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Cidade e Região

Feira na porta de casa gera reclamações

Feira livre instalada às quartas-feiras na avenida Mato Grosso divide opinião dos vizinhos

Feiras livres, pontos para embarque e desembarque nos ônibus do transporte urbano e até mesmo postes de iluminação pública são exemplos de serviços essenciais aos moradores, mas, em alguns casos, alvos de reclamações.

Na avenida Mato Grosso, bairro Brasil, setor central de Uberlândia, a feira livre acontece todas as manhãs e início da tarde das quartas-feiras. O fotógrafo Luiz Cláudio Rocha Loureiro mora na avenida desde 2007 e, no início deste ano, coletou assinaturas de vizinhos insatisfeitos com a realização da feira, que ocupa cinco quarteirões da via. “Não tenho nada contra os feirantes. Nossa reclamação refere-se à localização e ao incômodo gerado pela feira, que poderia ser instalada numa praça, por exemplo”, disse o morador.

Luiz Cláudio diz que a situação pode se agravar, caso algum morador da localidade passe por uma situação de emergência. “Imagina se o familiar de algum vizinho passasse mal e precisasse ir ao médico? A feira inviabiliza a saída do carro da garagem e o socorro.” De acordo com o fotógrafo, os moradores da avenida esperam receber resposta da Prefeitura de Uberlândia sobre a retirada da feira livre.

A aposentada Marta Sebastiana Nascimento de Jesus, também moradora da avenida Mato Grosso, conta que precisa acordar cedo todas as quartas-feiras, antes que os feirantes terminem a montagem das barracas. “No meu prédio há seis apartamentos e os moradores devem levantar às 5h30 para tirar seus carros da garagem, antes que a saída fique bloqueada pela feira.” Segundo ela, se o morador esquecer-se do dia da feira, fica impossibilitado de utilizar o automóvel até a desmontagem das barracas.

Secretaria analisa todas as queixas

Albertino Gomes: “Rua vira inferno nos horários de pico”

Em nota, a Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento, informou que existem 30 feiras diurnas e 32 feiras noturnas realizadas em Uberlândia. A secretaria confirma que existem reclamações de moradores sobre a realização das feiras livres, que são feitas pelo Serviço de Informação Municipal (SIM), por ofícios protocolados no órgão ou por telefone.

Segundo explicação da secretaria, cada reclamação é analisada em particular, sendo que a prefeitura trabalha no sentido de “atender aos anseios da população, justamente para diminuir o impacto que uma estrutura de feira livre traz para os moradores dos locais onde são instaladas”.

Feirante admite troca de horário

A dona de casa Célia Mendes Moura diz que prefere estabelecer uma relação harmoniosa com os feirantes. Segundo ela, a feira na porta da sua residência atrapalha por causa do barulho, mas o morador pode tirar vantagem da prestação do serviço perto de casa. “Aqui em casa, como em todas as residências vizinhas, temos que tirar o carro antes das 6h. Mas as amizades que foram feitas nesses anos todos são benéficas para esse convívio pacífico com os feirantes”, disse.

Para o feirante Fernando Cardoso Alves, proprietário de uma pastelaria na feira do bairro Brasil, a relação com moradores da avenida Mato Grosso já foi mais conflituosa. No ramo há 22 anos, ele diz que as reclamações que chegam sobre as barracas são feitas de forma anônima. “Existe, há dois anos, um código de conduta para que os feirantes comecem a trabalhar perto das 6h. Antes, era pior, pois a montagem das barracas começava às 4h30, causando muito mais transtorno aos moradores.”

Moradores e feirantes afirmam que uma das alternativas para o problema seria a transferência da feira para uma praça. A outra opção poderia ser a mudança do horário de início da feira. “Comercialmente, a mudança para uma praça tornaria inviável a feira livre. Penso que os feirantes poderiam abrir seus trabalhos às 8h, o que daria maior flexibilidade aos moradores”, disse Fernando Alves.

Ponto de ônibus tira o sossego

Ponto de ônibus foi instalado em outubro do ano passado

Na rua Delfim Moreira, no bairro Custódio Pereira, região leste, um ponto de ônibus gera perturbação aos moradores. Morador da rua há 30 anos, o empresário Albertino Gomes afirma que os moradores tinham tranquilidade até outubro de 2011, quando a prefeitura instalou o ponto de ônibus em frente ao número 289.
“Agora, todo o trânsito de ônibus dos bairros vizinhos passa pela rua Delfim Moreira. Nos horários de pico, entre as 7h e as 8h ou das 17h às 18h, a rua vira um inferno e os moradores nem conseguem usar suas garagens.”

Albertino Gomes diz que tem vizinhos idosos prejudicados pelo tráfego dos ônibus e a presença dos passageiros no ponto. “Além da rua que é estreita, o movimento intenso tirou o sossego que era característico dessa parte do bairro”, afirmou.

A Secretaria de Trânsito e Transportes (Settran) informou que Uberlândia possui 115 linhas e 3.347 pontos de ônibus. De acordo com nota da secretaria, em abril deste ano, a prefeitura recebeu nove pedidos de retirada ou transferência e 158 solicitações para instalação de pontos de ônibus. “A Settran leva em consideração, como motivos para retirada de um ponto de ônibus, a existência de uma construção, se o ponto representa algum risco, se está danificado ou se houver obstrução de entrada e saída de veículos”, relata a nota.

Cemig retirou 147 postes

Embora a reportagem do CORREIO não tenha encontrado morador que reclame da localização de um poste de iluminação pública, a Cemig respondeu, via email, que em 2011 foram feitas 147 remoções de postes no Triângulo Mineiro, uma média de 12 por mês.

Segundo a Cemig, toda reclamação recebida pela empresa é seguida por visita de um técnico credenciado e registro fotográfico do problema. “Baseado nessas informações e tomando-se por base os parâmetros da Norma de Distribuição Cemig 3.1 (Projetos de Redes de Distribuição Aéreas Urbanas), verifica-se a responsabilidade pelos custos de modificação da rede”, esclarece a resposta da companhia.

Comentários

19 respostas para “Feira na porta de casa gera reclamações”

  1. O mais correto seria trnsferir essas feiras livres para as praças públicas dos bairros. Dai poderia ter até música no loval para atrair ainda mais o comércio.

  2. A solução e curta e objetiva”VAMOS ACABAR COM AS FEIRAS LIVRES”,que tal uma feira livre central igual ao camelodromo central….As feiras de Uberlândia viram foi piada,são pontos de uso de drogas,verduras e frutas de terceira,sobras dos grandes supermercados,além da poluição visual e sonora.Uberlândia não que chegar aos 1 milhão de pessoas,ou seja feirantes vão embora para Araguari,indianopolis e outros povoados…

  3. nao tem Coisa Pior que feira na porta de casa.Moro em avenida com trasporte coletivo semaforos e mesmo assim no sabado tem feira na porta da minha casa,gera-se muita incoveniencia pois se eu precisar sair de carro fico sem possibilidades alem disso os feirantes deixam muita sujeira resumindo tirem a feira das ruas e avenidas

  4. Moro na Av. Mato Grosso e fico com vergonha de alguns moradores, como são ignorantes e chatos, se querem sussego vão morar numa roça, fazenda, condominío particular..

  5. Moro a 40 anos no mesmo lugar, na av. mato grosso, reclama-se de tudo, de ônibus, polícia, feira, mas senão tivessem reclamariam mesma coisa, ou seja, o ser humano gosta é de reclamar mesmo, deixa o povo trabalhar e vá trabalhar tb, fotográfo tem que acordar cedo tb e ir ralar cedo, igual os feirantes.

  6. GOSTARIA QUE AQUI NO MORUMBI A FEIRA FOSSE EM OUTRO LUGAR , NADA CONTRA ELES ,MAS TODA VEZ TENHO QUE LEVANDAR AS 4:55 HS DA MANHA ,PARA TIRAR O CARRO E SE FOR UMA URGENCIA

  7. Com relação as feiras livres dá para criar uma estrutura nas pracas dos bairros. Já com os pontos dos onibus vai uma sugestão: A empresa aluga – arrenda – o imovel em frente ao ponto e cria uma estrutura para receber os passageiros

  8. concordo com vc Kleber. Ruas e Avenidas não foram feitas para feiras. Para isso temos as praças. Só quem tem uma casa e mora em frente a uma feira pode falar. É fácil falar qdo. o problema está longe de vc.

  9. CIDADÃO VC TEM RAZÃO. VAMOS COLOCAR ESTAS FEIRAS NAS PRAÇAS. É MAIS INTELIGENTE. SEM FALAR A DEMORA EM LIMPAR A RUA DEPOIS. VAMOS MUDAR ESTE COSTUME PORTUGUES, É TÃO BURRO QTO ELES.

  10. Sou a favor das feiras livres,mas que estas funcionem nas praças dos bairros ou espaços publicos dos bairros.Rua não é lugar de feira,as feiras tem que ser realizadas em lugares onde os moradores não sejam prejudicados.

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