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Cidade e Região

Curso ensina a aplicação de defensivos agrícolas em Uberaba

O programa de aplicação responsável de agroquímicos, um dos projetos de boas práticas agrícolas desenvolvido pela Dow AgroSciences, empresa de ciência e tecnologia de agronegócio, em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (SP), capacitou 272 profissionais envolvidos com culturas de soja e milho nas cidades mineiras de Ibiá, Perdizes, Patrocínio, São Gotardo e Uberaba. O objetivo da capacitação, que aconteceu entre os dias 25 e 29 de julho, foi disseminar as melhores práticas integradas de aplicação de defensivos agrícolas em todas as etapas do processo de cultivo e produção. Desde o início, em 2010, o programa treinou cerca de 12,5 mil profissionais em todo o país.

Por meio de um simulador, os produtores percebem o resultado da regulagem da pulverização (Foto: DOW AGROSCIENCES/DIVULGAÇÃO)

Por meio de um simulador, os produtores percebem o resultado da regulagem da pulverização (Foto: DOW AGROSCIENCES/DIVULGAÇÃO)

A utilização de agroquímicos é um fator importante para a alta produtividade agrícola com o objetivo de controlar pragas e doenças. No entanto, a aplicação de defensivos agrícolas apresenta limites bastante definidos, que precisam ser respeitados pelos agricultores.

Segundo a coordenadora de boas práticas agrícolas da Dow AgroSciences, Ana Cristina Pinheiro, o programa tem o intuito de apresentar aos produtores rurais os conceitos de boas práticas na aplicação de defensivos, além de conscientizar e incentivar a adoção das iniciativas, para otimizar recursos, reduzir o impacto no meio ambiente e prover maior sustentabilidade para o agronegócio.

A pesquisadora e doutoranda da Unesp, Raquel Berna, explica que, por meio de um “Simulador Deriva”, um protótipo de um túnel de vento utilizado nos treinamentos, os participantes conseguem ver o tamanho da gota resultado da regulagem dos equipamentos de pulverização.

Desta forma, os parâmetros ambientais (temperatura, ventos, correntes de convecção, umidade relativa do ar etc), o equipamento utilizado (tipo, regulagens, velocidade, etc) e a superfície a ser tratada (folhas etc) precisam de regulagem específica para evitar a “deriva”, que é a perda da aplicação. “Por mais simples que pareça, o produtor ainda não conhece essa ferramenta que ele tem na mão, que é trocar o tamanho da gota numa aplicação”, disse Raquel Berna.

Máquina desregulada pode provocar contaminação

Durante as aulas do programa de aplicação responsável de agroquímicos, os produtores foram orientados que, ao utilizarem um equipamento desregulado, existe o risco de a gota da pulverizada ser carregada do local aplicado, seja por vento em caso de gotas menores, ou escorrendo no caso das maiores. “Sendo carregada, o produtor está perdendo o produto no qual investiu e está contaminando, pois, de certa forma, o produto está indo para um local indesejado”, disse a pesquisadora Raquel Berna.

Segundo a pesquisadora, normalmente, os produtores utilizam um tamanho único de gota para fazer a aplicação de todos os produtos utilizados nas lavouras. “Então, nosso objetivo é explicar aos produtores que para cada tipo de produto se utiliza um tamanho de gota. Isso reduz a perda e deixa de causar uma contaminação. Além de ganho na produtividade, com redução de custos com uma segunda aplicação, devido à perda da primeira”, afirmou Raquel Berna.

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