Enquanto a construção civil teve contratação maior nos dois primeiros meses do ano, a agropecuária teve melhores resultados na evolução do emprego nos meses de plantio, trabalho em lavoura e colheita, que foram janeiro, março e abril. Até agosto, período de entressafra, a tendência será de demissões na zona rural.

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