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Cidade e Região

Ministério Público do Trabalho pede bloqueio de conta do Santa Catarina

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Uberlândia entrou com uma ação cautelar, com pedido de liminar, contra o Hospital Santa Catarina, pedindo o bloqueio de R$ 3 milhões. A medida foi solicitada diante da falta de pagamento dos salários dos 120 empregados da unidade de saúde, há dois meses. O pedido de liminar solicita ainda a interrupção dos repasses da Prefeitura e do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) ao hospital e o levantamento oficial das dívidas trabalhistas acumuladas.

O procurador do trabalho, Eliaquim Queiroz, disse que espera que o dinheiro dos repasses seja depositado, em juízo, para quitação das dívidas trabalhistas do hospital. Além da própria unidade, são réus na ação, os sócios da Integração Saúde Serviços Médicos e Hospitalares, Paulo Monteiro e Wellington Salgado, e os médicos Carlos Salomão, Emílio de Oliveira, Paulo Salomão e Valter Sobrinho.

O hospital responde ainda a cerca de 200 ações de rescisão de contrato em andamento na Justiça do Trabalho. “Os débitos trabalhistas do hospital são muito maiores do que dois meses de atraso de salários. Em uma apuração inicial verificamos atrasos de FGTS, cestas básicas e outros benefícios dos profissionais que estão lá e também que saíram do hospital”, afirmou Queiroz. Há casos de médicos que tem, além de salários atrasados, aproximadamente, 100 cirurgias a receber.

A reportagem do CORREIO de Uberlândia tentou contatar os citados na ação, mas não obteve sucesso. A diretoria do hospital também não se pronunciou sobre o caso.

Intervenção judicial vai ser proposta

Os sócios majoritários e minoritários do Hospital Santa Catarina, representantes do Município e do HC se reuniram, na última terça-feira (12), com Ministério Público Estadual (MPE), em busca de soluções para a retomada das atividades da unidade. Segundo o promotor Fernando Martins, o Município informou que não há com credenciar o hospital para outros atendimentos, o que garantia mais recursos a unidade. “O HC também não quis abrir mão da verba dele e informou que está retomando as atividades plenas”, afirmou Martins.

Em virtude da falta de acordo entre os sócios, o promotor informou que vai propor, na semana que vem, a intervenção judicial. “O juiz vai nomear alguém para administrar a unidade. É um caso de falência, mas em que existe interesse público. São 130 leitos que não podem ser perdidos”, disse.

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