Empreendedorismo: Amigos se unem para fabricar peças artesanais
Para ser empreendedor é preciso ter a vontade de vencer. Esta é a conclusão do empresário Léo Humberto da Silva, de 33 anos. Ele começou trabalhando como artesão na fabricação de móveis de ferro e junco. Quando a empresa fechou, ele e o amigo e colega de profissão, João Miguel Vieira, hoje com 31 anos, resolveram juntar suas economias e abriram um pequeno negócio de fabricação de móveis artesanais. Isso há 11 anos. “A gente começou numa portinha, falava boteco, era muito pequena.”
O primeiro ponto, onde ficaram por seis anos, tinha mais ou menos 30 m². Quando o negócio começou a prosperar, os sócios compraram um terreno próximo e estabeleceram a Criativa Art Móveis, que tem hoje quatro lojas – três em Uberlândia e uma em Palmas (TO).
“Foi bem difícil porque nos primeiros seis meses a gente não teve retorno”, disse Léo Humberto. Segundo o empresário, no início do negócio não se deve fazer retiradas senão o negócio “não anda”.
Com um pouco mais de experiência no ramo, veio o novo desafio: era preciso substituir a matéria-prima utilizada na fabricação dos móveis. Por serem mais versáteis, permitindo o uso em ambientes internos e externos, o ferro e a fibra natural deram lugar ao alumínio e à fibra sintética.
Sazonalidade
Outra dificuldade encontrada pelos sócios foi não conhecer a sazonalidade do mercado. “O comércio tem surpresas que muitas vezes desanima, mas a gente espera e melhora. Em Uberlândia, as pessoas não conheciam esse trabalho, mas hoje já existem muitas lojas. Nas novelas, revistas, existem desses móveis; então todo mundo hoje conhece.”
Na fabricação artesanal desse tipo de móvel, os sócios foram os pioneiros da cidade. Para Léo Humberto, quem chega primeiro tem algumas vantagens porque faz o nome antes da concorrência. “Muitos diziam que era coisa de momento e que não daria retorno, mas a gente insistiu e venceu”, afirmou.
De 30 metros quadrados a mais de mil metros
A fábrica de móveis artesanais Criativa Art Móveis, que começou com 30 metros quadrados alugados e R$ 800 de capital, hoje conta com mil m² divididos em quatro lojas, todas em prédios próprios.
No início, somente os dois sócios faziam de tudo, hoje a empresa emprega oito pessoas e vende para todo o território nacional. “A gente até exportou para os Estados Unidos. Veio um casal aqui, gostou dos móveis e encomendou. A gente embalou tudo e mandou pra lá”, disse Léo Humberto.
Para o empresário, um dos fatores para o sucesso da empresa dele e do sócio João Miguel Vieira é o bom relacionamento entre empresa, funcionários e clientes. “Entre os funcionários é como se fosse uma família. Tem que ter amizade, cumplicidade. É assim que funciona.” O clima de cordialidade se expande para os visitantes e clientes. “Alguns vêm pra cá à tarde, sentam e ficam conversando”, disse.
A meta dos sócios agora é abrir mais lojas fora de Uberlândia e se tornarem conhecidos no Brasil. “Quando olho para trás, a sensação é de alegria por saber que a gente cresceu.”
Para quem está começando, Léo Humberto diz para não desistir. “É preciso acreditar e ter paciência porque demora muito. No início é só investimento, não pode tirar dinheiro. “Muita gente é imediatista, tem muita ansiedade, o que atrapalha. Tem que saber esperar e ter perseverança porque uma hora dá certo.”

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