Polêmica envolvendo o Ecad já reflete em Uberlândia
A polêmica envolvendo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), responsável pelo recolhimento de valores de direitos autorais no país, chegou a Uberlândia. Comerciantes e prestadores de serviços questionam as cobranças da entidade privada. O assunto também foi levado à tribuna da Câmara Municipal nesta semana, quando vários vereadores relataram casos de eventuais abusos.
No Senado Federal, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) será instaurada na segunda-feira para apurar supostas irregularidades no Ecad, entre elas, denúncias de repasses incorretos a artistas, contabilidade maquiada e auditorias inadequadas.
Em Uberlândia, no mercadinho de Maria Aparecida Florêncio, um televisor de 14 polegadas foi motivo de discussão entre ela e uma funcionária do Escritório. De acordo com Maria, uma mulher que se identificou como Regina, questionou a presença da TV no local. Avisada de que era para uso particular, Regina teria dito que, se o aparelho estivesse ligado, poderia gerar uma multa para a comerciante, uma vez que ela não contribui com o Ecad. “Quando disse que não iria pagar R$ 50 por mês ao Escritório, ela disse que iria voltar e se a TV estivesse ligada, me multaria”, disse a empresária.
“Quando um estabelecimento disponibiliza uma TV para os seus clientes certamente em algum momento haverá execução musical na programação”, disse Ênio Medeiros, gerente do Ecad em Uberlândia. “Ela não é para os clientes, serve para que eu assista enquanto trabalho”, disse Maria Aparecida.
Já um hotel do Centro de Uberlândia paga R$ 663 mensais por ter televisores e aparelhos de som nos quartos e no lobby. “Acho indevido, nunca houve uma fiscalização, só vêm e dizem que devemos pagar”, afirmou o analista financeiro Aurélio Martins Feitosa.
ARTISTAS
Jurista diz que maioria das cobranças é ilegal
O Ecad só pode cobrar direitos autorais se tiver a utilização de uma música que pertença ao catálogo dos artistas associados, mas, de acordo com o músico e jurista Calvino Vieira Júnior, a maior parte das cobranças feitas pela instituição é ilegal. Elas são mensais e não por música executada. “Assim, o Ecad cobra mesmo se a música não for composição de um associado. É cobrança indevida e apropriação indébita, que é se apropriar de algo que não é dele”, disse.
O representante do Ecad em Uberlândia confirma que os artistas não associados não recebem nenhum valor e que “acompanha e realiza gravações de eventos diversos” para assegurar que não será cometida nenhuma irregularidade. “Sou totalmente a favor da cobrança de direitos autorais, mas nunca consegui ver um caso concreto em que a cobrança fosse 100% legal”, afirmou Calvino.
De todo o arrecadamento do Ecad, 75,5% são repassados para os artistas, 7,5% são usados no pagamento de despesas administrativas e 17% são para o pagamento de despesas operacionais.
Natureza jurídica
Outro questionamento feito pelo jurista Calvino Vieira Júnior é a natureza jurídica do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. Segundo Ênio, o Ecad é instituição privada, sem fins lucrativos “instituída pela Lei 5.988 de 1973 e mantida pela Lei Federal 9.610 de 1998”. Contudo, Calvino diz que, se o Ecad tivesse sido criado pela lei, haveria um preâmbulo que informaria a criação. “Não há nem poderia, porque senão teria que ser um órgão público”, afirmou.
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teresinha batista ferreira disse:11/06/11 8:59
sei de dirigentes do ecad possuidores de apartamento de luxo inclusive para ferias em miami andando de carro de mais de 200 mil reais
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Monica disse:12/06/11 17:29
É mesmo? Onde? Quem? Trabalho há 12 anos no Ecad e não conheço ninguém que tenha carro de mais de R$ 200 mil no Ecad. Isso é uma mentira! As pessoas que e alguma forma nao querem pagar, inventam histórias como essa para descredibilizar a instituição.
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André Luís de Araújo. disse:11/06/11 9:26
Diversos tribunais, inclusive o STJ já decidiram que o uso de rádio e televisão não ensejam ECAD ao comerciante. É que as emissoras já pagam por isso.
O que se discute é quanto o som ao vivo.
O que falta é esses comerciantes descerem o porrete nesses ficais meia-boca, para que parem de extorqui-los.
Outrossim, já passou de hora de acabar com esse ECAD, para desocupar a Justiça de demandas dessa sorte. -
André Luís de Araújo. disse:11/06/11 9:34
Se o Ministério Público quisesse, poderia propor Ação Civil pública, pedindo inclusive dano social, para inibir essas práticas.
O que acontece é o seguinte:
Cobram de todos, um ou outro vai à Justiça, os que não vão dão lucro.
Nesses casos, o Juiz pode aplicar o chamado DANO SOCIAL para penalizar a entidade pelos danos que ocasionaram aos que ficaram quietos.-
Mariana disse:13/06/11 15:11
Boa tarde André!
Suas colocações demonstram um elevado grau de ignorancia sobre o Ecad e os processos que o envolvem, então sugiro que você se informe direito sobre o assunto antes de emitir opiniões tão infundadas e tendenciosas. Leia matérias, veja videos das audiencias publicas, leia as atas que o Ecad disponibiliza no site… Aí você volta a falar sobre essa questão.
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denivaldo soares disse:11/06/11 23:01
Cientistas já conseguiram um minúsculo aparelho que acoplado ao celular, consegue ler as músicas que o cidadão pensa em cantar, canta ou sonha em cantar. Se você sonhou com uma música, o Ecad já automaticamente receberá pela música sonhada descontando de seu crédito do celular, sendo pós ou pré-pago. Cuidado, não cante mais no banheiro. Espeeeeeeera prá tu vê!!!!!!!!
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ANDRE disse:18/06/11 12:36
AQUI EM PATOS ESTÁ MUITO DIFICIO, FAZER QUALQUER EVENTO, A ECAD QUER GANHAR MAIS DO QUE OS ORGANIZADORES, E OS ARTISTAS, TEM VARIOS EVENTOS QUE ELES NÃO COBRA E DEPOIS DESCONT NOS OUTROS QUE NÃO SÃO SEU PEIXE…ESTPU INDO EM BRASILIAM PRA FAZER UMA RECLAMAÇÃO DIRETAMENTE ………..

Comentários (7)