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1/06/2012 21:31

Produto Interno brasileiro teve crescimento de 0,2%

Ministro da Fazenda acredita que as medidas de estímulo à economia vão surtir efeito a partir do 2° semestre

A economia brasileira começou o ano de 2012 em ritmo lento, quase estagnada. O Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) registrou expansão de 0,2% frente os três últimos meses de 2011. O dado foi revelado ontem pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou as Contas Nacionais Trimestrais. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta ficou em 0,8%. Em valores correntes, O PIB atingiu R$ 1,03 trilhão no primeiro trimestre de 2012. No acumulado de 12 meses, o PIB brasileiro cresceu 1,9%.

A principal contribuição positiva veio do consumo das famílias, que teve alta de 2,5% frente ao mesmo período do ano passado. Já o serviço de intermediação financeira teve alta de apenas 0,3%, contrariando o bom desempenho registrado nas últimas divulgações. A baixa dos juros e a inadimplência justificam a evolução dosetor.

A agropecuária foi em 2011 um dos grandes destaques do PIB. Mas neste ano se ressentiu dos efeitos da estiagem e da baixa produtividade e registrou fortes quedas nas duas bases de comparação. No primeiro trimeste, o setor caiu 7,3%. “Isso aconteceu por conta da quebra da safra de soja, arroz e fumo. Tudo isso ligado a fatores sazonais”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro, a queda vai se acentuar na próxima parcial do PIB. “No segundo semestre, começarão a vencer as prestações de custeio e o produtor terá de renegociar essa dívida. Além disso, as chuvas são insuficientes para o cultivo de inverno e a situação das pastagens já sinaliza dificuldades para a pecuária leiteira.” Rio Grande do sul foi o que registrou a maior perda na colheita de soja, com produção 43% menor do que a esperada.

Destaque

Após três recuos consecutivos, o PIB da indústria teve a maior alta na parcial do ano desde o primeiro trimestre de 2010, quando subiu 2,6%. O avanço se deu em praticamente todos os segmentos, à exceção do segmento de extrativa mineral.

Outros setores que contribuíram positivamente para o PIB ficar positivo foram administração, saúde e educação pública (1,8%), produção e distribuição de eletricidade, gás e água (1,5%), construção civil (1,5%) e comércio (1,3%).

Avaliação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que as medidas de estímulo à economia vão surtir efeito a partir do segundo semestre. Apesar do fraco desempenho do PIB no primeiro trimestre do ano, Mantega garantiu que a economia brasileira vai fechar o segundo semestre de 2012 com taxa de crescimento entre 4% e 4,5%.

Mantega disse que virão mais estímulos para o investimento, que também deve ser recuperar a partir da segunda metade do ano. “Reduzimos muito as taxas de financiamento para o investimento”, disse.

Especialistas, entretanto, são mais conservadores. “Não há mais tempo hábil para tomar medidas que permitam ao PIB crescer mais do que isso”, afirmou o professor Robson Gonçalves, da Fundação Getulio Vargas (FGV), que prevê elevação entre 2,5% a 3%.

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