Em parceria com a UFU, Cemig testa monitoramento a distância
O transformador queimou? Não precisa correria. De dentro de uma sala em Belo Horizonte, um operador da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) encontra alternativas para resolver o problema e a equipe de manutenção se desloca para o local sabendo exatamente o que terá que fazer.
A novidade foi apresentada ontem pela equipe de realidade virtual e aumentada da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
O projeto é inédito e está sendo desenvolvido pela UFU há 1 ano, em parcerias com a Cemig. O sistema virtual permite a supervisão das operações nas 52 subestações da concessionária no Estado.
“Estamos elaborando uma solução em 3D que fará com que um operador da Cemig comande equipamentos das subestações como se estivesse dentro da própria estação”, disse o professor Alexandre Cardoso, coordenador da pesquisa.
Segundo ele, a equipe de professores da Engenharia Elétrica e alunos do mestrado e doutorado, já está em campo para captar fotos das subestações. Estas fotos servirão de modelo para que seja desenvolvido o tridimensional com apontamentos reais.
“Antes, para realizar tais procedimentos era necessário o deslocamento físico dos funcionários da concessionária”, afirma o coordenador. O projeto foi aprovado pelo governo federal com recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O investimento na pesquisa é de R$ 6 milhões. A conclusão está prevista para 2015.
Economia
O engenheiro de operação de geração e transmissão da Cemig, Paulo Roberto Moreira do Prado, acompanha o desenvolvimento da pesquisa e diz que o projeto é fruto do investimento da concessionária em tecnologia.
“Vamos economizar muito, já que toda a parte de planejamento da manutenção das usinas e das subestações será feito remotamente”, afirmou o engenheiro.
A promessa de economia do novo sistema é de R$ 12 milhões por ano.
Paulo Roberto Prado disse também que a Cemig vai melhorar seus treinamentos de funcionários, já que o ambiente tridimensional facilita o aprendizado sem que a pessoa corra os riscos da presença na subestação.

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