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Cidade e Região

Índice de mortalidade de micro e pequenas empresas diminuiu

Odomires de Paula diz que fechamento de empresas se deve à falta de planejamento

O número de falências de micro e pequenas empresas (MPE) caiu 7,2% em 2011 no Brasil se comparado com o número do ano anterior. Foram 1.143 ante os 1.233 registrados em 2010. A redução é ainda maior se comparada com a de 2009, quando 1.512 empresas de pequeno porte tiveram de fechar as portas por falência. A diminuição foi de 24,4%. Em Uberlândia, embora o número de pedidos de falência tenha subido 75% – passando de quatro, em 2010, para sete em 2011 –, as falências decretadas caíram de 11 para zero no mesmo período. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, divulgado na semana passada.

O número de empresas fechadas em Minas Gerais diminuiu de 2010 para 2011. Segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg-MG), a quantidade passou de 22,8 mil para 19,9 mil, uma variação de 12,6% (leia mais nesta página).

Segundo Odomires Mendes de Paula, presidente da Associação Brasileira das Micro e Pequenas Empresas (Abramp), a estimativa é de que existam em Uberlândia dez mil empresas de pequeno porte formalizadas e outras dez mil informais. “A tendência é de que 50% das empresas abertas fechem as portas em até dois anos. Por isso, o aumento no tempo de permanência no mercado é positivo, tanto para o empresário quanto para a economia”, disse. De acordo com ele, o principal problema que causa fechamento de portas é a falta de planejamento. “O empresário acaba confundindo capital de giro com capital próprio e, muitas vezes, falta conhecimento na área trabalhista”, afirmou.

Segundo Cássio Duarte, analista de políticas públicas do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), vários são os fatores que beneficiam o microempresário, direta ou indiretamente. “Políticas sociais como o aumento do salário mínimo acima da inflação e programas do governo servem para injetar recursos na mão de quem não tinha [recursos]. E muitas vezes essas pessoas não vão comprar em grandes lojas, mas em microempresas de bairro. É bom, pois gira o mercado”, afirmou.

Empresário precisa ter conhecimento de mercado

Odomires Mendes de Paula, presidente da Associação Brasileira da Micro e Pequena Empresas, com sede em Uberlândia, disse que para, abrir um negócio, é preciso ter conhecimento de mercado e experiência. “Não dá para se aventurar porque senão o negócio será malsucedido”, disse.

E foi isso que facilitou a abertura de uma filial de uma microempresa na cidade. Há um mês, o empresário Joaquim Silvério abriu, em Uberlândia, uma loja de utensílios domésticos e decoração. É a segunda unidade da empresa. A sede, em Uberaba, foi aberta há dois anos. “O conhecimento de mercado e negócios no meio rural me deram experiência de gestão. Passamos pelo período mais crítico, que são os dois primeiros anos”, disse. Segundo ele, é importante o empresário não se aventurar em um mercado. “Tem que conhecer a área de atuação. O segredo é saber comprar bem do fornecedor e repassar um bom preço para o cliente. Não adianta colocar uma margem muito alta. Eu prefiro ganhar pouco em cada mercadoria e fazer o estoque girar”, afirmou.

Número de empresas fechadas diminui

O número de empresas fechadas em Minas Gerais diminuiu de 2010 para 2011. Segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg-MG), a quantidade passou de 22,8 mil para 19,9 mil, uma variação de 12,6%. No mesmo período, a quantidade de empresas abertas no estado apresentou crescimento de 1,9%, subindo de 57,2 mil para 58,3 mil.

Cássio Duarte, analista de políticas públicas do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), disse que este resultado é positivo. “Mostra que mais empresas estão abrindo e, gradativamente, o número de empresas que fecham tem sido reduzido. Para a economia isso é bom, pois mostra uma expansão do consumo e ascensão social”, disse.

Saiba Mais

Falência – Decisão judicial tomada quando uma empresa deixa de honrar com os compromissos (está devendo e não consegue pagar funcionários ou fornecedores, por exemplo). O pedido é feito por terceiros ou por iniciativa do empresário.

Fechamento da empresa – Pedido de fechamento de uma pessoa jurídica para encerrar a atividade comercial. Geralmente não é acompanhado de falência.

Fonte: Sebrae-MG

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Falência decretada

BRASIL
Ano Quantidade
2010 1.233
2011 1.143

MINAS GERAIS
Ano Quantidade
2010 58
2011 30

UBERLÂNDIA
Ano Quantidade
2010 11
2011 0

Fonte: Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Brasil* – 5 milhões
Minas Gerais* – 800 mil
Uberlândia** – 10 mil formais e 10 mil informais

*Fonte: Sebrae
**Fonte: Associação Brasileira da Micro e Pequenas Empresas

EMPRESAS
ABERTAS X FECHADAS

Dados de Minas Gerais

2010 2011 Variação percentual

Empresas fechadas 22.791 19.909 -12,6%
Empresas abertas 57.278 58.342 1,9%

Fonte: Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg)

Associação Brasileira das Micro e Pequenas Empresas

- Formalização gratuita
- Palestras e orientação para empresários

Endereços
Afonso Pena, 252, bairro Centro
Floriano Peixoto, 1.967, bairro Aparecida

Telefones
3212-2966/3235-3822/9976-3822

Comentários

3 respostas para “Índice de mortalidade de micro e pequenas empresas diminuiu”

  1. existe um erro gigante nesta informação .
    na verdade existe muito mais micro frchadas o que não foi contabilizado porque o dono frcha mais não da baixa pois para dar baixa o coitado gasta um saco de dinheiro na junta no estado etc etc ,
    eu mesmo sei de 42 micro fechadas em 2011 em udi todas onde os donos não tem dinheiro para dar baixa . fechar custa mais do que abrir .

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