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Cidade e Região

Patrulhamento da PM nos campi da UFU continua sob impasse

A Polícia Militar (PM) afirma que ainda não foi notificada da decisão da Justiça Federal que determinou o “patrulhamento ostensivo” dentro dos campi da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Segundo o major Miller Michalick, subcomandante do 17º Batalhão da PMMG, o patrulhamento nos campi da UFU já é feito “de acordo com as estratégias operacionais da corporação”. A decisão da Justiça não mudaria a forma de trabalho, de acordo com o major. “A análise criminal e de zonas quentes, ou seja, de locais com alta intensidade de crimes, é o que determinam os lançamentos de operações”, disse Michalick.

Apesar dos registros recorrentes de furtos, roubos dentro dos campi da UFU, principalmente no bairro Santa Mônica, na zona leste da cidade, o índice de crimes no local seria inferior a outras regiões do mesmo bairro. Somente neste ano, foram registrados cinco ataques a caixas eletrônicos e duas tentativas de estupros dentro do campus Santa Mônica. O uso e consumo de drogas são outras ocorrências presenciadas e, por vezes, registradas nos campi da UFU.

Valder Steffen Júnior afirmou que a UFU ainda não foi notificada sobre a ação judicial (Foto: Celso Ribeiro)

Valder Steffen Júnior afirmou que a UFU ainda não foi notificada sobre a ação judicial (Foto: Celso Ribeiro)

Em 2013, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Cleber Eustáquio Neves entrou com ação civil pública contra a UFU e a PM, a fim de obrigar a corporação a patrulhar a universidade, e a entidade a fornecer espaço para instalação de uma base policial. A decisão da Justiça Federal saiu em novembro deste ano, determinando que a polícia faça o patrulhamento ostensivo e constante, porém foi negada a criação da base no campus Santa Mônica.

“Policiamento que é feito em qualquer via publica, passado a decisão judicial, já teria começado dentro do campus. O Estado já foi intimado e automaticamente a PM. O que será verificado no próximo ano é se a PM esta cumprindo ordem”, afirmou Neves. Segundo o procurador, a verificação desse patrulhamento será feita a partir de balanços a serem enviados pela PM ao MPF.

 UFU

O diretor da Faculdade de Engenharia Mecânica e ex-pró-reitor de Administração e Planejamento, Valder Steffen Júnior, assumiu recentemente o cargo de Reitor da UFU. Segundo ele, a universidade também não recebeu a intimação judicial sobre a obrigatoriedade do patrulhamento da PM.

“Não tenho conhecimento sobre a determinação da justiça. Pretendo me inteirar do assunto na próxima semana. A UFU está aberta a conversar com a Polícia Militar, mas pretende buscar outras formas de segurança, como o maior controle de entrada e saída de veículos dos campi”, afirmou o novo reitor.

Comentários

5 Responses to “Patrulhamento da PM nos campi da UFU continua sob impasse”

  1. Parabéns ao MPF , se houver interferência do Reitor , e tudo indica que sim , coloque-o dentro de um ” carburrão ” na porta traseira , isto fará que os roubos dos ” manus ” pare na hora ….porque querem o território livre ??? pergunta inocente…..

  2. Patrimônio do Estado, o qual, é isento das restrições legais. Absurdo. Educação universitária um fracasso, atende apenas o ateísmo e a doutrina ideológica comunista. Onde seus mestres são um antro de podridão: Marx; Nitshie; Gramsci e seus pares.

  3. A reportagem do correio tem que ir no campus Santa Mônica para verificar não só a violência, os furtos e roubos, mas a destruição do patrimônio público, banheiros, salas, móveis, tudo arrebentado…agora a nova administração vai continuar tudo como dantes…

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