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19/06/2011 6:00

Falta de ar e chiado no peito podem ser asma

Repórter

Raíssa Caixeta com o filho João Pedro que tem Asma: depois do susto na descoberta a doença agora está sob controle

Raíssa Caixeta com o filho João Pedro que tem Asma: depois do susto na descoberta a doença agora está sob controle

Sofrer com falta de ar após uma atividade física mais puxada ou sentir o pulmão chiar durante a gripe pode ser normal para a maioria das pessoas, mas para cerca de 10% da população brasileira, principalmente crianças, esses sintomas significam uma doença: a asma. Também chamada de bronquite alérgica, a asma atinge uma em cada dez crianças no país e, segundo informações da Associação Brasileira de Asmáticos (Abra), grande parte dos portadores da doença sofre por não se tratar adequadamente.

A estudante Raíssa Fernanda Caixeta descobriu que o filho João Pedro Caixeta Rodrigues, 7 anos, tinha problemas pulmonares com apenas sete meses de vida. Foram várias internações, inalações, remédios e sustos até controlar a doença. “A crise mais difícil foi com 2 anos, quando ele teve de ser internado e teve também pneumonia, decorrente da bronquite asmática. O pulmão ficou frágil e foram dias no hospital”, disse. João Pedro começou a fazer tratamento com corticóide e as crises cessaram e já estão controladas.

A asma é uma doença crônica e hereditária, que se caracteriza por falta de ar, tosse, chiado no peito e cansaço. É causada pela inflamação das vias respiratórias, principalmente dos brônquios. Segundo a pneumologista Ana Alice Londero dos Santos, não tem cura, mas o tratamento mantém o paciente sem sintomas e com a possibilidade de ter qualidade de vida semelhante a quem não tem a doença. “A medicação age abrindo os brônquios e desinflamando as vias aéreas. É mais frequente em crianças, pois elas têm as vias aéreas menores que a dos adultos, favorecendo as crises”, disse.

A médica afirma ainda que não existe uma idade específica para desenvolver a doença, que pode estar relacionada também com o ambiente onde a pessoa vive. Foi por isso que Raíssa Caixeta mudou o comportamento em casa e teve que tirar tapetes, ursos de pelúcia, cobertores e cortinas, para evitar poeira, ciscos e ácaros, ingredientes que poderiam intensificar as crises de João Pedro.

Atividades físicas

Leonardo Costa Barros, 11 anos, descobriu que tem asma há quatro anos. Desde pequeno tratou de bronquite, mas as crises pioraram até detectar que era asma. “Ele acordava com falta de ar e não conseguia nem conversar”, disse a madrasta Ana Cristina Silva Dias.

Até hoje, por mês, a família gasta pelo menos R$ 90 com remédios para aspiração, inalação e leva Leonardo para fazer exames a cada seis meses. Mas a doença não inibe a vida de criança de Leonardo. Na escola corre pelo pátio, brinca de pique-pega e carimbada. “Às vezes eu canso, sinto falta de ar. Aí sento e descanso um pouco”, disse Leonardo. A pneumologista Ana Alice Londero dos Santos afirma que praticar esporte é importante e pode ser feito por todos os asmáticos. “A natação é a mais recomendada, pois colabora com o desenvolvimento da musculatura da caixa torácica”, disse.

Doença acomete também pessoas com mais idade

A pneumologista Ana Alice Londero diz que asma não tem cura

A pneumologista Ana Alice Londero diz que asma não tem cura

Foi com 50 anos que o cansaço e a fadiga tomaram conta da aposentada Luzia Alves Borges, 73. Ela afirma que frequentemente sentia falta de ar e indisposição até descobrir que tem asma. No início, muitas internações e crises fortes. “Hoje faço acompanhamento e aprendi a conviver e aceitar a doença. Mudei minhas atitudes como, por exemplo, mesmo gostando de estrada de terra, deixo de viajar para certos lugares por causa do pó”. Luzia Alves, que mora no distrito de Martinésia, caminha e faz inalações duas vezes por dia. “É muito ruim sentir falta de ar. Fico com pena das crianças que também tem asma e, nos fins de semana, quando o posto de saúde não funciona, eu empresto meu inalador para as crianças que passam mal”, disse a aposentada, que gasta cerca de R$ 150 por mês com medicamentos para bronquite asmática.

Associação

Pacientes e médicos que se interessam por informações sobre a bronquite asmática podem fazer parte da Associação Brasileira de Asmáticos. Criada em 1992, a Abra não possui ambulatório, mas realiza trabalhos educativos por meio de palestras, livros e folhetos educativos. Com o lema “Educar para Vencer a Asma”, a associação surgiu para esclarecer dúvidas, eliminar preconceitos contra a doença e fazer com que os pacientes tenham um tratamento tranquilo e sem questionamentos. (Informações no site Asmáticos)

Principais sinais de alerta da asma

- Tosse seca persistente – principalmente à noite;
- Sibilância (chiado no peito);
- Respiração mais rápida do que o normal;
- Faltade ar;
- Cansaço físico;
- Sensação de aperto ou dor no peito.

Como tratar

- A asma deve ficar sob controle e é necessária a conscientização do paciente, da família e pessoas próximas ao asmático, devem estar capacitadas a lidar com a doença as crises graves de asma podem levar à morte.
Todo paciente com asma deve ter em mãos um “plano de ação”, elaborado pelo médico com um passo a passo sobre o que fazer durante uma crise, além do controle dos sintomas.

Objetivos do tratamento da asma

- Controlar sintomas;
- Permitir atividades normais – trabalho, escola e lazer;
- Evitar crises, idas à emergência e hospitalizações;
- Reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio;
- Manter a função pulmonar normal ou a melhor possível;
- Minimizar efeitos adversos da medicação;
- Prevenir a morte.

Fonte: site Asmasobcontrole

Comentários (2)

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  1. Davis disse:14/07/12 17:29

    estou com uma pouco de falta de ar, chiado no peito e tosse oq pode ser?

    Responder
  2. cesar disse:21/12/12 2:09

    Quando vou dormir meu peito começa a chiar as vezes tomu leite morno com nescau p ver se passa……quando não passa tenho que ficar tossindo para ver se desprente algo do pulmão.

    Responder