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24/03/2013 10:08

Empresário de Uberlândia se dedica há 39 anos à reforma de cartas de baralhos

Repórter

Um problema de saúde surgido em 1970 fez com que o então soldado Geraldo Alves Alencar se afastasse do 36º Batalhão de Infantaria Motorizado (36º BIMtz), aos 18 anos. A saída do Exército foi responsável pelos primeiros passos de Alencar como empreendedor em Uberlândia, no ano de 1974, quando abriu uma casa de jogos de cartas, que futuramente viria a se tornar a “Rei do Baralho”, empresa especializada na reforma de baralhos. Na época, o futuro empresário gostava de jogos, a paixão diminuiu com o tempo, mas não impediu que o negócio seguisse.

Geraldo Alves Alencar vende baralhos restaurados, no atacado e no varejo, nos estados de Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo

Na casa de jogos, Alencar recebia a visita de representantes comerciais que vendiam baralhos reformados, foi daí que surgiu a ideia de mudar o foco da empresa para ter mais retorno financeiro. “Eu pensei: ‘eu posso fazer isso’”, disse. A primeira iniciativa para desenvolver o novo negócio foi vender um terreno em uma localidade onde hoje é o bairro Santa Rosa, na zona norte da cidade, e adquirir um Fusca para comprar baralhos em Centralina (MG), a 129 km de Uberlândia. As cartas eram usadas na casa de jogos de Alencar.

Logo, o empresário passou a apenas vender os conjuntos de cartas e o primeiro empreendimento se tornou a empresa “Baralho”, em 1974, quando Alencar possuía uma máquina para lixar as laterais dos baralhos. Os equipamentos utilizados para reformar as cartas foram desenvolvidos pelo próprio empresário. “Sempre pensava em como melhorar as máquinas e o trabalho de reforma.”

Em 1984, a empresa de Alencar passou a se chamar “Rei do Baralho” e ampliou os trabalhos de reforma com uma máquina a mais. Cinco anos depois do segundo ‘batismo’ do empreendimento, baralhos começaram a ser fabricados no local. Mas, a atividade não durou muito tempo, pois exigia mais mão de obra e o custo pesaria no bolso de Alencar. Nessa época, o ex-militar lançou um baralho com seu nome, o “Alencar 169”.

Atualmente, como representante de uma empresa de baralhos, o empreendedor de Uberlândia troca conjuntos de cartas velhas por novas em casas de jogos em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os baralhos adquiridos são reformados e vendidos no Rio de Janeiro, em São Paulo e Goiás, em centros de distribuição de atacado, e no mercado de varejo, como casas de jogos.

Em média, são vendidos por mês 12 mil baralhos no atacado, pelo valor de R$ 27 a dúzia. No varejo, são vendidos mensalmente 5,4 mil baralhos, por R$ 45, a dúzia. Os conjuntos de cartas são adquiridos por R$ 15 a dúzia. O proprietário viaja uma vez por semana para revender os baralhos.

Na empresa, são restaurados diariamente 720 baralhos, sendo que o tempo médio de restauro de um conjunto de cartas é de 15 minutos. “Às vezes chegamos a reformar mil baralhos por dia”, disse Geraldo Alencar.

Empresa será ampliada neste ano

De acordo com o empresário Geraldo Alves Alencar, entre junho e julho deste ano, a “Rei do Baralho” deve passar por ampliação e se instalar em um cômodo de mais de 300 m² situado no bairro Jardim Patrícia, na zona oeste de Uberlândia. O empreendimento deve voltar a fabricar cartas, como fez durante um curto período na década de 80.

Segundo Alencar, as encomendas do papel para fabricação dos baralhos já estão começando. O material tem origem italiana. No novo prédio, serão utilizadas três máquinas para produção de cartas, além de equipamentos para corte e embalagem, já utilizados no estabelecimento atual, situado no bairro Planalto, também na zona oeste da cidade.

Comentários (3)

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  1. Adriano nonato disse:22/04/13 7:33

    gostaria de saber mais sobre essa reportagem de reforma de baralho pois fiz varias pesquisas sobre isso e nada encontrei .

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  2. Paulo Cavalcante disse:24/08/13 22:11

    Boa Noite, Achei muito interessante esta reportagem, gostaria de entrara em contato com Sr. Alencar, Email:paulo-ribeirocavalcante@hotmail.com.

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  3. Murilo disse:26/08/13 8:10

    Bom dia,

    Achei muito interessante a reportagem. Estou precisando reformar uma carta do meu baralho que já está a 3 gerações em minha família.
    Se puderem me passar o contato do Sr. Geraldo Alves, agradeço muito.

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