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Cidade e Região

Famílias superam miséria e encontram felicidade nas pequenas coisas

Tão pouco de bens materiais, mas com um sorrio tão largo e fácil. A felicidade está estampada no rosto de Sirlei Fernandes, de 50 anos. Há cerca de 2 anos, ela, o marido, três netos e dois cachorros vivem em um barraco de tapume e lona com dois cômodos às margens do Anel Viário Norte, próximo ao bairro Guarani, zona norte de Uberlândia. A família foi parar lá depois que Sirlei Fernandes e o marido ficaram desempregados e não conseguiram mais pagar o aluguel de onde moravam no bairro Martins.

Com um fogão a lenha improvisado, Sirlei Fernandes mostra sorridente e orgulhosa o cozido de ossos que está preparando. “Está cozinhando desde ontem. Daqui a pouco, eu coloco um macarrão nesse caldo. Fica uma delícia”, disse ela, que é uberlandense nata.

Há poucos dias, Sirlei Fernandes recebeu a melhor notícia, segundo ela: foi contemplada com uma unidade no Residencial Pequis, zona oeste da cidade. “Fiquei feliz demais. Ter algo que é meu, com escritura certinha, é a melhor coisa do mundo. Não vejo a hora de pegar as chaves e mudar. É uma alegria que não cabe no peito.”

A máxima de que não é preciso muito para ser feliz também é praticada pelo jardineiro recém-desempregado Severino Marques, de 58 anos. Natural do Estado de Pernambuco, ele tentou a vida em São Paulo, mas veio para Uberlândia há 3 anos em busca de melhoria. Desde então, ele mora com a esposa e um neto, que cria como filho, em um barraco de tapumes dividido em três cômodos em uma área não regularizada no Morumbi, zona leste.

Um grande sonho dele é retirar os madeirites e reconstruir a casa com tijolos. “Aqui é bom demais. Não troco por nada. Ainda quero fazer de alvenaria quando sair a escritura, mas já está bom demais. Somos felizes aqui, na nossa casinha arrumadinha e com o pouco que temos”, afirmou Marques.

Com quatro filhos, a dona de casa Elenilda Nunes Teles, de 29 anos, e o marido sustentam o lar – um barraco de madeirite, no Morumbi, zona leste – com os R$ 900 do salário do marido e os R$ 200 do bolsa- família, além da caridade das pessoas de Uberlândia. A água e a energia são provenientes de “gato”, assim como nas casas de todas as outras pessoas que tiveram as histórias contadas nesta página.

Depois de 5 anos nesta moradia, a família diz que há alguns problemas, mas a felicidade permanece no lar. “Temos muito pouco, mas somos gratos e felizes com o que temos. Tirando a poeira, é muito bom morar aqui. Acho que não mudaria para nenhum outro bairro. Aqui todo mundo ajuda todo mundo e isso é muito bom”, afirmou Elenilda Teles.Um dos sonhos da família também é fazer a construção de alvenaria, além de obter a escritura do espaço. “Melhoraria demais, né. Mas aos poucos a gente vai ajeitando.”

Batalhadores, o mercante José Augusto Pontes Ferreira e a dona de casa Antônia Francisca dos Santos criam cinco dos dez filhos em um barraco de tapumes e lona de apenas um cômodo às margens da rua da Visão, no Morumbi, zona leste de Uberlândia. Apesar de dizerem que a família é feliz com o pouco que têm, todos sonham em voltar para a terra natal: São Pedro do Piauí (PI). “Lá nós temos a nossa casa, com escritura. Tem um quintal grande, cheio de pé de fruta. Seríamos muito mais felizes”, disse Antônia dos Santos.

Já Ferreira pretende continuar em Uberlândia. “Lá é ruim de serviço. Então, se eles forem e eu ficar aqui trabalhando e mandando R$ 600 por mês pra eles seria bom demais.”

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