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Cidade e Região

Moradores da zona sul de Uberlândia sentem tremor de terra

Moradores dos bairros Jardim das Acácias,  Vigilato Pereira, Karaíba e Morada da Colina, todos na zona sul de Uberlândia, sentiram, na noite desta quinta-feira (28) e madrugada desta sexta-feira (29), uma série de vibrações no solo e nas estruturas de suas casas. A Defesa Civil foi até o local para analisar o tipo de movimento sísmico e considerou a atividade do solo, a princípio, normal e sem risco à população. Segundo geógrafo Lanzoerques Gomes da Silva, um dos profissionais que ajudam a Defesa Civil nesse tipo de ocorrência, ainda não é possível definir com precisão qual foi o tipo de abalo sísmico.

Na alameda Jacy Gonçalves, no bairro Jardim das Acácias, vários moradores sentiram o tremor (Foto: Celso Ribeiro)

Na alameda Jacy Gonçalves, no bairro Jardim das Acácias, vários moradores sentiram o tremor (Foto: Celso Ribeiro)

A advogada de 26 anos, Nádia Bortoli, é moradora da alameda Jacy Gonçalves, no bairro Jardim das Acácias. Ela afirmou que os sons e as ondulações aconteceram durante toda a madrugada e se estenderam até a manhã desta sexta-feira. “O barulho era como se fosse uma estaca de construção, hora mais forte, hora mais devagar. Ficamos bastante assustados. Colocávamos o ouvido no chão e sentíamos uma grande vibração. Chegou a tremer as janelas”, disse.

Segundo o coordenador da Defesa Civil no Município, Dimas Alvim, Uberlândia já havia registrado, em 2011, uma onda de tremores semelhantes, na região próxima à avenida Rondon Pacheco, próxima ao bairro Cazeca, na região central. “É comum as pessoas se assustarem, mas dificilmente essas vibrações causariam rachaduras nas edificações ou apresentariam algum tipo de risco às pessoas”, disse.

Ainda de acordo com Alvim, apesar de parecer sem gravidade em primeira análise, é importante que a população reporte esse tipo de situação à Defesa Civil. “É sempre necessário saber do que se trata. Vamos continuar investigando o ocorrido com auxílio de especialistas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e teremos algum laudo mais técnico em quatro ou cinco dias”, afirmou. A previsão é de que os pesquisadores da UFU visitem alguns locais afetados na segunda-feira (1º).

Especialistas suspeitam de fenômeno natural da crosta terrestre

O geógrafo Lanzoerques Gomes da Silva, um dos profissionais que ajudam a Defesa Civil nesse tipo de ocorrência, afirmou que não é possível definir com precisão qual foi o tipo de movimento sísmico, mas que tudo indica como um fenômeno natural de movimento de placas tectônicas. “Todos os dias, existem tremores no nosso subsolo devido às atividades da crosta terrestre, mas que são imperceptíveis. Essa energia, se for mais intensa ou mais próxima da superfície, causa ondulações que chegam até nós”, disse.

Tremor ainda não foi registrado pelos órgãos de controle nacionais

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB), que monitora esse tipo de fenômeno no Brasil, até a publicação desta reportagem, ainda não havia registrado, oficialmente, os movimentos sísmicos ocorridos em Uberlândia nesta sexta-feira.

No último dia 22, o solo de Uberlândia recebeu um tremor, segundo o Observatório Sismológico da UNB, de 1,8 pontos na escala Richter. O fenômeno teve o epicentro, área onde surge a vibração, próximo ao município de Tupaciguara.

O professor da UNB, George Sandes, especializado em abalos sísmicos, afirma que essa intensidade não acarreta perigo. “Tremores de até 2 pontos na escala Richter são considerados eventos pequenos. Quando se dão em áreas urbanas, seus sinais são mais sentidos devido às construções”, disse.

Ainda segundo o professor, as vibrações ocorridas nesta sexta-feira, pelo relato das pessoas envolvidas, devem ter mantido a média de 1,5 a 2 pontos de magnitude na escala Richter.

Moradores ficaram assustados

A alameda Jacy Gonçalves foi um dos lugares que tiveram maior impacto nos tremores, fato que assustou os moradores. O consultor de vendas Hugo Carrijo, de 34 anos, disse que a sensação era de explosões próximas a casa. “Estava sentado no sofá e sentia o chão tremer. Assustei muito e fico com receio de acontecer de novo e abalar a estrutura da casa”, afirmou.

Hugo Carrijo teme que tremor volte a acontecer e danifique a casa dele (Foto: Celso Ribeiro)

Hugo Carrijo teme que tremor volte a acontecer e danifique a casa dele (Foto: Celso Ribeiro)

A estudante Ana Luiza Berger, de 24 anos, também moradora da alameda Jacy Gonçalves, acordou durante a madrugada com o fenômeno e acreditou que o barulho era proveniente de materiais de construção do vizinho caindo com o vento. “Pareciam tijolos despencando ao lado de minha janela. Senti o chão e o teto tremerem”, afirmou.

Saiba mais sobre abalos sísmicos naturais

  • O que são? Tremores da superfície terrestre produzidos por forças naturais situadas no interior da crosta terrestre.
  • Causas: Os abalos são causados pelo choque de placas rochosas situadas a profundidades que vão desde 50 até 900 km abaixo do solo.

Escala Richter ou Escala de Magnitude Local: atribui um número único para quantificar o nível de energia libertada por um evento sísmico

  • 0 a 1,9 – Ondulações pequenas ou imperceptíveis
  • 2 a 2,9 – Oscilação de objetos suspensos, como lustres
  • 3 a 3,9 – Efeito parecido como uma passagem de caminhão próximo
  • 4 a 4,9 – Quebra de vidros e outros objetos
  • 5 a 5,59 – Deslocamento de móveis pesados e rachaduras nas paredes

Matéria atualizada às 20h45 de 29/01/2016 para acréscimo de informações.

Comentários

7 Responses to “Moradores da zona sul de Uberlândia sentem tremor de terra”

  1. Até parece que essa ladainha vai colar…

    Com certeza estão realizando alguma obra subterrânea secreta em torno desta região e mantendo sigilo sobre o assunto perante a população.

    EU NÃO CAIO NESSE CONTO…

    Há algo por trás disso!!!

  2. Neste momento voltou a acontecer um “estrondo” com um som abafado debaixo da terra, um bate estaca de fortíssima intensidade. Algo estranho há, e é preciso ser identificado pela defesa civil.

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