Moradores do Segismundo cobram asfalto
No bairro Segismundo Pereira, zona leste de Uberlândia, a falta de pavimentação na rua Cleone Cairo Gomes – até o encontro com a avenida Francisco Vieira da Mota – está causando transtorno aos moradores do lugar. Sem o asfalto, eles reclamam que estão esquecidos.
O aposentado Luiz Ricardo Costa é um dos inconformados com a situação. Ele disse que quem assinou o contrato para asfaltamento da rua foi a sua esposa, que faleceu há um ano e não pode ver a melhoria ser feita. “Estou pensando em me mudar para outro lugar. Aqui é ruim demais, não tem estrutura nenhuma”, afirmou.
A também aposentada Maria Alves de Oliveira mora na avenida Francisco Vieira há 20 anos, justamente no local onde o asfalto da porta de sua casa está sendo arrancado pela água das chuvas. “Nós pagamos pra ter o asfalto e agora a enxurrada que desce da rua Cleone está acabando com tudo”, disse, revelando que o seu filho, residente no prolongamento da rua Cleone, está vivendo no meio do mato que tomou conta do fim da pista.
“Aqui o problema está sempre mudando, quando o tempo está seco, a poeira toma conta das casas; quando está chuvoso, tudo fica inundado”, disse o morador Gilberto Rodrigues Rocha, morador há quatro anos também na rua Cleone Cairo Gomes. Segundo ele, uma pesquisa já foi realizada, mas a empreiteira não procurou os moradores novamente para recolher os contratos e iniciar a obra.
Segundo os moradores, a não assinatura dos contratos – plano comunitário – junto a empreiteira por parte de proprietários que moram no local é dos principais entraves para pavimentação da via.
Lotes vagos
O problema para o início da obra é em relação a alguns lotes vagos que existem na rua e não se conhecem os proprietários. No entanto, segundo nota da Secretaria de Comunicação Social, a pavimentação da via será possível após a execução da rede pluvial, o que faz parte do conjunto de obras do sistema de drenagem das águas das chuvas da avenida Anselmo Alves dos Santos, e da própria rua Cleone. Após essas obras é que será feita uma pesquisa para que a pavimentação seja realizada através do Plano Comunitário. Nesse caso, é preciso que pelo menos 60% dos moradores assinem o contrato, objeto da pesquisa, para que a obra seja realizada.
Outro problema é o mato alto e o lixo jogado nos terrenos baldios que ficam na extensão da rua. “O que parece é que está havendo uma exclusão. Todo mundo tem direito de ter estrutura, e é isso que a gente quer”, afirmou o militar do Exército Aguinaldo Luiz Aranha, que está no lugar há um ano. Ele disse ainda que um movimento dos moradores garantiu dois abaixo-assinados levados à prefeitura pedindo que uma solução fosse tomada, mas nada aconteceu.
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Rogerio disse:01/03/11 8:31
E uma vergonha, dizer que não sabe quem e o donos dos lotes vagos, eu sou morador daquela rua, ja fiz varias reclamações, mas nada adiantou. e no final da rua nao tem iluminação. e um descaso total, quando chove a enxurrada quase leva a casa embora. so Deus mesmo para ter dó.
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Rone Card disse:01/03/11 13:16
Tantas obras milionárias sendo feitas, e ao menos um asfalto nao fazem..
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Levy Garreto disse:20/10/11 9:21
É assim com o Segismundo, é assim também com o Dom Almir, o Prosperidade, o Celebridade, o São Francisco, o Joana D’arc. Enfim, é assim com tantos outors bairros. Infelizmente, esta é uma gestão elitista. Só faz algo quando a justiça entra no meio.

Comentários (3)