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Cidade e Região

Fim de contratos da BRF deixa 400 desempregados na região

A empresa de alimentos BRF (antiga Brasil Foods S/A), dona das marcas Sadia e Perdigão, anunciou recentemente o encerramento dos contratos com 126 criadores de perus de Uberlândia e região. Com isso, a estimativa é de que cerca de 400 trabalhadores diretos percam seus empregos e outros 4 mil prestadores de serviços indiretos sejam afetados, de acordo com o presidente da Associação dos Granjeiros Integrados do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Agritap), Juliano Fagundes Pereira.

A BRF informou, em nota, que, desde setembro deste ano, está ajustando e revendo a operação do seu parque fabril da unidade de Uberlândia e que toda a produção de perus será paralisada no primeiro semestre de 2017. Ainda, segundo o comunicado, a medida levou em consideração o ajuste comercial baseado na dinâmica da oferta e da demanda do mercado e que a empresa investirá na ampliação de abates de frangos.

Segundo o presidente da Agritap, Juliano Fagundes Pereira, a rescisão está prevista no contrato entre a BRF e os criadores e que a empresa está pagando a multa de quebra contratual. “Acontece que o produtor está perdendo a vida útil das instalações. A paralização da produção não deixa de gerar só emprego, mas também divisas e impostos para o município”, disse.

Paulo Florentino está entre os 126 criadores de perus afetados com o fim de contrato com a BRF (Foto: Celso Ribeiro)

Paulo Florentino está entre os 126 criadores de perus afetados com o fim de contrato com a BRF (Foto: Celso Ribeiro)

O criador de perus Advald Alves da Silva, que está na atividade há 11 anos, investiu R$ 350 mil nas instalações de dois galpões e no ano passado financiou cerca de R$ 100 mil na compra de um gerador de energia. Com o encerramento do contrato, Silva diz que ficará com o prejuízo de uma instalação que não terá mais utilidade para outra atividade, sem contar ainda mais seis anos que terá pela frente para quitar o financiamento do gerador. “O que eles estão pagando de indenização é o valor de um lote de perus, baseado na média dos últimos três produzidos, mas o valor não custeia nenhum investimento”, disse o produtor, que só receberá o valor indenizado após 90 dias da entrega do último lote de aves, que está programada para acontecer até o final de dezembro.

Prejuízos

Com o encerramento do contrato de produção de peru para a BRF, o criador Paulo Sérgio Florentino Guimarães, que há seis anos investiu R$ 600 mil na instalação de dois galpões, vai ficar com o prejuízo de mais seis anos de financiamento a pagar. “Por ano, a produção gerou um retorno de R$ 200 mil, mas a vida útil da estrutura é de 21 anos. Esses equipamentos não servem para nenhuma outra produção e, agora, perdi uma vida de investimento em outros negócios que deixei de fazer”, disse.

Sem produção futura, Guimarães disse que a primeira medida a tomar foi notificar a demissão de seus três funcionários. “O jeito agora é correr atrás do prejuízo, porque não tenho nenhuma expectativa”, afirmou.

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