Prefeitura de Uberlândia vai gerir áreas nos Distritos Industriais
A Prefeitura de Uberlândia vai assumir a administração dos lotes ainda não ocupados nos Distritos Industriais I e II do município, na zona norte, ainda no primeiro semestre deste ano. São mais de 30 áreas, de aproximadamente 150 mil metros quadrados, que serão transferidas pelo Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). A cessão será possível graças à aprovação da Lei 20020, sancionada pelo governo de Minas Gerais no dia 5 de janeiro deste ano. As áreas destinadas a projetos de interesse estratégico do governo estadual não estão incluídas na nova legislação.
Uberlândia será o primeiro município, dos 52 de Minas Gerais que dispõem de distritos – entre eles Araguari, Ituiutaba, Uberaba, Patrocínio, Juiz de Fora e Belo Horizonte -, que vai administrar as áreas sem construções e que não tenham sido alienadas ou prometidas contratualmente a terceiros. Mas, pela lei, a Codemig deve prestar assistência e cooperação técnica para o planejamento, a construção e a administração de distritos industriais. O objetivo do Estado com a transferência das áreas é facilitar a instalação de novas empresas nos distritos industriais e, consequentemente, gerar investimentos e empregos. Antes da lei, os interessados negociavam os lotes diretamente com a companhia, em Belo Horizonte. Agora, farão o acerto com a prefeitura.
O vice-presidente da Codemig, Antônio Leonardo Lemos, afirmou que confirmada a transferência dos lotes, o dinheiro referente a cada negociação, se houver, vai para o caixa das prefeituras. “Mas a preferência é que cada município doe o lote (para as empresas interessadas em se instalar nos distritos industriais), já que o objetivo principal é gerar novos negócios”, disse.
Metro quadrado vale até R$ 120
O metro quadrado das áreas dos Distritos Industriais I e II de Uberlândia está avaliado entre R$ 35 e R$ 120, segundo o Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi). O presidente do sindicato, Paulo Maurício Silva, afirmou que o último lote negociado na região do Distrito Industrial foi vendido em novembro por R$ 35 o metro quadrado. “Este é o preço mínimo, já que algumas áreas nesta região chegam a R$ 120 o metro quadrado”, afirmou.
Segundo o vice-presidente da Codemig, Antônio Leonardo Lemos, as negociações dos terrenos feitas pela companhia foram suspensas desde junho do ano passado, o que dificulta avaliar o preço atual dos lotes nos Distritos Industriais de Uberlândia. Na época, a área em Uberlândia era negociada por R$ 22 o metro quadrado. Como os lotes que serão administrados pelo município totalizam aproximadamente 150 mil metros quadrados, segundo o preço de 2011, elas estariam avaliadas em cerca de R$ 3,3 milhões.
Aciub pede mudança há três anos
O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), Fábio Pergher, afirmou que há, pelo menos, três anos reivindica a regionalização da administração dos Distritos Industriais. “A demanda é muito grande e as empresas, às vezes, deixam de investir por conta da dificuldade”, disse. Ele disse esperar que a lei flexibilize a aquisição das áreas disponíveis pelas empresas interessadas. “Com o município gerindo essas áreas, as decisões ficarão mais fáceis”, afirmou.
Segundo Fábio Pergher, algumas empresas tentam uma área no Distrito Industrial há anos e estão estranguladas. É o caso de Renato Weigaid, diretor de uma empresa de embalagens plásticas com sede no bairro Marta Helena, na zona norte. De acordo com Weigaid, há mais de um ano ele espera um lote e a autorização para alojar seu negócio no Distrito Industrial II. Ele disse que a expectativa é de que a lei o auxilie a conseguir uma das áreas do Distrito Industrial. “A dificuldade operacional na empresa é grande, pois falta espaço. Com uma nova unidade, no distrito industrial, posso gerar empregos”, afirmou.
Prefeitura ainda não definiu regras
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Sérgio Ferreira, disse que a Prefeitura de Uberlândia aguarda a Codemig esclarecer como os lotes serão doados para o município para definir as regras da comercialização deles. “Sabemos apenas que vamos respeitar os quesitos legais de publicidade, como fazer o edital e saber qual empresa vai se adequar. Mas nada está predefinido”, afirmou.
Ainda de acordo com o chefe da pasta, foi criada a Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (Amdes), que será responsável pela negociação das áreas. A agência, segundo Paulo Sérgio Ferreira, é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e foi criada após a aprovação da lei pelo Estado.
Distritos Industriais
Nova administração
A Prefeitura de Uberlândia vai assumir a administração dos lotes ainda não ocupados nos Distritos Industriais I e II do município
A transferência das áreas vai ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano
As áreas serão transferidas pelo Estado por meio da Codemig
A cessão será possível graças à aprovação da Lei 20020, sancionada no dia 5 de janeiro deste ano
Uberlândia será o primeiro município dos 52 de Minas Gerais que dispõem de distritos a administrar as áreas sem construções
As áreas em Uberlândia
São mais de 30 terrenos
Os lotes têm aproximadamente 150 mil metros quadrados
Em junho do ano passado, cada metro quadrado estava avaliado em R$ 22
Hoje, o metro quadrado no Distrito Industrial custa entre R$ 40 e R$ 120, segundo o Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi)
A área total do Distrito Industrial de Uberlândia é de 9.651.864 metros quadrados
Como funcionará
A empresa interessada pela área vai adquiri-la por meio de um convênio
Para fazer o acordo, os empresários beneficiados terão que respeitar uma série de obrigações
Entre as obrigações está a de garantir que a destinação do imóvel seja feita para fins industriais e que a atividade seja compatível com o respectivo distrito industrial
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fernando disse:20/03/12 9:41
di
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fernando disse:20/03/12 9:42
area d.i.
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edison campelo disse:20/03/12 12:22
muito bom isto para nos
empresarios. que agora não
precisa mais negociar esperar
resposta em BH. agora podemos
apresentar projeito a
Prefeitura para adiquirir
área. -
Tiago Domingos disse:30/03/12 11:40
Se realmente alguma parte das áreas forem destinadas aos empresários que já possuem vínculos com a cidade e que precisam urgentemente ampliarem e modernizarem suas plantas seria um progresso e tanto. Mas infelizmente existe um movimento político contra alguns grupos de empresários que poderiam ser beneficiados tal como outros são. Até poderia a mídia investigar e ajudar que esta distribuição seja igualitária independente dos laços partidários e afinidades com o poder público.

Comentários (4)