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Cidade e Região

Em meio à greve, professores e alunos mantêm as aulas na UFU

Mesmo depois do início da greve dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes da UFU, no dia 24 de outubro, professores e alunos contrários ao movimento continuam ministrando e assistindo às aulas. Ontem, a reportagem do CORREIO de Uberlândia percorreu 13 blocos dos campi Santa Mônica e Umuarama e em dez deles tinham aulas ou atividade – em dois no Santa Mônica, 5S e 5O, e um no Umuarama, 2C, não havia nenhuma atividade.

A paralisação de alguns e a não adesão de outros servidores têm causado constrangimento para ambas as partes, que afirmam serem coagidas por manifestantes contrários e a favor da mobilização. “Reconheço como legítimo os motivos e sou a favor da greve. Mas acredito que faltou organização e discussão para que houvesse melhor adesão”, disse a estudante de Geografia Thaynara Alves, que, assim como a também aluna Marilia Fernandes, continua tendo aula.

Professor Antônio Marcos e as estudantes Thaynara Alves e Marilia Fernandes continuam com aulas na universidade (Foto: Cleiton Borges)

Professor Antônio Marcos e as estudantes Thaynara Alves e Marilia Fernandes continuam com aulas na universidade (Foto: Cleiton Borges)

O professor de Geografia Antônio Marcos disse ser contrário à greve, mas aprova os motivos da manifestação contrária à PEC 241, à MP 746, e às reformas trabalhista e previdenciária. “Faltou articulação. A medida veio como uma imposição, ao invés de partir dos professores e alunos”, afirmou o professor.

De acordo com a mestranda em Engenharia Química Fernanda Arzoni, o seu curso ainda não parou. Mas, ela teme ser a suspensão do calendário letivo, pedido feito pela Associação dos Docentes (Adufu). “Se parar, corro o risco de perder a minha bolsa de estudos”, disse a estudante.

A presidente da Adufu, Jorgetânia da Silva Ferreira, afirmou que 60% dos servidores aderiram à greve, mas que nem todos os serviços pararam. “Não prejudicamos pesquisas e nem bancas de pós-graduação. Os casos que apresentam argumentos de que podem ser prejudicados, analisamos e quase todos aprovamos a sequência”, afirmou, acrescentando que ainda ontem a Adufu recorreria contra a liminar do Ministério Público Federal (MPF) de não suspender o calendário letivo.

Ano letivo

Marcada para a tarde de hoje, a audiência na Justiça Federal com o juiz Osmar Vaz de Mello Fonseca Júnior, o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Onésio Soares Amaral, a reitoria da UFU e Conselho Universitário (Consun/UFU) deve redefinir se o calendário letivo será ou não suspenso.
De acordo com o reitor da Universidade, Elmiro Resende, assim que foi notificado oficialmente da liminar expedida pela Justiça Federal, cancelou, temporariamente, a decisão do Consun de suspender o calendário acadêmico. “O Consun é o órgão máximo da instituição e a decisão dele prevalece. Mas, até a audiência de amanhã, a decisão foi suspensa”, disse o reitor. Já a greve dos servidores continua, pois, o movimento é independente do calendário acadêmico.

Comentários

14 Responses to “Em meio à greve, professores e alunos mantêm as aulas na UFU”

    • Cale-se Caio, badernistas! Onde já se viu greve de alunos? A greve é um instituto trabalhista. E a grande maioria dos discente, NÃO QUEREM A GREVE… Você não podem impor a paralisação ao restante da comunidade acadêmica. Egoístas, egocêntricos…

      • Disse tudo, é isso mesmo e ainda acham que não fizeram nada demais, acham que não prejudicou ninguém e acham que tem todo o tempo do mundo, fizeram isso só pra badernar e fumar maconha, é só isso que sabem fazer!!!!!!!

    • Todo ano os técnicos entram de greve, é ridículo, para receber sem trabalhar, agora os alunos , isso foi o fim da picada e acham que estão certos ainda, atrapalhar a vida de todo mundo!!!!

  1. Parabéns a esses professores e alunos, estes sim, fazem parte de uma sociedade que se preocupa com o futuro do país.
    Com certeza, esses alunos serão grandes profissionais, enquanto aquela turminha esquerdista, serão os futuros desempregados ou péssimos profissionais.

  2. Adoraria ver a lista que compõe os nomes dos servidores em greve, porque acho bem difícil acreditar nessa afirmação de 60%. E a ADUFU tem o poder de aprovar ou não a sequência de andamento de projetos?

  3. Quando lembro que parte de meus impostos que pago são destinados a pagamento de salários de pessoas que só pensam em greve, greve e mais greve, penso o quanto sou pamonha.

  4. Gostaria de fazer uma ressalva, que nem eu nem minhas alunas estamos com aulas, apenas estamos mantendo as atividades dos projetos de IC. E, em relação “a medida”, a mesma se refere às medidas tomadas pelo Governo.

  5. Sou aluno da Ufu e falo com certeza essa greve é uma greve política.
    Retaliação por conta de Dilma Lula e blablabla…..mas na hora que cortarem o ponto dos professores, garanto que no outro dia eles voltam a dar aula, porque o orgão do ser humano que mais dói é o BOLSO.
    Tinha que acabar com essa palhaçãda de estabilidade e começar a mandar professor embora.
    Se acham no direito de tudo, chegam atrasados, não dão aula e fica por isso mesmo.
    E só pra constatar, geralmente são os mais radicais, esquerdistas , provavalmente aqueles adolescentes maconheiros que se acham donos da verdade.

  6. ADUFU e SINTET , sindicatos querendo administrar a UFU…vocês são sindicatos e não gestão da Instituição..chega de acharem que mandam nos Conselhos Superiores.

  7. Essa greve tá sendo ridícula, atrasando muitas vidas e igual outro disse aí, os adolescentes maconheiros se acham donos da verdade. Não querem fazer nada, só pra badernar mesmo! Já foi aprovada a PEC e não sei o que querem ainda!!!!

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