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27/08/2011 7:17

Multinacional vai investir R$ 1 bi para instalar usina

Jornalista

Alexandre Bercuó e Nárcio Rodrigues participaram do anúncio

O município de Tupaciguara, a cerca de 70 quilômetros de Uberlândia, vai receber um investimento de R$ 1,14 bilhão para a instalação de uma nova usina de açúcar e álcool. O projeto foi apresentado, ontem, à comunidade local, após a consolidação que aconteceu em uma reunião no gabinete do governador de Minas, Antonio Anastasia, no dia 25, que contou com a participação de políticos da região, como o deputado Nárcio Rodrigues.

A nova usina deve gerar 2,4 mil empregos diretos e cerca de 6 mil indiretos e pertence à British Petroleum no Brasil (BP Brasil). A expectativa é de que a usina esteja em pleno funcionamento em 2015.

Essa será a primeira usina de açúcar e álcool da BP Brasil a ser construída no país. A multinacional escolheu Tupaciguara como local estratégico, já que adquiriu as usinas do grupo Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA) em Ituiutaba, Campina Verde e Itumbiara (GO). A previsão é moer 5 milhões de toneladas de cana por ano na usina para a produção de açúcar, etanol e energia elétrica a partir da queima do bagaço da cana.

De acordo com Maurício Cecílio, diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi-MG), a BP Brasil investiu R$ 2 bilhões em pesquisas de sustentabilidade pelo mundo. “Foi feito um estudo para a chegada deles ao município. Eles vão minimizar o impacto social e ambiental na região”, disse.

Segundo o prefeito de Tupaciguara, Alexandre Bercuó, a nova usina deve dobrar o orçamento do município a partir de 2017. Hoje, o orçamento municipal é de cerca de R$ 35 milhões por ano. “A arrecadação começa anos depois do início das atividades e vai ser muito importante para nós. Além disso, há geração de emprego e renda”, disse.

Empreendimento marca retomada

Em reportagem publicada no domingo (21), o CORREIO de Uberlândia noticiou que não começou a moagem em nenhuma das três usinas de açúcar e álcool em construção em Uberlândia e que fazem parte dos 40 projetos anunciados, a partir de 2003, em Minas. No Estado, 17, ou seja, menos da metade dos protocolos de intenção, também não saíram do papel.

De acordo com Maurício Cecílio, diretor do Indi-MG, “o anúncio da implantação da usina da British Petroleum no Brasil (BP Brasil) em Tupaciguara mostra que o governo está revisando os compromissos assumidos por empresas que formalizaram intenções com o Estado e também negociando para trazer de novas empresas”.

Nos últimos oito anos, foram implantadas 23 plantas industriais desse tipo no Estado, das quais nove foram no Triângulo Mineiro, que concentra 70% da produção estadual de álcool e açúcar.

Preço pode cair com nova unidade

Já não é vantajoso abastecer com etanol nos últimos 11 meses em Uberlândia. O combustível derivado da cana-de-açúcar oscilou entre R$ 1,50 e R$ 2,54 por litro, variação de 69,3%, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

A baixa oferta do setor é um dos principais motivos, por isso a abertura de uma nova usina no Triângulo Mineiro deixa otimistas os donos de postos de combustíveis, mesmo que seja a longo prazo. “Com a oferta maior, o preço do frete diminui e se torna mais competitivo. É bom para nós, para os consumidores e para quem produz”, disse Jairo Barbosa, diretor da Minaspetro.

Comentários (11)

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  1. juca disse:27/08/11 8:29

    O problema não é só a baixa oferta e sim os impostos altissímos que o governo de Minas cobra… o dobro de São Paulo… vai sobrar alcool no futuro, porém continuará sendo caro.

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    • Elísio Elis de Moura disse:27/08/11 15:37

      Concordo em tudo que disse.É por isso q tem de se lutar pela emancipação do Estado do Triangulo, até porque tudo que será produzido e convertido em renda será investido aqui na região. Temos de iniciar um movimento já!!!

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      • Rogerio J D S disse:27/08/11 23:12

        Qual cargo você vai se candidatar? Governador, Senador? Conversa. O único estado brasileiro é o Distrito federal. O resto da federação é um misto de estado e província! A união fica com 70% do PIB.

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  2. Viegas disse:27/08/11 11:39

    E o Triâgulo se transformará em um imenso canavial……

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  3. Lucimar César disse:27/08/11 14:45

    Pena que a natureza tomará mais uma punhalada.
    É mais um crime ambiental tolerado por nós passivamente e nao estaremos aquí para sermos cobrados pelos nossos descendentes.

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  4. jose celso disse:27/08/11 16:16

    a populaçao de tupaciguara pode arrumar outro lugar pra morar, pois alem do clima que se tornará horrivel, a qualidade de vida vai desabar, pois vem de tudo pra tabalhar na usina, gente boa e gente ruim, alem de marginais de varias localidades do brasil.Nao acreditam, visitem igarapava, delta e santa juliana, de paraiso, viraram um inferno

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    • Noêmia Custódio da Silva disse:30/08/11 5:01

      José,eu concordo com vc em quase tudo,mas se o Brasil tem essa imensidão de terras e se o etanol é uma das soluções de energia pro transporte,como fazemos com a economia que a todo momento busca soluçoes alternativas????Este é o preço do progresso!!!!!!!!Aí sim,cabe aos homens criar soluções prá que o planeta não sofra mais ainda na sua constante destruição.

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  5. alceu disse:27/08/11 17:24

    mas uma para destruir o resto do cerrado e gerar fome

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  6. Horacio Huk Junior disse:28/08/11 11:46

    Enviar para Diretores…

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  7. Secretário disse:29/08/11 22:34

    Meu Deus… Nosso Chefe do Executivo como não é filho de Tupaciguara “claro não se preocupa” com as pessoas e sim com o ganho… Esta utilizando da metodologia do desenvonvimento desordenado a qualquer custo. Só pensa em se tornar Deputado dobrando os orçamentos… Mas os filhos da terra da Mãe de Deus? Alguém ou algum político perguntou se é bom para o Município? Quanto vamos pagar ou como seremos cobrados, vida social, nossa cultura, nossa identidade (canavieiros ou trabalhadores nos canaviais de alta tecnologia? Quanto custa perder o respeito pela nossa vida pelo nossa terra? Nosso Município não comporta mais uma usina…

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  8. Joaquim sérgio disse:15/11/11 16:19

    Evidentemente, não podemos esperar que um empreendimento dessa proporção possa trazer um bom resultado sem que antes haja um criterioso estudo e um belo projeto, mas é uma pena que a nossa “realidade” seja outra; infelizmente os iteresses políticos
    acabam “abortando”dia após dia a possibilidade de não precisar ver para crer.

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