menu
publicidade
publicidade

Cidade e Região

MPT repudia suposta ameaça a procurador do Trabalho de Uberlândia

A ameaça contra a vida do procurador do Trabalho em Uberlândia, Paulo Gonçalves Veloso, investigada pela Polícia Federal (PF), provocou a vinda à cidade do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT) Luís Antônio Camargo de Melo, que, em coletiva de imprensa na manhã de ontem, reafirmou o caráter investigativo e firme da instituição na defesa dos direitos dos seus servidores. Segundo o MPT, Veloso teria sido seguido e fotografado por pessoas a mando do presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Uberlândia e região (Sindeesvu), Juliano Modesto (SDD).

Na manhã da última segunda-feira (13), a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão no sindicado, de onde celulares e documentos foram recolhidos. O vereador acusado voltou a negar envolvimento, em coletiva na tarde de ontem.

O caso teria sido iniciado por causa da investigação e da ação civil pública impetrada pelo procurador Paulo Veloso contra o vereador e sindicalista Juliano Modesto. “Temos a comprovação de que houve doação de uma empresa do ramo de vigilância ao presidente do sindicato durante sua campanha de vereador. Além disso, outros atos ainda são apurados”, disse Veloso. Segundo ele, a liminar pedida pelo MPT para destituição de Modesto da função de presidente do sindicato ainda não foi apreciada pela Justiça do Trabalho.

Para o procurador-geral Luis Camargo, a ameaça a Veloso caracteriza uma tentativa de impedir o trabalho investigativo e a atuação do MPT. “Vamos continuar investigando mesmo que seja preciso tomar medidas duras. A atuação de vários promotores em alguns casos já é algo recorrente e será intensificada. Vamos dar celeridade nas investigações para que fique claro que atos antissindicais não são tolerados e não vamos recuar diante de ameaças”, afirmou.
Camargo informou, sem detalhar, que providências administrativas serão tomadas no sentido de garantir a segurança de Veloso e sua família e também de todos os membros do MPT.

MPT repudia suposta ameaça a procurador do Trabalho de Uberlândia

Durante coletiva na manhã desta terça-feira, membros do MPT reafirmaram o caráter investigativo e firme da instituição na defesa dos diretos dos trabalhadores (Foto: Celso Ribeiro)

Juliano Modesto volta a negar envolvimento no caso contra procurador

Em coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem, na Câmara Municipal, o vereador Juliano Modesto (SDD), presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Uberlândia e região (Sindeesvu), negou as acusações de ter feito ameaças ao procurador do Trabalho em Uberlândia Paulo Gonçalves Veloso. “Jamais faria ou farei nada contra o procurador ou qualquer outra pessoa. Sou um homem de bem, honesto e trabalhador, pai de família. Temos feito um trabalho maravilhoso no sindicato e não acredito que ninguém da diretoria tenha feito isso. Queremos que isso seja apurado”, afirmou.

O advogado do vereador, Rodrigo Ribeiro Pereira, afirmou que estranhou o fato de uma doação que ocorreu em 2012 e foi declarada na prestação de contas estar sob suspeita hoje. “As contas do vereador foram aprovadas logo depois da eleição. Ele estava afastado do sindicato quando recebeu a doação, e não há qualquer conflito ético nisso. Ele denunciou ao Ministério do Trabalho a própria empresa que fez doações, por suspeitar de irregularidades. Foi precipitação gravíssima do MPT nominar o vereador como autor das ameaças sem esperar as investigações”, disse.

Atentado contra vida de promotor de Monte Carmelo abriu precedente

O atentado contra a vida do promotor Marcus Vinicius Ribeiro, que atua no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) Triângulo e Alto Paranaíba, em fevereiro deste ano, marcou como precedente ruim a situação da atuação de magistrados na região. O promotor foi baleado com quatro tiros ao sair da sede do Ministério Público Estadual (MPE) onde fazia plantão.

O motivo do ataque a Ribeiro seria uma ação que levou à cassação do mandato do ex-vereador de Monte Carmelo Valdelei José de Oliveira, de 49 anos. A investigação apontou que o ex-vereador chefiava uma quadrilha que fraudava licitações na cidade do Alto Paranaíba. O filho de Valdelei, Juliano Aparecido de Oliveira, de 22 anos, foi preso suspeito de ter executado a tentativa de assassinato. O ex-vereador também está preso, apontado como mandante do crime.

A discussão sobre a segurança dos magistrados foi o eixo central de um ato de repúdio da categoria feito em fevereiro em Uberlândia. No evento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que reforçou sua segurança após ter a casa invadida quando apenas um controle do portão eletrônico foi levado por suspeitos.

 

Comentários

Deixe uma resposta

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

Em função do período de campanha eleitoral e em atenção à legislação vigente, o CORREIO de Uberlândia se reserva o direito de não publicar comentários com viés político/eleitoral direta ou indiretamente direcionados aos partidos, agentes políticos, candidatos ou não, tanto na versão impressa quanto na internet.