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Cidade e Região

Mudanças no modelo de Assistência à Saúde Ipsemg já estão em vigor

Já estão em vigor as novas regras de assistência à saúde do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) estabelecidas pela Lei Complementar 121/2011, aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro. As mudanças – que foram negociadas com diversos sindicatos que representam os servidores públicos – visam melhorar o atendimento aos usuários (servidores, dependentes e pensionistas) e, ao mesmo tempo, proporcionar o equilíbrio financeiro do Instituto.

Entre os benefícios para os servidores está a manutenção da gratuidade do plano para os dependentes com idade até 21 anos, que atualmente somam mais de 100 mil. Além disso, foi ampliado o limite de idade dos filhos dependentes, independente se são estudantes ou solteiros. Os filhos com idade entre 21 e 35 anos poderão ser beneficiários, pagando, como contribuição, o valor do piso de R$ 30,00.

Outra alteração na legislação beneficia especialmente professores e demais servidores que têm mais de um cargo no Estado. Atualmente, existem aproximadamente 33 mil servidores nessa condição. No modelo anterior, esses profissionais eram obrigados a contribuir mais de uma vez. Com a nova Lei, será cobrada apenas uma contribuição, prevalecendo o valor do vínculo de maior remuneração.

Ampla negociação

As alterações no modelo de Assistência à Saúde Ipsemg foram negociadas e aprovadas por diversos sindicatos que representam servidores públicos de várias categorias.

Antes do envio das propostas à Assembleia Legislativa foram feitas várias reuniões para discutir as medidas, das quais participaram as seguintes entidades: Sindicato Único dos Trabalhadores na Saúde (Sind-Saúde), Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos), Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg), Sindicato dos Técnicos de Tributação, Fiscalização e Arrecadação (Sinffaz), Sindicato dos Médicos (Sinmed), Sindicato dos Especialistas em Educação (Sindesp G), Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais (Asthemg) e Associação dos Servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária (Assima).

Sustentabilidade financeira

Um dos objetivos das alterações no modelo de Assistência à Saúde Ipsemg é equilibrar as finanças do Instituto e, consequentemente, viabilizar a sua sustentabilidade a médio e longo prazo. Uma das mudanças estabelecidas pela nova lei é a instituição de um piso de contribuição no valor de R$ 30. Já o teto de contribuição passa dos atuais R$ 232 para R$ 250. Atualmente, 359 mil beneficiários do Ipsemg não contribuem e 161 mil contribuem com valores entre R$ 1 e R$ 30.

A proposta prevê ainda que os dependentes que não são filhos – como cônjuge, companheiro, pensionista e outros – contribuirão com o valor de 3,2% da remuneração do titular. Para este caso, também será aplicado o piso de R$ 30. O somatório das contribuições do segurado e dos dependentes nesta situação não poderá exceder o teto de R$ 250.

Importante ressaltar que a assistência à saúde dos servidores é um benefício facultativo, ou seja, que podem ou não ser adotados pelos estados. Em algumas unidades da federação – como Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins – decidiram não oferecer essa prestação de serviços aos servidores. “O Governo de Minas não só optou por oferecer este benefício como está trabalhando para aprimorá-lo e torna-lo sustentável”, afirma a presidente do Ipsemg, Jomara Alves da Silva.

Novo modelo

Além disso, o novo modelo de Assistência à Saúde Ipsemg se aproxima muito do adotado em outros Estados brasileiros. Na Bahia, por exemplo, o valor mínimo de contribuição por usuário é de R$ 26, contra os R$ 30 que estão sendo sugeridos em Minas. Já o valor máximo de contribuição em Minas será de R$ 250, contra R$ 290 na Bahia.

No caso da contribuição máxima, Minas terá um dos valores mais baixos do país (R$ 250), na comparação com outros Estados. No Pará, por exemplo, a contribuição máxima é de R$ 500, no Mato Grosso de R$ 323, em Santa Catarina R$ 320 e em Goiás, R$ 295.

O Ipsemg encerrou o ano de 2011 contabilizando a realização de mais de 11 milhões de procedimentos (consultas, exames, internações e cirurgias) contra 9,1 milhões registrados em 2010 e 6,3 milhões executados em 2005. Cada beneficiário realizou, em média, 2,4 consultas por ano e 3,6 exames por consulta. “Com as novas regras, será possível manter o plano de saúde dos servidores e seus dependentes inscritos e oferecer serviços com mais qualidade e segurança”, conclui a presidente do Instituto, Jomara Alves da Silva.

Comentários

14 respostas para “Mudanças no modelo de Assistência à Saúde Ipsemg já estão em vigor”

  1. Parabéns, valeu…Regras lindas no papel, aliás somente números 30 reais 250 reais. sustentabilidade financeira (caixa, dinheiro…) blá blá…Sobre o atendimento hospitalar, exames, internações, consultas, como fica, ficou ou ficará, ai as regras são outras, na hora da necessidade, urgência…

  2. Importante ressaltar que a assistência à saúde dos servidores é um benefício facultativo, ou seja, que podem ou não ser adotados pelos estados. Em algumas unidades da federação – como Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins – decidiram não oferecer essa prestação de serviços aos servidores. “O Governo de Minas não só optou por oferecer este benefício como está trabalhando para aprimorá-lo e torna-lo sustentável”, afirma a presidente do Ipsemg, Jomara Alves da Silva.

    OBSERVE O COMENTARIO ACIMA, ATE PARECE QUE FAZEM UM FAVOR PARA A GENTE.
    POR FAVOR COM O SALARIO QUE PAGA FAZ MAIS QUE AOBRIGACAO E ESPERO QUE MELHORE O ATENDIMENTO EM UBERLANDIA

  3. as inovações são bem-vindas, sem dúvidas. Gostaria que me informassem porque na minha cidade – João Monlevade- vários atendimentos não são feitos:Raio X, mamografia, várias especialidades médicas inclusive cardiologista, dermatologista, etc. Precisamos nos dirigir a outras cidades, como Nova Era ou Itabira, além de b. Horizonte, o que significa gastos e, muitas vezes, faltas ao trabalho.
    Aguardo retorno e desde já, agradeço.

  4. Grande avanço na Assistencia à Saude IPSEMG! Antes o cônjuge era dependente gratuito hoje eu tenho que contribuir com 3,2% da minha remuneração?
    Bem diz o ditado:quando vê muita esmola o santo desconfia.
    5% de aumento menos 3,2% de desconto. Otimo negocio!

  5. é um absurdo, em janeiro/2012 fui surprendida com desconto de R$119,00 de desconto pelo meu conjugê, é melhor pagar um plano de saúde do que enfrentar o SMU do IPSEMG, maravilha
    continuem votando no PSDB, politica nazista!!!
    quem manda sou eu e não preciso avisar nada

  6. Vê se faz valer este desconto, sendo que na minha cidade não temos o previlegio de assistencia odontológica, de médicos especialistas.O único atendimento que temos é de exames laboratorias e consulta com Clínico Geral.

  7. O que dizer entao da “fila de espera oculta” que vigora junto com as mudanças? ha 3 meses consultei com um ortopedista,alem,da longa batalha para conseguir uma vaga para realizar uma ressonancia magnetica,nas clinicas conveniadas,agora nao consigo entregar o resultado para o medico,porque nao ha vaga.O desconto no meu contra cheque não falha. Com as mudanças fica sustentado e garantido o objetivo do “equilibrio financeiro”,porem,a melhoria do atendimento aos usuarios e seus dependentes…Lamentavel,triste saber que os sindicatos que outrora lutava em prol dos trabalhadores agora se associam ás empresas para ” ferra-los”,com desculpas da expressao.

  8. minha filha é minha dependente de 06 anos de idade e não consigo fazer consulta,pois ela ainda não foi cadastratada e trabalho desde 09/02/2012.no ipseng de montes claros mg

  9. Nunca consigo marcar consulta no Madrecor, pois so marcam consulta no primeiro dia util do mes, ligo sempre as 07:00hs do primeiro dia e as atendentes dizem que as agendas ja estao cheias e que nao ha mais vagas.Gostaria de saber o que esta acontecendo.

  10. Estou lendo sobre as mudanças, mas existem coisas bem mais sérias a serem mudadas, como por exemplo, preencher as vagas dos médicos que se aposentaram.
    Contribuo há mais de 40 anos com o IPSEMG, em dois cargos, e não consigo uma consulta para um endocrinologista, pois só existe uma especialista para atender a toda a Minas Gerais. Estou com dois nódulos e preciso de acompanhamento.

  11. Há cerca de três meses tento marcar para o meu cardiologista, depois de uma cirurgia gravíssima, que tem ser acompanhada. Nunca existe vaga, pois só existem três para atender a toda a Minas Gerais.

    Portanto, tudo o que se diz acima acima não passa de balela.
    Pobres servidores de Minas Gerais.

  12. Está impossível marcar consultas pelo Ipsemg.
    Você perde um tempão para ouvir que não há vagas.
    Os conveniados particulares não querem atender os servidores do Ipsemg, alegando que recebem muito pouco pelas consultas. Tentei marcar uma hoje e me disseram que só haverá vaga para setembro, como se doença pudesse esperar.
    Estou desesperada, pois não tenho dinheiro parqa pagar meédico praticular.

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