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Cidade e Região

Governo reduz IPI e toma medidas para baratear o crédito

O consumidor pagará menos Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos e terá desconto no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em qualquer tipo de operação de crédito à pessoa física, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Guido Mantega. As medidas são destinadas a estimular a economia brasileira em meio à crise internacional.

Para veículos de até 1 mil cilindradas, o IPI será reduzido em sete pontos percentuais. Os veículos entre 1 mil e 2 mil cilindradas movidos a álcool ou flex, o imposto caíra 5,5 pontos. Para o mesmo tipo de automóvel movido à gasolina, a redução corresponderá a 6,5 pontos. Os utilitários e veículos comerciais terão o imposto reduzido em 3 pontos percentuais.

A desoneração para os automóveis vale até 31 de agosto e provocará renúncia de R$ 1,2 bilhão para os cofres federais. Além de terem o IPI reduzido, os automóveis terão desconto no preço de tabela segundo compromisso acertado entre o governo e as montadoras. De acordo com o ministro, os fabricantes se comprometeram em reduzir os preços dos veículos de até 1 mil cilindradas em 2,5% sobre o preço de tabela. O desconto será 1,5% para os veículos entre 1 mil e 2 mil cilindradas e 1% para os utilitários comerciais.

De acordo com Mantega, os bancos públicos e privados se comprometeram ainda a aumentar o volume de crédito concedido, o número de parcelas e a reduzir o valor da entrada para a aquisição do bem. O Banco Central também liberará parte do compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher à autoridade monetária) para esse tipo de financiamento.

O ministro anunciou ainda a redução de 2,5% para 1,5% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para todos os tipos de operação de crédito à pessoa física. Com a medida, o imposto volta aos níveis do início de 2011. De acordo com Mantega, a redução permitirá que uma linha de crédito com juros de 20% ao ano tenha a taxa reduzida para 19% ao ano.

A redução de IOF para o crédito à pessoa física não tem prazo para deixar de vigorar. Segundo Mantega, o governo federal deixará de arrecadar R$ 900 milhões em três meses apenas com essa medida.

Comentários

4 respostas para “Governo reduz IPI e toma medidas para baratear o crédito”

  1. Engraçado, este medida visa principalmente manter o emprego dos trabalhadores das fábricas de automóvel. É só as 4 grandes do setor ameaçarem que vão demitir, que o governo cede. Enquanto isso, elas vão mandando seus lucros exorbitantes para os seus países de origem, pois lá a coisa é bem diferente. Aqui elas se acostumaram a ganhar rios de dinheiro e de maneira fácil, pois só constroem carroças….
    Governo incompetente…Mantega incompetente.
    VAMOS CONTINUAR A NÃO COMPRAR CARRO 0 KM ATÉ FAZEREM CARROS DECENTES A PREÇOS DECENTES!!

  2. O Brasil vive somente de carros e montadoras?
    Quantas pessas você conhece que trabalha numa fabrica de carros?

    E o resto das empresas(micro), elas estão imunes a crise??

  3. Parabéns governo, era disso que o Brasil precisava, de mais carros nas ruas, tem muita casa com 4, 5 pessoas que só tem 2 carros na garagem, isso é um absurdo, que país é esse que não tem um carro por cidadão? Viva o Brasil, viva nossos governantes, como não pensaram nisso antes, merecem uma estátua em cada via das cidades.
    Depois se passar na Tv propaganda pedindo para a população usar bicicleta e deixar carro em casa, vou ser obrigado a mandar todo mundo tomar…
    A melhor maneira de estimular a economia é estimulando a educação, não o endividamento da população e o congestionamento nas grandes cidades.
    o governo federal “abre mão” de 1,2 bilhão de reais, dinheiro suficiente para a construção de 120 Km de faixas exclusivas para ônibus, ou 12 km de metrô ou para subsidio de passagens do transporte coletivo (nos EUA, a média de subsidio é de 50% do valor da passagem, em Roma na Itália, o usuário paga somente 10% do valor total) imaginem o transporte coletivo de Uberlândia a R$ 1,30!!!

    Mas o governo está certo, campanha eleitoral é cara, e pobre não faz doação para campanha, apenas grandes empresas com grandes interesses!!!

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